<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><!-- generator=Zoho Sites --><rss version="2.0" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><channel><atom:link href="https://vedantacuritiba.org.br/blogs/tag/vivekananda/feed" rel="self" type="application/rss+xml"/><title>Centro Ramakrishna Vedanta Curitiba - Artigos Espirituais #vivekananda</title><description>Centro Ramakrishna Vedanta Curitiba - Artigos Espirituais #vivekananda</description><link>https://vedantacuritiba.org.br/blogs/tag/vivekananda</link><lastBuildDate>Wed, 17 Dec 2025 16:49:42 -0800</lastBuildDate><generator>http://zoho.com/sites/</generator><item><title><![CDATA[OS APÓSTOLOS DE SRI RAMAKRISHNA--PARTE-1A]]></title><link>https://vedantacuritiba.org.br/blogs/post/OS-APÓSTOLOS-DE-SRI-RAMAKRISHNA-PARTE-1A</link><description><![CDATA[<img align="left" hspace="5" src="https://vedantacuritiba.org.br/SwamiVivekananda.jpg"/>Swami Vivekananda é considerado o principal discípulo de Sri Ramakrishna e vamos recordar sua vida santa. Ele pertencia a uma família religiosa e culta. Sua mãe, Bhuvaneswari Devi, era uma dona de casa devota, de conduta nobre.]]></description><content:encoded><![CDATA[<div class="zpcontent-container blogpost-container "><div data-element-id="elm_LgAEtT5aTpaLrLcIq4b63w" data-element-type="section" class="zpsection "><style type="text/css"></style><div class="zpcontainer-fluid zpcontainer"><div data-element-id="elm_IKVCa1TjTwen4g47zjHPTg" data-element-type="row" class="zprow zprow-container zpalign-items- zpjustify-content- " data-equal-column=""><style type="text/css"> [data-element-id="elm_IKVCa1TjTwen4g47zjHPTg"].zprow{ border-radius:1px; } </style><div data-element-id="elm_NWwjYp0zSZCILxNwu-T5YA" data-element-type="column" class="zpelem-col zpcol-12 zpcol-md-12 zpcol-sm-12 zpalign-self- "><style type="text/css"> [data-element-id="elm_NWwjYp0zSZCILxNwu-T5YA"].zpelem-col{ border-radius:1px; } </style><div data-element-id="elm_01KvX7GtMG3ySGTgQ63WSg" data-element-type="heading" class="zpelement zpelem-heading "><style> [data-element-id="elm_01KvX7GtMG3ySGTgQ63WSg"].zpelem-heading { border-radius:1px; } </style><h2
 class="zpheading zpheading-style-none zpheading-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><h1 style="font-size:30px;text-align:center;"><div style="color:inherit;"><p align="center"><span style="font-size:32px;font-weight:bold;">SWAMI VIVEKANANDA—O MENSAGEIRO DE UMA NOVA ESPERANCA&nbsp;</span></p></div></h1></div></div></h2></div>
<div data-element-id="elm_IJKIs-IpU7wTh0GuHhA_lQ" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style> [data-element-id="elm_IJKIs-IpU7wTh0GuHhA_lQ"].zpelem-text { border-radius:1px; } </style><div class="zptext zptext-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><p align="center" style="text-align:center;"><span style="font-size:24px;font-weight:bold;">Compilador—Swami Prajnatmananda</span></p></div></div>
</div><div data-element-id="elm_M1_rYXZOF1jecNiVhoqmsA" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style> [data-element-id="elm_M1_rYXZOF1jecNiVhoqmsA"].zpelem-text { border-radius:1px; } </style><div class="zptext zptext-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><p align="center" style="text-align:center;"><span style="color:inherit;font-size:24px;">Publicado em&nbsp;</span><span style="font-size:24px;color:inherit;">06 de fevereiro de 2021&nbsp;</span></p></div></div>
</div><div data-element-id="elm_mvb8qOTvUuFcRtorRMYe-w" data-element-type="button" class="zpelement zpelem-button "><style> [data-element-id="elm_mvb8qOTvUuFcRtorRMYe-w"].zpelem-button{ border-radius:1px; } </style><div class="zpbutton-container zpbutton-align-center "><style type="text/css"></style><a class="zpbutton-wrapper zpbutton zpbutton-type-primary zpbutton-size-lg zpbutton-style-none " href="https://youtu.be/dY83fCslfvw?list=PLCaGirPQqPqHQ7x-7yunI6p9JmHBGHYi2" target="_blank"><span class="zpbutton-content">ASSISTIR O VÍDEO</span></a></div>
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</div><div data-element-id="elm_-qKEHEc63wwkx-0vb9NHAA" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style> [data-element-id="elm_-qKEHEc63wwkx-0vb9NHAA"].zpelem-text { border-radius:1px; } </style><div class="zptext zptext-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" width="651"><tbody><tr><td class="zp-selected-cell"><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">Swami Vivekananda é considerado o principal entre os apóstolos de Sri Ramakrishna. Hoje vamos lembrar sua vida santa. Ele pertencia a uma família religiosa e culta. Sua mãe, Bhuvaneswari Devi, era uma dona de casa devota de conduta nobre. Por muito tempo ela não teve filho. Então, ela orou constantemente ao Senhor Shiva para realizar seu desejo. Ela teve um sonho onde ela viu Shiva saindo de Sua meditação transcendental e assumindo a forma de um menino que nasceria como seu próprio filho. Foi assim que em 12 de janeiro de 1863, Swami Vivekananda nasceu em Calcutá como uma nova esperança para seus pais. Seu nome era Narendra Nath Datta e era chamado carinhosamente de Naren. Seu pai, Vishwanath Datta, era procurador do Tribunal Superior de Calcutá e conhecido por sua natureza nobre e prestativa. A atitude progressista e racional do pai de Narendra e o temperamento religioso de sua mãe ajudaram a moldar sua personalidade e maneira de pensar. Desde tenra idade Narendranath estava interessado em espiritualidade e era um adepto da meditação. Ele tinha grande devoção pelos deuses e deusas hindus. Também era fascinado pelos ascetas e monges errantes. Naren quando criança, era travesso e sempre radiante de energia e felicidade. Seus pais muitas vezes tinham dificuldade em controlá-lo. Ainda quando criança, uma vez Narendra salvou seu amigo de ser atropelado por uma carruagem arriscando sua própria vida. Essa característica de auto-sacrifício foi evidente ao longo de sua vida.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">Aos quinze anos, Narendra experimentou o êxtase espiritual. Ele estava viajando para um lugar chamado Raipur, na Índia Central, em uma carroça puxada por boi. Ele avistou uma grande colméia na fenda de um penhasco gigante. Repentinamente sua mente se encheu de temor e reverência pela providência divina e ele perdeu sua consciência exterior. Quando menino, Narendra teve muitas visões espirituais. Em seu intenso desejo de compreender a verdade, o jovem Narendra praticava meditação regularmente. Por natureza, Narendra não aceitava nada sem evidências. Enquanto crescia, estudou diferentes sistemas religiosos e filosóficos do Oriente e do Ocidente. Se encontrou com diferentes líderes religiosos na busca por uma realização mais elevada, mas em vão.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">Nesse mesmo período, Sri Ramakrishna, um homem com realização Divina, esperava ansiosamente para compartilhar suas experiências espirituais com todos os aspirantes zelosos. Esse desejo literalmente o queimava. Sobre isso, ele diria mais tarde: “Eu subia ao telhado do edifício no jardim do Templo de Dakshineshwar e me contorcendo em angústia, gritava com toda a força: “Venham, meus meninos! Oh, onde estão todos vocês? Não suporto viver sem vocês! Uma mãe nunca ansiou tão intensamente por seu filho, nem um amigo por seus companheiros, ou um amante por sua amada, como eu ansiei por eles! Oh, isso era indescritível! Pouco depois desse anelo, os devotos começaram a chegar.” A chegada de Narendra, em especial, deu esperança e consolo a este Grande Mestre. Narendra conheceu Sri Ramakrishna na casa de um devoto, onde fora convidado para tocar música devocional. Sri Ramakrishna ficou muito impressionado e o convidou para visitar o templo da Mãe Divina em Dakshineswar. Narendra visitou Dakshineswar e o Mestre pediu-lhe para cantar uma canção e esta o levou ao êxtase. Com lágrimas de felicidade, ele disse a Narendra: “Você chegou tão tarde! Isso foi apropriado? Meus ouvidos quase queimaram ao ouvir conversas mundanas. Eu estava esperando por você. Eu sei que você é Nara, a encarnação do Senhor Narayana. Você veio à terra para remover os sofrimentos e as dores da humanidade”. Desde o início, Sri Ramakrishna sabia que Narendra nascera para trazer felicidade para a humanidade. Narendra, de mente racional, ficou pasmo e considerou isso como conversa tola de uma pessoa insana. Apesar desse pensamento, Narendra perguntou a ele: &quot;Reverendo Senhor, o Senhor viu Deus?&quot; Sem um momento de hesitação, o Mestre respondeu: &quot;Sim, eu vi Deus e O vejo como vejo você aqui, apenas com mais clareza. Deus pode ser visto. Pode-se falar com ele. Mas quem se importa com Deus. Se alguém clamar por Deus tanto quanto pelas coisas mundanas, certamente poderá vê-lo”. Isso imediatamente impressionou Narendra. Narendra sentiu que as palavras de Sri Ramakrishna foram proferidas das profundezas de sua experiência interior. O Mestre começou a moldar sua vida como desejava.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">O encontro de Narendra com Sri Ramakrishna foi um evento importante na vida de ambos. Foi como o encontro do Ocidente com o Oriente. Narendra era como se fosse um representante do homem moderno com todo o ceticismo. Sri Ramakrishna amansou o rebelde Narendra com sua infinita paciência e amor. A afeição de Ramakrishna por Narendra surpreendeu a todos. Se Narendra não pudesse vir a Dakshineswar por um longo tempo, o Mestre chorava por ele ou ia a Calcutá para vê-lo. Ele sabia que Narendra não viveria muito tempo neste mundo. Então, ele estava ansioso para treinar seu mais importante discípulo em ritmo acelerado. Sri Ramakrishna sabia que a mente de Narendra tinha uma inclinação natural para o caminho do Conhecimento e o iniciou na filosofia não dualista da Vedanta. No início foi difícil para Narendra aceitar a visão monista de que “tudo o que existe na realidade é Brahman ou Deus”. Um dia, o Mestre ouviu Narendra ridicularizando a experiência vedântica da unidade. O Mestre o tocou e isso o fez entrar em Samadhi, o êxtase espiritual mais elevado. O toque mágico do Mestre trouxe uma mudança maravilhosa em sua mente. Ele ficou surpreso ao descobrir que realmente não havia nada no universo além de Deus!</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">Sri Ramakrishna submeteu Narendra a duros testes. Um dia, toda a sua atitude em relação a Narendra pareceu mudar e ele o ignorou por vários dias. Ignorado pelo Mestre, Narendra passou os dias com outros discípulos. Finalmente, depois de um mês, o Mestre disse a Narendra que apenas um aspirante espiritual de sua estatura poderia suportar tanto descaso e indiferença. Qualquer outra pessoa não teria resistido. Narendra também testou Sri Ramakrishna antes de aceitá-lo como seu mestre espiritual, guru. Sri Ramakrishna treinou Narendra para ter a realização plena do Altíssimo e fez dele um veículo para cumprir sua missão, que era a de unificar a humanidade, dilacerada na esfera religiosa, por meio da mensagem da harmonia das religiões. E para proclamar a natureza divina de cada ser individual.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">O pai de Narendra morreu inesperadamente e deixou muitas dívidas não saldadas. De repente, a família, antes abastada, foi lançada a uma pobreza extrema. Essa experiência, em primeira mão da dureza da vida, o fez perceber que simpatia desinteressada é muito rara neste mundo; e que não há lugar no mundo para os fracos, pobres e necessitados. Uma dúvida surgiu em sua mente sobre Deus, o chamado governante justo e misericordioso deste universo. Durante este período de conflitos internos, Narendra foi até Sri Ramakrishna e pediu-lhe que orasse à Mãe Divina em seu nome para aliviar seus problemas mundanos. O Mestre pediu-lhe que ele mesmo fosse ao templo e rezasse à mãe. Narendra foi ao templo com grande expectativa; mas ele pediu por conhecimento, devoção, renúncia e uma visão ininterrupta da Mãe Divina. Ao ouvir sobre suas três tentativas infrutíferas de pedir favores materiais à Mãe, Sri Ramakrishna abençoou para que a família de Narendra nunca ficasse sem comida e roupas simples. Narendra ficou aliviado porque sua família não sofreria mais.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">Sri Ramakrishna foi um mestre maravilhoso e ensinou mais pela influência silenciosa de sua vida interior do que apenas por palavras. Ele agiu como pai, mãe e amigo de seus discípulos. Eles aprenderam com seu Mestre como sintetizar as quatro Yogas. Os caminhos do conhecimento - Jnana Yoga, da devoção - Bhakti Yoga, da ação - Karma Yoga e da meditação - Raja Yoga. Foi assim que Narendra lentamente aceitou a adoração a Deus com forma. Sri Ramakrishna também ensinou seus discípulos a ver Deus em todos os seres e a servi-los com espírito de adoração. Em 1885, Ramakrishna desenvolveu um câncer na garganta. Sem se preocupar com sua saúde, ele continuou a ensinar e guiar seus discípulos. Quando solicitado a descansar, ele respondeu: “Eu não me importo. Entregarei vinte mil de tal corpo para ajudar uma pessoa”. Um dia o Mestre distribuiu mantos ocres para Narendra e alguns jovens discípulos e os iniciou na ordem monástica. Ele disse a Narendra que todos os discípulos estavam sendo deixados sob seus afetuosos cuidados. Dois ou três dias antes de falecer, Sri Ramakrishna chamou Narendra, olhou fixamente para ele e entrou em samadhi. Narendra sentiu uma força sutil como uma corrente elétrica entrando em seu corpo. Ele também perdeu sua consciência externa. Quando recuperou a consciência, Ramakrishna disse-lhe: “Hoje, ao te dar tudo de mim, tornei-me um mendigo. Com este poder, você fará muito trabalho para o bem do mundo antes de retornar ao seu reino superior.” Foi assim que Sri Ramakrishna transferiu seus poderes espirituais para Narendra e lhe conferiu a missão de levar felicidade para a humanidade.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">Depois que Sri Ramakrishna faleceu, todos os discípulos e devotos mergulharam em um oceano de tristeza, e Narendra se sentiu impotente. O Mestre interveio e apareceu a um devoto chamado Surendra Nath Mitra durante a meditação. Ele lhe ordenou que atendesse às necessidades de seus jovens discípulos que estavam vagando sem um lugar para morar. Narendra e os outros discípulos fundaram o Mosteiro de Baranagore. Ali eles realizaram muitas práticas espirituais. Narendra e seus irmãos discípulos fizeram os votos monásticos formais. Narendra assumiu o nome de Swami Vividishananda. Mais tarde, antes de sua viagem para a América, ele mudou seu nome para Swami Vivekananda. Ele deixou o mosteiro para viver como um monge errante. Durante sua mendicância, ele conheceu muitos eruditos e pessoas santas. Ele viajou por quase toda a Índia, principalmente a pé, visitando lugares de história e peregrinação. Ele observou que a religião não era a necessidade premente da Índia; e lembrou o ditado incisivo de Sri Ramakrishna: &quot;A religião não é para um estômago vazio&quot;. Durante suas viagens ele conheceu reis regionais e corajosamente os aconselhou a melhorar as condições das massas, dando boa educação e ensinando-lhes os meios de ganhar a vida. Enquanto viajava pelo oeste e sul da Índia, Swami Vivekananda ouviu sobre o Parlamento das Religiões que seria realizado em Chicago em 1893. Em Kanyakumari, sentado no último pedaço de rocha indiana no oceano Índico, ele compreendeu o chamado divino para ir para o Oeste. Seus discípulos em Chennai começaram a arrecadar dinheiro para a viagem. O Maharaj de Khetri, um de seus discípulos, também o ajudou para ir a América. Antes de partir para a América, em maio de 1893, Swami Vivekananda disse a seu irmão discípulo Swami Turiyananda: “Haribhai, ainda não consigo entender nada de sua assim chamada religião. Mas meu coração se expandiu muito e aprendi a sentir. Acredite em mim, eu realmente sinto intensamente.” Como Buddha ele chorou pensando nas misérias da humanidade, e seguiu-se um profundo silêncio.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">Swami Vivekananda chegou a Chicago em julho de 1893 e, para sua surpresa, soube que o Parlamento das Religiões não começaria até meados de setembro. Ele não tinha dinheiro suficiente para ficar em Chicago até então. Assim ele se mudou para Boston, onde o custo de vida era menor. Deus o ajudou de maneiras misteriosas e ele conheceu muitas pessoas que não só o hospedaram, mas também forneceram as recomendações necessárias para registrá-lo como delegado do Parlamento das Religiões. O Parlamento mundial das religiões foi um dos eventos mais significativos da história do mundo; porque pela primeira vez na história do mundo, os representantes de todas as grandes religiões se reuniram na mesma plataforma. Em 11 de setembro de 1893, na sessão de abertura do Parlamento, Swami Vivekananda reiterou a mensagem eterna da Vedanta: “Como os diferentes rios tendo diferentes fontes em diferentes lugares se fundem no mar, assim os vários caminhos que os homens seguem, todos conduzem a ti, Ó Senhor!&quot; Depois desse discurso histórico, a mídia americana lhe deu muita publicidade e ele se tornou amplamente conhecido. Ele começou a dar palestras em todo o meio-oeste, costa leste e sul dos EUA. Em 1894 ele fundou a Sociedade Vedanta de Nova York. Por meio de sua mensagem vivificante, ele soou a trombeta de boas novas de esperança, de alegria e de salvação para todos. Ele condenou veementemente a insistência na idéia do pecado original. Ele proclamou que somos herdeiros da felicidade imortal e não devemos nos chamar de pecadores. Um novo pensamento varreu a América. As repercussões foram sentidas em todo o mundo, inclusive na América do Sul. Swami Vivekananda pregou audaciosamente o evangelho da divindade dos seres humanos. Depois de palestrar extensivamente, ele percebeu que meras palavras não era suficiente. Ele começou a treinar algumas almas sinceras no Ocidente que continuariam a espalhar a mensagem da Vedanta em sua ausência. Swami Vivekananda viajou para a Inglaterra três vezes entre 1895 e 1896. Foi aqui que Margaret Noble (mais tarde Sister Nivedita) o conheceu. Ele eletrizou o público inglês com suas palestras sobre Jnana Yoga. Ele atraiu alguns seguidores britânicos sinceros que permaneceram com ele ao longo de sua vida. Ele também solicitou a alguns de seus irmãos discípulos e os convidou para vir ao Ocidente para o trabalho do Vedanta.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">Quando Swami Vivekananda retornou à Índia, ele recebeu uma aclamação esmagadora de seus compatriotas. Um monge desconhecido se tornou um herói nacional. Ele lembrou a seus compatriotas para serem altruístas e cultivar o amor pelas massas. Com seus discursos ele causou um tremendo impacto em toda a Índia. Ele sentiu a necessidade de uma ordem monástica que disseminasse a mensagem da Vedanta para toda a humanidade. Em 1º de maio de 1897, ele convocou uma reunião de todos os devotos de Sri Ramakrishna, monásticos e leigos, e discutiu o estabelecimento de sua obra da Vedanta de forma organizada. Assim, surgiu a Associação Ramakrishna Mission. Swami Vivekananda delineou claramente os objetivos e ideais da Ordem Ramakrishna, que são puramente espirituais e humanitários por natureza e completamente dissociados da política. Inspirados por Swami Vivekananda, o Sr. e a Sra. Sevier envolveram-se na construção do Advaita Ashrama em Mayavati, nos Himalaias. O lugar era propício para a prática do aspecto não-dualista da Vedanta. Swami Vivekananda também iniciou revistas mensais em inglês e bengali. No ano de 1899, ele consagrou formalmente o mosteiro de Belur Math, instalando as relíquias do Mestre em seu santuário. Belur Math se tornou a sede da Ordem Ramakrishna. Swami Vivekananda era uma personificação da renúncia e pureza. Ele treinou seus discípulos para ignorar o desejo de libertação pessoal e trabalhar para o bem da humanidade. Ele proclamou que esta é a maior disciplina espiritual. Eles iniciaram extensas atividades espirituais, religiosas, culturais e de bem-estar social.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">Swami Vivekananda foi ao Oeste novamente para encontrar seus velhos amigos e ver o progresso do trabalho da Vedanta que ele havia começado. Durante esse tempo, ele teve uma premonição de que seu fim se aproximava. Ele foi a todos os lugares que visitou anteriormente e encontrou seus amigos e infundiu-os com um novo zelo. Ele retornou para a Índia no ano de 1900. Swami Vivekananda havia completado a missão que Sri Ramakrishna lhe confiara. Mantendo sua mente em seu amado Guru, Swami Vivekananda esperou por sua própria partida. Apesar de sua doença, ele manteve um olhar atento sobre os monges e as atividades do mosteiro. Ele inspirou seus assistentes com um espírito de coragem e deu muita atenção à disciplina.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:poppins;"><span style="font-size:20px;">Perto do final de sua vida, Swami Vivekananda exclamou: &quot;Tive que trabalhar até estar às portas da morte e tive que gastar quase toda a energia na América, para que os americanos possam aprender a ser mais amplos e espirituais ... De qualquer forma, Estou bastante satisfeito com o meu trabalho ... 'O que são os homens?' Ele está comigo, meu Amado (Deus). Ele estava comigo quando eu estava na América, na Inglaterra, quando eu perambulava por lugares desconhecidos de um lugar para outro na Índia. O que me importa o que eles falam?” Sua mensagem universal da Vedanta deu uma nova esperança e consolo aos verdadeiros buscadores da divindade. Ele ainda disse: &quot;Que eu possa nascer de novo e de novo, e sofrer milhares de misérias para que eu possa adorar o único Deus que existe, o único Deus em que acredito, a soma total de todas as almas - e, acima de tudo, meu Deus os ímpios, meu Deus, o miserável, meu Deus, o pobre de todas as raças, de todas as espécies, é o objeto especial de minha adoração ... Meu tempo é curto ... O poder por trás de mim não é Vivekananda, mas Ele, o Senhor, e Ele sabe melhor. Sua vida foi repleta de intensa ação que lhe valeu o epíteto, &quot;Monge Ciclônico&quot;. Talvez seu corpo mortal não pudesse conter seu espírito infinito e onipotente. Ele previu que não viveria até os quarenta anos. Em seu último dia, 4 de julho de 1902, Swami Vivekananda se levantou cedo, foi ao santuário e sentou-se em meditação por um longo tempo. Depois disso, ele expressou seu desejo aos seus discípulos de organizar a adoração da Divina Mãe Kali em Belur Math. Ao meio-dia, ele desfrutou de um farto almoço. Depois do almoço, ele deu uma aula de três horas sobre gramática sânscrita. Ninguém sentiu qualquer monotonia na longa aula de gramática. Ele a tornou muito interessante e educativa. Perto da noite, Swami Vivekananda entrou em seu quarto para meditar. Ele deixou seu corpo durante a meditação. No início de sua missão, Swami Vivekananda disse: &quot;Eu sou uma voz sem forma.&quot; Perto do fim, ele disse: “Pode ser que eu ache bom sair do meu corpo, jogá-lo fora como uma roupa em desuso. Mas não vou parar de trabalhar! Vou inspirar os homens em todos os lugares até que o mundo saiba que ele é uno com Deus.” <span style="font-size:20px;">Si</span></span><span style="font-size:20px;">m, ele ainda está trabalhando em seu corpo sutil, inspirando e ajudando todos aqueles que estão tentando ser bons e fazer o bem!</span></span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;">&nbsp;</span></p></td></tr></tbody></table></div>
</div></div></div></div></div></div></div></div> ]]></content:encoded><pubDate>Fri, 06 Oct 2023 20:20:00 -0300</pubDate></item><item><title><![CDATA[OS APÓSTOLOS DE SRI RAMAKRISHNA--PARTE-1B]]></title><link>https://vedantacuritiba.org.br/blogs/post/OS-APÓSTOLOS-DE-SRI-RAMAKRISHNA-PARTE-1B</link><description><![CDATA[<img align="left" hspace="5" src="https://vedantacuritiba.org.br/index.jpg"/>Na história religiosa da Índia encontramos que uma encarnação de Deus, Sri Krishna, harmonizou diferentes escolas de sistemas filosóficos por meio de seus ensinamentos no Bhagavad Gita.]]></description><content:encoded><![CDATA[<div class="zpcontent-container blogpost-container "><div data-element-id="elm_LgAEtT5aTpaLrLcIq4b63w" data-element-type="section" class="zpsection "><style type="text/css"></style><div class="zpcontainer-fluid zpcontainer"><div data-element-id="elm_IKVCa1TjTwen4g47zjHPTg" data-element-type="row" class="zprow zprow-container zpalign-items- zpjustify-content- " data-equal-column=""><style type="text/css"> [data-element-id="elm_IKVCa1TjTwen4g47zjHPTg"].zprow{ border-radius:1px; } </style><div data-element-id="elm_NWwjYp0zSZCILxNwu-T5YA" data-element-type="column" class="zpelem-col zpcol-12 zpcol-md-12 zpcol-sm-12 zpalign-self- "><style type="text/css"> [data-element-id="elm_NWwjYp0zSZCILxNwu-T5YA"].zpelem-col{ border-radius:1px; } </style><div data-element-id="elm_01KvX7GtMG3ySGTgQ63WSg" data-element-type="heading" class="zpelement zpelem-heading "><style> [data-element-id="elm_01KvX7GtMG3ySGTgQ63WSg"].zpelem-heading { border-radius:1px; } </style><h2
 class="zpheading zpheading-style-none zpheading-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><h1 style="font-size:30px;text-align:center;"><div style="color:inherit;"><p align="center"><span style="color:inherit;font-size:32px;"><span style="font-weight:bold;">SWAMI VIVEKANANDA NO PARLAMENTO DAS RELIGIÕES EM CHICAGO</span></span><br></p></div></h1></div></div></h2></div>
<div data-element-id="elm_IJKIs-IpU7wTh0GuHhA_lQ" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style> [data-element-id="elm_IJKIs-IpU7wTh0GuHhA_lQ"].zpelem-text { border-radius:1px; } </style><div class="zptext zptext-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><p align="center" style="text-align:center;"><span style="font-size:24px;font-weight:bold;">Compilador—Swami Prajnatmananda</span></p></div></div>
</div><div data-element-id="elm_M1_rYXZOF1jecNiVhoqmsA" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style> [data-element-id="elm_M1_rYXZOF1jecNiVhoqmsA"].zpelem-text { border-radius:1px; } </style><div class="zptext zptext-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><p align="center" style="text-align:center;"><span style="color:inherit;font-size:24px;">Publicado em&nbsp;</span><span style="font-size:24px;color:inherit;">25 de setembro de 2021&nbsp;</span></p></div></div>
</div><div data-element-id="elm_mvb8qOTvUuFcRtorRMYe-w" data-element-type="button" class="zpelement zpelem-button "><style> [data-element-id="elm_mvb8qOTvUuFcRtorRMYe-w"].zpelem-button{ border-radius:1px; } </style><div class="zpbutton-container zpbutton-align-center "><style type="text/css"></style><a class="zpbutton-wrapper zpbutton zpbutton-type-primary zpbutton-size-lg zpbutton-style-none " href="https://youtu.be/ln9k_vim_BM?list=PLCaGirPQqPqHQ7x-7yunI6p9JmHBGHYi2" target="_blank"><span class="zpbutton-content">ASSISTIR O VÍDEO</span></a></div>
