<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><!-- generator=Zoho Sites --><rss version="2.0" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><channel><atom:link href="https://vedantacuritiba.org.br/blogs/os-apóstolos-de-sri-ramakrishna/feed" rel="self" type="application/rss+xml"/><title>Centro Ramakrishna Vedanta Curitiba - Artigos Espirituais , OS APÓSTOLOS DE SRI RAMAKRISHNA</title><description>Centro Ramakrishna Vedanta Curitiba - Artigos Espirituais , OS APÓSTOLOS DE SRI RAMAKRISHNA</description><link>https://vedantacuritiba.org.br/blogs/os-apóstolos-de-sri-ramakrishna</link><lastBuildDate>Wed, 17 Dec 2025 20:31:35 -0800</lastBuildDate><generator>http://zoho.com/sites/</generator><item><title><![CDATA[OS APÓSTOLOS DE SRI RAMAKRISHNA--PARTE-1A]]></title><link>https://vedantacuritiba.org.br/blogs/post/OS-APÓSTOLOS-DE-SRI-RAMAKRISHNA-PARTE-1A</link><description><![CDATA[<img align="left" hspace="5" src="https://vedantacuritiba.org.br/SwamiVivekananda.jpg"/>Swami Vivekananda é considerado o principal discípulo de Sri Ramakrishna e vamos recordar sua vida santa. Ele pertencia a uma família religiosa e culta. Sua mãe, Bhuvaneswari Devi, era uma dona de casa devota, de conduta nobre.]]></description><content:encoded><![CDATA[<div class="zpcontent-container blogpost-container "><div data-element-id="elm_LgAEtT5aTpaLrLcIq4b63w" data-element-type="section" class="zpsection "><style type="text/css"></style><div class="zpcontainer-fluid zpcontainer"><div data-element-id="elm_IKVCa1TjTwen4g47zjHPTg" data-element-type="row" class="zprow zprow-container zpalign-items- zpjustify-content- " data-equal-column=""><style type="text/css"> [data-element-id="elm_IKVCa1TjTwen4g47zjHPTg"].zprow{ border-radius:1px; } </style><div data-element-id="elm_NWwjYp0zSZCILxNwu-T5YA" data-element-type="column" class="zpelem-col zpcol-12 zpcol-md-12 zpcol-sm-12 zpalign-self- "><style type="text/css"> [data-element-id="elm_NWwjYp0zSZCILxNwu-T5YA"].zpelem-col{ border-radius:1px; } </style><div data-element-id="elm_01KvX7GtMG3ySGTgQ63WSg" data-element-type="heading" class="zpelement zpelem-heading "><style> [data-element-id="elm_01KvX7GtMG3ySGTgQ63WSg"].zpelem-heading { border-radius:1px; } </style><h2
 class="zpheading zpheading-style-none zpheading-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><h1 style="font-size:30px;text-align:center;"><div style="color:inherit;"><p align="center"><span style="font-size:32px;font-weight:bold;">SWAMI VIVEKANANDA—O MENSAGEIRO DE UMA NOVA ESPERANCA&nbsp;</span></p></div></h1></div></div></h2></div>
<div data-element-id="elm_IJKIs-IpU7wTh0GuHhA_lQ" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style> [data-element-id="elm_IJKIs-IpU7wTh0GuHhA_lQ"].zpelem-text { border-radius:1px; } </style><div class="zptext zptext-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><p align="center" style="text-align:center;"><span style="font-size:24px;font-weight:bold;">Compilador—Swami Prajnatmananda</span></p></div></div>
</div><div data-element-id="elm_M1_rYXZOF1jecNiVhoqmsA" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style> [data-element-id="elm_M1_rYXZOF1jecNiVhoqmsA"].zpelem-text { border-radius:1px; } </style><div class="zptext zptext-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><p align="center" style="text-align:center;"><span style="color:inherit;font-size:24px;">Publicado em&nbsp;</span><span style="font-size:24px;color:inherit;">06 de fevereiro de 2021&nbsp;</span></p></div></div>
</div><div data-element-id="elm_mvb8qOTvUuFcRtorRMYe-w" data-element-type="button" class="zpelement zpelem-button "><style> [data-element-id="elm_mvb8qOTvUuFcRtorRMYe-w"].zpelem-button{ border-radius:1px; } </style><div class="zpbutton-container zpbutton-align-center "><style type="text/css"></style><a class="zpbutton-wrapper zpbutton zpbutton-type-primary zpbutton-size-lg zpbutton-style-none " href="https://youtu.be/dY83fCslfvw?list=PLCaGirPQqPqHQ7x-7yunI6p9JmHBGHYi2" target="_blank"><span class="zpbutton-content">ASSISTIR O VÍDEO</span></a></div>
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</div><div data-element-id="elm_-qKEHEc63wwkx-0vb9NHAA" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style> [data-element-id="elm_-qKEHEc63wwkx-0vb9NHAA"].zpelem-text { border-radius:1px; } </style><div class="zptext zptext-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" width="651"><tbody><tr><td class="zp-selected-cell"><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">Swami Vivekananda é considerado o principal entre os apóstolos de Sri Ramakrishna. Hoje vamos lembrar sua vida santa. Ele pertencia a uma família religiosa e culta. Sua mãe, Bhuvaneswari Devi, era uma dona de casa devota de conduta nobre. Por muito tempo ela não teve filho. Então, ela orou constantemente ao Senhor Shiva para realizar seu desejo. Ela teve um sonho onde ela viu Shiva saindo de Sua meditação transcendental e assumindo a forma de um menino que nasceria como seu próprio filho. Foi assim que em 12 de janeiro de 1863, Swami Vivekananda nasceu em Calcutá como uma nova esperança para seus pais. Seu nome era Narendra Nath Datta e era chamado carinhosamente de Naren. Seu pai, Vishwanath Datta, era procurador do Tribunal Superior de Calcutá e conhecido por sua natureza nobre e prestativa. A atitude progressista e racional do pai de Narendra e o temperamento religioso de sua mãe ajudaram a moldar sua personalidade e maneira de pensar. Desde tenra idade Narendranath estava interessado em espiritualidade e era um adepto da meditação. Ele tinha grande devoção pelos deuses e deusas hindus. Também era fascinado pelos ascetas e monges errantes. Naren quando criança, era travesso e sempre radiante de energia e felicidade. Seus pais muitas vezes tinham dificuldade em controlá-lo. Ainda quando criança, uma vez Narendra salvou seu amigo de ser atropelado por uma carruagem arriscando sua própria vida. Essa característica de auto-sacrifício foi evidente ao longo de sua vida.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">Aos quinze anos, Narendra experimentou o êxtase espiritual. Ele estava viajando para um lugar chamado Raipur, na Índia Central, em uma carroça puxada por boi. Ele avistou uma grande colméia na fenda de um penhasco gigante. Repentinamente sua mente se encheu de temor e reverência pela providência divina e ele perdeu sua consciência exterior. Quando menino, Narendra teve muitas visões espirituais. Em seu intenso desejo de compreender a verdade, o jovem Narendra praticava meditação regularmente. Por natureza, Narendra não aceitava nada sem evidências. Enquanto crescia, estudou diferentes sistemas religiosos e filosóficos do Oriente e do Ocidente. Se encontrou com diferentes líderes religiosos na busca por uma realização mais elevada, mas em vão.