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</div><div data-element-id="elm_-qKEHEc63wwkx-0vb9NHAA" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style> [data-element-id="elm_-qKEHEc63wwkx-0vb9NHAA"].zpelem-text { border-radius:1px; } </style><div class="zptext zptext-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" width="651"><tbody><tr><td><div style="color:inherit;"><table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" width="699"><tbody><tr><td class="zp-selected-cell"><p>&nbsp;<span style="font-family:poppins;text-align:justify;font-size:20px;">Na história religiosa da Índia encontramos que uma encarnação de Deus, Sri Krishna, harmonizou diferentes escolas de sistemas filosóficos por meio de seus ensinamentos no Bhagavad Gita. Nos tempos recentes houve novamente a necessidade de harmonizar as diferentes seitas dentro da congregação hindu e também das diferentes religiões do mundo. Sri Ramakrishna atendeu a essa necessidade praticando os diferentes caminhos das religiões. Ele era um homem com a realização de Deus. Ele realizou o antigo ditado de Rug Veda, “A verdade é única; mas os sábios a chamam por vários nomes”—</span><b style="font-family:poppins;text-align:justify;font-size:inherit;"><span style="font-size:20px;font-style:italic;">ekam sad viprāha bahudhā vadanti</span></b><span style="font-family:poppins;text-align:justify;font-size:20px;">. Então ele declarou: “Tantas crenças, tantos caminhos”. Depois de dar a Swami Vivekananda a mais elevada realização espiritual do Samadhi, Sri Ramakrishna disse: “Agora, a Mãe Divina te mostrou tudo. Mas esta realização, como a jóia trancada em um cofre, será escondida de você e mantida sob minha custódia. Vou manter a chave comigo. Só depois de ter cumprido sua missão nesta terra o cofre será destrancado e você irá conhecer tudo como conheceu agora”. Alguém pode se perguntar qual foi a missão confiada a Swami Vivekananda por Sri Ramakrishna. A primeira foi a disseminação da Verdade Vedântica da divindade do homem para todo o mundo. A segunda foi estabelecer uma organização espiritual e de bem-estar social para o bem da humanidade. Após o falecimento de Sri Ramakrishna, Swami Vivekananda viajou por toda a Índia como mendicante por cerca de cinco anos. Durante este período, ele ouviu sobre o Parlamento das Religiões sendo organizado em Chicago como parte de uma Exposição para evidenciar o quatrocentésimo ano da descoberta da América por Colombo. Um dos principais objetivos da Exposição foi disseminar o conhecimento sobre os avanços da ciência e da tecnologia. Como a religião é um fator vital na cultura humana, foi decidido organizar um Parlamento das Religiões em conjunto com a Exposição. Os admiradores de Swami Vivekananda solicitaram que ele comparecesse ao Parlamento das Religiões como representante do Hinduísmo. Ele era um místico e esperou por uma indicação clara de Deus. Sri Ramakrishna, por meio de uma visão, pediu-lhe que fosse ao Ocidente para cumprir a missão que lhe fora confiada. Mesmo assim, Swami Vivekananda tinha dúvidas. Então, ele escreveu a Sri Sarada Devi, a divina consorte de Sri Ramakrishna. Ela também aprovou e encorajou-o a ir ao Ocidente para divulgar a mensagem da Vedanta. Então Swami Vivekananda embarcou em uma viagem marítima para comparecer ao Parlamento das Religiões em Chicago.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">Naquela época, era uma completa aventura para um monge mendicante desconhecido e sem um tostão como Swami Vivekananda ir para o Ocidente com tal propósito. Mas ele sabia por intuição que deveria cumprir uma missão pela vontade divina. Ele expressou isso a um de seus irmãos discípulos, Swami Turiyananda, dizendo: “... Minha mente assim me diz. Você o verá comprovado em breve.” Ele tinha vindo para encontrá-lo em Mumbai antes da partida para Chicago. Na verdade, o Parlamento das Religiões marcou a chegada de Swami Vivekananda, o mensageiro de um novo evangelho de paz, harmonia e unidade. Em 31 de maio de 1893, Swami Vivekananda partiu do porto de Mumbai para Chicago via Colombo, Penang, Cingapura, Hong Kong, Nagasaki, Yokohama e Vancouver. De Vancouver, ele chegou a Chicago por trem no mês de julho.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">Logo após sua chegada a Chicago, ele foi ao departamento de informações da Exposição para indagar sobre o vindouro Parlamento das Religiões. A Exposição de Chicago já havia começado. Mas, ele foi informado de que o Parlamento das Religiões seria realizado na primeira semana de setembro; e que ninguém sem credenciais de uma organização idônea seria aceito como delegado. Ele também foi informado de que era tarde demais para ele ser registrado como delegado. Tudo isso foi inesperado. Swami Vivekananda não trouxera com ele nenhuma carta de autorização de uma organização religiosa. Todos achavam que ele não precisaria de uma carta de autorização e que sua personalidade seria suficiente. Além disso, ele não tinha roupas quentes para enfrentar o tempo frio na América. Tudo ali era muito caro. Ele não tinha dinheiro suficiente para se manter em Chicago até setembro. Swami Vivekananda ficou desesperado e enviou um telegrama para seus amigos em Chennai solicitando que eles enviassem dinheiro. Ele também teve algumas experiências amargas. Ele foi vaiado nas ruas por causa de sua roupa. Certa vez, quando Swami Vivekananda caminhava pelas áreas de Chicago, um homem puxou seu turbante por trás. Ele olhou para trás e viu que era um homem de aparência muito distinta, elegantemente vestido. Swami Vivekananda falou com ele. Quando essa pessoa descobriu que ele sabia inglês, ficou muito envergonhada. Em outra ocasião, na mesma Feira, outro homem deu um empurrão em Swami Vivekananda. Quando ele foi questionado sobre o motivo, ele também ficou envergonhado e gaguejou um pedido de desculpas, dizendo: &quot;Por que você se veste assim?&quot; Citando esses incidentes, mais tarde Swami Vivekananda disse: “As simpatias desses homens eram limitadas ao alcance de sua própria linguagem e de sua própria forma de vestir. Grande parte da opressão de nações poderosas sobre as mais fracas é causada por esse preconceito. Ele seca o sentimento de camaradagem pelos semelhantes. O mesmo homem que me perguntou por que eu não me vestia como ele e queria me maltratar por causa de minha roupa pode ter sido um homem muito bom, um bom pai e um bom cidadão. Mas a bondade de sua natureza extinguiu-se assim que ele viu um homem com uma roupa diferente.” </span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">Alguém aconselhou Swami Vivekananda a ir para Boston, onde o custo de vida era mais baixo, e ele partiu para Boston. No trem, ​​sua roupa pitoresca e sua aparência grandiosa, atraíram uma nobre senhora rica que residia nos subúrbios da cidade. Ela cordialmente o convidou para ser seu hóspede, e ele aceitou seu amável convite. Ele foi hospedado em 'Breezy Meadows', em Metcalf, Massachusetts, e sua anfitriã, senhorita Kate Sanborn, ficou encantada em mostrar a seus amigos inquisitivos esta estranha curiosidade do Extremo Oriente. Swami Vivekananda conheceu várias pessoas, a maioria das quais o aborreceu fazendo perguntas estranhas sobre o hinduísmo e os costumes sociais da Índia. Swami Vivekananda não tinha amigos naquela terra estrangeira, mas ele não perdeu a fé. Da América, ele escreveu a seus amigos indianos: “... Glória ao Senhor, seremos bem-sucedidos. Centenas cairão na luta - centenas estarão prontos para assumi-la... Fé - simpatia, fé ardente e simpatia ardente! A vida não é nada, a morte não é nada, a fome não é nada, o frio não é nada. Glória ao Senhor – siga em frente; o Senhor é nosso General. Não olhe para trás para ver quem cai - para a frente - em frente! Deste modo e assim prosseguiremos, irmãos. Um cai e outro assume o trabalho.”...“Estou aqui entre os filhos do Filho de Maria, e o Senhor Jesus me ajudará”. Misteriosos são os caminhos de Deus! Vieram a ele umas poucas pessoas sérias, e entre elas estavam a senhora Johnson, a superintendente de um lar correcional feminino, e J.H. Wright, professor de grego na Universidade de Harvard. Swami Vivekananda foi encorajado pelo Professor Wright a representar o Hinduísmo no Parlamento das Religiões, uma vez que essa era a única maneira de ser apresentado à nação em geral. Quando ele lhe disse que não tinha credenciais, o professor respondeu: 'Pedir a você, por suas credenciais é como perguntar ao sol sobre o seu direito de brilhar.' Ele escreveu sobre Swami Vivekananda ao presidente do comitê de seleção de delegados: 'Aqui está um homem mais instruído do que todos os nossos versados professores colocados juntos.' O professor Wright também comprou a passagem de trem de Swami Vivekananda para Chicago.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">Swami Vivekananda chegou a Chicago por trem tarde da noite. Infelizmente, ele perdeu o endereço do comitê encarregado dos delegados. Ele não sabia onde pedir ajuda, e ninguém se importava em dar informações a esse estrangeiro de aparência esquisita. Além disso, a estação estava localizada em uma parte da cidade habitada principalmente por alemães, que mal entendiam inglês. Ele sabia que estava abandonado ali e, olhando em volta, viu um enorme vagão de trem vazio no pátio de carga. Nele ele passou a noite sem comida. De manhã, ele acordou e caminhou ao longo da elegante ‘Lake Shore Drive’. Estava forrada com as mansões dos ricos; e ele continuou perguntando às pessoas o caminho para a área do Parlamento. Mas ele foi recebido com indiferença. Finalmente, faminto e cansado, ele sentou-se exausto na calçada dependendo do Deus Todo-Poderoso. Nesse momento, a porta de uma residência elegante em frente a ele se abriu; e uma mulher de porte real desceu e abordou-o com uma voz suave com expressões de cultura e requinte: &quot;Senhor, você é um delegado do Parlamento das Religiões?&quot; Swami Vivekananda contou a ela sobre suas dificuldades. Imediatamente ela o convidou para entrar em sua casa e deu ordens aos seus assistentes para que ele fosse levado para um quarto e atendido de todas as maneiras. A senhora era a Sra. George W. Hale, uma nobre senhora de Chicago. Depois que ele tinha descansado, ela o acompanhou ao escritório do Parlamento e o apresentou ao Dr. J.H. Barrows, o Presidente do Parlamento, que era um de seus amigos. Swami Vivekananda foi então cordialmente aceito como representante do hinduísmo e hospedado na casa do Sr. e da Sra. John B. Lyons. Mais uma vez, Swami Vivekananda foi fortalecido em sua convicção de que Deus estava guiando seus passos e orou incessantemente para ser um instrumento digno de Sua vontade. Ele conheceu muitas pessoas distintas que compareceriam ao Parlamento. No grande círculo de eclesiásticos que vieram para Chicago, ele se moveu perdido em êxtase, tendo esperança, orando e confiando no Todo-Poderoso.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:poppins;font-size:20px;">Na segunda-feira, 11 de setembro de 1893, o Parlamento das Religiões abriu suas conferências com a devida solenidade. Às 10 horas foi inaugurado o Parlamento. Além dos grupos cristãos, estiveram presentes membros do hinduísmo, jainismo, budismo, confucionismo, xintoísmo, islamismo e zoroastrismo. Os delegados se levantaram, um por um, e leram os discursos preparados, mas Swami Vivekananda estava totalmente despreparado. Ele nunca havia se dirigido a uma assembléia tão distinta. Quando foi convidado para fazer o seu discurso, ele pediu ao presidente que o chamasse um pouco mais tarde. Várias vezes ele adiou a convocação. Ele admitiu mais tarde: 'É claro que meu coração estava batendo forte e minha língua quase secou. Eu estava tão nervoso que não pude me aventurar a falar na sessão da manhã.' Por fim, ele veio à tribuna e o Dr. Barrows o apresentou. Curvando-se à Mãe Saraswati, a Deusa da Sabedoria, ele se dirigiu ao público como 'Irmãs e Irmãos da América'. Instantaneamente, milhares se levantaram de seus assentos e deram-lhe fortes aplausos. Eles ficaram profundamente comovidos ao ver, finalmente, um homem que descartou as palavras formais e falou com eles com o calor natural e sincero de um irmão.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">Demorou dois minutos inteiros antes que o tumulto diminuísse, e Swami Vivekananda começou seu discurso agradecendo a mais jovem das nações, a América, em nome da ordem monástica mais antiga do mundo, a ordem védica dos sannyasins. A tônica de seu discurso foi a tolerância e aceitação universal. Ele contou ao público como a Índia, mesmo nos tempos antigos, deu abrigo aos refugiados religiosos de outras terras - por exemplo, os judeus e os zoroastristas - e citou das escrituras as duas passagens a seguir que revelam o espírito hindu:</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><b><i><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">ruchīnām vaichitryād rujukutila nānā pathajushām</span></i></b></p><p style="text-align:justify;"><b><i><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">nrunānāmēkō gamyastvamsi payasām arnava iva|</span></i></b></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">'Os diferentes rios, tendo suas nascentes em diferentes lugares, todos misturam suas águas com o mar. Da mesma forma, ó Deus, os diferentes caminhos que os homens seguem através de diferentes tendências, embora pareçam diversos, tortos ou retos, todos conduzem a Ti'. (Shiva Mahimna Stotra)</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p></p><div style="text-align:justify;"><span style="font-family:poppins;"><b style="font-size:inherit;"><i><span style="font-size:20px;">ye yathā mā</span></i></b><b style="font-size:inherit;"><i><span style="font-size:20px;">ṁ</span></i></b><b style="font-size:inherit;"><i><span style="font-size:20px;"> prapadyante tānstathaiva bhajāmyaham|</span></i></b></span></div><b><div style="text-align:justify;font-family:poppins;"><b style="font-size:inherit;"><i><span style="font-size:20px;">mama vartmānuvartante manu</span></i></b><b style="font-size:inherit;"><i><span style="font-size:20px;">ṣ</span></i></b><b style="font-size:inherit;"><i><span style="font-size:20px;">hyā</span></i></b><b style="font-size:inherit;"><i><span style="font-size:20px;">ḥ</span></i></b><b style="font-size:inherit;"><i><span style="font-size:20px;"> pārtha sarvaśha</span></i></b><b style="font-size:inherit;"><i><span style="font-size:20px;">ḥ</span></i></b><b style="font-size:inherit;"><i><span style="font-size:20px;">a||</span></i></b></div></b><p></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">'Todo aquele que vem a mim, por qualquer forma, eu o alcanço. Todos os homens estão se esforçando por muitos caminhos que no final conduzem a Mim'. (4.11--Bhagavad Gita)</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">Para concluir, ele implorou pelo fim rápido do sectarismo, da intolerância e do fanatismo. A resposta foi um aplauso ensurdecedor. Parecia que toda a audiência esperava pacientemente por esta mensagem de harmonia religiosa. Um intelectual judeu comentou que, depois de ouvir Vivekananda, percebeu pela primeira vez que sua religião, o judaísmo, era verdadeira. E aquele Swami Vivekananda havia dirigido suas palavras em nome não apenas de sua religião, mas de todas as religiões do mundo. Cada delegado havia falado sobre seu próprio ideal ou seita. Enquanto Swami Vivekananda havia falado sobre Deus, que, como o objetivo final de todas as fés, é sua essência mais íntima. Ele expressou o desejo do mundo moderno de quebrar as barreiras de casta, cor e credo e de unir todas as pessoas com base em sua natureza espiritual inata.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">Quão proféticas foram as palavras de Sri Ramakrishna de que seu Naren, mais tarde Swami Vivekananda, um dia abalaria o mundo! A Sra. S.K. Blodgett, que mais tarde se tornou a anfitriã de Swami Vivekananda em Los Angeles, disse acerca de sua impressão sobre Swami Vivekananda: 'Eu estava no Parlamento das Religiões em Chicago em 1893. Quando aquele jovem se levantou e disse: &quot;Irmãs e Irmãos da América&quot;, sete mil pessoas se levantaram em homenagem a algo que eles não sabiam o que era. Quando tudo acabou, vi muitas mulheres passando pelos bancos para chegar perto dele e disse a mim mesma: &quot;Bem, meu rapaz, se você pode resistir a esse ataque, você é de fato um Deus!&quot;’ Ele, de fato, aceitou aquela fama com simplicidade e humildade infantis.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">Swami Vivekananda dirigiu-se ao Parlamento cerca de uma dúzia de vezes. Seu discurso de destaque foi ‘O Ensaio sobre o Hinduísmo’. Foi um discurso bem-preparado que ele leu. Nele, ele discutiu a metafísica, a psicologia e a teologia hindu. A divindade da alma, a unidade da existência, a não dualidade da Divindade e a harmonia das religiões foram os temas recorrentes de suas palestras. Ele ensinou que o objetivo final dos seres humanos é realizar a Divindade. Eles eram na realidade, 'os filhos da Bem-aventurança Imortal'. Em uma de suas palestras intitulada &quot;Por que Discordamos?&quot; ele narrou a história de um sapo que vivia em um poço. Todo o mundo do sapo estava limitado a esse poço e pensava que nada mais existia. Ele comparou os fanáticos religiosos a tal sapo e disse: &quot;Tenho que agradecer a vocês da América pela grande tentativa que estão fazendo para quebrar as barreiras deste nosso pequeno mundo ...&quot;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">Na sessão final do Parlamento, Swami Vivekananda disse:</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">'O cristão não deve se tornar um hindu ou um budista, nem um hindu ou um budista deve se tornar um cristão. Mas cada um deve assimilar o espírito dos outros e ainda assim preservar sua individualidade e crescer de acordo com seu próprio padrão de crescimento. Se o Parlamento das Religiões mostrou algo ao mundo, é o seguinte: Provou ao mundo que santidade, pureza e caridade não são propriedade exclusiva de nenhuma igreja no mundo, e que todo sistema produziu homens e mulheres do caráter mais exaltado. Diante dessa evidência, se alguém sonha com a sobrevivência exclusiva de sua própria religião e a destruição das outras, tenho pena dele do fundo do meu coração e aponto a ele que em breve estará escrito sobre a bandeira de todas as religiões, apesar da resistência: “Ajuda e não Luta”, “Assimilação e não Destruição”, “Harmonia e Paz e não Dissensão”. '</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:poppins;font-size:20px;">O Parlamento das Religiões ofereceu ao Swami Vivekananda a oportunidade de apresentar ao mundo ocidental as verdades eternas e universais do Hinduísmo. E ele se mostrou à altura da ocasião. Ele formou a confluência de duas grandes correntes de pensamento que moldaram a cultura humana. Em primeiro lugar, a mente ocidental – desejosa de conhecer e à vontade com o universo físico; mas relutante em aceitar verdades espirituais sem prova racional. Em segundo lugar, o pensamento antigo da Índia, com suas diversas tradições religiosas e as Verdades Eternas da Vedanta. A educação, criação, experiências pessoais e o contato de Swami Vivekananda com Sri Ramakrishna habilitaram-no de forma prodigiosa para representar esses dois ideais e remover seu aparente conflito. Ele disse: 'Desde os altos vôos espirituais da filosofia Vedanta, da qual as últimas descobertas da ciência parecem ecos, até as idéias inferiores da idolatria com sua mitologia multifacetada, o agnosticismo dos budistas e o ateísmo dos jainistas, todos e cada um têm um lugar na religião hindu.' Por Vedanta, Swami Vivekananda significava o tesouro acumulado de leis espirituais descoberto por vários videntes indianos em diferentes épocas. O jovem e desconhecido monge da Índia foi transformado da noite para o dia em uma figura notável do mundo religioso. Da obscuridade ele saltou para a fama. Seus retratos em tamanho real foram colocados nas ruas de Chicago, com as palavras 'O Monge Vivekananda' escritas abaixo deles. Muitos transeuntes paravam e prestavam reverência de cabeça baixa. Um certo Sr. Merwin-Marie Snell declarou, com mais entusiasmo: 'De longe, o representante mais importante e típico do Hinduísmo foi Swami Vivekananda, que, na verdade, era sem dúvida o homem mais popular e influente no Parlamento... Os mais rígidos dos cristãos ortodoxos dizem dele: &quot;Ele é de fato um príncipe entre os homens!&quot;' Os jornais publicaram seus discursos e eles foram lidos com caloroso interesse por todo o país. O New York Herald disse: 'Ele é sem dúvida a maior figura no Parlamento das Religiões. Depois de ouvi-lo, sentimos como é tolice enviar missionários a esta nação erudita. ' O Boston Evening Post disse: 'Ele é um grande favorito no Parlamento pela grandeza de seus sentimentos e também por sua aparência. Se ele simplesmente cruzar a plataforma, será aplaudido; e esta aprovação acentuada de milhares ele aceita com um espírito infantil de gratidão sem um traço de vaidade... No Parlamento das Religiões eles costumavam manter Vivekananda até o final do programa para fazer as pessoas ficarem até o final da sessão... O presidente conhecia a velha regra de manter o melhor até o final. '</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:poppins;font-size:20px;">Liberdade, igualdade e justiça sempre foram os tesouros queridos dos corações americanos. A estes princípios, Swami Vivekananda deu uma base espiritual e interpretação. Ele foi bem recebido e apreciado. E teve que passar os próximos quatro anos dando palestras por toda a América e Europa. No início, ele trabalhou em uma agência de conferências que o enganou. Ele saiu de suas garras e continuou a fazer conferências por conta própria com a ajuda de pessoas de bom coração. Além disso, junto com o tremendo sucesso, ele teve que enfrentar a calúnia dos fanáticos no Ocidente. Mas ele se manteve fiel aos seus princípios e dependência a Deus e conseguiu formar um grupo de fiéis seguidores da Vedanta. A boa influência de seu trabalho foi sentida em todo o mundo, inclusive no Brasil. Ele estabeleceu Centros Vedanta na América e na Inglaterra. Assim, ele pavimentou o caminho para um movimento Vedanta duradouro no Ocidente.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:poppins;"><span style="font-size:20px;">Swami Vivekananda retornou à Índia em 1897 após seu triunfo no Ocidente. Ele recebeu as boas-vindas de herói em toda a Índia. Ele estabeleceu o mosteiro Ramakrishna Math, Belur Math, com a ajuda de seus irmãos discípulos. Em 1º de maio de 1897, ele fundou a Missão Ramakrishna com o mesmo ideal, &quot;A própria salvação e o bem-estar da humanidade&quot; </span><i><span style="font-size:20px;">- </span><b><span style="font-size:20px;">atmano mokshartham jagat hitaya cha</span></b><span style="font-size:20px;">.</span></i><span style="font-size:20px;"> Swami Yogananda, um de seus irmãos discípulos, queria saber sobre o verdadeiro propósito da nova organização iniciada por Swami Vivekananda. Em resposta, ele respondeu: “Sri Ramakrishna era a personificação de idéias infinitas... Eu não nasci para criar uma nova seita neste mundo, já muito cheio de seitas. Abençoados somos nós, por termos encontrado refúgio aos pés de nosso Mestre. É nosso dever transmitira todo o mundo as idéias que nos foram confiadas gratuitamente... Um olhar benevolente de seus olhos pode criar cem mil Vivekanandas neste instante! Mas se desta vez ele escolher, em vez disso, trabalhar através de mim, tornando-me seu instrumento, eu só posso me curvar à sua vontade.” Swami Yogananda ficou profundamente comovido com essas palavras de Swami Vivekananda expressando sua grandeza e humildade.</span></span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">Assim, Swami Vivekananda completou a missão confiada por seu Mestre, Sri Ramakrishna. Swami Vivekananda disse que não viveria até os quarenta anos de idade. Quando ele tinha 39 anos, as pessoas íntimas ao seu redor tinham a sensação de que ele não viveria muito. No dia 4 de julho de 1902 ele estava descendo as escadas do templo após uma longa meditação cantarolando uma canção sobre a Divina Mãe Sri Kali. Então, ele também foi ouvido dizendo para si mesmo em voz baixa, 'Se houvesse outro Vivekananda, então ele teria entendido o que este Vivekananda fez! E ainda, quem sabe quantos Vivekanandas mais nascerão no tempo eterno!'</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:poppins;font-size:20px;">Ele abandonou seu corpo físico; mas continua a viver em seu corpo sutil ajudando todos aqueles que estão tentando ser bons e fazer o bem. Suas seguintes palavras serão sempre lembradas:</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">'Pode ser que eu ache bom sair do meu corpo - jogá-lo fora como uma roupa desgastada. Mas não devo parar de trabalhar. Vou inspirar os homens em todos os lugares, até que o mundo saiba que é um com Deus. '</span></p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;</p></td></tr></tbody></table></div><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;">&nbsp;</span></p></td></tr></tbody></table></div>
</div></div></div></div></div></div></div></div> ]]></content:encoded><pubDate>Fri, 06 Oct 2023 20:18:00 -0300</pubDate></item><item><title><![CDATA[OS APÓSTOLOS DE SRI RAMAKRISHNA--PARTE-2]]></title><link>https://vedantacuritiba.org.br/blogs/post/os-apóstolos-de-sri-ramakrishna-parte-2</link><description><![CDATA[<img align="left" hspace="5" src="https://vedantacuritiba.org.br/images/Others/Blog photos/SWAMI ABHEDANANDA.jpeg"/>Swami Abhedananda era popularmente conhecido como Kālī Mahārāj. Ele nasceu em Calcutá no ano de 1866. Seu nome de infância era Kali Prasad Chandra.]]></description><content:encoded><![CDATA[<div class="zpcontent-container blogpost-container "><div data-element-id="elm_LgAEtT5aTpaLrLcIq4b63w" data-element-type="section" class="zpsection "><style type="text/css"></style><div class="zpcontainer-fluid zpcontainer"><div data-element-id="elm_IKVCa1TjTwen4g47zjHPTg" data-element-type="row" class="zprow zprow-container zpalign-items- zpjustify-content- " data-equal-column=""><style type="text/css"> [data-element-id="elm_IKVCa1TjTwen4g47zjHPTg"].zprow{ border-radius:1px; } </style><div data-element-id="elm_NWwjYp0zSZCILxNwu-T5YA" data-element-type="column" class="zpelem-col zpcol-12 zpcol-md-12 zpcol-sm-12 zpalign-self- "><style type="text/css"> [data-element-id="elm_NWwjYp0zSZCILxNwu-T5YA"].zpelem-col{ border-radius:1px; } </style><div data-element-id="elm_01KvX7GtMG3ySGTgQ63WSg" data-element-type="heading" class="zpelement zpelem-heading "><style> [data-element-id="elm_01KvX7GtMG3ySGTgQ63WSg"].zpelem-heading { border-radius:1px; } </style><h2
 class="zpheading zpheading-style-none zpheading-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><h1 style="font-size:30px;text-align:center;"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><p align="center"><span style="font-size:36px;font-weight:bold;">SWAMI ABHEDANANDA</span></p></div></div></h1></div></div></h2></div>
<div data-element-id="elm_IJKIs-IpU7wTh0GuHhA_lQ" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style> [data-element-id="elm_IJKIs-IpU7wTh0GuHhA_lQ"].zpelem-text { border-radius:1px; } </style><div class="zptext zptext-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><p align="center" style="text-align:center;"><span style="font-size:24px;font-weight:bold;">Compilador—Swami Prajnatmananda</span></p></div></div>
</div><div data-element-id="elm_M1_rYXZOF1jecNiVhoqmsA" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style> [data-element-id="elm_M1_rYXZOF1jecNiVhoqmsA"].zpelem-text { border-radius:1px; } </style><div class="zptext zptext-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><p align="center" style="text-align:center;"><span style="color:inherit;font-size:24px;">Publicado<span style="font-size:24px;">&nbsp;em&nbsp;</span></span><span style="font-size:24px;color:inherit;">8 de novembro de 2020</span><span style="color:inherit;font-size:24px;">&nbsp;</span></p></div></div>
</div><div data-element-id="elm_mvb8qOTvUuFcRtorRMYe-w" data-element-type="button" class="zpelement zpelem-button "><style> [data-element-id="elm_mvb8qOTvUuFcRtorRMYe-w"].zpelem-button{ border-radius:1px; } </style><div class="zpbutton-container zpbutton-align-center "><style type="text/css"></style><a class="zpbutton-wrapper zpbutton zpbutton-type-primary zpbutton-size-lg zpbutton-style-none " href="https://youtu.be/NmpIdh4eAuo?list=PLCaGirPQqPqHQ7x-7yunI6p9JmHBGHYi2" target="_blank"><span class="zpbutton-content">ASSISTIR O VÍDEO</span></a></div>
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Ele também deu a devida importância à sua cultura física. Como resultado, ele desenvolveu uma bela aparência.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Seus talentos eram muitos. Ele conseguia desenhar tão bem que seu professor de desenho profetizou que ele se tornaria um grande artista, caso se convencesse a dedicar-se a arte. Em vez disso, Kali Prasad preferiu se tornar um filósofo ou um santo como Sri Shankaracharya. Ele foi muito inspirado pela vida e ensinamentos deste grande expoente da Vedanta. Por isso, ele disse ao seu professor de desenho: “Um pintor estuda a superfície das coisas, mas um filósofo vai abaixo da superfície e estuda as causas das coisas. Então, eu quero ser um filósofo.”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Kali Prasad também estava profundamente interessado em Raja Yoga ou Kundalini Yoga. Ele assistiu a uma série de palestras sobre Raja Yoga, proferidas por estudiosos versados daquele período. Eles podiam explicar os Aforismos do Yoga de Patanjali. Mas não conseguiam ensinar os aspectos práticos do Yoga e dar-lhe a autorrealização. Então, sua busca desesperada por um verdadeiro mestre espiritual o levou a Sri Ramakrishna no templo de Dakshineshwar, Calcutá. Kali Prasad fez sua primeira pergunta a Sri Ramakrishna desta forma: “Tenho o desejo de aprender Yoga. Você poderia me ensinar?</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Sri Ramakrishna respondeu: É um bom sinal de que você deseja aprender ioga durante a juventude. Você foi um Iogue em sua vida anterior. Faltou um pouco para alcançar perfeição. Este será seu último nascimento. Sim, vou te ensinar ioga.” Ele pediu a Kali Prasad que esticasse sua língua. Então escreveu algo sobre ela e pediu a ele para meditar sobre a Divina Mãe Kali. Kali Prasad entrou em meditação profunda e perdeu a consciência externa. Ele não soube quanto tempo permaneceu naquele estado. Sri Ramakrishna tocou seu peito e o trouxe de volta ao plano normal. Kali Prasad mais tarde narrou que ele sentiu uma alegria interior indescritível naquela condição. Sri Ramakrishna ficou muito satisfeito em ver a experiência espiritual de Kali Prasad logo neste primeiro encontro com ele. Ele também lhe deu muitas instruções sobre meditação.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Daí em diante, Kali Prasad continuou suas práticas espirituais sob a orientação de Sri Ramakrishna. Uma das instruções foi a que ele havia recebido de seu guru Totapuri, “Tota costumava dizer que se um pote de água de latão não é limpo todos os dias, manchas se acumulam nele. Da mesma forma, se a mente não for limpa pela meditação todos os dias, as impurezas se acumulam nela.” Este ensinamento impressionou imensamente Kali Prasad. Um dia, durante a meditação, ele teve uma visão de muitos deuses e deusas - Krishna, Kali, Cristo e outros - entrando um por um no corpo luminoso de Sri Ramakrishna. Ele correu até o Mestre e narrou isto a ele. Em resposta, o Mestre disse: “Ah, você viu Vaikuntha (a morada do Deus Vishnu)! Doravante você não terá mais essas visões. Agora, você elevou-se ao estado sem forma.” A partir de então, sua mente costumava se fundir no pensamento do aspecto impessoal de Deus, o Absoluto Brahman. A partir de então, ele estava convencido de que Sri Ramakrishna era uma encarnação de Deus. Com base nessa experiência, ele mais tarde compôs vários belos hinos. Um desses hinos é usado para visualizar Sri Ramakrishna durante a adoração formal realizada em nossos templos, dhyāna mantra (Hrudaya Kamala madhye rajitam...):</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;“Ó Ramakrishna, você é o Ser Supremo sem qualquer mancha. Você está sempre resplandecente e imutável no lótus do nosso coração. Você é o Unificador que está além das diferenças de existência e não-existência. Você está além dos aspectos bons e ruins da natureza. Você é de uma forma sempre bem-aventurada.&quot;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;"><span style="font-size:20px;">Ele também compôs o famoso hino </span><b><i><span style="font-size:20px;">“prakrutiīm paramām”</span></i></b><span style="font-size:20px;"> sobre a Santa Mãe Sarada Devi. Sempre que cantamos este hino e contemplamos sobre o seu significado, ficamos fascinados pelos profundos sentimentos humanos e espirituais nele expressos. Ele recitou este hino na frente da Santa Mãe. Ao ouvir este hino, ela entrou em êxtase e o abençoou dizendo: &quot;Que Saraswati, a deusa da sabedoria, habite em sua língua para sempre.&quot;</span></span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">O zelo de Kali Prasad em aprender Yoga uma vez o colocou em um verdadeiro apuro. Ele ouviu que um grande Hatha Yogi, especialista em práticas de ioga, estava morando em uma caverna nas Colinas Barabar, perto de um lugar sagrado chamado Gaya. Ele imediatamente correu para aquele lugar sem contar a ninguém. Embora os aldeões o tivessem proibido, ele encontrou-se com aquele iogue. Mas logo descobriu que o iogue não era perfeito. Ele percebeu que havia cometido um grande erro ao ir até um falso Hatha Yogi para obter instruções espirituais. Quando ele tentou escapar, o iogue e seus discípulos não o deixaram ir. De alguma forma ele escapou; caso contrário, ele teria sido ferido por eles. É por isso que devemos ter muito cuidado ao escolher o guru espiritual. Após este incidente, sua devoção e fé em Sri Ramakrishna aumentaram ainda mais.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Certa vez, Naren, mais tarde Swami Vivekananda, queria testar seu poder de transmitir experiências superconscientes. Ele disse a Kali: “Por favor, toque-me por um momento” e sentou-se para meditar. Um pouco depois, outro discípulo entrou na sala e encontrou Narendra em meditação profunda e Kali sentado ao seu lado, tocando o joelho direito de Narendra. A mão de Kali tremia rapidamente. Depois de alguns minutos, Narendra abriu os olhos e perguntou: &quot;Como você se sentiu?&quot; Kali respondeu: “Senti como se uma corrente estivesse entrando em mim; assim como quando se segura uma bateria elétrica, sua mão treme o tempo todo. Logo Kali entrou em meditação profunda e perdeu a consciência externa. Seu corpo ficou rígido e seu pescoço e cabeça um pouco curvados. Sri Ramakrishna chamou Naren e disse: “Bem, você está desperdiçando seu poder antes de acumular o suficiente. Reúna-o primeiro e então você entenderá quanto deve gastar e de que maneira. A Mãe Divina o informará. Você sabe o grande dano que você causou a aquele menino ao infundir sua ideia nele? Ele vinha seguindo uma linha particular há muito tempo. Tudo está estragado agora. Bem, o que está feito está feito. Nunca mais faça isso. No entanto, o menino é afortunado.” Narendra ficou pasmo e pediu desculpas. De acordo com Sri Ramakrishna, Swami Abhedananda nasceu do elemento de Sri Krishna e é por isso que ele era cheio de amor e devoção. Mas esse incidente transformou Kali predominantemente em um advaitista, um homem de idéias monísticas.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Após o falecimento de Sri Ramakrishna, Kali ingressou no Mosteiro de Baranagore, o primeiro mosteiro da Ordem Ramakrishna. Sob a liderança de Narendra, eles mergulharam em estudos das escrituras e meditação. Kali ganhou os apelidos de “Kali Tapasvi”, “Kali o Meditador” e “Kali Vedantista”, “Kali o Filósofo”. Porque ele estava sempre imerso em meditação profunda ou no estudo sério das escrituras. Kali tinha grande admiração e devoção por Buda. Essas palavras de determinação de Buda o inspiraram muito: “Deixe meu corpo secar neste assento; que minha pele, carne e ossos sejam dissolvidos; sem ter aquela Iluminação que é difícil de alcançar mesmo em eras, não vou deixar o corpo se mover deste assento.”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Sri Ramakrishna havia ordenado simbolicamente alguns de seus discípulos no monasticismo, distribuindo-lhes as vestes ocres. Kali conheceu um monge hindu tradicional e aprendeu os versos esotéricos, mantras, relacionados à ordenação à vida monástica, Sannyāsa. Ele os compartilhou com seus irmãos discípulos. Após a morte de Sri Ramakrishna, os dezesseis discípulos monásticos realizaram um sacrifício especial ao fogo chamado Virajā Hōma, com os versos compartilhados por Kali. Durante esta cerimônia, eles assumiram novos nomes monásticos de acordo com a tradição. Kali se tornou Swami Abhedananda, Narendra se tornou Swami Vivekananda e assim por diante. Alguém reclamou com Swami Vivekananda, seu líder, que Kali não estava fazendo os trabalhos braçais do mosteiro. Sobre isso, Swamiji respondeu: “Deixe pelo menos um dos irmãos ser um estudioso e eu mesmo lavarei os pratos”.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Swami Abhedananda viajou por toda a Índia, incluindo os templos sagrados dos Himalaias, descalço como um monge mendicante. Durante este período, ele realizou severas austeridades e teve muitas experiências espirituais. Lado a lado, ele manteve o estudo das escrituras sagradas. Uma vez ele foi infectado por vermes da Guiné em seus pés. Por causa disso ele teve que ser operado sete vezes. Como resultado, ele não conseguiu andar direito por vários meses.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Nesse ínterim, Swami Vivekananda representou o hinduísmo no Parlamento das Religiões, realizado em Chicago no ano de 1893. Isso o tornou mundialmente famoso como pregador da filosofia Vedanta. Seus irmãos discípulos na Índia ficaram muito felizes em saber de seu sucesso. Muitas vezes, o sucesso também traz no seu rastro, os caluniadores. Swami Vivekananda tornou-se alvo do ódio e inveja de alguns fanáticos. Eles tentaram denegrir a imagem de Swamiji dizendo que ele não era realmente um verdadeiro representante da religião hindu. Swami Vivekananda escreveu sobre sua situação precária na América para seus irmãos discípulos. Para contra-atacar isso, Swami Abhedananda organizou uma enorme Reunião Pública em agradecimento e reconhecimento pelo bom trabalho de Swami Vivekananda na América. A Resolução e as reportagens de jornal daquela reunião foram enviadas a Swami Vivekananda, que finalmente silenciou os caluniadores.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Após o sucesso na América, Swami Vivekananda pregou o Vedanta na Inglaterra também. De lá, no ano de 1896, ele convidou Swami Abhedananda para trabalhar no Ocidente. Ele também organizou a primeira palestra pública de Swami Abhedananda em Londres. Swami Abhedananda ficou nervoso e estava relutante em falar. Swami Vivekananda inspirou-o dizendo: “Confie no Mestre que sempre me deu força e coragem em todas as provações da minha vida... 'Da plenitude do coração fala a boca.'” Essas palavras confortaram Swami Abhedananda e deram-lhe coragem para fazer seu discurso inaugural na frente do público erudito da Sociedade Cristão-Teosófica em Bloomsbury Square, em Londres. Swami Vivekananda ficou muito satisfeito e declarou com alegria: “Mesmo se eu morrer neste plano, minha mensagem será transmitida por estes queridos lábios e o mundo a ouvirá.” Swami Abhedananda não desmentiu as esperanças de Swamiji. Depois de trabalhar na Inglaterra por um ano, ele se mudou para a América e viveu no Ocidente por 25 anos consecutivos e espalhou a mensagem da Vedanta nas pegadas de Swami Vivekananda. Através de sua eloqüência, exposição lúcida da filosofia Vedanta e sua profundidade de realização espiritual, causou uma profunda impressão em sua audiência. Swami Atulananda, um monge ocidental, assistiu a uma de suas palestras e escreveu sobre sua impressão da seguinte maneira: “O discurso foi lúcido, convincente e impressionante. Não havia muito floreio, não&nbsp; muita eloqüência, quase nenhuma gesticulação. Foi uma exposição direta e bem fundamentada da filosofia Vedanta, entregue de uma maneira calma e digna... Jovem, alto, firme, bonito, o Swami tinha sua aparência a seu favor.” Swami Abhedananda permaneceu na Sociedade Vedanta de Nova York trabalhando muito. Ele também organizou um departamento de publicação e um boletim mensal foi lançado. Ele dormia muito pouco, pois passava a maior parte da noite escrevendo livros. A venda desses livros acabou tornando a Sociedade Vedanta auto-sustentável.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Diz-se que a calúnia e a difamação, a censura e a crítica são os ornamentos daqueles que pavimentam o caminho da Verdade. Swami Abhedananda não foi exceção. Junto com o sucesso, ele teve que enfrentar provações e tribulações no Ocidente. Ele confidenciou a um de seus discípulos sobre aqueles dias de luta: “Quando eu estava na América, tentava esquecer minhas dores e sofrimentos cantando e rezando ao Mestre. Eu passava meu tempo praticando japam e meditação, ou estudando livros. Não havia ninguém com quem eu pudesse abrir meu coração, então vivia em meu próprio mundo... Se uma pessoa defende a Verdade, ela encontra mais obstáculos; mas nunca se deve desistir da Verdade. Deve-se agarrar o poste (que é Deus) com força e energia. Você não vê como eu enfrentei as tempestades de obstáculos? Eu não me importo, mesmo se o mundo inteiro esteja contra mim. Eu estou agarrado ao Mestre.” </span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Swami Abhedananda viajou por toda a América e Europa e fez palestras sobre a Vedanta e tópicos relacionados em muitas instituições de prestígio. Ele também conheceu um grande número de estudiosos e cientistas eminentes no Ocidente. Assim, ele estabeleceu uma base sólida para o nosso Movimento Vedanta no Ocidente. Algumas citações de seus discursos nos dão um vislumbre da compreensão que ele tinha da Filosofia Vedanta: “A missão da Vedanta é estabelecer essa unidade e trazer harmonia, paz; tolerância entre as diferentes religiões, seitas, credos e denominações que existem neste mundo... Esta religião da Vedanta não se limita a nenhum livro em particular. Inclui todas as escrituras e todos os ensinamentos de todos os grandes profetas que floresceram em diferentes épocas, em diferentes países. É baseada na ciência, filosofia e lógica. Ela se harmoniza com as últimas conclusões da ciência moderna. Como a Verdade é o objetivo de toda ciência e filosofia, a mesma Verdade é o objetivo da Vedanta. A ciência moderna não descobriu nada que se oponha às conclusões da filosofia Vedanta. A Vedanta é uma filosofia e uma religião ao mesmo tempo. Ela reconhece cada um dos diferentes estágios, como dualismo, não-dualismo qualificado e não-dualismo. Resumindo, é a Religião Universal. Ela abraça o Cristianismo e indica sua base fundamental. Ela reconhece Jesus como o Filho de Deus.”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Swami Abhedananda conheceu o Prof. Max Muller, um grande Erudito Sânscrito e um conhecido orientalista. Ele cotava a visão do Prof. Max Muller sobre a filosofia Vedanta, “A Vedanta é a mais sublime de todas as filosofias e a mais reconfortante de todas as religiões. Tem espaço para quase todas as religiões; não, abrange todas elas. ” </span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">É interessante notar que quando ele estava em Nova York, ele costumava dar aulas semanais para jovens. Ele ensinava-lhes valores morais através dos contos de fadas da antiga literatura sânscrita como “Panchatantra”, 'Cinco técnicas de fazer amigos', “Hitopadesha”, 'Livro de Bons Conselhos' que remonta ao século XIII AC (Ibid P.468) Além disso, ele também se entregava às atividades do dia-a-dia, como jardinagem, culinária etc.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Ele teve muitas interações com os Espíritas. Ele compareceu a um de seus acampamentos e falou sobre o assunto “Reencarnação” para uma audiência de 7.000 pessoas. Certa vez, ele participou de uma sessão espírita, onde viu um espírito digitar automaticamente em uma máquina de escrever. Em seu famoso livro “Life Beyond Death”, ele narrou algumas de suas experiências na comunicação com as almas que partiram. Finalmente, ele era da opinião que invocar espíritos que partiram em um médium vivo era um convite ao perigo. Porque, eles podem drenar a energia vital do médium. Os próprios espíritos estão em escravidão e não podem trazer liberdade e iluminação para os outros.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">No ano de 1921, Swami Abhedananda voltou para a Índia para sempre. Após retornar à Índia, ele fundou o Ramakrishna Vedanta Math, em Calcutá. Mas permaneceu como administrador da Ramakrishna Math, Belur Math, até o fim. Ele também inspirou Frank Dvorak, um artista tchecoslovaco, a desenhar as pinturas a óleo de Sri Ramakrishna e Sri Sarada Devi. Estas pinturas originais estão colocadas no mosteiro Vedanta de Calcutá. Swami Abhedananda meticulosamente editou e publicou seus próprios trabalhos.&nbsp; Agora eles estão em 11 volumes sob o título “As Obras Completas de Swami Abhedananda”.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Por ocasião das celebrações do centenário de Sri Ramakrishna, todas as rádios da Índia, em Calcutá, transmitiram a palestra de cinco minutos de Abhedananda sobre Ramakrishna na língua bengali. É a única voz gravada de um discípulo de Ramakrishna. É o testemunho verbal mais precioso sobre o Mestre. Entre os discípulos monásticos de Sri Ramakrishna, Swami Abhedananda sobreviveu pelo período mais longo. Ele faleceu no ano de 1939.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;"><span style="font-size:20px;">Concluirei citando o que Swami Abhedananda, na véspera de sua partida para a Índia, disse em São Francisco: “O Oriente e o Ocidente se unirão - tal é a vontade de Deus. Os sinais dos tempos me encorajam muito; e minha visita e prolongada permanência neste país me convenceram claramente de que é possível fazer do mundo nossa casa e amar a todos como irmãos e irmãs. O espírito de Deus está trabalhando em todos os lugares. Bem-aventurado aquele que vê a obra e realiza o Espírito Divino.” Quão verdadeiras são essas palavras de Swami Abhedananda?</span></span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;">&nbsp;</span></p></td></tr></tbody></table></div><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;</p></td></tr></tbody></table></div><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;">&nbsp;</span></p></td></tr></tbody></table></div>
</div></div></div></div></div></div></div></div> ]]></content:encoded><pubDate>Fri, 06 Oct 2023 20:16:00 -0300</pubDate></item><item><title><![CDATA[OS APÓSTOLOS DE SRI RAMAKRISHNA--PARTE-3]]></title><link>https://vedantacuritiba.org.br/blogs/post/os-apóstolos-de-sri-ramakrishna-parte-3</link><description><![CDATA[<img align="left" hspace="5" src="https://vedantacuritiba.org.br/images/Holy Trio and Direct disciples photos/swamitrigunatitananda.jpeg"/>Swami Trigunatitananda nasceu em uma família aristocrática da Bengala Ocidental em 1865. Seu nome pré-monástico era Sarada Prasanna, que significa literalmente "presenteado com a graça de Sarada".]]></description><content:encoded><![CDATA[<div class="zpcontent-container blogpost-container "><div data-element-id="elm_LgAEtT5aTpaLrLcIq4b63w" data-element-type="section" class="zpsection "><style type="text/css"></style><div class="zpcontainer-fluid zpcontainer"><div data-element-id="elm_IKVCa1TjTwen4g47zjHPTg" data-element-type="row" class="zprow zprow-container zpalign-items- zpjustify-content- " data-equal-column=""><style type="text/css"> [data-element-id="elm_IKVCa1TjTwen4g47zjHPTg"].zprow{ border-radius:1px; } </style><div data-element-id="elm_NWwjYp0zSZCILxNwu-T5YA" data-element-type="column" class="zpelem-col zpcol-12 zpcol-md-12 zpcol-sm-12 zpalign-self- "><style type="text/css"> [data-element-id="elm_NWwjYp0zSZCILxNwu-T5YA"].zpelem-col{ border-radius:1px; } </style><div data-element-id="elm_01KvX7GtMG3ySGTgQ63WSg" data-element-type="heading" class="zpelement zpelem-heading "><style> [data-element-id="elm_01KvX7GtMG3ySGTgQ63WSg"].zpelem-heading { border-radius:1px; } </style><h2
 class="zpheading zpheading-style-none zpheading-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><h1 style="font-size:30px;text-align:center;"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><p><span style="font-size:36px;">SWAMI TRIGUNATITANANDA</span></p></div></div></div></h1></div></div></h2></div>
<div data-element-id="elm_IJKIs-IpU7wTh0GuHhA_lQ" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style> [data-element-id="elm_IJKIs-IpU7wTh0GuHhA_lQ"].zpelem-text { border-radius:1px; } </style><div class="zptext zptext-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><p align="center" style="text-align:center;"><span style="font-size:24px;font-weight:bold;">Compilador—Swami Prajnatmananda</span></p></div></div>
</div><div data-element-id="elm_M1_rYXZOF1jecNiVhoqmsA" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style> [data-element-id="elm_M1_rYXZOF1jecNiVhoqmsA"].zpelem-text { border-radius:1px; } </style><div class="zptext zptext-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><p align="center" style="text-align:center;"><span style="color:inherit;font-size:20px;">Publicado em 20 de fevereiro de 2021</span><br></p></div></div>
</div><div data-element-id="elm_mvb8qOTvUuFcRtorRMYe-w" data-element-type="button" class="zpelement zpelem-button "><style> [data-element-id="elm_mvb8qOTvUuFcRtorRMYe-w"].zpelem-button{ border-radius:1px; } </style><div class="zpbutton-container zpbutton-align-center "><style type="text/css"></style><a class="zpbutton-wrapper zpbutton zpbutton-type-primary zpbutton-size-lg zpbutton-style-none " href="https://youtu.be/Oma_5xowxCM?list=PLCaGirPQqPqHQ7x-7yunI6p9JmHBGHYi2" target="_blank"><span class="zpbutton-content">ASSISTIR O VÍDEO</span></a></div>
</div><div data-element-id="elm_cqBcJF1W-Eg7_ZOoIugIxQ" data-element-type="image" class="zpelement zpelem-image "><style> @media (min-width: 992px) { [data-element-id="elm_cqBcJF1W-Eg7_ZOoIugIxQ"] .zpimage-container figure img { width: 338px !important ; height: 500.2px !important ; } } @media (max-width: 991px) and (min-width: 768px) { [data-element-id="elm_cqBcJF1W-Eg7_ZOoIugIxQ"] .zpimage-container figure img { width:338px ; height:500.2px ; } } @media (max-width: 767px) { [data-element-id="elm_cqBcJF1W-Eg7_ZOoIugIxQ"] .zpimage-container figure img { width:338px ; height:500.2px ; } } [data-element-id="elm_cqBcJF1W-Eg7_ZOoIugIxQ"].zpelem-image { border-radius:1px; } </style><div data-caption-color="" data-size-tablet="" data-size-mobile="" data-align="center" data-tablet-image-separate="false" data-mobile-image-separate="false" class="zpimage-container zpimage-align-center zpimage-size-custom zpimage-tablet-fallback-custom zpimage-mobile-fallback-custom hb-lightbox " data-lightbox-options="
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</div><div data-element-id="elm_-qKEHEc63wwkx-0vb9NHAA" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style> [data-element-id="elm_-qKEHEc63wwkx-0vb9NHAA"].zpelem-text { border-radius:1px; } </style><div class="zptext zptext-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" width="651"><tbody><tr><td><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" width="701"><tbody><tr><td class="zp-selected-cell"><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Swami Trigunatitananda nasceu em uma família aristocrática da Bengala Ocidental em 1865. Seu nome pré-monástico era Sarada Prasanna, que significa literalmente &quot;presenteado com a graça de Sarada&quot;. Ele recebeu esse nome porque seus pais acreditavam que ele nasceu para eles pela graça da Divina Mãe Durga, cujo outro nome é Sarada. Como estudante, ele mostrou grande brilho. Por seu comportamento encantador e maneiras doces, ele se tornou querido por todos. Quando era um menino de quatorze anos, ele apareceu para o exame de admissão da Instituição Metropolitana de Calcutá. Lá, Mahendra Nath Gupta ou M, o cronista do “Evangelho de Sri Ramakrishna” era o diretor. Todos esperavam que Sarada passasse no exame com grande distinção, mas o destino estava contra ele. Sarada perdeu seu relógio de ouro no segundo dia de exames. Este incidente o aborreceu muito. Como resultado, ele passou na segunda divisão, para grande decepção de todos. Isso deixou Sarada muito aflito. Mahendra Nath amava muito Sarada. Um dia, encontrando seu garoto favorito abatido, ele o levou até Sri Ramakrishna. Assim, uma coisa insignificante como a perda de um relógio de ouro tornou-se a causa indireta de grandes eventos futuros. Uma alma pura como Sarada foi imediatamente atraída por Sri Ramakrishna. Ele começou a ir até ele sempre que encontrava tempo.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Desde sua infância, Sarada tinha uma rara disposição religiosa e encontrava prazer na adoração etc. Seu pai também estimulava esse traço de Sarada. Sarada começou a ler as escrituras sagradas. Tão retentiva era sua memória que, mesmo muito jovem, aprendeu de cor mais de cem hinos em sânscrito. O contato com Sri Ramakrishna estimulou ainda mais seu espírito religioso. Sri Ramakrishna também manteve os olhos atentos ao treinamento de seu jovem devoto.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Depois do falecimento de Sri Ramakrishna, o mosteiro de Baranagore foi estabelecido por Naren, mais tarde Swami Vivekananda. Sarada ingressou no mosteiro. Os jovens discípulos de Sri Ramakrishna fizeram os votos monásticos cerimonialmente e mudaram seus antigos nomes. Sarada foi chamado de Swami Trigunatitananda.</span><span style="font-family:Poppins;font-size:inherit;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Swami Trigunatitananda, como mendicante, viajou para muitos centros de peregrinação, incluindo o sagrado Monte Kailas e Manas Sarovar. O belo cenário natural que ele viu lá recompensou amplamente as privações que ele enfrentou durante aquela peregrinação. Swami Trigunatitananda tinha um espírito muito ousado e aventureiro. Uma vez, em uma noite de luar, ele estava cruzando um rio pulando sobre as rochas. Quando ele estava na metade do caminho, nuvens espessas cobriram a lua e ele estava prestes a se afogar naquele rio que jorrava água gelada. Ele começou a cantar o nome de Sri Ramakrishna. De repente, ele ouviu uma voz dizer: “Siga-me”, e ele a seguiu. Logo ele estava fora de perigo, tocando o solo firme da outra margem. Nesse momento, as nuvens se dispersaram e a lua resplandecente voltou a brilhar. Ele procurou a pessoa que o ajudou. Mas não consegui encontrá-la. Desta maneira, sua vida esteve em perigo várias vezes durante as peregrinações. Mas todas as vezes ele foi salvo misteriosamente. Essas experiências aprofundaram ainda mais sua fé em Sri Ramakrishna.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Depois de terminar as peregrinações, Swami Trigunatitananda permaneceu em Calcutá por algum tempo e usou o seu tempo em estudos intensos. Durante essa época, ele desenvolveu uma fístula que requeria uma operação cirúrgica. Ele teve que se submeter a uma cirurgia para isso. A operação continuou por meia hora inteira e a incisão tinha cerca de 15 centímetros de profundidade. Foi surpreendente que ele tenha suportado as fortes dores da cirurgia sem qualquer anestesia. Assim que ele se recuperou, mergulhou novamente nos estudos. Ocasionalmente, ele tinha aulas sobre as escrituras em diferentes lugares. Em 1897, quando o distrito de Dinajpur estava nas garras de uma terrível fome, ele foi até lá e organizou serviço do socorro. Nessa ocasião, seu maravilhoso espírito de serviço tornou-se evidente. Ele trabalhou dia e noite na distribuição de alimentos às pessoas famintas.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Swami Trigunatitananda tinha uma estranha capacidade com relação à comida. Às vezes, ele podia comer quantidades extraordinárias e também jejuar por muitos dias. Sobre isso, Swami Premananda disse: “Ele tinha um poder oculto. Uma vez eu tornei mais espesso cerca de dois galões de leite e servi a quantidade inteira para ele. Ele bebeu tudo sem parar. Em outra ocasião, ele ficou sob uma árvore de Bel em Belur Math por vários dias, comendo apenas uma banana por dia.” Vendo sua capacidade de comer bem, a mãe de Swami Premananda comentou: “É surpreendente como Sarada come! Ele viajou por muitas montanhas e aprendeu muitos mantras, feitiços mágicos. Assim, ele pode fazer desaparecer qualquer quantidade de comida. Do contrário, não é possível para um ser humano comer tanto.”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Swami Trigunatitananda era incrédulo sobre a existência de fantasmas. Alguém lhe contou sobre uma velha casa abandonada próxima do Mosteiro de Baranagore, onde ele poderia ver um fantasma à meia-noite. Sem contar a ninguém, ele foi até lá antes da meia-noite e esperou pelo fantasma. De repente, ele viu uma luz fraca aparecer no canto da sala. A luz ficou mais forte até que, no centro da luz, apareceu um olho. Este se aproximou dele com uma maldade fatal. Ele estava prestes a desmaiar quando, de repente, Sri Ramakrishna apareceu. Segurando sua mão, o Mestre disse: “Meu filho, por que você está se arriscando tão estupidamente com uma morte certa? É suficiente para você manter sua mente fixa em mim.” Com essas palavras, Sri Ramakrishna desapareceu. Swami Trigunatitananda saiu da casa com sua curiosidade sobre fantasmas satisfeita para sempre.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Prabuddha Bharata e Vedanta Kesari, ambas revistas em inglês foram iniciadas pela inspiração de Swami Vivekananda. Swami Vivekananda expressou seu desejo de começar uma revista no idioma bengali para também divulgar a mensagem da Vedanta e os ensinamentos universais de Sri Ramakrishna. Para este propósito, foi comprada uma imprensa. E Swami Trigunatitananda foi encarregado de todo o trabalho. Swami Vivekananda chamou a revista de “Udbodhan”, “O Despertar”. Nesse sentido, Swami Trigunatitananda teve que se submeter a um trabalho hercúleo. Na verdade, nenhum trabalho lhe dava maior prazer do que servir aos outros. Diz-se que uma vez um funcionário da Imprensa Udbodhan contraiu cólera. Swami Trigunatitananda tomou todas as providências para seu tratamento e ele mesmo atendeu o paciente. O pobre funcionário ficou pasmo com o seu serviço.</span><span style="font-family:Poppins;font-size:inherit;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Quando alguém relatou tudo isso a Swami Vivekananda, ele disse: “Você acha que esses filhos monásticos de Sri Ramakrishna nasceram simplesmente para se sentar para meditar sob as árvores acendendo fogueiras, dhuni? Sempre que algum deles começar algum trabalho, as pessoas ficarão surpresas ao ver sua energia. Aprenda com eles como trabalhar... Bem, o Mestre é o nosso centro. Cada um de nós é um raio desse centro de luz.”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Swami Trigunatitananda também serviu à Santa Mãe Sarada Devi, que vinha da aldeia Jayrambati e permaneceria na Casa de Udbodhan. Naqueles dias, as instalações de transporte eram precárias. De Calcutá, certa vez ela estava voltando para sua aldeia em um carro de bois. Já passava da meia-noite. Swami Trigunatitananda caminhava na frente do carro de bois como seu guardião com uma vara pesada em seu ombro. De repente, ele viu uma ampla fenda na estrada feita por uma enchente. Imediatamente ele percebeu que, quando a carroça chegasse à abertura, seria derrubada ou receberia uma sacudida terrível. Isso não só perturbaria o sono da Santa Mãe, mas poderia até machucá-la. Imediatamente ele colocou seu grande corpo na fenda e pediu ao cocheiro que passasse a carroça por cima dele. Felizmente, a Santa Mãe acordou antes que isso pudesse acontecer. Ela repreendeu seu discípulo por sua natureza excessivamente zelosa.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Como resultado do cuidado vigilante e do trabalho árduo de Swami Trigunatitananda, a revista Udbodhan estava bem estabelecida. Neste momento, Swami Vivekananda pediu-lhe que fosse para São Francisco, na América, para substituir ao Swami Turiyananda, que estava retornando para a Índia. Swami Trigunatitananda obedecia prontamente a qualquer desejo de Swami Vivekananda como uma ordem. Imediatamente, ele concordou em ir para o Ocidente, por mais que isso pudesse interferir em seu modo de vida indiano. Infelizmente, o falecimento repentino de Swami Vivekananda em 1902 foi um grande choque para todos. No entanto, Swami Trigunatitananda navegou para a América alguns meses após este triste evento e chegou a São Francisco em 1903.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Quando Swami Trigunatitananda chegou em São Francisco, havia um grupo de amigos leais e estudantes da Vedanta para saudá-lo. Ele foi levado imediatamente para a casa do Dr. M. H. Logan, o Presidente da Sociedade&nbsp; Vedanta de São Francisco. Algumas semanas depois, ele foi para a casa do Sr. e da Sra. C. F. Peterson, que se tornou seu quarte general. A notícia de que um discípulo direto de Sri Ramakrishna tinha vindo para assumir o trabalho se espalhou por toda parte e muitos começaram a vir para encontrá-lo. Aulas eram ministradas regularmente sobre o Gita e os Upanishads; e as palestras eram realizadas aos domingos.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Swami Trigunatitananda sentiu a necessidade de um edifício próprio para a Sociedade Vedanta de São Francisco. Para ele, pensar era agir, e um comitê foi imediatamente formado para encontrar um local adequado. Logo uma reunião de todos os membros foi convocada, os fundos foram rapidamente levantados e um terreno foi comprado. Os planos para o que seria conhecido como o primeiro templo hindu em todo o mundo ocidental foram traçados. Embora fosse um templo hindu, era uma mistura de diferentes estilos arquitetônicos. A chamada para contribuições foi lançada. Ricos e pobres, velhos e jovens, vieram com suas ofertas e em pouco tempo foram coletados fundos suficientes para iniciar o trabalho de construção. Em San Francisco, a cidade ao lado da Golden Gate, um centro permanente foi estabelecido. Esse foi um canal pelo qual a Verdade poderia fluir para matar a sede de milhares de almas cansadas do mundo com suas águas vivificantes. Com relação ao futuro do Templo, Swami Trigunatitananda disse: “Acredite em mim, acredite em mim, se houver o menor traço de egoísmo na construção deste Templo, ele cairá; mas se for obra do Mestre, permanecerá.” O templo foi dedicado para causa da humanidade em 1906.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Pouco depois disso, uma idéia de iniciar um mosteiro em conexão com a Sociedade Vedanta, ocorreu a Swami Trigunatitananda. Havia vários jovens que assistiam às palestras e reuniões da Sociedade que tinham uma inclinação para viver a vida de noviços, Brahmacharins. Cerca de dez deles tornaram-se internos do mosteiro. Esses jovens foram submetidos a uma disciplina rígida. Eles tinham que se levantar cedo pela manhã, meditar regularmente e fazer todos os deveres domésticos, como limpar, varrer etc. Swami Trigunatitananda os instruiu de que todo trabalho relacionado com o Templo era sagrado; e, se realizado com o espírito correto, purificaria suas mentes e ajudaria a avançar em sua meditação.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Swami Trigunatitananda gostava de máximas poderosas. Quando alguém recitou o grande lema da República americana, “Vigilância eterna é o preço da liberdade”, ele o fez repetir. Alguns dos lemas pendurados nas salas do mosteiro eram: “Viva como um eremita, mas trabalhe como um cavalo”; “Faça isso agora”; “Vigiai e orai”. Outro que ele citava constantemente era: “Faça ou morra, mas você não morrerá”.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Swami Trigunatitananda acreditava completamente no canto devocional como um exercício espiritual. De manhã cedo, ele freqüentemente levava os rapazes a cobertura do mosteiro para cantar hinos e cânticos devocionais. A meia milha de distância ficava a baía de São Francisco. Às vezes, Swami Trigunatitananda levava os jovens lá para o canto matinal e meditação. A vida de Swami Trigunatitananda foi um exemplo para os outros em todos os aspectos. Um grande disciplinador da mais alta ordem, foi o exemplo mais brilhante do que deveria ser uma vida disciplinada. Ele sempre ia para a cama mais tarde do que os outros; e ainda ele era o primeiro a se levantar. Ele era o modelo de pontualidade e regularidade. A vida de Swami Trigunatitananda foi um longo sacrifício. Aqueles que tiveram o privilégio de estar em sua presença descobriram que suas dúvidas e problemas derretiam como a neve diante do sol. Ele verdadeiramente irradiava santidade; pois ele sempre viveu na consciência da Mãe Divina. Cada momento de contato com ele foi de crescente educação, consciência e supraconsciência. Swami Trigunatitananda também começou um convento ou comunidade religiosa como uma sociedade separada. Isso foi devido às súplicas fervorosas de algumas discípulas que desejavam viver uma vida disciplinada sob suas instruções espirituais pessoais. Elas estavam cheias de zelo fervoroso e viveram a vida com a maior sinceridade. Elas cozinhavam e cuidavam da casa no espírito de adoração e serviço à humanidade. E fielmente aderiram às regras estabelecidas por Swami Trigunatitananda com relação à rotina diária e conduta espiritual. Swami Trigunatitananda esperava que o convento fosse a semente de uma vida espiritual desperta entre as mulheres americanas; e que grandes resultados adviriam desse começo aparentemente pequeno.</span><span style="font-family:Poppins;font-size:inherit;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Em 1909, Swami Trigunatitananda começou uma revista mensal, chamada ‘voz da Liberdade’. Com isso, ele tentou alcançar muitas almas que não podiam assistir às suas palestras ou que estavam muito longe para ir até elas. Logo a Voz da Liberdade foi um sucesso consagrado com uma lista crescente de amigos e assinantes interessados.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Todos os anos, Swami Trigunatitananda conduzia um grupo selecionado de estudantes ao “Shanti Ashrama”, um centro de retiro, no Vale de Santo Antonio, fundado por Swami Turiyananda. Situado em um local pitoresco, o Shanti Ashrama, lembra os antigos Ashramas dos santos indianos, Rishis, nos Himalaias; e a própria atmosfera do lugar era espiritualmente revigorante. Naquela atmosfera tranquila, longe das distrações da vida da cidade, podia-se ver mais visivelmente como a vida de Swami Trigunatitananda era uma expressão da espiritualidade mais elevada. Praticamente o dia todo os residentes estavam ocupados em oração, meditação, frequentando as aulas das escrituras e assim por diante. Um dia da semana era separado como um dia de solidão individual e jejum, como um ascetismo voluntário. Para alguns vieram revelações e experiências que silenciaram as dúvidas, satisfizeram anseios ardentes e deram novo ímpeto às suas aspirações espirituais. Às vezes, durante as noites de lua cheia, Swami Trigunatitananda acendia a fogueira sob o céu aberto, chamado de Dhuni. Os alunos sentavam-se ao redor do fogo e passavam a noite inteira em práticas espirituais. Essa foi uma das experiências valiosas para cada aluno. Aqueles que tiveram o privilégio de assistir às aulas do Shanti Ashrama dificilmente poderiam esquecer sua experiência única lá. Swami Trigunatitananda costumava dizer: &quot;Aquela mente que está apegada a mais de uma coisa nunca pode alcançar a meta.&quot; “Aprenda a ver Deus em tudo. Cubra tudo com Deus e sua mente pensará somente Nele.”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Swami Trigunatitananda sofria de reumatismo crônico e nefrite. Com o passar dos anos, seus problemas físicos eram tão complicados que ele costumava dizer: “Este corpo é mantido unido apenas pela força da vontade; quando eu o permitir ir, ele meramente se despedaçará.” Tão resoluta e determinada era sua vontade, que poucos conheciam a verdadeira condição de sua saúde. Mas seu corpo estava gradualmente se deteriorando com os pesados fardos que lhe eram impostos.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Era dezembro de 1914, o Natal havia sido celebrado com maravilhosa solenidade no Templo Hindu de São Francisco. Depois de três dias, Swami Trigunatitananda estava realizando um culto dominical. Em um ataque de depressão e com um estado de espírito desequilibrado, um jovem jogou uma bomba no púlpito, causando uma explosão. Foi descoberto que o próprio jovem havia sido morto; e Swami Trigunatitananda recebeu ferimentos graves. No caminho para o hospital, em meio a uma dor terrível, Swami Trigunatitananda perguntou sobre aquele jovem: “Onde está Louis, pobre sujeito?” Algum tempo atrás, Louis foi aluno de Swami Trigunatitananda. Sua mente estava cheia de piedade, mesmo por aquele que cometera tal ato precipitado. Embora cada momento em que acordasse fosse de intenso sofrimento, nenhuma palavra de reclamação jamais saiu de seus lábios. De vez em quando, ele dava instruções a um discípulo após outro para ser fiel à causa até o final. Mesmo até seu último suspiro, seus pensamentos nunca foram para si mesmo, mas para o trabalho e a missão do Mestre.</span><span style="font-family:Poppins;font-size:inherit;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;"><span style="font-size:20px;">Na tarde de 9 de janeiro de 1915, Swami Trigunatitananda disse a um jovem discípulo que ele deixaria seu corpo no dia seguinte, 10 de janeiro. Era o aniversário de Swami Vivekananda. Como ele já havia dito, ele entregou seu corpo naquela noite e entrou na morada de Sri Ramakrishna. Um discípulo de Sri Ramakrishna se sacrificou enquanto servia no Ocidente. Mas o trabalho que ele começou está se espalhando e se expandindo continuamente.</span></span></p><p style="text-align:justify;">&nbsp;</p><p style="text-align:justify;">&nbsp;</p></td></tr></tbody></table></div></div><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;">&nbsp;</span></p></td></tr></tbody></table></div>