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">Nesse mesmo período, Sri Ramakrishna, um homem com realização Divina, esperava ansiosamente para compartilhar suas experiências espirituais com todos os aspirantes zelosos. Esse desejo literalmente o queimava. Sobre isso, ele diria mais tarde: “Eu subia ao telhado do edifício no jardim do Templo de Dakshineshwar e me contorcendo em angústia, gritava com toda a força: “Venham, meus meninos! Oh, onde estão todos vocês? Não suporto viver sem vocês! Uma mãe nunca ansiou tão intensamente por seu filho, nem um amigo por seus companheiros, ou um amante por sua amada, como eu ansiei por eles! Oh, isso era indescritível! Pouco depois desse anelo, os devotos começaram a chegar.” A chegada de Narendra, em especial, deu esperança e consolo a este Grande Mestre. Narendra conheceu Sri Ramakrishna na casa de um devoto, onde fora convidado para tocar música devocional. Sri Ramakrishna ficou muito impressionado e o convidou para visitar o templo da Mãe Divina em Dakshineswar. Narendra visitou Dakshineswar e o Mestre pediu-lhe para cantar uma canção e esta o levou ao êxtase. Com lágrimas de felicidade, ele disse a Narendra: “Você chegou tão tarde! Isso foi apropriado? Meus ouvidos quase queimaram ao ouvir conversas mundanas. Eu estava esperando por você. Eu sei que você é Nara, a encarnação do Senhor Narayana. Você veio à terra para remover os sofrimentos e as dores da humanidade”. Desde o início, Sri Ramakrishna sabia que Narendra nascera para trazer felicidade para a humanidade. Narendra, de mente racional, ficou pasmo e considerou isso como conversa tola de uma pessoa insana. Apesar desse pensamento, Narendra perguntou a ele: &quot;Reverendo Senhor, o Senhor viu Deus?&quot; Sem um momento de hesitação, o Mestre respondeu: &quot;Sim, eu vi Deus e O vejo como vejo você aqui, apenas com mais clareza. Deus pode ser visto. Pode-se falar com ele. Mas quem se importa com Deus. Se alguém clamar por Deus tanto quanto pelas coisas mundanas, certamente poderá vê-lo”. Isso imediatamente impressionou Narendra. Narendra sentiu que as palavras de Sri Ramakrishna foram proferidas das profundezas de sua experiência interior. O Mestre começou a moldar sua vida como desejava.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">O encontro de Narendra com Sri Ramakrishna foi um evento importante na vida de ambos. Foi como o encontro do Ocidente com o Oriente. Narendra era como se fosse um representante do homem moderno com todo o ceticismo. Sri Ramakrishna amansou o rebelde Narendra com sua infinita paciência e amor. A afeição de Ramakrishna por Narendra surpreendeu a todos. Se Narendra não pudesse vir a Dakshineswar por um longo tempo, o Mestre chorava por ele ou ia a Calcutá para vê-lo. Ele sabia que Narendra não viveria muito tempo neste mundo. Então, ele estava ansioso para treinar seu mais importante discípulo em ritmo acelerado. Sri Ramakrishna sabia que a mente de Narendra tinha uma inclinação natural para o caminho do Conhecimento e o iniciou na filosofia não dualista da Vedanta. No início foi difícil para Narendra aceitar a visão monista de que “tudo o que existe na realidade é Brahman ou Deus”. Um dia, o Mestre ouviu Narendra ridicularizando a experiência vedântica da unidade. O Mestre o tocou e isso o fez entrar em Samadhi, o êxtase espiritual mais elevado. O toque mágico do Mestre trouxe uma mudança maravilhosa em sua mente. Ele ficou surpreso ao descobrir que realmente não havia nada no universo além de Deus!</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">Sri Ramakrishna submeteu Narendra a duros testes. Um dia, toda a sua atitude em relação a Narendra pareceu mudar e ele o ignorou por vários dias. Ignorado pelo Mestre, Narendra passou os dias com outros discípulos. Finalmente, depois de um mês, o Mestre disse a Narendra que apenas um aspirante espiritual de sua estatura poderia suportar tanto descaso e indiferença. Qualquer outra pessoa não teria resistido. Narendra também testou Sri Ramakrishna antes de aceitá-lo como seu mestre espiritual, guru. Sri Ramakrishna treinou Narendra para ter a realização plena do Altíssimo e fez dele um veículo para cumprir sua missão, que era a de unificar a humanidade, dilacerada na esfera religiosa, por meio da mensagem da harmonia das religiões. E para proclamar a natureza divina de cada ser individual.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">O pai de Narendra morreu inesperadamente e deixou muitas dívidas não saldadas. De repente, a família, antes abastada, foi lançada a uma pobreza extrema. Essa experiência, em primeira mão da dureza da vida, o fez perceber que simpatia desinteressada é muito rara neste mundo; e que não há lugar no mundo para os fracos, pobres e necessitados. Uma dúvida surgiu em sua mente sobre Deus, o chamado governante justo e misericordioso deste universo. Durante este período de conflitos internos, Narendra foi até Sri Ramakrishna e pediu-lhe que orasse à Mãe Divina em seu nome para aliviar seus problemas mundanos. O Mestre pediu-lhe que ele mesmo fosse ao templo e rezasse à mãe. Narendra foi ao templo com grande expectativa; mas ele pediu por conhecimento, devoção, renúncia e uma visão ininterrupta da Mãe Divina. Ao ouvir sobre suas três tentativas infrutíferas de pedir favores materiais à Mãe, Sri Ramakrishna abençoou para que a família de Narendra nunca ficasse sem comida e roupas simples. Narendra ficou aliviado porque sua família não sofreria mais.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">Sri Ramakrishna foi um mestre maravilhoso e ensinou mais pela influência silenciosa de sua vida interior do que apenas por palavras. Ele agiu como pai, mãe e amigo de seus discípulos. Eles aprenderam com seu Mestre como sintetizar as quatro Yogas. Os caminhos do conhecimento - Jnana Yoga, da devoção - Bhakti Yoga, da ação - Karma Yoga e da meditação - Raja Yoga. Foi assim que Narendra lentamente aceitou a adoração a Deus com forma. Sri Ramakrishna também ensinou seus discípulos a ver Deus em todos os seres e a servi-los com espírito de adoração. Em 1885, Ramakrishna desenvolveu um câncer na garganta. Sem se preocupar com sua saúde, ele continuou a ensinar e guiar seus discípulos. Quando solicitado a descansar, ele respondeu: “Eu não me importo. Entregarei vinte mil de tal corpo para ajudar uma pessoa”. Um dia o Mestre distribuiu mantos ocres para Narendra e alguns jovens discípulos e os iniciou na ordem monástica. Ele disse a Narendra que todos os discípulos estavam sendo deixados sob seus afetuosos cuidados. Dois ou três dias antes de falecer, Sri Ramakrishna chamou Narendra, olhou fixamente para ele e entrou em samadhi. Narendra sentiu uma força sutil como uma corrente elétrica entrando em seu corpo. Ele também perdeu sua consciência externa. Quando recuperou a consciência, Ramakrishna disse-lhe: “Hoje, ao te dar tudo de mim, tornei-me um mendigo. Com este poder, você fará muito trabalho para o bem do mundo antes de retornar ao seu reino superior.” Foi assim que Sri Ramakrishna transferiu seus poderes espirituais para Narendra e lhe conferiu a missão de levar felicidade para a humanidade.