</div></div></div></div></div></div></div></div> ]]></content:encoded><pubDate>Fri, 06 Oct 2023 20:15:00 -0300</pubDate></item><item><title><![CDATA[OS APÓSTOLOS DE SRI RAMAKRISHNA--PARTE-9]]></title><link>https://vedantacuritiba.org.br/blogs/post/os-apóstolos-de-sri-ramakrishna-parte-9</link><description><![CDATA[<img align="left" hspace="5" src="https://vedantacuritiba.org.br/OS APÓSTOLOS DE SRI RAMAKRISHNA/Swami-Vijnanananda.jpg"/>Antes de se tornar monge, Swami Vijnanananda era conhecido pelo nome de Hariprasanna Chattopadhyaya. Ele nasceu no ano de 1868, em uma família respeitável de Calcutá.]]></description><content:encoded><![CDATA[<div class="zpcontent-container blogpost-container "><div data-element-id="elm_LgAEtT5aTpaLrLcIq4b63w" data-element-type="section" class="zpsection "><style type="text/css"></style><div class="zpcontainer-fluid zpcontainer"><div data-element-id="elm_IKVCa1TjTwen4g47zjHPTg" data-element-type="row" class="zprow zprow-container zpalign-items- zpjustify-content- " data-equal-column=""><style type="text/css"> [data-element-id="elm_IKVCa1TjTwen4g47zjHPTg"].zprow{ border-radius:1px; } </style><div data-element-id="elm_NWwjYp0zSZCILxNwu-T5YA" data-element-type="column" class="zpelem-col zpcol-12 zpcol-md-12 zpcol-sm-12 zpalign-self- "><style type="text/css"> [data-element-id="elm_NWwjYp0zSZCILxNwu-T5YA"].zpelem-col{ border-radius:1px; } </style><div data-element-id="elm_01KvX7GtMG3ySGTgQ63WSg" data-element-type="heading" class="zpelement zpelem-heading "><style> [data-element-id="elm_01KvX7GtMG3ySGTgQ63WSg"].zpelem-heading { border-radius:1px; } </style><h2
 class="zpheading zpheading-style-none zpheading-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><h1 style="font-size:30px;text-align:center;"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><p align="center"><span style="font-size:36px;font-weight:bold;">SWAMI VIJNANANANDA</span></p></div></div></div></div></h1></div></div></h2></div>
<div data-element-id="elm_IJKIs-IpU7wTh0GuHhA_lQ" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style> [data-element-id="elm_IJKIs-IpU7wTh0GuHhA_lQ"].zpelem-text { border-radius:1px; } </style><div class="zptext zptext-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><p align="center" style="text-align:center;"><span style="font-size:24px;font-weight:bold;">Compilador—Swami Prajnatmananda</span></p></div></div>
</div><div data-element-id="elm_M1_rYXZOF1jecNiVhoqmsA" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style> [data-element-id="elm_M1_rYXZOF1jecNiVhoqmsA"].zpelem-text { border-radius:1px; } </style><div class="zptext zptext-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><p align="center" style="text-align:center;"><span style="font-size:12pt;font-weight:bold;color:inherit;">PUBLICADO&nbsp;</span><span style="font-size:12pt;font-weight:bold;color:inherit;">29 DE NOVEMBRO DE 2020</span></p></div></div></div>
</div><div data-element-id="elm_mvb8qOTvUuFcRtorRMYe-w" data-element-type="button" class="zpelement zpelem-button "><style> [data-element-id="elm_mvb8qOTvUuFcRtorRMYe-w"].zpelem-button{ border-radius:1px; } </style><div class="zpbutton-container zpbutton-align-center "><style type="text/css"></style><a class="zpbutton-wrapper zpbutton zpbutton-type-primary zpbutton-size-lg zpbutton-style-none " href="https://youtu.be/HITubrC-Ldg?list=PLCaGirPQqPqHQ7x-7yunI6p9JmHBGHYi2" target="_blank"><span class="zpbutton-content">ASSISTIR O VÍDEO</span></a></div>
</div><div data-element-id="elm_cqBcJF1W-Eg7_ZOoIugIxQ" data-element-type="image" class="zpelement zpelem-image "><style> @media (min-width: 992px) { [data-element-id="elm_cqBcJF1W-Eg7_ZOoIugIxQ"] .zpimage-container figure img { width: 476px !important ; height: 673px !important ; } } @media (max-width: 991px) and (min-width: 768px) { [data-element-id="elm_cqBcJF1W-Eg7_ZOoIugIxQ"] .zpimage-container figure img { width:476px ; height:673px ; } } @media (max-width: 767px) { [data-element-id="elm_cqBcJF1W-Eg7_ZOoIugIxQ"] .zpimage-container figure img { width:476px ; height:673px ; } } [data-element-id="elm_cqBcJF1W-Eg7_ZOoIugIxQ"].zpelem-image { border-radius:1px; } </style><div data-caption-color="" data-size-tablet="" data-size-mobile="" data-align="center" data-tablet-image-separate="false" data-mobile-image-separate="false" class="zpimage-container zpimage-align-center zpimage-size-original zpimage-tablet-fallback-original zpimage-mobile-fallback-original hb-lightbox " data-lightbox-options="
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                theme:dark"><figure role="none" class="zpimage-data-ref"><span class="zpimage-anchor" role="link" tabindex="0" aria-label="Open Lightbox" style="cursor:pointer;"><picture><img class="zpimage zpimage-style-none zpimage-space-none " src="/OS%20AP%C3%93STOLOS%20DE%20SRI%20RAMAKRISHNA/Swami-Vijnanananda.jpg" width="476" height="673" loading="lazy" size="original" data-lightbox="true"/></picture></span></figure></div>
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Ele viu o Mestre apenas mais algumas vezes em sua vida, pois foi compelido a viver longe de Calcutá devido aos seus estudos. Mas a influência daquelas poucas visitas foi suficiente para mudar todo o curso de sua vida.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Uma tarde, Hariprasanna foi para Dakshineswar e ficou lá naquela noite.&nbsp; Sri Ramakrishna disse-lhe com ternura: “Você sabe por que amo tanto a todos vocês?&nbsp; Vocês são meu próprio povo. A Mãe Divina me mostrou isso.”&nbsp; Na ocasião, Hariprasanna recebeu muitas instruções espirituais. Quando ele voltou para casa na manhã seguinte, sua mãe o repreendeu severamente.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Ela disse: “Você passou a noite na casa daquele sacerdote louco, suponho?” Então sua irmã mais nova também se juntou a eles e disse:&nbsp;</span><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">“Aquele homem louco perturbou o cérebro de nada menos que trezentos rapazes, ouvi dizer.”&nbsp; Com referência a este incidente, Swami Vijnanananda dizia depois: “Se eu não fora pego pela influência daquele homem louco, quem sabe onde eu deveria estar agora, chafurdando na confusão do mundo?”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">O amor de Sri Ramakrishna por seus jovens discípulos ou aspirantes a apóstolos era imenso. &nbsp;Se algum deles não fosse a Dakshineswar por um tempo considerável, ele perguntaria sobre ele ou enviaria alguém para descobrir o que havia acontecido.&nbsp;&nbsp;</span><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Houve uma época em que Hariprasanna não visitava Dakshineswar por um longo tempo. Então, o Mestre enviou uma mensagem a ele por meio de Sharat, outro jovem discípulo, para vir vê-lo. Hariprasanna chegou a Dakshineswar e encontrou-se com Sri Ramakrishna. Ele perguntou em tom ofendido:</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">“Por que você não se importa em vir aqui?”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">O jovem discípulo disse com franqueza:</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">“Nem sempre tenho vontade de vir, então não vim”.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Com isso, o Mestre simplesmente sorriu e disse:</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">“Você pratica um pouco de meditação, eu acredito?”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Hariprasanna respondeu: “Eu tento meditar, mas não tenho nenhuma boa meditação”.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">O Mestre acenou para que ele se aproximasse e escreveu algo em sua língua com o dedo; então o enviou a Panchavati, jardim do templo, para meditação.&nbsp; Hariprasanna seguiu em seu caminho em direção ao Panchavati; mas depois que o Mestre o tocou, ele ficou em um estado de embriaguez e mal conseguia andar.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Quando se sentou para meditar, ele permaneceu por muito tempo alheio ao que o rodeava e ao mundo exterior.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Quando Hariprasanna voltou aos seus sentidos, ele encontrou o Mestre sentado ao seu lado sorrindo e gentilmente passando as mãos sobre seu corpo.&nbsp; Depois de um tempo, o Mestre quebrou o silêncio e perguntou:</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">“O quê? Você teve uma boa meditação hoje? ”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">“Sim, hoje tive a experiência de uma boa meditação”, disse Hariprasanna. “Doravante, você terá uma boa meditação todos os dias”, disse o Mestre.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Sri Ramakrishna costumava ser muito íntimo de seus discípulos.Uma vez Sri Ramakrishna perguntou a Hariprasanna: “Você pode lutar? Venha, deixe-me ver como você luta bem!”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Hariprasanna narrou esse incidente da seguinte maneira:</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">“Fiquei surpreso com este desafio. Pensei comigo mesmo: ‘Que tipo de homem santo é esse?’</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Mas respondi: ‘Sim, claro que posso lutar’.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Sri Ramakrishna se aproximou, sorrindo.&nbsp; Ele segurou meus braços e começou a me empurrar.&nbsp; Mas eu era um jovem forte e musculoso; e eu o empurrei contra a parede. &nbsp;Ele ainda estava sorrindo e me segurando com força.&nbsp; Aos poucos, senti uma espécie de corrente elétrica saindo de suas mãos e entrando em mim.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Esse toque me deixou completamente indefeso.&nbsp; Perdi toda minha força física.&nbsp; Entrei em êxtase e tive arrepios.&nbsp; Libertando-me, o Mestre disse com um sorriso:&nbsp; “Bem, você é o vencedor.”&nbsp; Com essas palavras, ele se sentou em sua cama novamente.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;"><br></span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Eu fiquei sem palavras.&nbsp; Onda após onda de felicidade envolveu todo o meu ser.&nbsp; Eu estava pensando no fato de que o Mestre não havia vencido fisicamente, mas seu poder espiritual havia me subjugado completamente.&nbsp;&nbsp;</span><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Algum tempo se passou e então o Mestre se levantou de seu assento. Dando tapinhas nas minhas costas, ele disse: “Venha aqui sempre.&nbsp;</span><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Não basta vir uma vez”.&nbsp; Então ele me ofereceu alguns doces como alimento consagrado, Prasad; e voltei para Calcutá.</span><span style="font-family:Poppins;font-size:12pt;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Por dias, o feitiço daquela alegria inebriante permaneceu, e eu percebi que ele havia transmitido poder espiritual para mim.”&nbsp; Sri Ramakrishna disse mais tarde, referindo-se a este incidente,&nbsp; “Ele lutou com Krishna em sua encarnação anterior; ele não é uma pessoa comum.”&nbsp; No épico Ramayana, há menção ao grande urso, Jāmbavān.&nbsp; Ele serviu a Sri Rama lutando contra os demônios.&nbsp; A próxima encarnação de Sri Rama foi a de Sri Krishna. &nbsp;Conforme as circunstâncias, Jambavan teve que lutar com Sri Krishna apenas para saber que ele era o mesmo que Sri Rama.&nbsp; Sri Ramakrishna estava insinuando que Hariprasanna nasceu do elemento daquele Jambavan.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Hariprasanna foi estudar Engenharia Civil em Poona, um lugar longe de Calcutá.&nbsp; Ele foi muito meritório em seus estudos.&nbsp; Naquela época, os alunos que obtivessem a primeira e a segunda posição na classificação geral recebiam automaticamente empregos públicos.&nbsp; Um de seus meritórios e pobres colegas de classe precisava desesperadamente de um emprego para manter sua família.&nbsp; Para facilitar a ele a obtenção de uma das duas primeiras posições no Exame de Engenharia, Hariprasanna não compareceu ao exame final daquele ano.</span><span style="font-family:Poppins;font-size:12pt;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Ele ainda estava estudando em Poona quando Sri Ramakrishna deixou seu corpo mortal.&nbsp; Um dia ele teve uma visão do Mestre em pé à sua frente.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Ele se perguntou sobre aquela visão. No dia seguinte, ele leu no jornal sobre a triste morte do Mestre.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Referindo-se ao amor infinito de Sri Ramakrishna, Hariprasanna comentou mais tarde:</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&quot;Não posso expressar quanto amor o Mestre tinha por nós.&nbsp; Não temos essa capacidade de amar os outros.&nbsp;&nbsp;</span><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Ficávamos embriagados ao ver o Mestre, e agora as pessoas estão embriagadas apenas por ouvirem seu nome.&nbsp; Quão abençoados eles são?!”</span><span style="font-family:Poppins;font-size:inherit;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Depois de se formar em Engenharia Civil com distinção, Hariprasanna ingressou no serviço público e, em poucos anos, chegou ao cargo de Engenheiro Distrital.&nbsp; Naquela época, Sri Ramakrishna havia falecido.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">O mosteiro em Baranagore foi fundado com Narendra, mais tarde Swami Vivekananda, como seu líder.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Os discípulos monásticos de Sri Ramakrishna freqüentemente se tornavam convidados de Hariprasanna em diferentes lugares.&nbsp;&nbsp;</span><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">A chama da espiritualidade que foi acesa nele pelo Mestre estava queimando dentro dele; e ele descobriu que era impossível permanecer imerso nos assuntos do mundo por mais tempo.&nbsp; Mesmo como oficial, Hariprasanna era taciturno.&nbsp; Ele se misturava com poucas pessoas e a maior parte do tempo permanecia em seu bangalô absorto em seus próprios pensamentos.&nbsp; Seus colegas e assistentes ficaram surpresos com seu grau incomum de integridade e também com seu rigor no cumprimento de suas funções.&nbsp;&nbsp;</span><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Aqueles que tiveram contato próximo com ele o reverenciavam quase como um deus. &nbsp;Tal era a força de seu caráter, puro, imaculado e ao mesmo tempo humilde e despretensioso.&nbsp;&nbsp;</span><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Hariprasanna renunciou ao seu emprego e juntou-se à Irmandade no mosteiro de Alambazar.&nbsp; Nesse ínterim, o mosteiro foi mudado.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;"><span style="font-size:20px;">Ele fez os votos formais de vida monástica e ficou conhecido como Swami Vijnanananda.&nbsp; Ele era muito dedicado à mãe e foi apenas por ela que aceitou um emprego.&nbsp; Ele havia acumulado uma boa quantia de dinheiro suficiente para dar a sua mãe para seu sustento futuro.&nbsp; </span><span style="font-size:20px;">Ele a convenceu e somente com sua permissão assumiu a vida monástica.</span></span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Mais tarde, o mosteiro foi transferido permanentemente para suas instalações em Belur Math.&nbsp; Swami Vivekananda costumava chamar Swami Vijnanananda amorosamente de “Peshan”, abreviando seu nome de infância de Hariprasanna.&nbsp;&nbsp;</span><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Como Swami Vijnanananda era um Engenheiro Civil, a tarefa de construir os edifícios necessários em Belur Math foi confiada a ele por Swami Vivekananda.&nbsp; Mais tarde, ele também supervisionou a construção do dique no lado do rio Ganges em Belur Math.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Certa vez, Swami Vijnanananda perguntou a Swamiji:</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">“Bem, o Mestre aceita a comida que oferecemos no templo?”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Swamiji respondeu: “Sim, ele aceita.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Um raio sai de seu terceiro olho e toca a comida.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Se você quiser, posso mostrar a você hoje no templo.”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Swami Vijnanananda, visitando muitos lugares como um monge errante, veio ao sagrado Prayagaraj. Tornou-se hóspede de um amigo médico e queria passar algum tempo naquele local sagrado de peregrinação.&nbsp; Lá, um grupo de jovens se reunia em um local chamado “Clube Brahmavadin”.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Assim, eles fizeram tentativas de melhorarem-se moral e espiritualmente por meio do estudo das escrituras, discussão e adoração. Quando souberam que um discípulo de Sri Ramakrishna tinha vindo à cidade.&nbsp; Imediatamente eles foram ao Swami Vijnanananda em busca de sua orientação e inspiração.&nbsp; A seriedade aguda e a devoção sincera dos meninos o persuadiram a visitar seu lugar e ficar lá por um período.&nbsp;</span><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Este foi o início de um grande começo.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Pois neste lugar Swami Vijnanananda passou dez preciosos anos de sua vida em duras austeridades, estudo e meditação.&nbsp; Posteriormente, ele estabeleceu um centro permanente da Missão Ramakrishna na cidade onde passou o resto de sua vida como uma força espiritual ímpar.&nbsp; No Clube Brahmavadin, o Swami teve que passar por muitas dificuldades, dependendo para sua subsistência do que a sorte pudesse trazer.&nbsp; A maior parte do tempo ele passava em meditação e estudo, sem procurar companhia.&nbsp; Mas, ele sempre ajudaria as pessoas necessitadas.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;"><br></span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Assim, por meio da influência silenciosa de sua vida e contato, ele mudou o curso de muitos devotos. Para os buscadores sinceros, ele às vezes dava aulas de escrituras. Especialmente com respeito aos assuntos espirituais, ele resolvia todo o problema com o mínimo de palavras possível.&nbsp; Mas ele tinha uma capacidade maravilhosa para satisfazer e consolar os inquiridores com suas breves conversas.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Para as pessoas que vinham com quaisquer questões complexas, ele diria:</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">“Apenas siga as máximas que você leu nos livros didáticos elementares.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Tais como, ‘Sempre fale a verdade’, ‘Pegar algo sem o consentimento de seu dono é igual a roubar’, e assim por diante.”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Com o tempo, ele abriu uma instituição beneficente como parte das atividades do Centro.&nbsp; Com referência a ele, Swami Brahmananda, que tinha grande visão espiritual, diria:</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">“É muito difícil conhecê-lo. Ele sempre se mantém escondido. Mas ele é um conhecedor de Brahman. Ele conheceu o Ser e está, portanto, satisfeito.”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Swami Vijnanananda costumava ir todos os dias à confluência de três rios, Ganga, Yamuna e Saraswati, para se banhar.&nbsp; Esse lugar sagrado é chamado Trivēni, literalmente três tranças.&nbsp; Um dia após o banho ele estava recitando um hino e teve uma visão da deusa Mãe Triveni.&nbsp; Ela estava na forma de uma linda garota com três tranças penduradas nas costas.&nbsp; Ela então desapareceu na água. Quando ele começou a caminhar em direção ao mosteiro, ele viu novamente a deusa com três tranças caminhando na mesma direção.&nbsp; Então ela desapareceu.&nbsp; Swami Brahmananda ouviu sobre esta visão e disse que era genuína.</span><span style="font-family:Poppins;font-size:12pt;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Swami Vijnanananda também foi um grande estudioso.&nbsp; Ele era um leitor voraz e tinha interesses intelectuais variados. &nbsp;É autor de livros em bengali sobre o assunto: “Um Manual de engenharia e Sistemas Hidráulicos”.&nbsp; Ele traduziu o trabalho mitológico sobre a Mãe Divina, Devi Bhagavatam, do sânscrito para o inglês.&nbsp; Ele também traduziu dois grandes clássicos da Astrologia Védica e Astronomia compostos por Varahamihira.&nbsp; Ele viveu na corte do rei Vikramaditya durante o primeiro século AC.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Em seus últimos dias, Swami Vijnanananda estava empenhado em traduzir o grande épico Ramayana para o inglês, que ele deixou inacabado.&nbsp; O conhecimento de engenharia de Swami Vijnanananda foi particularmente útil na construção de muitas estruturas em vários centros da Missão Ramakrishna.&nbsp; Em conexão com a construção da Casa de Serviço Missionário Ramakrishna na cidade sagrada de Varanasi, ele foi para lá.&nbsp;</span><span style="font-family:Poppins;font-size:12pt;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;"><span style="font-size:20px;">Da estação ferroviária para o Centro, ele estava viajando em uma carruagem puxada por cavalos, que acidentalmente capotou.&nbsp; Uma de suas pernas ficou torcida dentro de uma roda.&nbsp; Sua perna foi retirada e ele chegou ao Centro em outra carruagem. Naquela noite, ele teve dores terríveis e febre alta.&nbsp; Ele orou ao Senhor Vishwanath, a divindade de Varanasi:&nbsp; “Ó Vishwanatha, vim à sua cidade para trabalhar para o Mestre.&nbsp; </span><span style="font-size:20px;">Esta é uma ação altruísta!&nbsp;&nbsp;</span></span><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Por que esse acidente aconteceu?&nbsp; O trabalho do Mestre sofrerá.”&nbsp; Com esses pensamentos, ele adormeceu.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Ele narrou sua experiência mais tarde:</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">“Era 1h ou 2h.&nbsp; Eu vi o Senhor Shiva com cabelos emaranhados e rosto sorridente aparecendo diante de mim.&nbsp; Eu disse: ‘senhor, você veio me levar?&nbsp; </span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Mas não posso ir agora; Tenho que concluir o trabalho do Mestre primeiro. ‘Ele não me ouviu.&nbsp; Sorrindo, ele se adiantou e me abraçou.&nbsp; Imediatamente meu corpo ficou frio como gelo.&nbsp; Eu então disse a ele:&nbsp; ‘até logo, Senhor. Terei que fazer o trabalho do Mestre.&nbsp; 'O Senhor Shiva riu e saiu.&nbsp; Estranhamente, de manhã não senti febre e também as minhas feridas cicatrizaram um pouco.&nbsp; Mesmo agora, às vezes eu vejo aquela forma calma e sorridente do Senhor Shiva.”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Com a morte de Swami Akhandananda, o terceiro presidente, Swami Vijnanananda, foi nomeado presidente da Ordem Ramakrishna em 1937.&nbsp; Por meio de sua graça, centenas de homens e mulheres encontraram o caminho espiritual.&nbsp;&nbsp;</span><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">A cada um deles deu instruções breves, para que pudessem em sua vida praticar as verdades que ele ensinou.&nbsp; Durante os últimos anos de sua vida, ele viajou extensivamente e visitou muitos centros da Ordem Ramakrishna.&nbsp; Swami Vijnanananda não deu palestras ou conferências formais. Mas nas conversas informais e conversas caseiras ele “emitia fogo”.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">O tema principal de seus ensinamentos era:&nbsp; “A realização de Deus é o verdadeiro objetivo da vida humana; pois só isso pode nos dar uma satisfação real e duradoura.”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Às vezes, pequenas joias preciosas estavam escondidas nas palavras que ele pronunciava em divertimento.&nbsp; Por exemplo, ele às vezes perguntava aos devotos em hindi:</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&quot;Darshan saf hai?&quot; - significando: “Sua visão está clara?”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Todos os problemas do mundo surgem do fato de que nossa visão não é clara. Ao pedir isso, ele lembraria aos devotos de manter sua visão clara.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Às vezes, Swami Vijnanananda estava cheio de sagacidade, humor e alegria e lançava o público em gargalhadas.&nbsp; Em muitos aspectos, ele era como uma criança inocente.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Sua franqueza era incomparável.&nbsp; O mesmo aspecto o tornava uma pessoa muito franca.&nbsp; Mas suas palavras diretas não ofendiam ninguém.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Uma vez no curso da conversa, ele disse que sentiu a presença onipresente de Deus, em Pegu, na Birmânia, enquanto olhava para a imagem reclinada de Buda.&nbsp; “Não é como a que eu vi”, disse ele, surpreso.&nbsp; “Que outra imagem você quer dizer, Maharaj?” perguntou o atendente. Então, o Swami descreveu como em uma de suas visitas ao local sagrado de Sarnath ele teve uma visão semelhante.&nbsp; Ele descobriu que tudo estava dissolvido em um mar de pura consciência e daí surgiu uma forma de Buda, tão doce e tão afetuosa!</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Na doença, ele não tomava nenhum remédio, nem permitia que outros o servissem além de um certo limite. Durante os últimos anos de sua vida, ele sofreu de muitas doenças.&nbsp; As pessoas mal estavam cientes de todas elas.&nbsp; Certa vez, uma devota rica rogou a ele para que ela pudesse chamar os melhores médicos de Calcutá para vê-lo.&nbsp; Swami Vijnanananda respondeu: “Estou sob o tratamento de um médico que é muito melhor do que os melhores médicos que você possa imaginar.”&nbsp; Ela se sentiu aliviada e perguntou ansiosamente: “Qual é o nome de tal médico?”&nbsp; Ele respondeu: “O próprio Deus é meu médico.”</span><span style="font-family:Poppins;font-size:12pt;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Swami Vivekananda tinha um grande desejo de erguer um grande templo memorial ao Mestre em Belur Math. Ele confiou a tarefa de planejá-lo a Swami Vijnanananda, dando-lhe instruções específicas sobre o projeto. Foi uma combinação dos estilos de arquitetura oriental e ocidental. Swami Vijnanananda, em consulta com um famoso arquiteto europeu de Calcutá, preparou um projeto do templo proposto.&nbsp; Isso teve a aprovação de Swami Vivekananda.&nbsp; O falecimento prematuro de Swami Vivekananda em 1902 deu um abalo &nbsp;no projeto do templo.&nbsp; Trinta anos após a saída de Swami Vivekananda deste mundo, uma oferta magnífica veio de dois devotos americanos, Srta. Helen Rubel e Sra. Anna Worcester.&nbsp; Isso tornou possível construir um belo templo de Sri Ramakrishna baseado no projeto aprovado por Swamiji.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Em 1938, Swami Vijnanananda realizou a consagração do templo e da imagem de mármore de Sri Ramakrishna.&nbsp; Tendo feito isso, ele sentiu que a grande tarefa de sua vida estava concluída.&nbsp; Ele disse a seu assistente que após a instalação de Sri Ramakrishna, ele viu vividamente Swami Vivekananda e outros discípulos diretos assistindo a cerimônia de consagração das alturas. Depois disso, ele começou a se preparar para se juntar ao seu amado Mestre.&nbsp; Depois disso, Swami Vijnanananda fez apenas mais uma visita a Belur Math, por ocasião do aniversário do Mestre. Ele voltou ao centro Prayagaraj e entrou no Mahasamadhi, a Iluminação final, no ano de 1938.</span></p><span style="font-size:20px;"></span></td></tr></tbody></table></div></div></div>
</div></div></div></div></div></div></div></div></div></div></div> ]]></content:encoded><pubDate>Thu, 05 Oct 2023 21:12:09 -0300</pubDate></item><item><title><![CDATA[OS APÓSTOLOS DE SRI RAMAKRISHNA--PARTE-10]]></title><link>https://vedantacuritiba.org.br/blogs/post/os-apóstolos-de-sri-ramakrishna-parte-10</link><description><![CDATA[<img align="left" hspace="5" src="https://vedantacuritiba.org.br/OS APÓSTOLOS DE SRI RAMAKRISHNA/SWAMI ADBHUTANANDAJI-EDITED.jpg"/>O nome inicial de Swami Adbhutananda era Rakhturam. Como sinal de carinho, Sri Ramakrishna o chamava de “Latu”, “Leto” ou “Neto”. Ele também foi chamado de “Latu Maharaj” por outros.]]></description><content:encoded><![CDATA[<div class="zpcontent-container blogpost-container "><div data-element-id="elm_LgAEtT5aTpaLrLcIq4b63w" data-element-type="section" class="zpsection "><style type="text/css"></style><div class="zpcontainer-fluid zpcontainer"><div data-element-id="elm_IKVCa1TjTwen4g47zjHPTg" data-element-type="row" class="zprow zprow-container zpalign-items- zpjustify-content- " data-equal-column=""><style type="text/css"> [data-element-id="elm_IKVCa1TjTwen4g47zjHPTg"].zprow{ border-radius:1px; } </style><div data-element-id="elm_NWwjYp0zSZCILxNwu-T5YA" data-element-type="column" class="zpelem-col zpcol-12 zpcol-md-12 zpcol-sm-12 zpalign-self- "><style type="text/css"> [data-element-id="elm_NWwjYp0zSZCILxNwu-T5YA"].zpelem-col{ border-radius:1px; } </style><div data-element-id="elm_01KvX7GtMG3ySGTgQ63WSg" data-element-type="heading" class="zpelement zpelem-heading "><style> [data-element-id="elm_01KvX7GtMG3ySGTgQ63WSg"].zpelem-heading { border-radius:1px; } </style><h2
 class="zpheading zpheading-style-none zpheading-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><h1 style="font-size:30px;text-align:center;"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><p align="center"><span style="font-size:36px;font-weight:bold;">SWAMI ADBHUTANANDA</span></p></div></div></div></div></h1></div></div></h2></div>
<div data-element-id="elm_IJKIs-IpU7wTh0GuHhA_lQ" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style> [data-element-id="elm_IJKIs-IpU7wTh0GuHhA_lQ"].zpelem-text { border-radius:1px; } </style><div class="zptext zptext-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><p align="center" style="text-align:center;"><span style="font-size:24px;font-weight:bold;">Compilador—Swami Prajnatmananda</span></p></div></div>
</div><div data-element-id="elm_M1_rYXZOF1jecNiVhoqmsA" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style> [data-element-id="elm_M1_rYXZOF1jecNiVhoqmsA"].zpelem-text { border-radius:1px; } </style><div class="zptext zptext-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><p align="center" style="text-align:center;"><span style="font-size:12pt;font-weight:bold;color:inherit;">PUBLICADO EM&nbsp;</span><span style="font-size:12pt;font-weight:bold;color:inherit;">27 FEBRUARY 2021</span></p></div></div></div>
</div><div data-element-id="elm_mvb8qOTvUuFcRtorRMYe-w" data-element-type="button" class="zpelement zpelem-button "><style> [data-element-id="elm_mvb8qOTvUuFcRtorRMYe-w"].zpelem-button{ border-radius:1px; } </style><div class="zpbutton-container zpbutton-align-center "><style type="text/css"></style><a class="zpbutton-wrapper zpbutton zpbutton-type-primary zpbutton-size-lg zpbutton-style-none " href="https://youtu.be/FidOgNhE-0I?list=PLCaGirPQqPqHQ7x-7yunI6p9JmHBGHYi2" target="_blank"><span class="zpbutton-content">ASSISTIR O VÍDEO</span></a></div>
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Como monge, ele mantinha um silêncio discreto sobre os assuntos relacionados à sua casa e parentes. Se alguém lhe perguntasse sobre seus primeiros dias, ele responderia bruscamente: “Desistindo de pensar em Deus, você estará ocupado com essas ninharias?” Certa vez, um devoto expressou o desejo de escrever uma biografia de Latu Maharaj. A isso ele levantou objeções, dizendo: “Qual é a utilidade de escrever minha vida? Se você quiser escrever uma biografia, basta escrever a biografia do Mestre e de Swami Vivekananda. Isso vai fazer bem ao mundo.”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Latu mal tinha cinco anos quando perdeu os pais. Então seu tio cuidou dele. Por azar, o tio de Latu também teve uma infeliz reviravolta. E ele teve que vir para Calcutá para ganhar a vida. Latu também o acompanhou e conseguiu emprego na casa de Ramchandra Dutta, que era um devoto fervoroso de Sri Ramakrishna. Certa vez, ele ouviu Ramchandra dizer: “Aquele que é sincero e sério sobre Deus O percebe tão seguro quanto qualquer coisa”, “Deve-se ir para a solidão e orar e chorar por Deus, então e só então Ele se revelará”. Essas palavras simples impressionaram muito Latu. Na casa de Ramchandra, Latu ouviu falar de Sri Ramakrishna e, naturalmente, sentiu-se ansioso por vê-lo. Logo ele encontrou uma oportunidade de ir a Dakshineshwar e encontrar o Mestre. Logo no primeiro encontro, Sri Ramakrishna ficou muito impressionado com a potencialidade espiritual de Latu. Latu também se sentiu imensamente atraído pelo Mestre, mesmo sem saber nada sobre sua grandeza. Pouco depois disso, Sri Ramakrishna foi para sua aldeia natal, Kamarpukur, e lá permaneceu por cerca de oito meses. Latu sentiu um grande vazio em seu coração com a ausência daquele a quem ele tanto amava. Depois, ele lembrou: “Você não pode conceber os sofrimentos que tive naquela época. Eu iria para o quarto de Sri Ramakrishna, vagaria pelo jardim e passaria de um lado para outro. Mas tudo pareceria insípido. Eu chorava sozinho para desafogar meu coração. Foi apenas Ram Babu que pôde, até certo ponto, compreender meus sentimentos; e ele me deu uma fotografia do Mestre.”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Quando Sri Ramakrishna voltou de Kamarpukur, Latu adquiriu uma nova vida, por assim dizer. Ramchandra enviava de vez em quando frutas e doces para o Mestre por meio de Latu. Nessa época, Sri Ramakrishna sentiu a necessidade de um atendente que pudesse cuidar dele. E quando propôs o nome de Latu a Ramchandra, ele concordou imediatamente em enviá-lo. Assim, Latu teve a oportunidade desejada de servir Sri Ramakrishna. De todos os discípulos monásticos, Latu foi o primeiro a vir ao Mestre.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Como o serviço ao Guru leva à realização de Deus é exemplificado na vida de Latu Maharaj. Um mero desejo de Sri Ramakrishna era mais do que uma lei, uma injunção sagrada para Latu. Latu uma vez foi encontrado dormindo à noite. Talvez ele estivesse cansado do dia de trabalho. Sri Ramakrishna reprovou Latu suavemente por dormir em uma hora tão estranha. Ele disse: “Você veio aqui para dormir? Você deve meditar tão profundamente que a noite passe despercebida.” A partir desse dia, Latu desistiu de dormir à noite. Pelo resto da vida, Latu tirava uma soneca curta durante o dia e a noite inteira passava meditando. Ele se tornou a ilustração viva do versículo do Gita: &quot;O que é noite para as pessoas comuns é dia para as pessoas iluminadas.&quot; (G-II-69)</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;"><br></span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Assim que Latu ouvisse qualquer instrução de Sri Ramakrishna, ele a colocaria em ação. Uma vez o Mestre disse: “Tenha cuidado com o vinho, a luxúria e o ouro”. Latu seguiu isso na letra e no espírito. Desde aquele dia ele nunca mais iria na frente de uma loja de vinhos. Mais tarde, ele diria aos devotos que o procurariam para obter instruções espirituais: “Você simplesmente falará e falará e não fará a prática espiritual. Qual é a utilidade de meras discussões?” Quando Latu veio para Sri Ramakrishna, ele não se importou muito com a grandeza espiritual do Mestre. Ele amava o Mestre e, por isso, desejava estar com ele o tempo todo. A influência de tal associação sagrada certamente terá bom efeito. Então, houve uma transformação gradual na vida de Latu. Certa vez, Sri Ramakrishna perguntou a Latu: “Você sabe o que seu Rama está fazendo?” Latu ficou calado. Sri Ramakrishna continuou: “Seu Rama está passando um elefante pelo buraco de uma agulha”. Desse modo, Latu entendeu que, embora ele fosse inepto, Deus estava moldando sua vida para torná-lo um recipiente adequado de Sua graça.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Sri Ramakrishna não foi alfabetizado. Mesmo assim, ele conseguia ler e escrever de alguma forma. Mas, com Latu Maharaj, qualquer leitura ou escrita estava fora de questão. Diz-se que certa vez o próprio Sri Ramakrishna tentou ensinar o jovem Latu a ler e escrever. Mas, apesar das repetidas tentativas, Latu pronunciava o alfabeto bengali de tal maneira que o Mestre desistiu de seu esforço. Não importa que Latu não tenha conhecimento livresco. Porque, Latu tinha acesso direto à Fonte do Conhecimento. A própria vida de Sri Ramakrishna deu testemunho desse fato. E, até certo ponto, isso pode ser testemunhado até mesmo na vida de Swami Adbhutananda. Uma vez que Sri Ramakrishna disse sobre Latu enquanto em êxtase: “Um dia, as jóias das escrituras, Vedas e Vedanta, jorrarão de seus lábios.” Mais tarde, cada palavra se tornou verdadeira.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Muitos incidentes são contados sobre a meditação profunda de Latu. Um dia, Latu estava meditando sentado na margem do Ganges. Então veio a maré cheia e as águas cercaram Latu. Mas ele estava inconsciente do mundo externo. A notícia chegou ao Mestre, que veio imediatamente e o trouxe de volta à consciência normal. Outro dia, Latu foi meditar em um dos templos de Shiva em Dakshineshwar logo após o meio-dia. Quando já era quase noite, não havia notícias de Latu. O Mestre estava preocupado com ele e enviou alguém para procurá-lo. Verificou-se que Latu estava profundamente absorto na meditação e todo o seu corpo estava molhado de suor. Ao ouvir isso, Sri Ramakrishna foi ao templo de Shiva e começou a abaná-lo. Depois de algum tempo, Latu voltou ao plano normal de consciência e ficou muito envergonhado ao ver o Mestre abanando-o. Sri Ramakrishna, no entanto, removeu seu embaraço com suas palavras doces e afetuosas. Nessa época, Latu estava dia e noite num alto estado espiritual. Com referência a isso, o próprio Mestre observou certa vez: &quot;Latu não vai descer, por assim dizer, de sua condição extática.&quot; Latu também amava o kirtan, música devocional congregacional, com acompanhamento de dança. Quando Latu veio para Dakshineswar, ele teve maiores oportunidades de comparecer às festas de Kirtan. Em muitas ocasiões, ele entrava em êxtase enquanto cantava com eles.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Sri Ramakrishna costumava dizer que a franqueza é uma virtude que se obtém como resultado da prática de duras austeridades, Tapasya, em muitos nascimentos anteriores; e tendo franqueza, pode-se esperar realizar Deus muito facilmente. Latu era tão franco que causava admiração ver um traço tão infantil nele. Uma vez&nbsp; Sri Ramakrishna disse a Latu: &quot;Não se esqueça de Deus durante o dia ou a noite.&quot; Para isso, Latu considerou a repetição do nome de Deus como o meio eficiente. Certa vez, um devoto perguntou a ele: “Como podemos nos render a Deus a quem nunca vimos?”, Latu Maharaj disse em sua maneira simples e inimitável: “Não importa se você não O conhece. Você sabe o nome dele. Apenas repita Seu nome e você progredirá espiritualmente. O que eles fazem em um escritório? Sem ter visto ou conhecido o oficial, envia-se um pedido dirigido ao seu nome. Da mesma forma, envie seu pedido a Deus e você receberá Sua graça.”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">O amor e a reverência de Latu pela Santa Mãe Sarada Devi eram próximos aos do Mestre, senão igual. Ela também o via exatamente como seu próprio filho. Em Dakshineshwar, ela teve que passar por dias difíceis de trabalho. Em uma dessas ocasiões, Sri Ramakrishna disse a Latu que estava meditando: “Olhe aqui, Leto, aquela em quem você está meditando está agora suando na farinha para cozinhar.” Daquele dia em diante, Latu se tornou o devotado assistente da Santa Mãe. Criada em uma atmosfera de aldeia, ela era muito tímida e não falava com ninguém além de um grupo limitado. Mas como Latu tinha uma atitude infantil em relação a ela, ela estava à vontade com ele. Após o falecimento do Mestre, ele acompanhou a Santa Mãe ao sagrado Vrindavan e permaneceu lá por um curto período.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Latu foi um dos poucos escolhidos a quem o Mestre deu a veste ocre como símbolo da vida monástica, Sannyasa. Posteriormente, Latu foi nomeado Swami Adbhutananda por Swami Vivekananda. Porque a vida dele foi tão maravilhosa, Adbhut, em todos os aspectos. Com referência a ele, Swami Vivekananda disse: “Latu é o maior milagre de Sri Ramakrishna. Não tendo absolutamente nenhuma educação, ele atingiu a sabedoria mais elevada simplesmente com o toque do Mestre.”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Um dia, Swami Adbhutananda estava meditando na margem do Ganges. Ele viu uma luz resplandecente envolvendo toda a natureza e entrou em Samadhi, o estado superconsciente. Depois de recuperar o estado normal, ele explicou: “Fiquei em um estado de alegria extática. Que felicidade! Não pode ser expresso em palavras. O pesar do meu coração desapareceu completamente. Eu senti que o mundo inteiro estava saturado de felicidade e apenas felicidade.” Mesmo se estivesse doente, Swami Adbhutananda se sentava para meditar à noite. No mosteiro de Baranagore, ele esteve em uma época muito doente com pneumonia. Ele estava fraco demais para se levantar. Mas ele insistia que deveria ser ajudado a sentar-se à noite. Ao ser lembrado de que o médico o havia proibido de fazer isso, ele ficava muito ressentido e dizia: “O que o médico sabe? É a direção do Mestre, e deve ser feito. ”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;"><span style="font-size:20px;">Swami Adbhutananda tinha sua própria maneira de viver e não conseguia se conformar com a rotina de uma instituição. É dito que Swami Vivekananda uma vez estabeleceu uma regra que todos deveriam se levantar nas primeiras horas da manhã, com o toque de um sino, e meditar. No dia seguinte, Swami Adbhutananda estava a caminho de deixar o Math. Swami Vivekananda ouviu a notícia e explicou a ele que as regras eram aplicáveis aos noviços e não eram para ele. Por causa disso, ele iria depois viver principalmente fora do mosteiro, com curtas estadias ocasionais em Belur Math. Muitas vezes ele morava na margem do Ganges, sem nenhum abrigo fixo. Swami Adbhutananda também não era nada exigente com sua comida. Ele ficaria feliz com qualquer uma que o&nbsp; destino pudesse trazer. A principal fonte de sua força era sua dependência do Mestre. Ele sempre pensava que o Mestre iria fornecer-lhe tudo o que ele precisava ou era bom para ele. Mais tarde, ele diria aos que buscavam sua orientação: “Sua dependência de Deus é muito fraca. Se você não consegue um resultado de acordo com o seu gosto, em dois dias você desiste de Deus e segue seus próprios planos como se fosse mais sábio que Deus. A verdadeira </span><span style="font-size:20px;">auto-entrega</span><span style="font-size:20px;"> significa que você não vacilará em sua fé, mesmo em face de grandes perdas.”</span></span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Swami Adbhutananda empreendeu peregrinação a alguns lugares sagrados como Puri, Benaras, Vrindavan, etc. Diz-se que ele orou ao Deus Jagannatha em Puri para lhe conceder duas bênçãos. Em primeiro lugar, que ele pudesse se envolver em práticas espirituais sem ter o hábito de vagar. Em segundo lugar, para que ele tenha uma boa digestão. Quando questionado por que ele pediu uma boa digestão, o que parecia tão estranho, ele respondeu: &quot;Bem, é muito importante na vida de um monge. Não há como saber que tipo de comida um monge receberá. Se ele tiver um estômago bom, pode comer qualquer alimento que o acaso lhe traga; e assim preservando sua saúde, ele pode devotar sua energia às práticas espirituais.”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Swami Adbhutananda amorosamente chamado Swami Vivekananda por seu nome anterior Naren. Mas sua pronúncia seria “Loren”! Ele tinha grande fé na missão de Swami Vivekananda, a quem o Mestre tanto elogiava. Ele costumava dizer: “Estou pronto para ter centenas de nascimentos se puder ter a companhia de Loren-bhai”. Swami Vivekananda também retribuiu infinitamente o amor de Swami Adbhutananda. Swami Vivekananda costumava dizer: “Nosso Mestre era original, e cada um de seus discípulos também é original. Veja o Latu. Nascido e criado em uma família pobre, ele atingiu um nível de espiritualidade que é a aspiração de muitos. Viemos com educação. Essa foi uma grande vantagem. Quando nos sentíamos deprimidos ou a vida se tornava monótona, podíamos tentar nos inspirar nos livros. Mas Latu não teve essa oportunidade de ajuda. No entanto, simplesmente por meio da devoção concentrada, ele tornou sua vida exaltada. Isso fala de sua grande espiritualidade latente.” De vez em quando, Swami Vivekananda se dirigia amorosamente a Latu Maharaj como “Platão”, distorcendo a palavra “Latu” para o nome daquele grande filósofo grego. Um testemunho indireto da sabedoria que Latu Maharaj havia alcançado. Durante uma viagem pela Caxemira, Swami Vivekananda comentou sobre um antigo templo que tinha dois ou três mil anos. Com isso, Swami Adbhutananda questionou como ele poderia chegar a tal conclusão. O grande Swami Vivekananda estava em apuros e respondeu: “É muito difícil explicar as razões de minha conclusão para você. Seria possível se você tivesse uma educação moderna.” Swami Adbhutananda, em vez de ficar envergonhado com isso, disse: &quot;Bem, tal é a sua educação que você não pode ensinar uma pessoa analfabeta como eu.&quot; A resposta fez todos caírem&nbsp; em gargalhadas.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Swami Adbhutananda ficou na casa do grande devoto Balaram Bose por algum tempo. Em seu quarto ele passaria o dia todo quase sozinho, absorto em seus próprios pensamentos. Apenas pela manhã e à noite ele era encontrado conversando com os devotos que o abordavam com problemas espirituais. Externamente, Swami Adbhutananda era severo; mas quando se encontrava com as pessoas, era surpreendentemente livre e sociável. Mesmo os meninos eram muito livres com ele. Eles brincaram com ele, pulavam sobre seus ombros e encontravam nele um companheiro encantador. Certa vez, um homem embriagado de bebida veio a Swami Adbhutananda à meia-noite com um pouco de comida e pediu-lhe para aceitá-la. Pois, depois disso, ele mesmo poderia participar dela como alimento sacramentado. Embora um asceta estrito, Swami Adbhutananda silenciosamente se submeteu ao pedido daquele bêbado; e ele foi embora satisfeito, todo o caminho cantando canções alegres. Swami Adbhutananda foi questionado sobre como ele poderia suportar essa situação. Ele respondeu: “Eles querem um pouco de simpatia. Por que não devemos dar a eles?”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Uma vez, duas senhoras ocidentais vieram se encontrar com Latu Maharaj. Eles pertenciam a uma sociedade ateísta. Como tal, elas acreditavam em obras humanitárias, mas não em Deus. Elas se comunicaram com ele por meio de um intérprete. Swami Adbhutananda perguntou-lhes durante a conversa: “Por que vocês deveriam fazer o bem aos outros? Onde está seu interesse nisso? Se você não acredita na existência de Deus, sempre haverá uma falha em seu argumento. O trabalho humanitário é um assunto que diz respeito ao bem da sociedade. Você não pode provar que isso fará bem a si mesmo. Então, depois de algum tempo, você se cansará de fazer o trabalho que não serve aos seus interesses. Pelo contrário, se você acredita em Deus, haverá uma fonte perene de interesse, pois o mesmo Deus reside nos outros como em você. ”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Uma das senhoras perguntou: “Mas você pode provar que o único Deus reside em muitos?”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">“Por que não?” veio sua resposta imediata: “Mas é uma experiência subjetiva. O amor não pode ser explicado a outro. Só quem ama o entende e também quem é amado. O mesmo é o caso com Deus. Ele sabe e aquele a quem Ele abençoa sabe. Para os outros, Ele sempre será um enigma.”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Em outra ocasião, um devoto com uma inclinação filosófica perguntou-lhe:</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">“Como pode um aspirante compreender Brahman que é infinito?” Swami Adbhutananda respondeu: “Você ouviu música. Você viu como as cordas do instrumento musical, Sitar, produzem canções. Da mesma forma, a vida de um devoto expressa a Divindade.”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Swami Adbhutananda podia instintivamente ver o significado interno das escrituras por causa de suas realizações espirituais. Uma vez ele foi com Swami Shuddhananda (Sudhir Maharaj) para ouvir a palestra sobre Katha Upanishad por um estudioso famoso, o pundit Shashadhara. Ele estava explicando o seguinte versículo:</span></p><p style="text-align:justify;"><b><i><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">angushtha mātrah purushōntarātma</span></i></b></p><p style="text-align:justify;"><b><i><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">sadā janānām hridaye sannivishtaha/</span></i></b></p><p style="text-align:justify;"><b><i><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">tam svāchcharīrāt pravrihen munjādivēshīkām dhairyēna/</span></i></b></p><p style="text-align:justify;"><b><i><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">tam vidyāt shukramamritam tam vidyāt shukramamritamiti//</span></i></b></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;“O Purusha do tamanho de um polegar, a alma interior, mora sempre no coração dos seres. Deve-se separá-Lo do corpo com perseverança como o caule da grama.” (Katha-2.3.17)</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Swami Adbhutananda ficou muito feliz e exclamou: &quot;Sudhir, o pandit disse certo.&quot; como se ele estivesse transmitindo sua própria experiência interior de vida. Swami Adbhutananda costumava dizer, 'os chamados pregadores saem em busca de pessoas para ouvi-los; mas se eles perceberem a Verdade, as pessoas por conta própria se reunirão ao seu redor para obter ajuda espiritual.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Em 1912 Latu Maharaj foi a Benares passar os seus últimos dias naquela cidade sagrada. Ele irradiava a espiritualidade mais elevada e as pessoas se aglomeravam ao seu redor. No último ano de sua vida, ele teve uma bolha na perna que evoluiu para gangrena. Nos últimos quatro dias antes de seu falecimento, ele foi operado diariamente duas ou três vezes. Mas a maravilha das maravilhas era que ele não mostrava a menor indicação de qualquer sentimento de dor. Sua mente voava alto com o pensamento de Sri Ramakrishna sem qualquer consciência corporal. Ele deixou seu corpo em 1920. Mesmo após a morte, em seu rosto havia uma expressão de beleza, serenidade, paz e felicidade. Foi um espetáculo para os deuses verem!</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span></td></tr></tbody></table></div></div>
</div></div></div></div></div></div></div></div></div></div></div> ]]></content:encoded><pubDate>Thu, 05 Oct 2023 20:36:23 -0300</pubDate></item><item><title><![CDATA[OS APÓSTOLOS DE SRI RAMAKRISHNA--PARTE-11]]></title><link>https://vedantacuritiba.org.br/blogs/post/os-apóstolos-de-sri-ramakrishna-parte-11</link><description><![CDATA[<img align="left" hspace="5" src="https://vedantacuritiba.org.br/OS APÓSTOLOS DE SRI RAMAKRISHNA/SWAMI PREMANANDA.jpg"/>Swami Premananda nasceu em 1861 na próspera e pitoresca vila de Antpur, em Bengala do Oeste, Índia. Seus pais eram bons e de disposição devota. Deixando a escola da aldeia, Baburam veio para Calcutá para estudar.]]></description><content:encoded><![CDATA[<div class="zpcontent-container blogpost-container "><div data-element-id="elm_LgAEtT5aTpaLrLcIq4b63w" data-element-type="section" class="zpsection "><style type="text/css"></style><div class="zpcontainer-fluid zpcontainer"><div data-element-id="elm_IKVCa1TjTwen4g47zjHPTg" data-element-type="row" class="zprow zprow-container zpalign-items- zpjustify-content- " data-equal-column=""><style type="text/css"> [data-element-id="elm_IKVCa1TjTwen4g47zjHPTg"].zprow{ border-radius:1px; } </style><div data-element-id="elm_NWwjYp0zSZCILxNwu-T5YA" data-element-type="column" class="zpelem-col zpcol-12 zpcol-md-12 zpcol-sm-12 zpalign-self- "><style type="text/css"> [data-element-id="elm_NWwjYp0zSZCILxNwu-T5YA"].zpelem-col{ border-radius:1px; } </style><div data-element-id="elm_01KvX7GtMG3ySGTgQ63WSg" data-element-type="heading" class="zpelement zpelem-heading "><style> [data-element-id="elm_01KvX7GtMG3ySGTgQ63WSg"].zpelem-heading { border-radius:1px; } </style><h2
 class="zpheading zpheading-style-none zpheading-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><h1 style="font-size:30px;text-align:center;"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><p align="center"><span style="font-size:36px;font-weight:bold;">SWAMI PREMANANDA</span><span style="font-size:36px;font-weight:bold;color:inherit;">--O AMOR PERSONIFICADO</span></p></div></div></div></div></h1></div></div></h2></div>
<div data-element-id="elm_IJKIs-IpU7wTh0GuHhA_lQ" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style> [data-element-id="elm_IJKIs-IpU7wTh0GuHhA_lQ"].zpelem-text { border-radius:1px; } </style><div class="zptext zptext-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><p align="center" style="text-align:center;"><span style="font-size:24px;font-weight:bold;">Compilador—Swami Prajnatmananda</span></p></div></div>
</div><div data-element-id="elm_M1_rYXZOF1jecNiVhoqmsA" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style> [data-element-id="elm_M1_rYXZOF1jecNiVhoqmsA"].zpelem-text { border-radius:1px; } </style><div class="zptext zptext-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><p align="center" style="text-align:center;"><span style="font-size:12pt;font-weight:bold;color:inherit;">PUBLICADO EM&nbsp;</span><span style="font-size:12pt;font-weight:bold;color:inherit;">06 DE MARÇO DE 2021</span></p></div></div></div>
</div><div data-element-id="elm_mvb8qOTvUuFcRtorRMYe-w" data-element-type="button" class="zpelement zpelem-button "><style> [data-element-id="elm_mvb8qOTvUuFcRtorRMYe-w"].zpelem-button{ border-radius:1px; } </style><div class="zpbutton-container zpbutton-align-center "><style type="text/css"></style><a class="zpbutton-wrapper zpbutton zpbutton-type-primary zpbutton-size-lg zpbutton-style-none " href="https://youtu.be/Nd_k8IX79-A?list=PLCaGirPQqPqHQ7x-7yunI6p9JmHBGHYi2" target="_blank"><span class="zpbutton-content">ASSISTIR O VÍDEO</span></a></div>
</div><div data-element-id="elm_cqBcJF1W-Eg7_ZOoIugIxQ" data-element-type="image" class="zpelement zpelem-image "><style> @media (min-width: 992px) { [data-element-id="elm_cqBcJF1W-Eg7_ZOoIugIxQ"] .zpimage-container figure img { width: 768px !important ; height: 960px !important ; } } @media (max-width: 991px) and (min-width: 768px) { [data-element-id="elm_cqBcJF1W-Eg7_ZOoIugIxQ"] .zpimage-container figure img { width:768px ; height:960px ; } } @media (max-width: 767px) { [data-element-id="elm_cqBcJF1W-Eg7_ZOoIugIxQ"] .zpimage-container figure img { width:768px ; height:960px ; } } [data-element-id="elm_cqBcJF1W-Eg7_ZOoIugIxQ"].zpelem-image { border-radius:1px; } </style><div data-caption-color="" data-size-tablet="" data-size-mobile="" data-align="center" data-tablet-image-separate="false" data-mobile-image-separate="false" class="zpimage-container zpimage-align-center zpimage-size-original zpimage-tablet-fallback-original zpimage-mobile-fallback-original hb-lightbox " data-lightbox-options="
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                theme:dark"><figure role="none" class="zpimage-data-ref"><span class="zpimage-anchor" role="link" tabindex="0" aria-label="Open Lightbox" style="cursor:pointer;"><picture><img class="zpimage zpimage-style-none zpimage-space-none " src="/OS%20AP%C3%93STOLOS%20DE%20SRI%20RAMAKRISHNA/SWAMI%20PREMANANDA.jpg" width="768" height="960" loading="lazy" size="original" data-lightbox="true"/></picture></span></figure></div>