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">Depois que Sri Ramakrishna faleceu, todos os discípulos e devotos mergulharam em um oceano de tristeza, e Narendra se sentiu impotente. O Mestre interveio e apareceu a um devoto chamado Surendra Nath Mitra durante a meditação. Ele lhe ordenou que atendesse às necessidades de seus jovens discípulos que estavam vagando sem um lugar para morar. Narendra e os outros discípulos fundaram o Mosteiro de Baranagore. Ali eles realizaram muitas práticas espirituais. Narendra e seus irmãos discípulos fizeram os votos monásticos formais. Narendra assumiu o nome de Swami Vividishananda. Mais tarde, antes de sua viagem para a América, ele mudou seu nome para Swami Vivekananda. Ele deixou o mosteiro para viver como um monge errante. Durante sua mendicância, ele conheceu muitos eruditos e pessoas santas. Ele viajou por quase toda a Índia, principalmente a pé, visitando lugares de história e peregrinação. Ele observou que a religião não era a necessidade premente da Índia; e lembrou o ditado incisivo de Sri Ramakrishna: &quot;A religião não é para um estômago vazio&quot;. Durante suas viagens ele conheceu reis regionais e corajosamente os aconselhou a melhorar as condições das massas, dando boa educação e ensinando-lhes os meios de ganhar a vida. Enquanto viajava pelo oeste e sul da Índia, Swami Vivekananda ouviu sobre o Parlamento das Religiões que seria realizado em Chicago em 1893. Em Kanyakumari, sentado no último pedaço de rocha indiana no oceano Índico, ele compreendeu o chamado divino para ir para o Oeste. Seus discípulos em Chennai começaram a arrecadar dinheiro para a viagem. O Maharaj de Khetri, um de seus discípulos, também o ajudou para ir a América. Antes de partir para a América, em maio de 1893, Swami Vivekananda disse a seu irmão discípulo Swami Turiyananda: “Haribhai, ainda não consigo entender nada de sua assim chamada religião. Mas meu coração se expandiu muito e aprendi a sentir. Acredite em mim, eu realmente sinto intensamente.” Como Buddha ele chorou pensando nas misérias da humanidade, e seguiu-se um profundo silêncio.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">Swami Vivekananda chegou a Chicago em julho de 1893 e, para sua surpresa, soube que o Parlamento das Religiões não começaria até meados de setembro. Ele não tinha dinheiro suficiente para ficar em Chicago até então. Assim ele se mudou para Boston, onde o custo de vida era menor. Deus o ajudou de maneiras misteriosas e ele conheceu muitas pessoas que não só o hospedaram, mas também forneceram as recomendações necessárias para registrá-lo como delegado do Parlamento das Religiões. O Parlamento mundial das religiões foi um dos eventos mais significativos da história do mundo; porque pela primeira vez na história do mundo, os representantes de todas as grandes religiões se reuniram na mesma plataforma. Em 11 de setembro de 1893, na sessão de abertura do Parlamento, Swami Vivekananda reiterou a mensagem eterna da Vedanta: “Como os diferentes rios tendo diferentes fontes em diferentes lugares se fundem no mar, assim os vários caminhos que os homens seguem, todos conduzem a ti, Ó Senhor!&quot; Depois desse discurso histórico, a mídia americana lhe deu muita publicidade e ele se tornou amplamente conhecido. Ele começou a dar palestras em todo o meio-oeste, costa leste e sul dos EUA. Em 1894 ele fundou a Sociedade Vedanta de Nova York. Por meio de sua mensagem vivificante, ele soou a trombeta de boas novas de esperança, de alegria e de salvação para todos. Ele condenou veementemente a insistência na idéia do pecado original. Ele proclamou que somos herdeiros da felicidade imortal e não devemos nos chamar de pecadores. Um novo pensamento varreu a América. As repercussões foram sentidas em todo o mundo, inclusive na América do Sul. Swami Vivekananda pregou audaciosamente o evangelho da divindade dos seres humanos. Depois de palestrar extensivamente, ele percebeu que meras palavras não era suficiente. Ele começou a treinar algumas almas sinceras no Ocidente que continuariam a espalhar a mensagem da Vedanta em sua ausência. Swami Vivekananda viajou para a Inglaterra três vezes entre 1895 e 1896. Foi aqui que Margaret Noble (mais tarde Sister Nivedita) o conheceu. Ele eletrizou o público inglês com suas palestras sobre Jnana Yoga. Ele atraiu alguns seguidores britânicos sinceros que permaneceram com ele ao longo de sua vida. Ele também solicitou a alguns de seus irmãos discípulos e os convidou para vir ao Ocidente para o trabalho do Vedanta.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">Quando Swami Vivekananda retornou à Índia, ele recebeu uma aclamação esmagadora de seus compatriotas. Um monge desconhecido se tornou um herói nacional. Ele lembrou a seus compatriotas para serem altruístas e cultivar o amor pelas massas. Com seus discursos ele causou um tremendo impacto em toda a Índia. Ele sentiu a necessidade de uma ordem monástica que disseminasse a mensagem da Vedanta para toda a humanidade. Em 1º de maio de 1897, ele convocou uma reunião de todos os devotos de Sri Ramakrishna, monásticos e leigos, e discutiu o estabelecimento de sua obra da Vedanta de forma organizada. Assim, surgiu a Associação Ramakrishna Mission. Swami Vivekananda delineou claramente os objetivos e ideais da Ordem Ramakrishna, que são puramente espirituais e humanitários por natureza e completamente dissociados da política. Inspirados por Swami Vivekananda, o Sr. e a Sra. Sevier envolveram-se na construção do Advaita Ashrama em Mayavati, nos Himalaias. O lugar era propício para a prática do aspecto não-dualista da Vedanta. Swami Vivekananda também iniciou revistas mensais em inglês e bengali. No ano de 1899, ele consagrou formalmente o mosteiro de Belur Math, instalando as relíquias do Mestre em seu santuário. Belur Math se tornou a sede da Ordem Ramakrishna. Swami Vivekananda era uma personificação da renúncia e pureza. Ele treinou seus discípulos para ignorar o desejo de libertação pessoal e trabalhar para o bem da humanidade. Ele proclamou que esta é a maior disciplina espiritual. Eles iniciaram extensas atividades espirituais, religiosas, culturais e de bem-estar social.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">Swami Vivekananda foi ao Oeste novamente para encontrar seus velhos amigos e ver o progresso do trabalho da Vedanta que ele havia começado. Durante esse tempo, ele teve uma premonição de que seu fim se aproximava. Ele foi a todos os lugares que visitou anteriormente e encontrou seus amigos e infundiu-os com um novo zelo. Ele retornou para a Índia no ano de 1900. Swami Vivekananda havia completado a missão que Sri Ramakrishna lhe confiara. Mantendo sua mente em seu amado Guru, Swami Vivekananda esperou por sua própria partida. Apesar de sua doença, ele manteve um olhar atento sobre os monges e as atividades do mosteiro. Ele inspirou seus assistentes com um espírito de coragem e deu muita atenção à disciplina.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:poppins;"><span style="font-size:20px;">Perto do final de sua vida, Swami Vivekananda exclamou: &quot;Tive que trabalhar até estar às portas da morte e tive que gastar quase toda a energia na América, para que os americanos possam aprender a ser mais amplos e espirituais ... De qualquer forma, Estou bastante satisfeito com o meu trabalho ... 'O que são os homens?' Ele está comigo, meu Amado (Deus). Ele estava comigo quando eu estava na América, na Inglaterra, quando eu perambulava por lugares desconhecidos de um lugar para outro na Índia. O que me importa o que eles falam?” Sua mensagem universal da Vedanta deu uma nova esperança e consolo aos verdadeiros buscadores da divindade. Ele ainda disse: &quot;Que eu possa nascer de novo e de novo, e sofrer milhares de misérias para que eu possa adorar o único Deus que existe, o único Deus em que acredito, a soma total de todas as almas - e, acima de tudo, meu Deus os ímpios, meu Deus, o miserável, meu Deus, o pobre de todas as raças, de todas as espécies, é o objeto especial de minha adoração ... Meu tempo é curto ... O poder por trás de mim não é Vivekananda, mas Ele, o Senhor, e Ele sabe melhor. Sua vida foi repleta de intensa ação que lhe valeu o epíteto, &quot;Monge Ciclônico&quot;. Talvez seu corpo mortal não pudesse conter seu espírito infinito e onipotente. Ele previu que não viveria até os quarenta anos. Em seu último dia, 4 de julho de 1902, Swami Vivekananda se levantou cedo, foi ao santuário e sentou-se em meditação por um longo tempo. Depois disso, ele expressou seu desejo aos seus discípulos de organizar a adoração da Divina Mãe Kali em Belur Math. Ao meio-dia, ele desfrutou de um farto almoço. Depois do almoço, ele deu uma aula de três horas sobre gramática sânscrita. Ninguém sentiu qualquer monotonia na longa aula de gramática. Ele a tornou muito interessante e educativa. Perto da noite, Swami Vivekananda entrou em seu quarto para meditar. Ele deixou seu corpo durante a meditação. No início de sua missão, Swami Vivekananda disse: &quot;Eu sou uma voz sem forma.&quot; Perto do fim, ele disse: “Pode ser que eu ache bom sair do meu corpo, jogá-lo fora como uma roupa em desuso. Mas não vou parar de trabalhar! Vou inspirar os homens em todos os lugares até que o mundo saiba que ele é uno com Deus.” <span style="font-size:20px;">Si</span></span><span style="font-size:20px;">m, ele ainda está trabalhando em seu corpo sutil, inspirando e ajudando todos aqueles que estão tentando ser bons e fazer o bem!</span></span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;">&nbsp;</span></p></td></tr></tbody></table></div>
</div></div></div></div></div></div></div></div> ]]></content:encoded><pubDate>Fri, 06 Oct 2023 20:20:00 -0300</pubDate></item><item><title><![CDATA[OS APÓSTOLOS DE SRI RAMAKRISHNA--PARTE-1B]]></title><link>https://vedantacuritiba.org.br/blogs/post/OS-APÓSTOLOS-DE-SRI-RAMAKRISHNA-PARTE-1B</link><description><![CDATA[<img align="left" hspace="5" src="https://vedantacuritiba.org.br/index.jpg"/>Na história religiosa da Índia encontramos que uma encarnação de Deus, Sri Krishna, harmonizou diferentes escolas de sistemas filosóficos por meio de seus ensinamentos no Bhagavad Gita.]]></description><content:encoded><![CDATA[<div class="zpcontent-container blogpost-container "><div data-element-id="elm_LgAEtT5aTpaLrLcIq4b63w" data-element-type="section" class="zpsection "><style type="text/css"></style><div class="zpcontainer-fluid zpcontainer"><div data-element-id="elm_IKVCa1TjTwen4g47zjHPTg" data-element-type="row" class="zprow zprow-container zpalign-items- zpjustify-content- " data-equal-column=""><style type="text/css"> [data-element-id="elm_IKVCa1TjTwen4g47zjHPTg"].zprow{ border-radius:1px; } </style><div data-element-id="elm_NWwjYp0zSZCILxNwu-T5YA" data-element-type="column" class="zpelem-col zpcol-12 zpcol-md-12 zpcol-sm-12 zpalign-self- "><style type="text/css"> [data-element-id="elm_NWwjYp0zSZCILxNwu-T5YA"].zpelem-col{ border-radius:1px; } </style><div data-element-id="elm_01KvX7GtMG3ySGTgQ63WSg" data-element-type="heading" class="zpelement zpelem-heading "><style> [data-element-id="elm_01KvX7GtMG3ySGTgQ63WSg"].zpelem-heading { border-radius:1px; } </style><h2
 class="zpheading zpheading-style-none zpheading-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><h1 style="font-size:30px;text-align:center;"><div style="color:inherit;"><p align="center"><span style="color:inherit;font-size:32px;"><span style="font-weight:bold;">SWAMI VIVEKANANDA NO PARLAMENTO DAS RELIGIÕES EM CHICAGO</span></span><br></p></div></h1></div></div></h2></div>
<div data-element-id="elm_IJKIs-IpU7wTh0GuHhA_lQ" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style> [data-element-id="elm_IJKIs-IpU7wTh0GuHhA_lQ"].zpelem-text { border-radius:1px; } </style><div class="zptext zptext-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><p align="center" style="text-align:center;"><span style="font-size:24px;font-weight:bold;">Compilador—Swami Prajnatmananda</span></p></div></div>
</div><div data-element-id="elm_M1_rYXZOF1jecNiVhoqmsA" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style> [data-element-id="elm_M1_rYXZOF1jecNiVhoqmsA"].zpelem-text { border-radius:1px; } </style><div class="zptext zptext-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><p align="center" style="text-align:center;"><span style="color:inherit;font-size:24px;">Publicado em&nbsp;</span><span style="font-size:24px;color:inherit;">25 de setembro de 2021&nbsp;</span></p></div></div>
</div><div data-element-id="elm_mvb8qOTvUuFcRtorRMYe-w" data-element-type="button" class="zpelement zpelem-button "><style> [data-element-id="elm_mvb8qOTvUuFcRtorRMYe-w"].zpelem-button{ border-radius:1px; } </style><div class="zpbutton-container zpbutton-align-center "><style type="text/css"></style><a class="zpbutton-wrapper zpbutton zpbutton-type-primary zpbutton-size-lg zpbutton-style-none " href="https://youtu.be/ln9k_vim_BM?list=PLCaGirPQqPqHQ7x-7yunI6p9JmHBGHYi2" target="_blank"><span class="zpbutton-content">ASSISTIR O VÍDEO</span></a></div>
</div><div data-element-id="elm_cqBcJF1W-Eg7_ZOoIugIxQ" data-element-type="image" class="zpelement zpelem-image "><style> @media (min-width: 992px) { [data-element-id="elm_cqBcJF1W-Eg7_ZOoIugIxQ"] .zpimage-container figure img { width: 590px !important ; height: 1280px !important ; } } @media (max-width: 991px) and (min-width: 768px) { [data-element-id="elm_cqBcJF1W-Eg7_ZOoIugIxQ"] .zpimage-container figure img { width:590px ; height:1280px ; } } @media (max-width: 767px) { [data-element-id="elm_cqBcJF1W-Eg7_ZOoIugIxQ"] .zpimage-container figure img { width:590px ; height:1280px ; } } [data-element-id="elm_cqBcJF1W-Eg7_ZOoIugIxQ"].zpelem-image { border-radius:1px; } </style><div data-caption-color="" data-size-tablet="" data-size-mobile="" data-align="center" data-tablet-image-separate="false" data-mobile-image-separate="false" class="zpimage-container zpimage-align-center zpimage-size-original zpimage-tablet-fallback-original zpimage-mobile-fallback-original hb-lightbox " data-lightbox-options="
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</div><div data-element-id="elm_-qKEHEc63wwkx-0vb9NHAA" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style> [data-element-id="elm_-qKEHEc63wwkx-0vb9NHAA"].zpelem-text { border-radius:1px; } </style><div class="zptext zptext-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" width="651"><tbody><tr><td><div style="color:inherit;"><table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" width="699"><tbody><tr><td class="zp-selected-cell"><p>&nbsp;<span style="font-family:poppins;text-align:justify;font-size:20px;">Na história religiosa da Índia encontramos que uma encarnação de Deus, Sri Krishna, harmonizou diferentes escolas de sistemas filosóficos por meio de seus ensinamentos no Bhagavad Gita. Nos tempos recentes houve novamente a necessidade de harmonizar as diferentes seitas dentro da congregação hindu e também das diferentes religiões do mundo. Sri Ramakrishna atendeu a essa necessidade praticando os diferentes caminhos das religiões. Ele era um homem com a realização de Deus. Ele realizou o antigo ditado de Rug Veda, “A verdade é única; mas os sábios a chamam por vários nomes”—</span><b style="font-family:poppins;text-align:justify;font-size:inherit;"><span style="font-size:20px;font-style:italic;">ekam sad viprāha bahudhā vadanti</span></b><span style="font-family:poppins;text-align:justify;font-size:20px;">. Então ele declarou: “Tantas crenças, tantos caminhos”. Depois de dar a Swami Vivekananda a mais elevada realização espiritual do Samadhi, Sri Ramakrishna disse: “Agora, a Mãe Divina te