</div><div data-element-id="elm_-qKEHEc63wwkx-0vb9NHAA" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style> [data-element-id="elm_-qKEHEc63wwkx-0vb9NHAA"].zpelem-text { border-radius:1px; } </style><div class="zptext zptext-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" width="630"><tbody><tr><td class="zp-selected-cell"><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;"><span style="font-size:20px;">Sri Ramakrishna costumava dizer que uma classe de homens aparecem no mundo de vez em quando para servir e conduzir a humanidade à Divindade. Ele os chamaria de </span><i><span style="font-size:20px;">Īshwarakōtis</span></i><span style="font-size:20px;">, aqueles que pertencem ao círculo íntimo de Deus. Às vezes ele se referia a eles como </span><i><span style="font-size:20px;">Nityasiddhas</span></i><span style="font-size:20px;">, sempre livres. Ele se referiu a meia dúzia de seus discípulos nesta classe. Swami Premananda pertencia a este grupo seleto. Swami Premananda nasceu em 1861 na próspera e pitoresca vila de Antpur, em&nbsp; Bengala do Oeste, Índia. Seus pais eram bons e de disposição devota. Deixando a escola da aldeia, Baburam veio para Calcutá para estudar. Mahendra Nath Gupta, ‘M’, o célebre cronista do Evangelho de Sri Ramakrishna era o diretor de sua escola. Por coincidência, Rakhal (mais tarde Swami Brahmananda) foi um colega de classe de Baburam. Esses contatos com ‘M’ e Rakhal trouxeram Baburam a Sri Ramakrishna. Uma tarde, Baburam foi a Dakshineshwar de barco com Rakhal e outro amigo, Ramdayal, para encontrar Sri Ramakrishna. Ao pôr do sol, eles alcançaram o templo de Dakshineshwar. Eles entraram no quarto de Sri Ramakrishna, mas ele não estava lá. Rakhal pediu que esperassem e em poucos minutos ele foi visto levando Sri Ramakrishna pela mão. O Mestre estava em um estado de intoxicação por Deus; e Rakhal dirigia cuidadosamente seus passos cambaleantes, alertando-o sobre os lugares altos e baixos. Ao chegar ao seu quarto, ele se sentou um pouco na pequena cabeceira da cama e recuperou a consciência normal. Ele perguntou sobre o recém-chegado Baburam. Então, Sri Ramakrishna segurou a mão de Baburam e disse: &quot;Aproxime-se da luz. Deixe-me ver seu rosto.&quot; Na penumbra de uma lâmpada de óleo de barro, ele examinou cuidadosamente suas feições. Satisfeito com os resultados do exame, ele acenou com a cabeça em aprovação. Então ele disse: &quot;Tudo bem, tudo bem.&quot; É assim que, apenas observando as características externas de uma pessoa, Sri Ramakrishna poderia conhecer muitos traços. Sri Ramakrishna uma vez viu Baburam em uma visão como uma deusa usando um colar. Ele dizia: “Baburam é puro até a medula. Nenhum pensamento impuro pode jamais cruzar sua mente ... Apenas um pequeno esforço irá despertar sua consciência espiritual.” Sri Ramakrishna diria ainda que Sri Radha, a Deusa do Amor e consorte divina de Sri Krishna, ela mesma estava parcialmente encarnada em Baburam. Os três amigos passaram aquela noite no próprio templo Dakshineshwar sob os cuidados amorosos de Sri Ramakrishna. Na manhã seguinte, quando Baburam deu uma volta pelo jardim do templo, ele sentiu como se o lugar fosse muito familiar. Aquilo parecia exatamente com o lugar na visão de sua infância. O Mestre então pediu-lhe que visitasse o templo da Divina Mãe Kali. Sri Ramakrishna afetuosamente pediu a Baburam que voltasse quando se despedisse dele. A visita deixou uma impressão profunda na mente de Baburam; especialmente o amor de Sri Ramakrishna por seus discípulos. Baburam pensou sobre Sri Ramakrisha: “Ele é um homem excepcionalmente bom”. No domingo seguinte, Baburam foi novamente para Dakshineswar. Sri Ramakrishna deu-lhe as boas-vindas e disse: “Que bom que você veio. Vá para o jardim Panchavati, onde eles farão um piquenique. E Narendra chegou. Converse com ele.” No Panchavati Baburam encontrou Rakhal, Narendra, mais tarde Swami Vivekananda e alguns outros jovens devotos do Mestre. O grande amor, pureza e santidade de Sri Ramakrishna aproximaram Baburam cada vez mais dele com o passar dos dias. Sri Ramakrishna às vezes sentia dificuldade em relação a seus cuidados pessoais. Havia outros, sem dúvida, mas o Mestre não podia suportar o toque de todos enquanto estivesse em seus diferentes estados de ânimo. Então, um dia Sri Ramakrishna disse a Baburam: “Nesta condição, não posso suportar o toque de todos. Você fique aqui; então será muito bom.” Baburam começou a ficar lá de vez em quando. Uma associação mais próxima com o Mestre levou a mente de Baburam para dentro. Sri Ramakrishna amava tanto Baburam que ele o chamava de daradi, &quot;a alma gêmea&quot;ou &quot;o companheiro de sua alma&quot;. Nos últimos anos, Swami Premananda costumava contar aos jovens monges o grande amor do Mestre por ele: &quot;Eu te amo? Não, se o fizesse, teria ligado você para sempre a mim. Oh, como o Mestre nos amou ternamente! Nós nem mesmo temos um centésimo desse amor por vocês. Seu amor não tinha limites e uma gota dele nos encheu completamente. Cada um, portanto, se considerava o mais amado do Mestre. ”</span></span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Baburam notou que na sagrada companhia de Sri Ramakrishna muitos entravam em êxtase enquanto ouviam canções devocionais. Ele ficou triste por não ter tido tais experiências. Ele pressionou Sri Ramakrishna para que também pudesse desfrutar de tais estados. Em suas importunações, o Mestre orou à Mãe Divina por sua causa, mas foi informado que Baburam teria Jnāna, conhecimento em vez de Bhāva (êxtases). Isso deixou o Mestre encantado. Um dia, um devoto notório chamado Hazra estava aconselhando Baburam e alguns outros meninos a pedirem a Sri Ramakrishna algo tangível na forma de poderes, riqueza e assim por diante. Sri Ramakrishna, que estava por perto, pôde ouvir isso e sentiu a maldade. Ele imediatamente chamou Baburam ao seu quarto e disse: “Não dê ouvidos a seus conselhos calculistas. Bem, o que você pode pedir? Não é tudo que eu tenho já&nbsp; seu? Sim, tudo o que ganhei na forma de realizações é para o bem de todos vocês. Portanto, livre-se da ideia de mendigar, que aliena ao criar distância. Em vez disso, realize seu parentesco comigo e ganhe a chave de todo esse tesouro.”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Sri Ramakrishna entrou na Morada Eterna em 1886. Narendra uniu todos os jovens discípulos e fundou o mosteiro Baranagore Math. Durante o Natal de 1886, Narendra levou aqueles jovens ao local ancestral de Baburam em Antpur. Lá eles passaram cerca de uma semana realizando práticas espirituais. Certa noite, eles acenderam uma grande fogueira, dhuni, e sentaram-se em volta dela para meditar. Quando houve uma pausa, Naren começou a contar a história de Jesus Cristo; começando com o maravilhoso mistério de seu nascimento, passando por sua morte até a ressurreição. Naren fez seu apelo a eles para se tornarem Cristos, para ajudar na redenção do mundo e para realizar Deus. Estranhamente, descobriram depois que era véspera de Natal! Ao retornar para Baranagore Math, formalmente eles foram ordenados ao monaquismo. Narendra deu a Baburam o nome apropriado, Swami Premananda, que significa “a bem-aventurança do amor divino”.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Um novo capítulo se abriu na vida de Swami Premananda com o falecimento de Swami Vivekananda. Swami Premananda foi encarregado de administrar&nbsp; Belur Math, a Sede. O serviço diário no templo, o treinamento dos jovens Brahmacharins e Sannyasins, a manutenção do mosteiro, receber devotos e convidados e instruí-los em assuntos espirituais, todas essas atividades o mantinham sobrecarregado o tempo todo. Swami Premananda espelhava mais do que qualquer outra pessoa o amor todo abrangente do Mestre. Por meio da influência enobrecedora de Swami Premananda, muitas vidas foram transformadas.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Um jovem de Calcutá havia se desviado para caminhos malignos sob a influência de companhias perversas. Um viciado em intoxicantes, ele parecia estar caminhando para a ruína total todos os dias. Os esforços de seus amigos e parentes para afastá-lo de seus companheiros e hábitos foram em vão. No final, eles abandonaram toda esperança em desespero e relataram a Swami Premananda. Ele foi até a casa do menino um dia e pediu-lhe que fosse ao Belur Math. O menino veio e aproveitou o dia no Math. Então o menino começou a frequentar a Belur Math com frequência e abandonou todos os seus maus hábitos. Assim, Swami Premananda trouxe uma transformação total na vida daquele menino.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Os visitantes frequentemente apareciam em horários inadequados para Belur Math. Swami Premananda então seguiria sozinho em silêncio para a cozinha para cozinhar comida para eles ele mesmo, já que ele não queria incomodar os jovens em seu descanso. No entanto, quando os noviços sabiam disso, corriam para a cozinha e faziam de tudo. Swami Premananda acreditava que quem quer que por acaso participasse da comida oferecida ao Mestre, certamente prosseguiria em direção à espiritualidade com o passar do tempo. Ele costumava dizer: “Tantos são os lugares onde as pessoas podem buscar prazer! Alguns vão para jardins e outros talvez para lugares de diversão. Mas aqueles que vêm aqui, devem, portanto, ser entendidos como tendo algum valor neles. Ou por que eles deveriam vir aqui afinal?” Uma vez, alguns devotos vieram para Belur Math com um bebê. O bebê chorava por comida. Swami Premananda deu uma porção do leite guardado para oferecer ao Mestre para alimentar o bebê. Em outra ocasião, ele disse: “É o Mestre quem traz os devotos e eles trazem tudo para ele. Da mesma forma, é o Mestre quem está comendo e também quem está alimentando os devotos. O que podemos dizer sobre isso?”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Durante feriados e dias santos, os estudantes às vezes vinham passar alguns dias no Math. Swami Premananda os tratava como uma mãe. Ele freqüentemente escrevia cartas instrutivas para aqueles que tinham contato próximo com ele. Alguns deles se tornaram monges da Ordem Ramakrishna. Ele instruía os noviciados a desenvolver uma personalidade completa. Ele dizia a eles: “Vocês devem aprender a trabalhar em todas as áreas da vida,&nbsp; seja servindo no templo, cozinhando na cozinha, cuidando de vacas ou limpando. Sejam elas grandes ou pequenas, todas as obras devem receber sua igual atenção. Sempre cuide tanto dos meios quanto dos fins.” Um de seus ditados favoritos era que um líder, Sardar, deve estar pronto para sacrificar sua cabeça, Sirdar. Um dia, Swami Premananda revelou a um monge: “Depois de terminar minha meditação e Japa, quando desço as escadas do templo, pronuncio repetidas vezes o Mantra do Mestre: 'Suporta, resiste, resiste (sa, sha, sha)'. Aquele que resiste, sobrevive; aquele que não o fizer está arruinado.”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Swami Premananda dava grande ênfase à gentileza de comportamento. Uma vez se lamentou: “Hoje em dia ninguém dá atenção às boas maneiras sociais e comuns e ao comportamento gentil. O Mestre costumava ter muito cuidado para nos ensinar essas coisas.” Mesmo depois de falecer, Sri Ramakrishna manteve vigilância sobre Swami Premananda. Swami Premananda era um vegetariano estrito; e tinha uma pequena repugnância oculta por quem comia peixe. Essa atitude ocasionalmente viria à tona em suas palavras e negociações. Certa noite, o Mestre disse a ele em uma visão: “Olhe, Baburam, meus filhos comem um peixinho. Por que você faz tanto alarido sobre isso?” Na manhã seguinte, Swami Premananda se levantou e foi primeiro à cozinha e tocou a faca de cortar peixe com a língua. Ele falou para si próprio. “Eu sou Baburam; por que eu deveria ferir os sentimentos dos outros?&quot; Depois mandou alguém ao mercado comprar bons peixes. Ele então os cortou, cozinhou e os serviu aos internos.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Em obediência ao comando de Swami Vivekananda, Swami Premananda não fez nenhum discípulo pessoal. Ele costumava enviar aqueles que o pressionavam para a iniciação, mantra diksha, para a Santa Mãe Sri Sarada Devi ou para Swami Brahmananda. Uma vez ele disse sobre a Santa Mãe: “Vimos que ela tinha uma capacidade muito maior do que o Mestre (em controlar e esconder seus êxtases). Ela era a personificação do Poder, e quão bem o controlava! ... A Mãe experimentou repetidamente o Samadhi, mas os outros não sabiam disso. Que maravilhoso autocontrole ela exerceu!”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">O sonho de Swami Vivekananda era que a Missão Ramakrishna se tornasse o ponto de encontro para um novo avivamento e ideias inspiradoras. No dia do falecimento, Swami Vivekananda deu um passeio com Swami Premananda e também teve uma conversa calorosa. Swami Premananda perguntou a ele: &quot;Qual será a vantagem de estudar Vedas e Vedanta, escrituras hindus?&quot; Swami Vivekananda respondeu: “Isso matará as superstições”. Então, Swami Premananda fez esforços sinceros para realizar este sonho de Swami Vivekananda. Através de seus esforços, um círculo de estudo foi gradualmente formado sob a orientação de um Pandit competente. Ele também encorajou o estudo de outros assuntos como a filosofia ocidental. A disseminação da educação entre as massas analfabetas também o interessou muito. Ele abençoou e encorajou todos os que realizaram essas atividades. Ele escreveu a uma dessas pessoas: “Sejam vocês os portadores da tocha no caminho da difusão do conhecimento. É somente assim que os meninos se tornarão homens; não, eles se tornarão sábios, Rishis e deuses ... ”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Para o olho santo de Swami Premananda, as mulheres eram as manifestações da Mãe Divina. Ele não apenas exortou as mulheres a seguirem os passos da feminilidade ideal do passado, mas se esforçou muito para instilar em suas mentes a necessidade de educação. A atitude reverencial entre os irmãos discípulos de Sri Ramakrishna foi especialmente manifestada em Swami Premananda. Ele começaria seu trabalho diário somente depois de oferecer saudações a Swami Brahmananda, o Presidente da Ordem, pela manhã. Swami Premananda nunca deu expressão a suas experiências espirituais. Um dia após o culto noturno, Swami Premananda sentou-se para meditar em um canto do templo em Belur Math. O atendente do templo, que veio oferecer à divindade, encontrou-o sentado imóvel com o corpo um pouco inclinado para trás. Ele presumiu que o sono havia tomado conta de seu físico exausto. Ele então segurou uma luz diante de si. Swami Premananda abriu lentamente os olhos. Ao ser questionado se havia adormecido, o Swami começou uma canção melodiosa: “Estou acordado e não dormirei mais. Estou acordado no estado de Yoga. Ó Mãe, eu devolvi Teu sono místico a Ti e coloquei o sono para dormir.” Voltando-se para o atendente, disse: “Quando você me encontrar nesse estado, não me chame nem grite alto; mas repita o nome do Mestre em meus ouvidos. Isso me trará de volta.” Assim, o Swami viveu sua vida sem ostentação por anos, longe do olhar do público.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Após cerca de seis anos de serviço no mosteiro, ele partiu em peregrinação ao Himalaia em 1910 na companhia de Swami Shivananda e Swami Turiyananda. Em seu retorno, ele fez uma viagem a diferentes partes de Bengala pregando a mensagem universal do Mestre. Sua viagem lembrou uma das procissões triunfais de um herói. Homens em multidões seguiam sua trilha onde quer que ele parasse. As pessoas fluíam de manhã até tarde da noite para ouvir algumas palavras inspiradoras dele. Em um lugar, Swami Premananda fez uma palestra sobre o assunto, “Sirva os Seres Humanos como Deus”. Um cavalheiro na platéia pressionou-o a falar sobre amor e devoção. Em resposta, Swami Premananda narrou uma história. “Certa vez, um vendedor ambulante gritou: 'Quem quer comprar amor? Quem quer comprar amor?' As pessoas abriram as portas e perguntaram sobre o preço do amor. O vendedor disse: ‘Preço do amor? Não tem preço! Mas posso vender esse amor inestimável em troca de uma cabeça. Você está pronto para desistir de suas cabeças? As pessoas fecharam as portas imediatamente.” Então Swami Premananda, apontando para o público, disse: “Há alguém aqui pronto para desistir de sua cabeça, o ego, por amor?” Todos ficaram quietos. </span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Certa vez, um muçulmano ouviu Swami Premananda falar do único Deus que existia em todos. Essa pessoa lhe perguntou se ele poderia participar da comida oferecida por ele. Swami Premananda disse: “Sim, eu posso” e partilhou a comida oferecida por ele sem a menor hesitação. No curso de suas viagens, Swami Premananda encontrou uma aldeia em Dacca cheia da erva daninha comum nas aldeias, a saber, o jacinto-d'água.Ele pediu aos jovens que o acompanhavam que removessem a praga e ele mesmo começou a limpar o lago. Inspirados por seu exemplo, os rapazes limparam imediatamente o lago inteiro. Além disso, eles organizaram um grupo de voluntários e em várias aldeias realizaram este trabalho de remoção de jacintos de água. Isso deixou a lagoas limpas com água clara. </span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">A longa viagem afetou sua saúde e ele voltou para Belur Math com febre. Os médicos diagnosticaram que era a doença mortal relacionada ao baço, a febre negra (Black-fever). Ele foi para Deoghar, para uma mudança. Antes mesmo de se recuperar totalmente, ele foi vítima da gripe. Ele foi levado a Calcutá para a casa de Balaram Bose que prestou o melhor atendimento médico possível.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;"><span style="font-size:20px;">A preocupação com os devotos não deixou Swami Premananda, mesmo durante sua doença fatal. Ele dizia: &quot;É minha natureza. O serviço do devoto é a adoração a Deus.” Swami Premananda sempre repetia: “A graça do Mestre é o único suporte” —</span><i><span style="font-size:20px;">kripāhi kēvalam</span></i><span style="font-size:20px;">; e o nome de Sri Ramakrishna sempre esteve em seus lábios. Ele escreveu a um devoto: “Sinto agora o desejo de amar a todos. Esta é uma doença que agora me possuiu.” Em 1918, ele deixou o corpo mortal e entrou no Mahasamadhi, a Bem-aventurança Eterna. Eu gostaria de citar algumas de suas frases:</span></span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">“Deixe o mundo ser egoísta, mas isso não deve ser desculpa para mim me tornar egoísta.”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">“Não acalento a idéia de que sou bom. Eu vim para aprender. Não há fim para o aprendizado. Que o Mestre nos dê o entendimento correto – esta é a minha oração.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">“Faça do mundo todo seu por meio do amor. Temos que fazer uma única comunidade de todo o mundo.”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;"><span style="font-size:20px;">“O dinheiro não pode fazer nada; é o amor e o caráter que podem realizar tudo.”</span></span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;">&nbsp;</p></td></tr></tbody></table></div>
</div></div></div></div></div></div></div></div></div></div></div> ]]></content:encoded><pubDate>Thu, 05 Oct 2023 20:23:00 -0300</pubDate></item><item><title><![CDATA[OS APÓSTOLOS DE SRI RAMAKRISHNA--PARTE-12]]></title><link>https://vedantacuritiba.org.br/blogs/post/os-apóstolos-de-sri-ramakrishna-parte-12</link><description><![CDATA[<img align="left" hspace="5" src="https://vedantacuritiba.org.br/OS APÓSTOLOS DE SRI RAMAKRISHNA/570x430-Sw-Niranjanananda-Mj.jpg"/>Com referência a Niranjanananda, o Mestre disse certa vez que ele nasceu com as características de Sri Rama inerentes a ele. Talvez por isso Niranjan gostasse de brincar com arco e flecha desde a infância. Ele era por natureza heróico e destemido.]]></description><content:encoded><![CDATA[<div class="zpcontent-container blogpost-container "><div data-element-id="elm_LgAEtT5aTpaLrLcIq4b63w" data-element-type="section" class="zpsection "><style type="text/css"></style><div class="zpcontainer-fluid zpcontainer"><div data-element-id="elm_IKVCa1TjTwen4g47zjHPTg" data-element-type="row" class="zprow zprow-container zpalign-items- zpjustify-content- " data-equal-column=""><style type="text/css"> [data-element-id="elm_IKVCa1TjTwen4g47zjHPTg"].zprow{ border-radius:1px; } </style><div data-element-id="elm_NWwjYp0zSZCILxNwu-T5YA" data-element-type="column" class="zpelem-col zpcol-12 zpcol-md-12 zpcol-sm-12 zpalign-self- "><style type="text/css"> [data-element-id="elm_NWwjYp0zSZCILxNwu-T5YA"].zpelem-col{ border-radius:1px; } </style><div data-element-id="elm_01KvX7GtMG3ySGTgQ63WSg" data-element-type="heading" class="zpelement zpelem-heading "><style> [data-element-id="elm_01KvX7GtMG3ySGTgQ63WSg"].zpelem-heading { border-radius:1px; } </style><h2
 class="zpheading zpheading-style-none zpheading-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><h1 style="font-size:30px;text-align:center;"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><p align="center"><span style="font-size:36px;font-weight:bold;">SWAMI NIRANJANANANDA</span></p></div></div></div></div></h1></div></div></h2></div>
<div data-element-id="elm_IJKIs-IpU7wTh0GuHhA_lQ" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style> [data-element-id="elm_IJKIs-IpU7wTh0GuHhA_lQ"].zpelem-text { border-radius:1px; } </style><div class="zptext zptext-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><p align="center" style="text-align:center;"><span style="font-size:24px;font-weight:bold;">Compilador—Swami Prajnatmananda</span></p></div></div>
</div><div data-element-id="elm_M1_rYXZOF1jecNiVhoqmsA" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style> [data-element-id="elm_M1_rYXZOF1jecNiVhoqmsA"].zpelem-text { border-radius:1px; } </style><div class="zptext zptext-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><p align="center" style="text-align:center;"><span style="font-size:12pt;font-weight:bold;color:inherit;">PUBLICADO EM&nbsp;</span><span style="font-size:12pt;font-weight:bold;color:inherit;">20 DE MARÇO DE 2021</span></p></div></div></div>
</div><div data-element-id="elm_mvb8qOTvUuFcRtorRMYe-w" data-element-type="button" class="zpelement zpelem-button "><style> [data-element-id="elm_mvb8qOTvUuFcRtorRMYe-w"].zpelem-button{ border-radius:1px; } </style><div class="zpbutton-container zpbutton-align-center "><style type="text/css"></style><a class="zpbutton-wrapper zpbutton zpbutton-type-primary zpbutton-size-lg zpbutton-style-none " href="https://youtu.be/kwjfZgMad5k?list=PLCaGirPQqPqHQ7x-7yunI6p9JmHBGHYi2" target="_blank"><span class="zpbutton-content">ASSISTIR O VÍDEO</span></a></div>
</div><div data-element-id="elm_cqBcJF1W-Eg7_ZOoIugIxQ" data-element-type="image" class="zpelement zpelem-image "><style> @media (min-width: 992px) { [data-element-id="elm_cqBcJF1W-Eg7_ZOoIugIxQ"] .zpimage-container figure img { width: 570px !important ; height: 430px !important ; } } @media (max-width: 991px) and (min-width: 768px) { [data-element-id="elm_cqBcJF1W-Eg7_ZOoIugIxQ"] .zpimage-container figure img { width:570px ; height:430px ; } } @media (max-width: 767px) { [data-element-id="elm_cqBcJF1W-Eg7_ZOoIugIxQ"] .zpimage-container figure img { width:570px ; height:430px ; } } [data-element-id="elm_cqBcJF1W-Eg7_ZOoIugIxQ"].zpelem-image { border-radius:1px; } </style><div data-caption-color="" data-size-tablet="" data-size-mobile="" data-align="center" data-tablet-image-separate="false" data-mobile-image-separate="false" class="zpimage-container zpimage-align-center zpimage-size-original zpimage-tablet-fallback-original zpimage-mobile-fallback-original hb-lightbox " data-lightbox-options="
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</div><div data-element-id="elm_-qKEHEc63wwkx-0vb9NHAA" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style> [data-element-id="elm_-qKEHEc63wwkx-0vb9NHAA"].zpelem-text { border-radius:1px; } </style><div class="zptext zptext-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" width="630"><tbody><tr><td class="zp-selected-cell"><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;"><span style="font-size:20px;">Swami Niranjanananda foi um dos poucos discípulos que Sri Ramakrishna denominou como </span><i><span style="font-size:20px;">Nityasiddha</span></i><span style="font-size:20px;"> ou </span><i><span style="font-size:20px;">Īshwarakōti</span></i><span style="font-size:20px;">. Ou seja, almas que são perfeitas desde o nascimento e nascem livres. Com referência a Niranjanananda, o Mestre disse certa vez que ele nasceu com as características de Sri Rama inerentes a ele. Talvez por isso Niranjan gostasse de brincar com arco e flecha desde a infância. Ele era por natureza heróico e destemido. Ele tinha uma paixão consumada pela verdade e profunda compaixão pelos pobres.</span></span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">O nome inicial de Swami Niranjanananda era Nityaniranjan e ele geralmente era chamado pela forma abreviada, Niranjan. Ele nasceu no ano de 1862. Ele veio de uma vila de West Bengal; mas viveu em Calcutá com seu tio materno Kalikrishna Mitra. Em sua infância, ele se tornou associado a um grupo de espiritistas em Calcutá. Ele era freqüentemente selecionado como médium. E sempre provou ser um médium de muito sucesso. Nessa época, ele desenvolveu alguns poderes psíquicos também. Por exemplo, poderes de curar pessoas de uma forma milagrosa e assim por diante. Diz-se que um homem muito rico sofreu de insônia por dezoito longos anos e procurou a ajuda de Niranjan para se recuperar. Niranjan o ajudou a obter boa saúde. Sobre este incidente, Niranjan disse depois: “Não sei se aquele homem recebeu alguma ajuda real de mim. Mas encontrando o homem sofrendo tanto na vida, apesar de todas as suas riquezas e opulências, fui tomado por uma sensação de vazio de todas as coisas mundanas.”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Ouvindo sobre o grande poder espiritual de Sri Ramakrishna, Niranjan uma vez foi a Dakshineswar para vê-lo com seus amigos espiritistas. Eles expressaram seu desejo de hipnotizar Sri Ramakrishna. Sri Ramakrishna, com sua natureza infantil, atendeu ao pedido deles. Os espiritistas se esforçaram por uma hora. Mas eles não conseguiram e admitiram sua derrota. O líder do grupo disse: “Venerado senhor, você é uma grande alma com uma mente forte. Somos incapazes de hipnotizar você.” Niranjan tinha cerca de dezoito anos quando conheceu Sri Ramakrishna pela primeira vez. Ele tinha uma aparência muito majestosa. Ele era uma figura alta com ombros largos e um físico forte. O destemor irradiava através de seus olhos. Vendo Niranjan, o Mestre comentou: “Este menino é muito bom, extremamente inocente”. O líder do grupo espiritista disse: “Venerado Senhor, ele é meu sobrinho. Ele pode hipnotizar muito bem e é um ótimo médium.” Sri Ramakrishna respondeu: “Vergonha, vergonha! Não se envolva em um negócio tão medonho.” Vendo as boas qualidades de Niranjan, Sri Ramakrishna pediu a Niranjan que o encontrasse com frequência.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Logo Niranjan foi a Dakshineshwar para encontrar Sri Ramakrishna. Ele o encontrou rodeado por um círculo de devotos. À noite, quando os devotos se dispersaram, Sri Ramakrishna voltou-se para Niranjan e perguntou tudo sobre ele. Logo no primeiro encontro, Sri Ramakrishna conversou com Niranjan como se o conhecesse há muito tempo. Sabendo de seu interesse pelo espiritismo, Sri Ramakrishna disse ao jovem Niranjan: “Meu filho, se você pensar em fantasmas e espectros, você se tornará um fantasma ou espectro. E se você pensar em Deus, divina será sua vida. Qual você prefere?&quot; Niranjan respondeu: “Claro,&nbsp; Deus”. Sri Ramakrishna aconselhou Niranjan a cortar todas as conexões com os espiritistas, com o que Niranjan concordou. Além disso, Sri Ramakrishna disse a Niranjan algo muito importante: &quot;Olhe aqui, meu rapaz, se você fizer noventa e nove boas ações por uma pessoa e uma má, ele se lembrará da má e não se importará mais com você. Por outro lado, se você cometer pecados noventa e nove vezes, mas fizer uma coisa para a satisfação de Deus, Ele perdoará todas as suas ações erradas. Esta é a diferença entre o amor do homem e o amor de Deus. Lembre-se disso.&quot;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Esse encontro, embora curto, impressionou tanto Niranjan que o tempo todo ele começou a pensar em Sri Ramakrishna. Então, dentro de dois ou três dias, ele voltou a Sri Ramakrishna. Assim que Sri Ramakrishna viu o menino perto da porta, correu para ele e o abraçou calorosamente. Então, com sentimentos profundos, ele começou a dizer: “Meu menino, os dias estão passando, quando você vai realizar Deus? E se você não realizar Deus, toda a vida não terá sentido. Estou extremamente ansioso para saber quando você se dedicará de todo o coração a Deus.” O menino Niranjan ficou mudo de admiração e pensou: “Estranho mesmo! Como ele pode estar tão ansioso porque eu não realizei Deus! Quem poderia ser este homem!?” De qualquer forma, suas palavras, proferidas com profundo sentimento, tocaram profundamente o coração do menino. Ele passou três dias em DakshinesHwar e depois voltou para casa.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;"><span style="font-size:20px;">Como um bom pastor conhece suas ovelhas de vista, Sri Ramakrishna também reconheceu os discípulos íntimos que nasceram para espalhar sua mensagem. Niranjan foi muito franco e de mente aberta. O Mestre gostou dessa característica nele. Porque a franqueza e a mente aberta, em sua opinião, eram virtudes raras; e eles foram o efeito de muita austeridade, Tapasya em uma vida anterior. Essas qualidades também indicavam a possibilidade de realizar Deus. O Mestre costumava dizer: “Uma mente hipócrita e calculista nunca pode alcançar Deus”. Niranjan era uma alma extremamente pura. O Mestre costumava dizer que Niranjan era sem defeito, </span><i><span style="font-size:20px;">‘Anjan’</span></i><span style="font-size:20px;"> em seu caráter. Sri Ramakrishna iniciou Niranjan com um santo nome de Deus, mantra. Mais tarde, Niranjan explicou o incidente: “Um dia fui visitar Sri Ramakrisha em Dakshineshwar. Ele escreveu um mantra na minha língua e me pediu para repeti-lo. Que experiência! Depois de voltar para casa, mesmo com os olhos fechados, comecei a ver inúmeras faíscas de luz como vaga-lumes em meu quarto. O mantra estava vibrando em minha mente e em cada membro do meu corpo. Eu queria dormir, mas não conseguia parar a repetição do nome do Deus, japa. Eu não tinha previamente&nbsp; conhecimento desse fenômeno. Fiquei com medo e pensei que iria enlouquecer. Depois de três dias, voltei a Dakshineshwar e disse ao Mestre: ‘Venerado Senhor, o que você fez comigo?’ Depois de ouvir minha narração, ele riu e reduziu a intensidade do mantra. O Mestre então disse: &quot;É chamada de repetição incessante do santo nome de Deus, mesmo sem qualquer esforço, </span><i><span style="font-size:20px;">ajapā japa</span></i><span style="font-size:20px;">.&quot;</span></span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Niranjan tinha um coração muito terno. Mas, quando provocado, ele perdia a paciência. Um dia ele estava indo para Dakshineshwar em um barco rural. Alguns passageiros começaram a falar mal de Sri Ramakrishna na frente de Niranjan. Niranjan conhecia a boa natureza de Sri Ramakrishna. Então, ele não suportou suas críticas e protestou. Mas os passageiros continuaram a criticar Sri Ramakrishna. Então ele decidiu dar-lhes uma lição. Ele começou a balançar o barco, ameaçando afogar os passageiros por sua má conduta. A aparência robusta e o humor furioso de Niranjan aterrorizaram os corações daqueles que se entregavam à difamação de Sri Ramakrishna. Eles imediatamente se desculparam por seu comportamento impróprio. Quando Sri Ramakrishna soube desse incidente, censurou Niranjan por seu temperamento violento. Sri Ramakrishna o aconselhou: “A raiva é um pecado mortal, por que você deveria estar sujeito a ela? Pessoas tolas em sua lamentável ignorância dizem muitas coisas. Deve-se ignorá-los completamente e permanecer indiferente. Veja que grande crime você estava prestes a cometer, sob a influência dessa raiva!”