mostrou tudo. Mas esta realização, como a jóia trancada em um cofre, será escondida de você e mantida sob minha custódia. Vou manter a chave comigo. Só depois de ter cumprido sua missão nesta terra o cofre será destrancado e você irá conhecer tudo como conheceu agora”. Alguém pode se perguntar qual foi a missão confiada a Swami Vivekananda por Sri Ramakrishna. A primeira foi a disseminação da Verdade Vedântica da divindade do homem para todo o mundo. A segunda foi estabelecer uma organização espiritual e de bem-estar social para o bem da humanidade. Após o falecimento de Sri Ramakrishna, Swami Vivekananda viajou por toda a Índia como mendicante por cerca de cinco anos. Durante este período, ele ouviu sobre o Parlamento das Religiões sendo organizado em Chicago como parte de uma Exposição para evidenciar o quatrocentésimo ano da descoberta da América por Colombo. Um dos principais objetivos da Exposição foi disseminar o conhecimento sobre os avanços da ciência e da tecnologia. Como a religião é um fator vital na cultura humana, foi decidido organizar um Parlamento das Religiões em conjunto com a Exposição. Os admiradores de Swami Vivekananda solicitaram que ele comparecesse ao Parlamento das Religiões como representante do Hinduísmo. Ele era um místico e esperou por uma indicação clara de Deus. Sri Ramakrishna, por meio de uma visão, pediu-lhe que fosse ao Ocidente para cumprir a missão que lhe fora confiada. Mesmo assim, Swami Vivekananda tinha dúvidas. Então, ele escreveu a Sri Sarada Devi, a divina consorte de Sri Ramakrishna. Ela também aprovou e encorajou-o a ir ao Ocidente para divulgar a mensagem da Vedanta. Então Swami Vivekananda embarcou em uma viagem marítima para comparecer ao Parlamento das Religiões em Chicago.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">Naquela época, era uma completa aventura para um monge mendicante desconhecido e sem um tostão como Swami Vivekananda ir para o Ocidente com tal propósito. Mas ele sabia por intuição que deveria cumprir uma missão pela vontade divina. Ele expressou isso a um de seus irmãos discípulos, Swami Turiyananda, dizendo: “... Minha mente assim me diz. Você o verá comprovado em breve.” Ele tinha vindo para encontrá-lo em Mumbai antes da partida para Chicago. Na verdade, o Parlamento das Religiões marcou a chegada de Swami Vivekananda, o mensageiro de um novo evangelho de paz, harmonia e unidade. Em 31 de maio de 1893, Swami Vivekananda partiu do porto de Mumbai para Chicago via Colombo, Penang, Cingapura, Hong Kong, Nagasaki, Yokohama e Vancouver. De Vancouver, ele chegou a Chicago por trem no mês de julho.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">Logo após sua chegada a Chicago, ele foi ao departamento de informações da Exposição para indagar sobre o vindouro Parlamento das Religiões. A Exposição de Chicago já havia começado. Mas, ele foi informado de que o Parlamento das Religiões seria realizado na primeira semana de setembro; e que ninguém sem credenciais de uma organização idônea seria aceito como delegado. Ele também foi informado de que era tarde demais para ele ser registrado como delegado. Tudo isso foi inesperado. Swami Vivekananda não trouxera com ele nenhuma carta de autorização de uma organização religiosa. Todos achavam que ele não precisaria de uma carta de autorização e que sua personalidade seria suficiente. Além disso, ele não tinha roupas quentes para enfrentar o tempo frio na América. Tudo ali era muito caro. Ele não tinha dinheiro suficiente para se manter em Chicago até setembro. Swami Vivekananda ficou desesperado e enviou um telegrama para seus amigos em Chennai solicitando que eles enviassem dinheiro. Ele também teve algumas experiências amargas. Ele foi vaiado nas ruas por causa de sua roupa. Certa vez, quando Swami Vivekananda caminhava pelas áreas de Chicago, um homem puxou seu turbante por trás. Ele olhou para trás e viu que era um homem de aparência muito distinta, elegantemente vestido. Swami Vivekananda falou com ele. Quando essa pessoa descobriu que ele sabia inglês, ficou muito envergonhada. Em outra ocasião, na mesma Feira, outro homem deu um empurrão em Swami Vivekananda. Quando ele foi questionado sobre o motivo, ele também ficou envergonhado e gaguejou um pedido de desculpas, dizendo: &quot;Por que você se veste assim?&quot; Citando esses incidentes, mais tarde Swami Vivekananda disse: “As simpatias desses homens eram limitadas ao alcance de sua própria linguagem e de sua própria forma de vestir. Grande parte da opressão de nações poderosas sobre as mais fracas é causada por esse preconceito. Ele seca o sentimento de camaradagem pelos semelhantes. O mesmo homem que me perguntou por que eu não me vestia como ele e queria me maltratar por causa de minha roupa pode ter sido um homem muito bom, um bom pai e um bom cidadão. Mas a bondade de sua natureza extinguiu-se assim que ele viu um homem com uma roupa diferente.” </span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">Alguém aconselhou Swami Vivekananda a ir para Boston, onde o custo de vida era mais baixo, e ele partiu para Boston. No trem, ​​sua roupa pitoresca e sua aparência grandiosa, atraíram uma nobre senhora rica que residia nos subúrbios da cidade. Ela cordialmente o convidou para ser seu hóspede, e ele aceitou seu amável convite. Ele foi hospedado em 'Breezy Meadows', em Metcalf, Massachusetts, e sua anfitriã, senhorita Kate Sanborn, ficou encantada em mostrar a seus amigos inquisitivos esta estranha curiosidade do Extremo Oriente. Swami Vivekananda conheceu várias pessoas, a maioria das quais o aborreceu fazendo perguntas estranhas sobre o hinduísmo e os costumes sociais da Índia. Swami Vivekananda não tinha amigos naquela terra estrangeira, mas ele não perdeu a fé. Da América, ele escreveu a seus amigos indianos: “... Glória ao Senhor, seremos bem-sucedidos. Centenas cairão na luta - centenas estarão prontos para assumi-la... Fé - simpatia, fé ardente e simpatia ardente! A vida não é nada, a morte não é nada, a fome não é nada, o frio não é nada. Glória ao Senhor – siga em frente; o Senhor é nosso General. Não olhe para trás para ver quem cai - para a frente - em frente! Deste modo e assim prosseguiremos, irmãos. Um cai e outro assume o trabalho.”...“Estou aqui entre os filhos do Filho de Maria, e o Senhor Jesus me ajudará”. Misteriosos são os caminhos de Deus! Vieram a ele umas poucas pessoas sérias, e entre elas estavam a senhora Johnson, a superintendente de um lar correcional feminino, e J.H. Wright, professor de grego na Universidade de Harvard. Swami Vivekananda foi encorajado pelo Professor Wright a representar o Hinduísmo no Parlamento das Religiões, uma vez que essa era a única maneira de ser apresentado à nação em geral. Quando ele lhe disse que não tinha credenciais, o professor respondeu: 'Pedir a você, por suas credenciais é como perguntar ao sol sobre o seu direito de brilhar.' Ele escreveu sobre Swami Vivekananda ao presidente do comitê de seleção de delegados: 'Aqui está um homem mais instruído do que todos os nossos versados professores colocados juntos.' O professor Wright também comprou a passagem de trem de Swami Vivekananda para Chicago.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">Swami Vivekananda chegou a Chicago por trem tarde da noite. Infelizmente, ele perdeu o endereço do comitê encarregado dos delegados. Ele não sabia onde pedir ajuda, e ninguém se importava em dar informações a esse estrangeiro de aparência esquisita. Além disso, a estação estava localizada em uma parte da cidade habitada principalmente por alemães, que mal entendiam inglês. Ele sabia que estava abandonado ali e, olhando em volta, viu um enorme vagão de trem vazio no pátio de carga. Nele ele passou a noite sem comida. De manhã, ele acordou e caminhou ao longo da elegante ‘Lake Shore Drive’. Estava forrada com as mansões dos ricos; e ele continuou perguntando às pessoas o caminho para a área do Parlamento. Mas ele foi recebido com indiferença. Finalmente, faminto e cansado, ele sentou-se exausto na calçada dependendo do Deus Todo-Poderoso. Nesse momento, a porta de uma residência elegante em frente a ele se abriu; e uma mulher de porte real desceu e abordou-o com uma voz suave com expressões de cultura e requinte: &quot;Senhor, você é um delegado do Parlamento das Religiões?&quot; Swami Vivekananda contou a ela sobre suas dificuldades. Imediatamente ela o convidou para entrar em sua casa e deu ordens aos seus assistentes para que ele fosse levado para um quarto e atendido de todas as maneiras. A senhora era a Sra. George W. Hale, uma nobre senhora de Chicago. Depois que ele tinha descansado, ela o acompanhou ao escritório do Parlamento e o apresentou ao Dr. J.H. Barrows, o Presidente do Parlamento, que era um de seus amigos. Swami Vivekananda foi então cordialmente aceito como representante do hinduísmo e hospedado na casa do Sr. e da Sra. John B. Lyons. Mais uma vez, Swami Vivekananda foi fortalecido em sua convicção de que Deus estava guiando seus passos e orou incessantemente para ser um instrumento digno de Sua vontade. Ele conheceu muitas pessoas distintas que compareceriam ao Parlamento. No grande círculo de eclesiásticos que vieram para Chicago, ele se moveu perdido em êxtase, tendo esperança, orando e confiando no Todo-Poderoso.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:poppins;font-size:20px;">Na segunda-feira, 11 de setembro de 1893, o Parlamento das Religiões abriu suas conferências com a devida solenidade. Às 10 horas foi inaugurado o Parlamento. Além dos grupos cristãos, estiveram presentes membros do hinduísmo, jainismo, budismo, confucionismo, xintoísmo, islamismo e zoroastrismo. Os delegados se levantaram, um por um, e leram os discursos preparados, mas Swami Vivekananda estava totalmente despreparado. Ele nunca havia se dirigido a uma assembléia tão distinta. Quando foi convidado para fazer o seu discurso, ele pediu ao presidente que o chamasse um pouco mais tarde. Várias vezes ele adiou a convocação. Ele admitiu mais tarde: 'É claro que meu coração estava batendo forte e minha língua quase secou. Eu estava tão nervoso que não pude me aventurar a falar na sessão da manhã.' Por fim, ele veio à tribuna e o Dr. Barrows o apresentou. Curvando-se à Mãe Saraswati, a Deusa da Sabedoria, ele se dirigiu ao público como 'Irmãs e Irmãos da América'. Instantaneamente, milhares se levantaram de seus assentos e deram-lhe fortes aplausos. Eles ficaram profundamente comovidos ao ver, finalmente, um homem que descartou as palavras formais e falou com eles com o calor natural e sincero de um irmão.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">Demorou dois minutos inteiros antes que o tumulto diminuísse, e Swami Vivekananda começou seu discurso agradecendo a mais jovem das nações, a América, em nome da ordem monástica mais antiga do mundo, a ordem védica dos sannyasins. A tônica de seu discurso foi a tolerância e aceitação universal. Ele contou ao público como a Índia, mesmo nos tempos antigos, deu abrigo aos refugiados religiosos de outras terras - por exemplo, os judeus e os zoroastristas - e citou das escrituras as duas passagens a seguir que revelam o espírito hindu:</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><b><i><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">ruchīnām vaichitryād rujukutila nānā pathajushām</span></i></b></p><p style="text-align:justify;"><b><i><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">nrunānāmēkō gamyastvamsi payasām arnava iva|</span></i></b></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">'Os diferentes rios, tendo suas nascentes em diferentes lugares, todos misturam suas águas com o mar. Da mesma forma, ó Deus, os diferentes caminhos que os homens seguem através de diferentes tendências, embora pareçam diversos, tortos ou retos, todos conduzem a Ti'. (Shiva Mahimna Stotra)</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p></p><div style="text-align:justify;"><span style="font-family:poppins;"><b style="font-size:inherit;"><i><span style="font-size:20px;">ye yathā mā</span></i></b><b style="font-size:inherit;"><i><span style="font-size:20px;">ṁ</span></i></b><b style="font-size:inherit;"><i><span style="font-size:20px;"> prapadyante tānstathaiva bhajāmyaham|</span></i></b></span></div><b><div style="text-align:justify;font-family:poppins;"><b style="font-size:inherit;"><i><span style="font-size:20px;">mama vartmānuvartante manu</span></i></b><b style="font-size:inherit;"><i><span style="font-size:20px;">ṣ</span></i></b><b style="font-size:inherit;"><i><span style="font-size:20px;">hyā</span></i></b><b style="font-size:inherit;"><i><span style="font-size:20px;">ḥ</span></i></b><b style="font-size:inherit;"><i><span style="font-size:20px;"> pārtha sarvaśha</span></i></b><b style="font-size:inherit;"><i><span style="font-size:20px;">ḥ</span></i></b><b style="font-size:inherit;"><i><span style="font-size:20px;">a||</span></i></b></div></b><p></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">'Todo aquele que vem a mim, por qualquer forma, eu o alcanço. Todos os homens estão se esforçando por muitos caminhos que no final conduzem a Mim'. (4.11--Bhagavad Gita)</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">Para concluir, ele implorou pelo fim rápido do sectarismo, da intolerância e do fanatismo. A resposta foi um aplauso ensurdecedor. Parecia que toda a audiência esperava pacientemente por esta mensagem de harmonia religiosa. Um intelectual judeu comentou que, depois de ouvir Vivekananda, percebeu pela primeira vez que sua religião, o judaísmo, era verdadeira. E aquele Swami Vivekananda havia dirigido suas palavras em nome não apenas de sua religião, mas de todas as religiões do mundo. Cada delegado havia falado sobre seu próprio ideal ou seita. Enquanto Swami Vivekananda havia falado sobre Deus, que, como o objetivo final de todas as fés, é sua essência mais íntima. Ele expressou o desejo do mundo moderno de quebrar as barreiras de casta, cor e credo e de unir todas as pessoas com base em sua natureza espiritual inata.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">Quão proféticas foram as palavras de Sri Ramakrishna de que seu Naren, mais tarde Swami Vivekananda, um dia abalaria o mundo! A Sra. S.K. Blodgett, que mais tarde se tornou a anfitriã de Swami Vivekananda em Los Angeles, disse acerca de sua impressão sobre Swami Vivekananda: 'Eu estava no Parlamento das Religiões em Chicago em 1893. Quando aquele jovem se levantou e disse: &quot;Irmãs e Irmãos da América&quot;, sete mil pessoas se levantaram em homenagem a algo que eles não sabiam o que era. Quando tudo acabou, vi muitas mulheres passando pelos bancos para chegar perto dele e disse a mim mesma: &quot;Bem, meu rapaz, se você pode resistir a esse ataque, você é de fato um Deus!