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Houve uma época em que Niranjan foi obrigado a aceitar um emprego em um escritório. Quando a notícia chegou a Sri Ramakrishna, ele ficou muito magoado. Ele não gostou da idéia de Niranjan trabalhando como subordinado de alguém por causa do dinheiro. Depois, quando soube que Niranjan aceitara o trabalho para manter sua mãe idosa, Sri Ramakrishna deu um suspiro de alívio e disse: “Ah, então está tudo bem. Não vai contaminar sua mente. Deve-se mostrar o maior respeito pela mãe; pois ela é a própria personificação da Bem-aventurada Mãe Divina do Universo. Mas se você tivesse feito isso para seu próprio bem, eu não poderia ter tocado em você. Realmente, era impensável que você pudesse se rebaixar a tal humilhação.” Ouvindo essas palavras, um dos devotos perguntou a Sri Ramakrishna se ele estava condenando alguém que aceitava um emprego. Nesse caso, como alguém poderia manter a si mesmo e sua família? Sri Ramakrishna observou: “Deixe os outros fazerem o que quiserem. Digo isso com referência àqueles jovens aspirantes que renunciam a tudo e que formam uma classe por si próprios.” Sri Ramakrishna costumava elogiar Niranjan na frente dos outros, com as seguintes palavras: “Olhe para Niranjan. Ele não está apegado a nada. Ele gasta dinheiro de seu próprio bolso para levar pacientes pobres ao hospital para tratamento.” Sri Ramakrishna estava igualmente vigilante para corrigir seus discípulos se eles fossem encontrados fazendo algo errado. Uma vez ele avisou Niranjan para não comer muito ghee, manteiga clarificada. Porque se acreditava que aumentava a luxúria. Em outra ocasião, Niranjan disse que visitaria Sri Ramakrishna em breve e não poderia cumprir sua palavra. Sri Ramakrishna apontou esse erro. E Niranjan imediatamente se desculpou com o Mestre.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Certa vez, em Dakshineshwar, Niranjan e outros discípulos tiveram uma longa discussão sobre o livre arbítrio e a predestinação. Incapazes de chegar a qualquer conclusão, eles se aproximaram de Sri Ramakrishna para obter esclarecimentos. A princípio o Mestre se divertiu com as ideias ingênuas, mas depois comentou com seriedade, como segue: “Alguém tem livre arbítrio ou coisa parecida? É somente pela vontade de Deus que tudo sempre aconteceu e continuará a acontecer. O homem finalmente entende isso. Deixe-me dar um exemplo do livre arbítrio do homem. É como uma vaca amarrada a um poste com uma corda comprida. Ela pode ficar a uma distância de um côvado do poste ou pode ir até o comprimento total da corda de acordo com sua escolha. Um homem amarra uma vaca com a ideia: ‘Deixe-a se deitar, ficar em pé ou se mover como quiser naquela área.’ Da mesma forma, Deus deu ao homem algum poder e também a liberdade de utilizá-lo como ele quiser. É por isso que o homem se sente livre. Mas a corda está presa ao poste. E lembre-se disto, se alguém orar a Deus sinceramente, Deus pode movê-lo para outro lugar e amarrá-lo ali; ou alongar a corda, ou mesmo removê-la completamente do pescoço.” </span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Quando Sri Ramakrishna estava passando por tratamento de câncer na garganta na casa jardim de Cossipore, Niranjan era um daqueles jovens discípulos que ficavam com ele dia e noite atendendo às suas necessidades. Um estranho incidente ocorreu naquela época. Certa noite, Niranjan e alguns outros discípulos decidiram fazer um suco de uma tamareira perto do limite sul do jardim. O Mestre não sabia nada sobre isso. Quando escureceu, Niranjan e outros caminharam na direção da árvore. Nesse ínterim, Santa Mãe Sarada Devi viu o Mestre correndo pelos degraus e passando pela porta.&nbsp; Ela se perguntou: “Como é possível? Como alguém que precisa de ajuda até mesmo para mudar sua posição na cama pode correr como uma flecha? ” Ela não podia acreditar em seus próprios olhos; então ela foi ao quarto do Mestre para ver se ele estava lá. Ele não estava em seu quarto. Em grande consternação, ela olhou em volta, mas não conseguiu encontrá-lo. Por fim, a Santa Mãe voltou ao seu quarto, extremamente confusa e com muita apreensão. Depois de um tempo, ela viu o Mestre correndo rapidamente de volta para seu quarto. Ela então foi até ele e perguntou sobre o que ela tinha visto. O Mestre respondeu: “Oh, você notou isso? Veja, os meninos que vieram aqui são todos jovens. Eles estavam alegremente bebendo o suco de uma tamareira no jardim. Eu vi uma cobra preta lá. É tão feroz e poderia ter mordido todos eles. Os meninos não sabiam disso. Então, fui até lá por um caminho diferente para afastá-la. Eu disse à cobra: &quot;Não entre aqui de novo.&quot; O Mestre pediu à Santa Mãe que não divulgasse este relato a outras pessoas. Este incidente prova que, na realidade, o câncer não havia afetado o Mestre em nada e ele estava se fingindo como qualquer pessoa comum. Durante o mesmo período, o Mestre disse a Niranjan: “Agora estou em tal estado que quem me vê nesta condição alcançará a libertação nesta vida pela graça da Mãe Divina. Mas saiba com certeza que isso vai encurtar minha vida.” Ao ouvir isso do Mestre, Niranjan ficou vigilante e começou a protegê-lo o tempo todo. Ele ficava sentado no portão dia e noite para evitar que estranhos visitassem o Mestre.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Após a falecimento de Sri Ramakrishna, Niranjan se juntou ao mosteiro em Baranagore e se entregou de coração e alma à realização da Mais Alta Verdade. Ele também fez votos formais de monaquismo junto com Swami Vivekananda e outros e assumiu o nome de Swami Niranjanananda. Ele ajudou a realizar a adoração diária a Sri Ramakrishna e outras atividades no mosteiro. Um dia ele estava carregando alguns doces do mercado para a oferta do Mestre. Uma pobre mulher, segurando seu filho nos braços, caminhava na mesma direção. Vendo o pacote de doces na mão de Niranjanananda, o menino gritou: “Mãe, eu quero comer doces!” Quanto mais ela tentava controlar o filho, mais ele chorava. Swami Niranjanananda foi graciosamente até o menino e, colocando o pacote diante dele, disse: “Por favor, coma esses doces.” Quando a mãe daquela criança protestou, ele disse: “Não, mãe, tudo ficara bem. Sua alimentação seria a mesma que a do Mestre.” Entregando o pacote ao menino, Swami Niranjanananda foi ao mercado comprar doces frescos para o Mestre. Embora seja um incidente insignificante, isso claramente fala muito sobre sua personalidade.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Swami Niranjanananda andou como um monge mendicante em diferentes partes da Índia espalhando a mensagem de Sri Ramakrishna. Swami Vivekananda, após seu triunfante sucesso no Ocidente, retornou à Índia. Swami Niranjanananda apressou-se em Colombo para recebê-lo lá. Posteriormente, Niranjanananda acompanhou Swami Vivekananda a alguns lugares durante sua viagem ao norte da Índia.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Swami Niranjanananda costumava fazer exercícios físicos regularmente e incentivava os outros a também fazerem isso para se manter em forma e saudável. Havia uma estranha mistura de ternura e severidade em Swami Niranjanananda. Seu amor pela verdade era inflexível. Certa vez, um cavalheiro de Calcutá construiu um templo de Shiva na cidade sagrada de Benares. Quando Swami Vivekananda ouviu isso, ele observou: “Se ele fizer algo para aliviar o sofrimento dos pobres, ele adquirirá o mérito de construir mil desses templos.” Quando este comentário do grande Swami chegou aos ouvidos daquele cavalheiro, ele se apresentou com uma grande oferta de ajuda pecuniária para a Casa de Serviço da Missão Ramakrishna em Benares. Naquela época, a Casa de Serviço estava em um estágio inicial e precisava desesperadamente de fundos. Mas depois, quando o primeiro impulso de entusiasmo esfriou, o cavalheiro quis reduzir a quantia que originalmente prometera oferecer. Essa quebra de promessa ofendeu tanto o senso de consideração de Swami Niranjanananda pela verdade que ele rejeitou a oferta por completo, embora isso significasse grande dificuldade para a instituição.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">A devoção de Swami Niranjanananda à Santa Mãe era insuperável. Swami Vivekananda costumava dizer: &quot;Niranjan tem uma disposição militante, mas ele tem tanta devoção à Santa Mãe que posso perdoar suas mil e uma faltas apenas por causa disso.&quot; Ele servia a alguns de seus irmãos discípulos sempre que eles adoeciam. Ele também serviu a Santa Mãe Sri Sarada Devi. Swami Niranjanananda foi um dos poucos que primeiro reconheceu a grandeza espiritual da Santa Mãe. Foi em parte por causa da pregação ativa de Swami Niranjanananda que muitos devotos reconheceram a natureza divina da Santa Mãe. Certa vez, ela lembrou-se das dificuldades enfrentadas por Swami Niranjanananda e outros jovens discípulos da seguinte forma:</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">“Que vida austera eles levaram no Mosteiro Baranagore! Niranjan e outros muitas vezes passavam fome. Eles passaram todo o tempo repetindo o nome de Deus, japam e meditação. Um dia eles resolveram entre si: ‘bem, renunciamos a tudo em nome de Sri Ramakrishna. Vamos ver se ele nos fornecerá comida se simplesmente dependermos dele. Nem contaremos a ninguém sobre nossos desejos, nem sairemos para esmolar.' Decidindo assim, eles se cobriram com seus xales e sentaram-se para meditar. O dia inteiro passou. Era tarde da noite. Eles ouviram alguém batendo na porta. Naren saiu do assento e pediu a um de seus irmãos monges: ‘Por favor, abra a porta e veja quem está lá. Primeiro, verifique se ele tem alguma coisa na mão. ‘Que milagre! Quando a porta foi aberta, eles descobriram que uma pessoa viera de um Templo de Krishna próximo com várias iguarias nas mãos. Eles ficaram muito felizes e se convenceram da mão protetora de Sri Ramakrishna. Eles então ofereceram aquele alimento ao Mestre e compartilharam daquela Prasad. Essas coisas aconteceram muitas vezes.”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Swami Niranjanananda tinha um coração muito amoroso, embora sua aparência inspirasse admiração. Devido a seus hábitos austeros, sua saúde piorou. Então, ele queria passar seus dias no sagrado Haridwar, o ponto de entrada do Himalaia. O seu último encontro com a Santa Mãe, quando veio despedir-se dela, foi muito comovente. Um devoto registrou o incidente da seguinte maneira: “Revelou sua natureza amorosa e impulsiva. Ele não fez menção ao fim que se aproximava, mas era como uma criança chorosa agarrada à mãe. Ele insistiu que a Santa Mãe fizesse tudo por ele, até o alimentasse; e ele queria apenas o que ela havia cozinhado para sua refeição. Quando chegou a hora de deixá-la, ele caiu aos pés dela, chorando com lágrimas de tristeza. Então ele foi embora silenciosamente, sabendo que nunca mais a veria.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;"><span style="font-size:20px;">Durante os últimos anos de sua vida em Haridwar, ele sofreu muito de disenteria. Ele teve um ataque de cólera e alcançou a Bem-aventurança Eterna, Mahāsamādhi, em 1904. Embora tenha vida curta, ele também contribuiu no desenvolvimento do Movimento Ramakrishna e sua fé inabalável em Sri Ramakrishna continuará a nos inspirar para sempre.</span></span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;">&nbsp;</span></p></td></tr></tbody></table></div></div></div>
</div></div></div></div></div></div></div></div> ]]></content:encoded><pubDate>Thu, 05 Oct 2023 20:11:54 -0300</pubDate></item><item><title><![CDATA[OS APÓSTOLOS DE SRI RAMAKRISHNA--PARTE-13]]></title><link>https://vedantacuritiba.org.br/blogs/post/os-apóstolos-de-sri-ramakrishna-parte-13</link><description><![CDATA[<img align="left" hspace="5" src="https://vedantacuritiba.org.br/OS APÓSTOLOS DE SRI RAMAKRISHNA/570x430-Sw-Yogananda-Mj.jpg"/>O nome completo do Yogin era Yogindranath; e ele nasceu em uma família aristocrática em 1861. Quando era menino, costumava se retirar para um canto tranquilo]]></description><content:encoded><![CDATA[<div class="zpcontent-container blogpost-container "><div data-element-id="elm_LgAEtT5aTpaLrLcIq4b63w" data-element-type="section" class="zpsection "><style type="text/css"></style><div class="zpcontainer-fluid zpcontainer"><div data-element-id="elm_IKVCa1TjTwen4g47zjHPTg" data-element-type="row" class="zprow zprow-container zpalign-items- zpjustify-content- " data-equal-column=""><style type="text/css"> [data-element-id="elm_IKVCa1TjTwen4g47zjHPTg"].zprow{ border-radius:1px; } </style><div data-element-id="elm_NWwjYp0zSZCILxNwu-T5YA" data-element-type="column" class="zpelem-col zpcol-12 zpcol-md-12 zpcol-sm-12 zpalign-self- "><style type="text/css"> [data-element-id="elm_NWwjYp0zSZCILxNwu-T5YA"].zpelem-col{ border-radius:1px; } </style><div data-element-id="elm_01KvX7GtMG3ySGTgQ63WSg" data-element-type="heading" class="zpelement zpelem-heading "><style> [data-element-id="elm_01KvX7GtMG3ySGTgQ63WSg"].zpelem-heading { border-radius:1px; } </style><h2
 class="zpheading zpheading-style-none zpheading-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><h1 style="font-size:30px;text-align:center;"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><p align="center"><span style="font-size:36px;font-weight:bold;">SWAMI YOGANANDA</span></p></div></div></div></div></h1></div></div></h2></div>
<div data-element-id="elm_IJKIs-IpU7wTh0GuHhA_lQ" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style> [data-element-id="elm_IJKIs-IpU7wTh0GuHhA_lQ"].zpelem-text { border-radius:1px; } </style><div class="zptext zptext-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><p align="center" style="text-align:center;"><span style="font-size:24px;font-weight:bold;">Compilador—Swami Prajnatmananda</span></p></div></div>
</div><div data-element-id="elm_M1_rYXZOF1jecNiVhoqmsA" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style> [data-element-id="elm_M1_rYXZOF1jecNiVhoqmsA"].zpelem-text { border-radius:1px; } </style><div class="zptext zptext-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><p align="center" style="text-align:center;"><span style="font-size:12pt;font-weight:bold;color:inherit;">PUBLICADO EM&nbsp;</span><span style="font-size:12pt;font-weight:bold;color:inherit;">10 DE ABRIL DE 2021</span></p></div></div></div>
</div><div data-element-id="elm_mvb8qOTvUuFcRtorRMYe-w" data-element-type="button" class="zpelement zpelem-button "><style> [data-element-id="elm_mvb8qOTvUuFcRtorRMYe-w"].zpelem-button{ border-radius:1px; } </style><div class="zpbutton-container zpbutton-align-center "><style type="text/css"></style><a class="zpbutton-wrapper zpbutton zpbutton-type-primary zpbutton-size-lg zpbutton-style-none " href="https://www.youtube.com/live/HqJsQIuO9PE?feature=shared"><span class="zpbutton-content">ASSISTIR O VÍDEO</span></a></div>
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Um dia, quando Yogin estava colhendo flores no jardim do templo, ele encontrou um homem de meia-idade caminhando por lá. Pensando que ele era o jardineiro, Yogin procurou sua ajuda. O homem acedeu com alegria, colheu flores e deu a ele. Yogin leu sobre a vida e os ensinamentos de Sri Ramakrishna em um diário e decidiu visitá-lo. Ele chegou ao quarto de Sri Ramakrishna e descobriu que estava cheio de devotos. Ele ficou surpreso ao descobrir que o homem que pensava ser o jardineiro não era outro senão Sri Ramakrishna. Ele não entrou; e ficou do lado de fora. Nesse momento, Sri Ramakrishna pediu a um homem que trouxesse todos os que estavam de fora para dentro da sala. O homem encontrou apenas Yogin, trouxe-o para dentro e ofereceu-lhe um assento. Quando a conversa terminou e todos foram embora, Sri Ramakrishna falou com o menino e muito amorosamente fez perguntas sobre ele. O menino parecia mais jovem do que sua idade e tinha uma aparência angelical. Ele tinha uma disposição muito religiosa e uma pureza divina irradiava em seu rosto. Sri Ramakrishna ficou encantado em saber que já conhecia seu pai. Sri Ramakrishna reconheceu que Yogin era um dos que pertenciam ao seu círculo íntimo, Īshwarakoti. Mais tarde, ele também disse que Yogin era Arjuna em sua vida anterior, o herói do grande épico Mahabharata. Yogin ficou encantado com o calor e a cordialidade com que foi recebido; e ele começou a visitar Sri Ramakrishna sempre que podia.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">O nome completo do Yogin era Yogindranath; e ele nasceu em uma família aristocrática em 1861. Quando era menino, costumava se retirar para um canto tranquilo. E olhando para o céu, perguntava-se: “Onde estou? Certamente não pertenço a este lugar. Devo ter vindo de uma dessas estrelas. Por que estou aqui se não pertenço a este lugar? Isso tudo é um sonho?&quot; Pensamentos como esse o incomodariam. Mesmo enquanto brincava com seus companheiros, ele ficava subitamente pensativo, parava de brincar e olhava com indiferença para o céu azul. Ele era simples em seus hábitos e nunca ansiava por luxo. Ele era um pouco reservado por natureza. Yogin achava que a continuação dos estudos era inútil, pois ele não tinha ambições mundanas. No entanto, ele queria apoiar seus pais conseguindo um emprego. Então, ele foi para a casa de um de seus tios em busca de emprego. Seu tio ficou alarmado com a natureza retraída &nbsp;de Yogin e sugeriu a seus pais que o casamento era o único remédio para criar nele um interesse pelos assuntos mundanos. Os pais de Yogin providenciaram seu casamento. Yogin era muito gentil para resistir aos desejos de seus pais, especialmente de sua mãe. Ela implorou com os olhos marejados: “Mesmo que você não queira, case-se por mim, querido”. Então, ele consentiu em se casar. </span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Após o casamento, Yogin nem mesmo pensou de ir para Sri Ramakrishna, a quem ele já foi um dia tão apegado. Porque ele pensou que havia desapontado Sri Ramakrishna e eliminado todas as suas esperanças com o casamento.&nbsp; A notícia de tudo o que havia acontecido com relação ao seu amado Yogin chegou a Sri Ramakrishna. Sri Ramakrishna enviou mensagens repetidas vezes a Yogin para ir vê-lo. Mas ele estava relutante em ir. Em seguida, Sri Ramakrishna teve um plano para chamá-lo para perto dele e disse a um amigo de Yogin: “Uma vez, Yogin pegou algum dinheiro de mim. É estranho que ele não tenha devolvido o dinheiro nem me tenha prestado contas disso!” Quando Yogin ouviu isso, seus sentimentos ficaram muito feridos. Ele se lembrou de que Sri Ramakrishna havia lhe dado uma pequena quantia de dinheiro para fazer algumas compras; e um pequeno saldo disso permaneceu com ele. Com as observações de Sri Ramakrishna, Yogin ficou muito magoado. Ele aproveitou a primeira oportunidade para visitar Sri Ramakrishna e devolver o dinheiro. Ele também pensou que seria sua última visita a Sri Ramakrishna. Assim que Sri Ramakrishna viu Yogin, ele correu como uma criança para recebê-lo. Sri Ramakrishna estava fora de si de alegria com a chegada do Yogin. E a primeira coisa que ele disse foi: “Que mal se casar? Eu também não sou casado? O que há para ter medo nisso? Se você tiver a graça deste lugar (significando a si&nbsp; mesmo), mesmo cem mil casamentos serão impotentes para afetá-lo. Se você deseja viver uma vida familiar e conhecer Deus ao mesmo tempo, traga sua esposa aqui uma vez. Eu farei vocês dois preparados para isso. E se você quiser renunciar à vida mundana e alcançar Deus, farei isso também possível para você.” Um peso morto foi removido do coração de Yogin, quando Sri Ramakrishna pronunciou essas palavras em êxtase. Ele estava cheio de uma nova esperança e encorajamento. Enquanto se despedia de Sri Ramakrishna, ele levantou o assunto do saldo do dinheiro que deveria devolver; mas a isso Sri Ramakrishna foi supremamente indiferente. Ele entendeu que as observações de Sri Ramakrishna sobre o dinheiro eram simplesmente para arrastá-lo para seu lugar. A esposa de Yogin era uma senhora devota e levava uma vida espiritual. Ela nunca atrapalhou as aspirações espirituais de Yogin.&nbsp; Agora seu amor e admiração por Sri Ramakrishna tornaram-se ainda maiores; e ele começou a visitá-lo com frequência.&nbsp; Ele pensava que Sri Ramakrishna era a única pessoa que o amava de forma consistente e abnegada.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Yogin tinha uma natureza muito branda. Mas às vezes o excesso de gentileza se torna uma fonte de problemas em vez de uma virtude. Sri Ramakrishna percebeu a suavidade extra no caráter do Yogin e quis retificar isso. Sri Ramakrishna uma vez descobriu que havia uma barata em sua trouxa de roupas. Ele pediu a Yogin que levasse aquelas roupas para fora do quarto e matasse a barata. Yogin executou a primeira parte da ordem e não a segunda. Ele tirou as roupas do quarto. Mas como ele era muito gentil para matar os insetos, ele não matou a barata. Estranhamente, Sri Ramakrishna perguntou se ele havia matado a barata. Quando ele respondeu negativamente, Sri Ramakrishna deu-lhe uma leve reprovação. Ele disse: “Eu disse para você matar a barata, mas você deixou ir. Você deve sempre fazer o que eu peço. Caso contrário, mais tarde, em assuntos mais sérios, você seguirá seu próprio julgamento e sofrerá.”&nbsp; Um incidente semelhante aconteceu em outra ocasião. Yogin estava indo de Calcutá para Dakshineswar de barco. Havia outros passageiros no barco. Um deles começou a criticar Sri Ramakrishna. Yogin ficou magoado com essas críticas, mas não pronunciou uma única palavra de protesto. Porque, pensou Yogin, uma pessoa espiritual gigantesca como Sri Ramakrishna não precisa de nenhuma defesa contra as críticas dos tolos. Depois de chegar a Dakshineswar, ele narrou o incidente a Sri Ramakrishna e pensou que o apreciaria por não se opor aos passageiros. Mas Sri Ramakrishna fez exatamente o oposto. Ele o censurou por tolerar a blasfêmia lançada sobre seu Guru. Sri Ramakrishna disse: “O discípulo nunca deve ouvir críticas lançadas contra seu Guru sem protesto. Se ele não puder protestar, ele deve deixar o local imediatamente.”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Uma vez, Yogin foi ao mercado e comprou uma panela de ferro. O astuto lojista fingiu ser muito religioso e Yogin o considerou como tal. Mas, quando voltou para casa, descobriu que o lojista o havia enganado ao vender a panela com uma rachadura. Quando Sri Ramakrishna ouviu sobre isso, ele repreendeu Yogin com estas palavras: “Por ser um devoto de Deus, isso significa que você deve ser um tolo? Por que você não examinou a frigideira antes de comprá-la? Nunca aja de forma tão tola novamente. Há muitos incidentes sobre como Yogin, com toda sua devoção a Sri Ramakrishna, manteve alerta sua mente crítica e não deixou de julgar até mesmo seu Guru. Uma noite ele dormiu no quarto de Sri Ramakrishna. Na calada da noite, ele descobriu que Sri Ramakrishna não estava na sala e a porta estava aberta. A princípio ele ficou curioso, depois ficou desconfiado de onde Sri Ramakrishna poderia ter ido àquela hora. Ele queria investigar o mistério e parou perto da casa de shows, nahabat, para ver se Sri Ramakrishna saía da sala. Depois de algum tempo, Sri Ramakrishna veio do lado de Panchavati e ficou surpreso ao vê-lo parado perto da casa de shows. Yogin ficou estupefato e envergonhado por sua suspeita. Sri Ramakrishna entendeu toda a situação e consolou seu jovem discípulo dizendo: &quot;Sim, deve-se observar um monge de dia e à noite antes de aceitá-lo como guia espiritual.&quot; Com essas palavras, Sri Ramakrishna voltou para seu quarto, seguido silenciosamente por Yogin.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Durante esse tempo, um Hatha-Yogi ficou em Dakshineshwar quem mostrava aos visitantes sua destreza em muitos feitos de ioga. Yogin se interessou por ele. Uma vez que o Yogue veio para Dakshineswar e sem se encontrar com Sri Ramakrishna foi direto ao Hatha-Yogi e estava ouvindo suas palavras enfeitiçado. Estranhamente, exatamente naquele momento Sri Ramakrishna por acaso veio para aquele lugar. Ao vê-lo ali, Sri Ramakrishna muito carinhosamente agarrou seus braços; e enquanto o conduzia para seu próprio quarto disse: “Por que você foi lá? Se você se limitar a essas práticas de Yoga, todo o seu pensamento estará concentrado no corpo e não em Deus.” Uma vez, Yogin perguntou a Sri Ramakrishna como alguém poderia se livrar dos instintos básicos. Sri Ramakrishna aconselhou um remédio simples, “Cante o nome de Hari (o Deus Supremo)”. Esta solução simples não satisfez Yogin. Ele pensava que havia tantas pessoas que oravam a Deus, mas mesmo assim não houve mudança em suas vidas. Ele esperava que Sri Ramakrishna lhe sugerisse alguma prática Yógica. Mas ele ficou desapontado e chegou à conclusão de que o remédio simples de Sri Ramakrishna era o resultado de sua ignorância de quaisquer outros meios melhores. No entanto, Yogin pensou em tentar a repetição do santo nome de Deus como um remédio. Para sua grande surpresa, ele encontrou resultados maravilhosos e sentiu vergonha de sua mente duvidosa. Posteriormente, Swami Vivekananda costumava dizer: &quot;Se há alguém entre nós que está completamente livre da ideia de sexo, é o Yogin.&quot;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Há outro incidente. Um dia, Yogin descobriu que Sri Ramakrishna estava muito perturbado com o fato de que sua parte do alimento consagrado, Prasad, não havia chegado. Normalmente, o encarregado do templo distribuía a comida oferecida no templo após o término da adoração. Impaciente, Sri Ramakrishna enviou um mensageiro ao encarregado. Quando isso não funcionou, ele próprio foi até ele para perguntar sobre o assunto. Yogin estava orgulhoso de seu nascimento aristocrático e se divertiu ao ver Sri Ramakrishna agitado por não receber sua parte de Prasad. Ele pensou, ‘Sri Ramakrishna pode ser um grande santo, mas, ainda assim, sua ansiedade por perder a comida consagrada era o resultado de sua formação familiar. Nascido em uma família pobre de sacerdotes, ele parece ser meticuloso sobre essas coisas insignificantes. ‘enquanto pensava dessa forma, Sri Ramakrishna disse por conta própria: “Rani Rasmani legou sua grande propriedade para o serviço deste templo para que a comida consagrada possa ser distribuída entre devotos e monges. Assim, ela adquiriria algum mérito. Mas esses funcionários, sem considerar esse fato, doam as ofertas no templo para seus amigos e às vezes até para pessoas indesejáveis. Portanto, estou empenhado em ver que o desejo piedoso daquela nobre senhora seja satisfeito.” Yogin ficou surpreso ao ouvir essas palavras e entendeu que mesmo um ato insignificante de Sri Ramakrishna tinha um significado profundo.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Yogin cresceu espiritualmente sob os cuidados amorosos de Sri Ramakrishna. Quando Sri Ramakrishna adoeceu, Yogin era um daqueles discípulos que trabalhava dia e noite atendendo às necessidades e ao conforto de seu amado Mestre. Um dia Sri Ramakrishna chamou&nbsp; Yogin e pediu-lhe que lesse uma certa parte do almanaque hindu para ele. Ao fazer isso, enquanto Yogin estava lendo sobre uma certa data, Sri Ramakrishna disse-lhe que parasse. Essa foi a data em que Sri Ramakrishna faleceu, 16 de agosto de 1886. O falecimento, Mahasamadhi, de Sri Ramakrishna lançou todos os seus discípulos em profunda escuridão. Para esquecer a agonia da separação, a Santa Mãe Sri Sarada Devi fez uma peregrinação a Vrindavan, o local de nascimento de Sri Krishna. Mais tarde, Yogin relembrou que, durante aquele tempo, a Santa Mãe freqüentemente entrava em êxtase espiritual, Samadhi, como o Mestre. Ela sempre era vista imersa em felicidade e toda a sua tristeza e dor e sentimento de separação do Mestre desapareceram. Yogin, junto com outro discípulo de Sri Ramakrishna, Latu, a estava servindo. Eles também estavam envolvidos em práticas espirituais difíceis. Yogin Ma e algumas outras devotas também estavam com eles. Durante este período, Sri Ramakrishna apareceu perante a Santa Mãe&nbsp; e pediu-lhe que iniciasse formalmente o Yogin com o sagrado nome de Deus, mantra diksha. Ela pensou que era uma ilusão de sua própria mente. Mas a visão se repetiu pelos próximos dois dias. Yogin também teve uma visão semelhante e recebeu instruções do Mestre. Consequentemente, a Santa Mãe deu o mantra diksha a Yogin e ele se tornou seu primeiro discípulo.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Depois de uma estadia de um ano em Vrindavan, Yogin seguiu para Haridwar junto com a Santa Mãe. No caminho, Yogin teve febre alta e ficou inconsciente. Naquele momento, uma forma terrível apareceu diante dele e disse: “Eu teria acabado com a sua vida, mas estou incapacitado. Por ordem de seu guru, Sri Ramakrishna Paramahamsa Deva, estou deixando você. No entanto, você deve oferecer alguns doces Rasagolla a esta deusa (apontando para uma deusa vestindo uma roupa vermelha)”. Na manhã seguinte, a febre de Yogin cedeu e ele se recuperou. Ao visitar santuários sagrados em um lugar chamado Jaipur, Yogin viu uma deusa com uma roupa vermelha e a reconheceu como a mesma divindade que ele vira durante sua febre alta. Ela era a deusa Shitala, a deusa das doenças pandêmicas. Yogin comprou doces Rasagolla em uma loja próxima e os ofereceu à deusa Shitala. Desta forma, ele manteve seu voto. A Santa Mãe amava muito Yogin. Ela dizia: “Yogin e Sharat (mais tarde Swami Sharadananda) pertencem ao meu círculo íntimo. Ninguém me amava tanto quanto Yogin. Se alguém lhe desse algum dinheiro, ele o economizaria dizendo: ‘A Mãe vai usá-lo em sua peregrinação’ ”.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Após a peregrinação, Yogin retornou a Calcutá e se juntou ao mosteiro Baranagore sob a liderança de Narendra, mais tarde Swami Vivekananda. Antes de falecer, Sri Ramakrishna distribuiu roupas ocre e rosários a doze de seus discípulos. Yogin foi um desses receptáculos. Mais tarde, todos eles foram formalmente ordenados ao monaquismo sob a orientação de Swami Vivekananda. Yogin recebeu seu nome monástico, Swami Yogananda. No mosteiro, os discípulos estudaram as escrituras hindus e também as escrituras sagradas de outras religiões. Certa vez, Swami Yogananda mencionou o principal ensinamento de Jesus Cristo a seus discípulos, “Amem-se uns aos outros”. Swami Yogananda disse: “Realizar esta única frase é equivalente a estudar a Bíblia inteira.” Em 1891, Swami Yogananda foi para Varanasi e viveu em uma pequena cabana em um jardim solitário. Ele passou a maior parte de seu tempo em meditação levando uma vida muito austera. Essa casa estava assombrada. Uma noite, enquanto ele repetia o nome de Sri Ramakrishna, um espírito maligno tentou feri-lo. Imediatamente ele gritou: “Jai Ramakrishna” (Vitória para Sri Ramakrishna). O espírito ficou terrivelmente assustado e disse-lhe: “Nunca mais irei perturbá-lo. Doravante, este lugar é seu.” Esse é o tremendo poder do santo nome de Sri Ramakrishna.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">A capacidade de organização de Swami Yogananda foi vista durante a grande recepção concedida a Swami Vivekananda em 1897 após seu sucesso na América. Depois de retornar do Ocidente, Swami Vivekananda fundou a Missão Ramakrishna no ano de 1897 e tornou Swami Brahmananda, presidente, e Swami Yogananda, vice-presidente. Swami Yogananda expressou certas dúvidas sobre a fundação da Missão Ramakrishna. Seu argumento era que Sri Ramakrishna queria que todos devotassem seu tempo e energia exclusivamente para práticas espirituais. Mas Swami Vivekananda estava começando uma organização tendo em vista, o ideal gêmeo, “A própria salvação e a do mundo”. Em resposta, Swami Vivekananda respondeu: “Como você sabe que esses métodos não estão de acordo com as idéias de Sri Ramakrishna? Sri Ramakrishna era a personificação de idéias infinitas; você quer confiná-lo dentro de seus próprios limites? Vou quebrar esses limites e espalhar suas idéias difundindo-as por todo o mundo... Eu não nasci para criar uma nova seita neste mundo, já muito cheia de seitas. Bem-aventurados nós, por termos encontrado refúgio aos pés de nosso Mestre. É nosso dever dar as idéias que nos foram confiadas gratuitamente para todo o mundo... Um olhar gracioso de seus olhos pode criar cem mil Vivekanandas neste instante! Mas se desta vez ele escolher, em vez disso, trabalhar através de mim, tornando-me seu instrumento, eu só posso me curvar à sua vontade.” Swami Yogananda ficou profundamente comovido com essas palavras de Swami Vivekananda e elogiou sua grandeza e humildade. Swami Yogananda tinha uma natureza amigável e quem entrava em contato com ele ficava encantado com ele. Sentir-se-ia imediatamente em casa com ele. Alguns jovens que tiveram a oportunidade de se misturar com ele ingressaram na Ordem Ramakrishna e se tornaram monges.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Devido às severas austeridades, a saúde de Swami Yogananda começou a se deteriorar. Ele sofria de doenças abdominais. Assim, Swami Vivekananda providenciou seu tratamento e o levou aos centros de saúde de Darjeeling e Almora, no sopé do Himalaia. Swami Yogananda foi um dos primeiros monges a descobrir a extraordinária grandeza espiritual da Santa Mãe. Sua eminência espiritual estava escondida sob a simplicidade rural. Sabendo que não seria capaz de servir a Santa Mãe como antes, ele apresentou Swami Saradananda à Santa Mãe. Swami Saradananda a serviu até o fim. Quando Swami Yogananda estava doente, seu irmão discípulo Swami Adbhutananda veio vê-lo. Swami Yogananda disse a ele que talvez ele não se recuperasse de sua doença. Swami Adbhutananda disse: “Irmão, não diga isso. Tudo acontece pela vontade do Mestre. Se ele quer levá-lo de volta, nenhum de nós pode segurá-lo. Novamente, se ele quiser mantê-lo vivo para seu trabalho, você não terá poder para impedi-lo. Por que você está preocupado com todas essas coisas?” A isso, Swami Yogananda respondeu: “Irmão, você está certo. Deixe a vontade do Mestre ser feita. Eu sou ninguém.&quot; Em outra ocasião, ele disse: &quot;Pela graça do Mestre, alcancei tanto conhecimento e devoção que sou incapaz de expressar tudo.&quot; Vendo Swami Yogananda com uma doença terminal, Swami Vivekananda disse: &quot;Yogin, que você fique bom, deixe-me morrer em vez disso.&quot; Swami Shivananda perguntou a ele, quem estava no leito de morte: &quot;Yogin, você se lembra do Mestre?&quot; Swami Yogananda respondeu: &quot;Sim, eu me lembro do Mestre mais, ainda mais, muito mais.&quot; Ele faleceu em Samadhi em 1899. Swami Yogananda foi o primeiro entre os discípulos monásticos de Sri Ramakrishna a deixar o corpo. Swami Vivekananda ficou tão magoado e atordoado que não foi ao local de cremação. Swamiji, afligido pela tristeza, nem mesmo foi ao templo de Sri Ramakrishna por três dias. Um dos membros mais jovens do Belur Math na época escreveu com propriedade a respeito de Swami Yogananda: &quot;Ele era um santo tão grande que nos&nbsp; enchia de reverência pertencer à Ordem que o continha, mesmo como o membro mais jovem.&quot;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><b><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></b></p></td></tr></tbody></table></div></div></div>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;"><br></span></p><span style="font-size:36px;font-family:Poppins;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:36px;font-family:Poppins;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p></td></tr></tbody></table></div></div>