&quot;’ Ele, de fato, aceitou aquela fama com simplicidade e humildade infantis.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">Swami Vivekananda dirigiu-se ao Parlamento cerca de uma dúzia de vezes. Seu discurso de destaque foi ‘O Ensaio sobre o Hinduísmo’. Foi um discurso bem-preparado que ele leu. Nele, ele discutiu a metafísica, a psicologia e a teologia hindu. A divindade da alma, a unidade da existência, a não dualidade da Divindade e a harmonia das religiões foram os temas recorrentes de suas palestras. Ele ensinou que o objetivo final dos seres humanos é realizar a Divindade. Eles eram na realidade, 'os filhos da Bem-aventurança Imortal'. Em uma de suas palestras intitulada &quot;Por que Discordamos?&quot; ele narrou a história de um sapo que vivia em um poço. Todo o mundo do sapo estava limitado a esse poço e pensava que nada mais existia. Ele comparou os fanáticos religiosos a tal sapo e disse: &quot;Tenho que agradecer a vocês da América pela grande tentativa que estão fazendo para quebrar as barreiras deste nosso pequeno mundo ...&quot;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">Na sessão final do Parlamento, Swami Vivekananda disse:</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">'O cristão não deve se tornar um hindu ou um budista, nem um hindu ou um budista deve se tornar um cristão. Mas cada um deve assimilar o espírito dos outros e ainda assim preservar sua individualidade e crescer de acordo com seu próprio padrão de crescimento. Se o Parlamento das Religiões mostrou algo ao mundo, é o seguinte: Provou ao mundo que santidade, pureza e caridade não são propriedade exclusiva de nenhuma igreja no mundo, e que todo sistema produziu homens e mulheres do caráter mais exaltado. Diante dessa evidência, se alguém sonha com a sobrevivência exclusiva de sua própria religião e a destruição das outras, tenho pena dele do fundo do meu coração e aponto a ele que em breve estará escrito sobre a bandeira de todas as religiões, apesar da resistência: “Ajuda e não Luta”, “Assimilação e não Destruição”, “Harmonia e Paz e não Dissensão”. '</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:poppins;font-size:20px;">O Parlamento das Religiões ofereceu ao Swami Vivekananda a oportunidade de apresentar ao mundo ocidental as verdades eternas e universais do Hinduísmo. E ele se mostrou à altura da ocasião. Ele formou a confluência de duas grandes correntes de pensamento que moldaram a cultura humana. Em primeiro lugar, a mente ocidental – desejosa de conhecer e à vontade com o universo físico; mas relutante em aceitar verdades espirituais sem prova racional. Em segundo lugar, o pensamento antigo da Índia, com suas diversas tradições religiosas e as Verdades Eternas da Vedanta. A educação, criação, experiências pessoais e o contato de Swami Vivekananda com Sri Ramakrishna habilitaram-no de forma prodigiosa para representar esses dois ideais e remover seu aparente conflito. Ele disse: 'Desde os altos vôos espirituais da filosofia Vedanta, da qual as últimas descobertas da ciência parecem ecos, até as idéias inferiores da idolatria com sua mitologia multifacetada, o agnosticismo dos budistas e o ateísmo dos jainistas, todos e cada um têm um lugar na religião hindu.' Por Vedanta, Swami Vivekananda significava o tesouro acumulado de leis espirituais descoberto por vários videntes indianos em diferentes épocas. O jovem e desconhecido monge da Índia foi transformado da noite para o dia em uma figura notável do mundo religioso. Da obscuridade ele saltou para a fama. Seus retratos em tamanho real foram colocados nas ruas de Chicago, com as palavras 'O Monge Vivekananda' escritas abaixo deles. Muitos transeuntes paravam e prestavam reverência de cabeça baixa. Um certo Sr. Merwin-Marie Snell declarou, com mais entusiasmo: 'De longe, o representante mais importante e típico do Hinduísmo foi Swami Vivekananda, que, na verdade, era sem dúvida o homem mais popular e influente no Parlamento... Os mais rígidos dos cristãos ortodoxos dizem dele: &quot;Ele é de fato um príncipe entre os homens!&quot;' Os jornais publicaram seus discursos e eles foram lidos com caloroso interesse por todo o país. O New York Herald disse: 'Ele é sem dúvida a maior figura no Parlamento das Religiões. Depois de ouvi-lo, sentimos como é tolice enviar missionários a esta nação erudita. ' O Boston Evening Post disse: 'Ele é um grande favorito no Parlamento pela grandeza de seus sentimentos e também por sua aparência. Se ele simplesmente cruzar a plataforma, será aplaudido; e esta aprovação acentuada de milhares ele aceita com um espírito infantil de gratidão sem um traço de vaidade... No Parlamento das Religiões eles costumavam manter Vivekananda até o final do programa para fazer as pessoas ficarem até o final da sessão... O presidente conhecia a velha regra de manter o melhor até o final. '</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:poppins;font-size:20px;">Liberdade, igualdade e justiça sempre foram os tesouros queridos dos corações americanos. A estes princípios, Swami Vivekananda deu uma base espiritual e interpretação. Ele foi bem recebido e apreciado. E teve que passar os próximos quatro anos dando palestras por toda a América e Europa. No início, ele trabalhou em uma agência de conferências que o enganou. Ele saiu de suas garras e continuou a fazer conferências por conta própria com a ajuda de pessoas de bom coração. Além disso, junto com o tremendo sucesso, ele teve que enfrentar a calúnia dos fanáticos no Ocidente. Mas ele se manteve fiel aos seus princípios e dependência a Deus e conseguiu formar um grupo de fiéis seguidores da Vedanta. A boa influência de seu trabalho foi sentida em todo o mundo, inclusive no Brasil. Ele estabeleceu Centros Vedanta na América e na Inglaterra. Assim, ele pavimentou o caminho para um movimento Vedanta duradouro no Ocidente.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:poppins;"><span style="font-size:20px;">Swami Vivekananda retornou à Índia em 1897 após seu triunfo no Ocidente. Ele recebeu as boas-vindas de herói em toda a Índia. Ele estabeleceu o mosteiro Ramakrishna Math, Belur Math, com a ajuda de seus irmãos discípulos. Em 1º de maio de 1897, ele fundou a Missão Ramakrishna com o mesmo ideal, &quot;A própria salvação e o bem-estar da humanidade&quot; </span><i><span style="font-size:20px;">- </span><b><span style="font-size:20px;">atmano mokshartham jagat hitaya cha</span></b><span style="font-size:20px;">.</span></i><span style="font-size:20px;"> Swami Yogananda, um de seus irmãos discípulos, queria saber sobre o verdadeiro propósito da nova organização iniciada por Swami Vivekananda. Em resposta, ele respondeu: “Sri Ramakrishna era a personificação de idéias infinitas... Eu não nasci para criar uma nova seita neste mundo, já muito cheio de seitas. Abençoados somos nós, por termos encontrado refúgio aos pés de nosso Mestre. É nosso dever transmitira todo o mundo as idéias que nos foram confiadas gratuitamente... Um olhar benevolente de seus olhos pode criar cem mil Vivekanandas neste instante! Mas se desta vez ele escolher, em vez disso, trabalhar através de mim, tornando-me seu instrumento, eu só posso me curvar à sua vontade.” Swami Yogananda ficou profundamente comovido com essas palavras de Swami Vivekananda expressando sua grandeza e humildade.