</div></div></div></div></div></div></div></div> ]]></content:encoded><pubDate>Thu, 05 Oct 2023 16:57:37 -0300</pubDate></item><item><title><![CDATA[OS APÓSTOLOS DE SRI RAMAKRISHNA--PARTE-14]]></title><link>https://vedantacuritiba.org.br/blogs/post/os-apóstolos-de-sri-ramakrishna-parte-14</link><description><![CDATA[<img align="left" hspace="5" src="https://vedantacuritiba.org.br/OS APÓSTOLOS DE SRI RAMAKRISHNA/570x430-Sw-Ramakrishnananda-Mj.jpg"/>Shasibhushan era o nome pré-monástico de Swami Ramakrishnananda. Ele nasceu em uma família ortodoxa no ano de 1863. À medida que crescia, Shashi foi um aluno brilhante na escola e suas matérias favoritas eram Sânscrito e Literatura Inglesa, Matemática e Filosofia.]]></description><content:encoded><![CDATA[<div class="zpcontent-container blogpost-container "><div data-element-id="elm_LgAEtT5aTpaLrLcIq4b63w" data-element-type="section" class="zpsection "><style type="text/css"></style><div class="zpcontainer-fluid zpcontainer"><div data-element-id="elm_IKVCa1TjTwen4g47zjHPTg" data-element-type="row" class="zprow zprow-container zpalign-items- zpjustify-content- " data-equal-column=""><style type="text/css"> [data-element-id="elm_IKVCa1TjTwen4g47zjHPTg"].zprow{ border-radius:1px; } </style><div data-element-id="elm_NWwjYp0zSZCILxNwu-T5YA" data-element-type="column" class="zpelem-col zpcol-12 zpcol-md-12 zpcol-sm-12 zpalign-self- "><style type="text/css"> [data-element-id="elm_NWwjYp0zSZCILxNwu-T5YA"].zpelem-col{ border-radius:1px; } </style><div data-element-id="elm_01KvX7GtMG3ySGTgQ63WSg" data-element-type="heading" class="zpelement zpelem-heading "><style> [data-element-id="elm_01KvX7GtMG3ySGTgQ63WSg"].zpelem-heading { border-radius:1px; } </style><h2
 class="zpheading zpheading-style-none zpheading-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><h1 style="font-size:30px;text-align:center;"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><p align="center"><span style="font-size:36px;font-weight:bold;">SWAMI RAMAKRISHNANANDA</span></p></div></div></div></div></h1></div></div></h2></div>
<div data-element-id="elm_IJKIs-IpU7wTh0GuHhA_lQ" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style> [data-element-id="elm_IJKIs-IpU7wTh0GuHhA_lQ"].zpelem-text { border-radius:1px; } </style><div class="zptext zptext-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><p align="center" style="text-align:center;"><span style="font-size:24px;font-weight:bold;">Compilador—Swami Prajnatmananda</span></p></div></div>
</div><div data-element-id="elm_M1_rYXZOF1jecNiVhoqmsA" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style> [data-element-id="elm_M1_rYXZOF1jecNiVhoqmsA"].zpelem-text { border-radius:1px; } </style><div class="zptext zptext-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><p align="center" style="text-align:center;"><span style="font-size:12pt;font-weight:bold;color:inherit;">PUBLICADO EM 10 DE ABRIL DE 2021</span><br></p></div></div></div>
</div><div data-element-id="elm_mvb8qOTvUuFcRtorRMYe-w" data-element-type="button" class="zpelement zpelem-button "><style> [data-element-id="elm_mvb8qOTvUuFcRtorRMYe-w"].zpelem-button{ border-radius:1px; } </style><div class="zpbutton-container zpbutton-align-center "><style type="text/css"></style><a class="zpbutton-wrapper zpbutton zpbutton-type-primary zpbutton-size-lg zpbutton-style-none " href="https://youtu.be/gkWBMsEM5oA?list=PLCaGirPQqPqHQ7x-7yunI6p9JmHBGHYi2" target="_blank"><span class="zpbutton-content">ASSISTIR O VÍDEO</span></a></div>
</div><div data-element-id="elm_cqBcJF1W-Eg7_ZOoIugIxQ" data-element-type="image" class="zpelement zpelem-image "><style> @media (min-width: 992px) { [data-element-id="elm_cqBcJF1W-Eg7_ZOoIugIxQ"] .zpimage-container figure img { width: 570px !important ; height: 430px !important ; } } @media (max-width: 991px) and (min-width: 768px) { [data-element-id="elm_cqBcJF1W-Eg7_ZOoIugIxQ"] .zpimage-container figure img { width:570px ; height:430px ; } } @media (max-width: 767px) { [data-element-id="elm_cqBcJF1W-Eg7_ZOoIugIxQ"] .zpimage-container figure img { width:570px ; height:430px ; } } [data-element-id="elm_cqBcJF1W-Eg7_ZOoIugIxQ"].zpelem-image { border-radius:1px; } </style><div data-caption-color="" data-size-tablet="" data-size-mobile="" data-align="center" data-tablet-image-separate="false" data-mobile-image-separate="false" class="zpimage-container zpimage-align-center zpimage-size-original zpimage-tablet-fallback-original zpimage-mobile-fallback-original hb-lightbox " data-lightbox-options="
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Ele e seu primo Sharatchandra, mais tarde Swami Saradananda, foram ver Sri Ramakrishna no templo da Divina Mãe Kali em Dakshineshwar. Sri Ramakrishna os recebeu com um sorriso e começou a falar calorosamente com eles. No decorrer da conversa, Sri Ramakrishna perguntou a Shashi se ele acreditava em Deus com forma ou sem forma. O menino respondeu francamente que não tinha certeza sobre a existência de Deus. Portanto, ele não era capaz de responder a essa pergunta. A resposta agradou muito ao Mestre. Sobre Shashi e Sharat, Sri Ramakrishna costumava dizer que ambos foram companheiros de Jesus Cristo em suas vidas passadas. Shashi ficou muito impressionado quando o Mestre disse: “Se você praticar até mesmo uma décima sexta parte do que eu pratiquei, certamente alcançará a meta”. Um dia, em Dakshineswar, Shashi estava ocupado estudando alguns livros persas. Ele queria aprender persa e ler as obras dos poetas sufis no original. O Mestre teve que chamá-lo três vezes antes que Shashi respondesse. Sri Ramakrishna observou calmamente: “Se você negligenciar seu dever para aprender persa, perderá até mesmo a pouca devoção que tem.” Ele desistiu de aprender persa. Daquela época em diante, o aprendizado de livros teve pouca importância na vida de Shashi.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Certa vez, Shashi visitou uma feira relacionada ao festival de Sri Jagannatha e comprou uma pequena faca por dois centavos de rúpia para uso de Sri Ramakrishna. O Mestre ficou encantado e disse: “Você não deve deixar de visitar esses festivais e fazer algumas compras, por menores que sejam. Os pobres preparam tantas coisas nessas ocasiões especiais e trazem para a feira para vender na esperança de ganhar alguma coisa. Tente manter as tradições antigas tanto quanto possível e incentive outros a fazê-lo.”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Quando Sri Ramakrishna adoeceu, Shashi e outros irmãos discípulos começaram a servi-lo dia e noite. Após o falecimento, Mahasamadhi, do Mestre, todos os jovens discípulos se reuniram e mergulharam em profundo estudo e meditação no Mosteiro de Baranagore. Shashi cuidou de seus irmãos discípulos para que eles não tivessem que passar fome. Chegou a servir como mestre-escola para custear as despesas do Mosteiro. Ele dizia a seus irmãos: “Vocês simplesmente continuem suas práticas espirituais com atenção total. Vocês não precisão se preocupar com mais nada. Eu deverei manter o Mosteiro mendigando.” Swami Vivekananda, relembrando esses dias abençoados muitos anos depois, disse: “Oh, que firmeza para com o ideal encontramos em Shashi! Ele era uma mãe para nós. Foi ele quem cuidou da nossa comida. Costumávamos levantar às três horas da manhã. Então, todos nós, alguns após o banho, íamos para a sala de adoração e nos perdíamos no Japa e na meditação. Houve momentos em que a meditação durava até quatro ou cinco horas da tarde. Shashi estaria esperando com nosso jantar. Se necessário, ele simplesmente nos tiraria de nossa meditação pela força. Quem se importava então se o mundo existia ou não!” Todos os jovens discípulos foram ordenados ao monaquismo formal, Sannyasa. Devido à felicidade que Shashi costumava ter por servir ao Mestre, ele foi nomeado Swami Ramakrishnananda durante a ordenação. Swami Ramakrishnananda adorava e servia ao Mestre em suas relíquias com a mesma devoção e seriedade de quando ele estava fisicamente vivo. Outros irmãos discípulos fizeram peregrinações, adotando a vida errante de monges. Mas, Swami Ramakrishnananda ficou preso como uma sentinela no local sagrado onde as relíquias do Mestre foram temporariamente consagradas. Ele não pensou em ir a um único lugar de peregrinação. Ele não aceitaria nenhum alimento que não fosse oferecido ao Mestre. O líder do mosteiro, Swami Vivekananda, partiu para o Ocidente para espalhar a mensagem da Vedanta. Depois de algum tempo, veio a notícia de seu brilhante sucesso no Parlamento das Religiões em Chicago. Sempre que Swami Vivekananda escrevia a seus irmãos monges do exterior, ele endereçava a carta a Swami Ramakrishnananda, que de fato havia se tornado o pilar do mosteiro de Baranagore.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">O amor de Swami Ramakrishnananda por Swami Vivekananda, seu líder, também era maravilhoso. Qualquer palavra do líder era mais do que um comando para ele. Um dia Swami Vivekananda perguntou-lhe: “Shashi, quero colocar o seu amor por mim à prova. Você pode me comprar um pedaço de pão inglês em uma loja maometana?” Shashi fez isso de imediato. Ao retornar do Ocidente, Swami Vivekananda desembarcou pela primeira vez no sul da Índia. Em Chennai, ele teve uma grande recepção. Alguns dos cidadãos abordaram Swami Vivekananda com um pedido para estabelecer um mosteiro em Chennai e enviar um de seus irmãos discípulos para ficar lá. Como resposta, Swami Vivekananda disse: “Eu lhe enviarei um que seja mais ortodoxo do que seus homens mais ortodoxos do Sul; e que é ao mesmo tempo único e insuperável em sua adoração e meditação em Deus ”. Quando Swami Vivekananda propôs a Swami Ramakrishnananda que fosse a Chennai para fazer o trabalho de pregação, ele concordou imediatamente. O trabalho pioneiro sempre vem acompanhado de muitas dificuldades. Mas a mão protetora de Deus sempre esteve lá. Swami Ramakrishnananda chegou a Chennai em 1897. No início, ele foi alojado em uma pequena moradia perto de uma enorme mansão chamada “Casa de Gelo”. Depois de algum tempo, ele teve que mudar para alguns quartos na própria Casa de Gelo. Pouco depois a casa foi leiloada pelo proprietário. Então ele teve que ficar em um banheiro externo do mesmo prédio com grande inconveniência pessoal. Quando o leilão da Casa de Gelo estava acontecendo, Swami Ramakrishnananda sentou-se despreocupado, em uma extremidade do complexo, em um banco frágil, longe da multidão. Um devoto de vez em quando ia até ele para lhe dizer como estava progredindo. Swami Ramakrishnananda ergueu os olhos e disse: “Por que você se preocupa com isso? O que nós, monges, nos importamos com quem compra ou quem vende? Meus desejos são poucos. Eu preciso apenas de uma pequena sala para Sri Guru Maharaj. Posso ficar em qualquer lugar e passar meu tempo falando sobre ele.” Na verdade, essa foi sua atitude durante toda a sua vida, mesmo quando recebeu muitas ovações e honras. A propósito, a Casa de Gelo foi adquirida pelo governo e entregue à Missão Ramakrishna por um longo período de arrendamento. Agora, estamos realizando várias atividades de serviço social lá. Vários anos depois, uma casa permanente para o mosteiro foi construída em um pequeno terreno em um subúrbio da cidade. Ele ficou encantado quando, finalmente, havia um lugar permanente onde a adoração do Mestre poderia ser realizada ininterruptamente. Ele disse: “Esta é uma bela casa para Sri Ramakrishna morar. Percebendo que ele a ocupa, devemos mantê-la muito limpa e muito pura. Devemos ter cuidado para não desfigurar as paredes cravando pregos ou de outra forma.”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">A adoração do Mestre feita por Swami Ramakrishnananda era muito impressionante. Ele serviria ao Mestre exatamente da maneira que o fez enquanto estava no corpo físico. Algum item de comida é preferido quente. Assim, ele manteria o fogão aceso e ofereceria aquele item, peça por peça, ao Mestre. Ele ofereceria ao Mestre um pedaço de galho de Neem tornado macio para ser usado como escova de dentes, como é a prática em algumas casas indianas. Depois que a comida era oferecida, ele abanava o Mestre por algum tempo para que ele pudesse facilmente tirar uma soneca. Nos dias quentes, ele acordava repentinamente à noite, abria o templo e abanava o Mestre, para que não fosse perturbado pelo sono por causa do calor sufocante.&nbsp; Swami Ramakrishnananda tinha perspicácia intelectual de uma ordem muito elevada. Sua erudição&nbsp; nas escrituras sânscritas era imensa. Não conhecendo o dialeto local, ele às vezes tinha que manter conversas com eruditos ortodoxos em sânscrito. Mais tarde, ele aprendeu a língua local tâmil. Ele escreveu a vida do grande santo Sri Ramanujacharya em bengali. Foi ele quem compôs os versos sagrados, mantras, cantados durante a adoração formal a Sri Ramakrishna, com base na tradição. Ele formulou os votos formais dos celibatários, Brahmacharins, recitados durante sua ordenação. Ele também compôs um belo hino sobre Swami Vivekananda em sânscrito. O conhecimento de Swami Ramakrishnananda sobre o Cristianismo e o Islã era excelente. Ele conhecia a Bíblia completamente e podia explicá-la com uma visão penetrante. Isso faria com que até os teólogos cristãos ortodoxos olhassem para ele com admiração. Certa vez, em uma Sexta-feira Santa, ele deu uma palestra sobre a crucificação com grande profundidade de sentimento e vivacidade de descrição. Um ouvinte ocidental, que estava familiarizado com os sermões nas igrejas, ficou surpreso. Alguém que o viu indo para a Igreja de São Tomás em Chennai relatou que ele iria direto para o altar e se ajoelharia diante dele como um cristão e oraria. Uma noite, alguns estudantes muçulmanos foram pegos pela chuva e se abrigaram no mosteiro. Swami Ramakrishnananda os recebeu calorosamente e falou com eles sobre o Islã. Sua exposição foi tão esclarecedora que aqueles estudantes muçulmanos repetiram muitas vezes sua visita ao mosteiro para ouvi-lo.</span></p><p style="text-align:justify;"><b style="font-family:Poppins;">&nbsp;</b></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Ao dar aulas de escrituras ou dar discursos religiosos, ele dava lampejos de iluminação desde a profundidade de sua realização. Uma vez ele disse a um discípulo: “Este mundo é vazio e irreal. Posso provar isso em poucos minutos... Na verdade, o presente não tem existência real concebível e apenas o passado e o futuro têm duração. Como eles existem na mente, pode-se dizer que todo o universo está na mente. E quando um homem sai de sua mente, ele sai do universo.” Certa vez, após discussões com um professor sobre política e religião, Swami Ramakrishnananda disse: “A política é a liberdade dos sentidos, enquanto a religião é o libertar-se dos sentidos.” Com referência aos sistemas dualísticos e monísticos de filosofia, ele uma vez observou: “No método dualístico, o gozo é o ideal; no método monístico, a liberdade é o ideal. No primeiro, o amante finalmente obtém sua amada, e no segundo o escravo se torna o senhor. Ambos são sublimes. Não é preciso ir de um ideal para o outro.” Certa vez, ele disse durante uma conversa: “A ciência faz o homem lutar pela Verdade no universo externo e a religião o faz lutar pela Verdade no universo interno. Ambas as lutas são grandes, sem dúvida, mas uma termina em sucesso e a outra termina em fracasso. Essa é a diferença. A religião começa onde termina a ciência.” Pessoalmente, ele tinha um grande amor pela matemática. Às vezes, ele resolvia problemas matemáticos como passatempo. Mergulhando profundamente nos reinos da mente, ele alcançou a solução de muitos problemas da vida interior. Cheio de consciência de Deus, sua mente descansava na solidão do sábio.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Durante sua estada em Chennai, Swami Ramakrishnananda teve que trabalhar muito e passar por dias extenuantes. No início, ele tinha que cozinhar sua própria comida, prestar serviço no templo e dar aulas em várias partes da cidade. Às vezes, os problemas financeiros eram terríveis. Se questionado sobre como ele estava atendendo às suas necessidades físicas, ele dizia com compostura plácida: “Deus me envia sempre que eu quero alguma coisa.” Além disso, ele diria: “Se não podemos continuar sem ajuda, por que não pedimos ao próprio Deus? Por que procurar outras pessoas?” Em muitas ocasiões, a ajuda chegava a ele de maneiras totalmente inesperadas. Um devoto relembrou: “Certa vez, o aniversário de Sri Ramakrishna estava próximo e nenhum dinheiro havia sido recebido para alimentar os pobres, o que era um item importante da celebração. Era meia-noite e eu estava dormindo no mosteiro. Acordei de repente, acordado por sons estranhos no corredor. Olhando em volta, pude ver Swami Ramakrishnananda andando para cima e para baixo como um leão em uma gaiola, resmungando ruidosamente a cada respiração. Fiquei com medo de vê-lo naquela condição; mas percebi mais tarde que ele estava orando pedindo ajuda para alimentar os pobres. Na manhã seguinte, o dinheiro chegou. Uma grande doação foi recebida do Príncipe de Mysuru. Ele tinha começado a admirar Swami Ramakrishnananda depois de ler seu livro O ‘Universo e o Homem’, que acabara de ser publicado.”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Em certos dias da semana, Swami Ramakrishnananda tinha que dar palestras mais de duas ou três vezes. Às vezes, ele voltava ao mosteiro bastante exausto. As pessoas se perguntariam como ele poderia suportar uma tensão tão severa. Uma vez ele disse: “O verdadeiro devoto nunca pensa em si mesmo. Ele está tão cheio de pensamentos de Deus que seu próprio eu é esquecido. Este corpo é apenas um instrumento, um instrumento passivo. E um instrumento realmente não tem existência própria, pois é totalmente dependente de quem o usa. Suponha que uma caneta estivesse consciente, poderia dizer: &quot;Escrevi centenas de cartas&quot;. Mas, na verdade, ele não fez nada, pois aquele que a possui escreveu as cartas. Então, porque estamos conscientes, pensamos que estamos fazendo todas essas coisas. Considerando que, na realidade, somos tanto um instrumento nas mãos de um Poder Superior como a caneta em nossas mãos; e Deus torna todas as coisas possíveis.” Enquanto dava aulas ou dava palestras, ele nunca se apresentava como um personagem superior com o direito de ensinar os outros. Ele se considerava sempre um humilde servo do Senhor. Depois que o primeiro entusiasmo acabou, todas as suas aulas não foram tão freqüentadas. Se, por qualquer motivo, ninguém assistisse a nenhuma de suas aulas, mesmo assim ele proferia seu discurso como de costume na sala vazia ou passaria em meditação o período fixado para a aula. Se lhe perguntassem o motivo, ele responderia: “Não vim aqui para ensinar os outros. Este trabalho é como um juramento para mim, e eu o estou cumprindo independentemente de alguém vir ou não para a minha aula.” </span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Swami Ramakrishnananda era intransigente e destemido em relação ao que ensinava. Ele corajosamente declarou que 'Deus e Mamon' não podem ser adorados simultaneamente. Ao ouvir tais ensinamentos, alguns dos devotos ameaçaram retirar o apoio financeiro se ele não mudasse o modo de ensinar. Ao ouvir essas observações, Swami Ramakrishnananda irrompeu e trovejou: “O que, devo pregar outra coisa senão o que aprendi com meu Mestre? Se o Math (mosteiro) não puder ser mantido financeiramente, terei o maior prazer em encontrar acomodação na varanda da casa de um dos meus alunos. Eu sou um monge e não sei de onde virá minha próxima refeição.” Uma vez ele disse à irmã Devamata, (Laura Glenn) uma devota americana: “Não preciso de ninguém para me ajudar. Estou cheio de Deus. Que necessidade tenho de mais alguém? Se ele mandar gente para me ajudar, fico satisfeito. Se Ele não enviar, ainda estou satisfeito. Eu sei que tudo o que Ele manda é para o meu bem e é o melhor para mim.”</span><span style="font-family:Poppins;font-size:inherit;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">O trabalho de Swami Ramakrishnananda não se limitou apenas à cidade de Chennai, mas se espalhou por todo o sul da Índia. Em 1903, a Vedanta Society of Halasooru em Bengaluru enviou-lhe um convite para ministrar um curso de palestras. Ele aceitou o convite e uma esplêndida recepção foi dada a ele em Bengaluru. Cerca de quatro mil pessoas, incluindo cinqüenta e três grupos de música devocional, o receberam na estação ferroviária e o conduziram em uma enorme procissão até seu local de residência. Ele permaneceu em Bengaluru por três semanas e proferiu cerca de uma dúzia de palestras públicas. Suas palestras foram assistidas por muitos pessoas ansiosas e entusiasmadas. Ele estava em um de seus grandes humores espirituais e eletrificou seu público com uma forte onda de espiritualidade. Swami Ramakrishnananda também visitou outra cidade importante, Mysuru, onde fez uma série de cinco palestras. Um discurso digno de nota foi dado em sânscrito aos eruditos do lugar reunido no Colégio de Sânscrito local. Com isso, o Swami atingiu o auge de sua eloqüência. Ele mostrou claramente como a mensagem do Mestre harmonizou as interpretações dos grandes videntes e comentadores da Vedanta. Em agosto de 1906, o Swami visitou novamente Bengaluru e Mysuru com seu irmão discípulo Swami Abhedananda, que tinha vindo recentemente da América. Juntos, eles deram várias palestras e consolidaram o trabalho da Vedanta ali. Swami Ramakrishnananda fez extensas viagens por todo o sul da Índia e, como resultado, vários centros foram iniciados lá. O Swami foi uma combinação maravilhosa do Oriente e do Ocidente; e nele se refletia a cultura védica da Índia antiga à luz do pensamento moderno. Ele não era um orador muito eloqüente. Mas sua sinceridade e compreensão total das realidades espirituais tornaram seu discurso muito impressionante.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Nas relações do dia-a-dia, Swami Ramakrishnananda estava cheio de amor transbordante. Quando a Santa Mãe Sri Sarada Devi e Swami Brahmananda visitaram o sul da Índia, ele tomou o máximo cuidado com eles. Ele também fundou um lar de estudantes em Chennai, que se tornou uma grande instituição agora. Ele era um ferrenho dualista em sua crença no poder purificador da comida consagrada, Prasad. Ele sempre deu um pouco de Prasad a todos que visitavam o mosteiro. Em uma ocasião, ele expressou a grandeza de Sri Ramakrishna como uma Encarnação na linguagem da matemática, “Swami Vivekananda e todas as suas palestras e escritos mais todos os discípulos do Mestre e suas obras mais o infinito, são iguais a Sri Ramakrishna.” Uma noite, alguns devotos foram ao mosteiro para encontrar Swami Ramakrishnananda, mas ele estava no templo. Eles o ouviram falando alto com alguém em tons de raiva: “Você me trouxe aqui, um homem velho, e me deixou desamparado. Você está testando meus poderes de paciência e resistência? Não irei e implorarei de agora em diante por minha causa ou mesmo por você. Se alguma coisa não solicitada vier, vou oferecê-la a você e compartilhar o Prasad. Ou trarei areia do mar para oferecer a você e eu também comerei.” Os devotos entenderam que ele estava discutindo com seu amado Mestre. Swami Sharvananda, que estava hospedado com ele no mosteiro, também se lembrou de um incidente semelhante. Mas em cada ocasião, a ajuda viria de algum canto desconhecido de uma forma milagrosa. Certa vez, Sri Ramakrishnananda foi a um editor e disse: “Devo traduzir os Upanishads para você. Por favor, me dê algum dinheiro.” O bom editor conseguiu algumas assinaturas mensais para o monastério incipiente.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Uma vez, um aluno foi encontrado sentado em sua classe com o queixo apoiado na palma da mão. Sri Ramakrishnananda imediatamente disse: “Não se sente assim, é indicativo de uma atitude pensativa. Você deve sempre cultivar uma atitude alegre.” Ao ver outro aluno sentado em um banco sacudindo as pernas, pediu-lhe que não o fizesse, pois indicava inquietação e não conduzia ao bem-estar. Em outro caso, às vezes, visitantes irrefletidos do Mosteiro pegavam o jornal diário e começavam a ler. O Swami ministraria imediatamente uma repreensão moderada, dizendo: “Guarde o seu jornal. Você pode ler isso em qualquer lugar. Quando você vier aqui, você deve pensar em Deus.”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">A vida de Swami Ramakrishnananda foi extremamente disciplinada. Foi o seu amor pela humanidade que o impulsionou a trabalhar muito. Devido a isso, ele contraiu diabetes e tuberculose.&nbsp; Seus companheiros monges imploraram que ele passasse seus últimos dias com eles. Conseqüentemente, ele retornou a Calcutá e ao mosteiro de Baghbazar. Mesmo no delírio, sua mente e voz foram entregues a Deus. “Durga, Durga”, “Shiva, Shiva” e o nome de seu Guru sempre estiveram em seus lábios. Alguns dias antes de deixar o corpo, Swami Ramakrishnananda teve uma visão de Sri Ramakrishna, Sri Sarada Devi e Swami Vivekananda. Ele disse ao seu assistente: “Sri Thakur, Maa e Swamiji vieram. Por favor, ofereça um assento a eles, āsana”. O atendente ficou pasmo. Ele novamente repetiu o pedido. O atendente obedeceu e estendeu um tapete e três almofadas. Swami Ramakrishnananda, com as mãos postas, curvou-se a eles três vezes. Então ele olhava para algo invisível sem piscar. Depois de um tempo, ele disse ao atendente que eles já haviam partido e que ele podia tirar o tapete e as almofadas.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;"><span style="font-size:20px;">Ele entrou no Mahasamadhi, ou êxtase supremo em 1911. </span><span style="font-size:20px;">Sister Devamata</span><span style="font-size:20px;"> prestou sua homenagem a ele com as seguintes palavras: “O que São Paulo declarou em sua epístola aos Gálatas, 'Não eu, mas Cristo vive em mim', descreveu perfeitamente a atitude de Swami Ramakrishnananda para consigo mesmo e para aquele a quem ele chamou de guru. Ele estava totalmente morto para si mesmo e vivo apenas em Sri Ramakrishna.”</span></span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p></td></tr></tbody></table></div></div>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;"><br></span></p><span style="font-size:36px;font-family:Poppins;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:36px;font-family:Poppins;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p></td></tr></tbody></table></div></div>
</div></div></div></div></div></div></div></div> ]]></content:encoded><pubDate>Thu, 05 Oct 2023 16:43:31 -0300</pubDate></item></channel></rss>