</span></span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">Assim, Swami Vivekananda completou a missão confiada por seu Mestre, Sri Ramakrishna. Swami Vivekananda disse que não viveria até os quarenta anos de idade. Quando ele tinha 39 anos, as pessoas íntimas ao seu redor tinham a sensação de que ele não viveria muito. No dia 4 de julho de 1902 ele estava descendo as escadas do templo após uma longa meditação cantarolando uma canção sobre a Divina Mãe Sri Kali. Então, ele também foi ouvido dizendo para si mesmo em voz baixa, 'Se houvesse outro Vivekananda, então ele teria entendido o que este Vivekananda fez! E ainda, quem sabe quantos Vivekanandas mais nascerão no tempo eterno!'</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:poppins;font-size:20px;">Ele abandonou seu corpo físico; mas continua a viver em seu corpo sutil ajudando todos aqueles que estão tentando ser bons e fazer o bem. Suas seguintes palavras serão sempre lembradas:</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:poppins;">'Pode ser que eu ache bom sair do meu corpo - jogá-lo fora como uma roupa desgastada. Mas não devo parar de trabalhar. Vou inspirar os homens em todos os lugares, até que o mundo saiba que é um com Deus. '</span></p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;</p></td></tr></tbody></table></div><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;">&nbsp;</span></p></td></tr></tbody></table></div>
</div></div></div></div></div></div></div></div> ]]></content:encoded><pubDate>Fri, 06 Oct 2023 20:18:00 -0300</pubDate></item><item><title><![CDATA[OS APÓSTOLOS DE SRI RAMAKRISHNA--PARTE-2]]></title><link>https://vedantacuritiba.org.br/blogs/post/os-apóstolos-de-sri-ramakrishna-parte-2</link><description><![CDATA[<img align="left" hspace="5" src="https://vedantacuritiba.org.br/images/Others/Blog photos/SWAMI ABHEDANANDA.jpeg"/>Swami Abhedananda era popularmente conhecido como Kālī Mahārāj. Ele nasceu em Calcutá no ano de 1866. Seu nome de infância era Kali Prasad Chandra.]]></description><content:encoded><![CDATA[<div class="zpcontent-container blogpost-container "><div data-element-id="elm_LgAEtT5aTpaLrLcIq4b63w" data-element-type="section" class="zpsection "><style type="text/css"></style><div class="zpcontainer-fluid zpcontainer"><div data-element-id="elm_IKVCa1TjTwen4g47zjHPTg" data-element-type="row" class="zprow zprow-container zpalign-items- zpjustify-content- " data-equal-column=""><style type="text/css"> [data-element-id="elm_IKVCa1TjTwen4g47zjHPTg"].zprow{ border-radius:1px; } </style><div data-element-id="elm_NWwjYp0zSZCILxNwu-T5YA" data-element-type="column" class="zpelem-col zpcol-12 zpcol-md-12 zpcol-sm-12 zpalign-self- "><style type="text/css"> [data-element-id="elm_NWwjYp0zSZCILxNwu-T5YA"].zpelem-col{ border-radius:1px; } </style><div data-element-id="elm_01KvX7GtMG3ySGTgQ63WSg" data-element-type="heading" class="zpelement zpelem-heading "><style> [data-element-id="elm_01KvX7GtMG3ySGTgQ63WSg"].zpelem-heading { border-radius:1px; } </style><h2
 class="zpheading zpheading-style-none zpheading-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><h1 style="font-size:30px;text-align:center;"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><p align="center"><span style="font-size:36px;font-weight:bold;">SWAMI ABHEDANANDA</span></p></div></div></h1></div></div></h2></div>
<div data-element-id="elm_IJKIs-IpU7wTh0GuHhA_lQ" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style> [data-element-id="elm_IJKIs-IpU7wTh0GuHhA_lQ"].zpelem-text { border-radius:1px; } </style><div class="zptext zptext-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><p align="center" style="text-align:center;"><span style="font-size:24px;font-weight:bold;">Compilador—Swami Prajnatmananda</span></p></div></div>
</div><div data-element-id="elm_M1_rYXZOF1jecNiVhoqmsA" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style> [data-element-id="elm_M1_rYXZOF1jecNiVhoqmsA"].zpelem-text { border-radius:1px; } </style><div class="zptext zptext-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><p align="center" style="text-align:center;"><span style="color:inherit;font-size:24px;">Publicado<span style="font-size:24px;">&nbsp;em&nbsp;</span></span><span style="font-size:24px;color:inherit;">8 de novembro de 2020</span><span style="color:inherit;font-size:24px;">&nbsp;</span></p></div></div>
</div><div data-element-id="elm_mvb8qOTvUuFcRtorRMYe-w" data-element-type="button" class="zpelement zpelem-button "><style> [data-element-id="elm_mvb8qOTvUuFcRtorRMYe-w"].zpelem-button{ border-radius:1px; } </style><div class="zpbutton-container zpbutton-align-center "><style type="text/css"></style><a class="zpbutton-wrapper zpbutton zpbutton-type-primary zpbutton-size-lg zpbutton-style-none " href="https://youtu.be/NmpIdh4eAuo?list=PLCaGirPQqPqHQ7x-7yunI6p9JmHBGHYi2" target="_blank"><span class="zpbutton-content">ASSISTIR O VÍDEO</span></a></div>
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Ele também deu a devida importância à sua cultura física. Como resultado, ele desenvolveu uma bela aparência.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Seus talentos eram muitos. Ele conseguia desenhar tão bem que seu professor de desenho profetizou que ele se tornaria um grande artista, caso se convencesse a dedicar-se a arte. Em vez disso, Kali Prasad preferiu se tornar um filósofo ou um santo como Sri Shankaracharya. Ele foi muito inspirado pela vida e ensinamentos deste grande expoente da Vedanta. Por isso, ele disse ao seu professor de desenho: “Um pintor estuda a superfície das coisas, mas um filósofo vai abaixo da superfície e estuda as causas das coisas. Então, eu quero ser um filósofo.”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Kali Prasad também estava profundamente interessado em Raja Yoga ou Kundalini Yoga. Ele assistiu a uma série de palestras sobre Raja Yoga, proferidas por estudiosos versados daquele período. Eles podiam explicar os Aforismos do Yoga de Patanjali. Mas não conseguiam ensinar os aspectos práticos do Yoga e dar-lhe a autorrealização. Então, sua busca desesperada por um verdadeiro mestre espiritual o levou a Sri Ramakrishna no templo de Dakshineshwar, Calcutá. Kali Prasad fez sua primeira pergunta a Sri Ramakrishna desta forma: “Tenho o desejo de aprender Yoga. Você poderia me ensinar?</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Sri Ramakrishna respondeu: É um bom sinal de que você deseja aprender ioga durante a juventude. Você foi um Iogue em sua vida anterior. Faltou um pouco para alcançar perfeição. Este será seu último nascimento. Sim, vou te ensinar ioga.” Ele pediu a Kali Prasad que esticasse sua língua. Então escreveu algo sobre ela e pediu a ele para meditar sobre a Divina Mãe Kali. Kali Prasad entrou em meditação profunda e perdeu a consciência externa. Ele não soube quanto tempo permaneceu naquele estado. Sri Ramakrishna tocou seu peito e o trouxe de volta ao plano normal. Kali Prasad mais tarde narrou que ele sentiu uma alegria interior indescritível naquela condição. Sri Ramakrishna ficou muito satisfeito em ver a experiência espiritual de Kali Prasad logo neste primeiro encontro com ele. Ele também lhe deu muitas instruções sobre meditação.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Daí em diante, Kali Prasad continuou suas práticas espirituais sob a orientação de Sri Ramakrishna. Uma das instruções foi a que ele havia recebido de seu guru Totapuri, “Tota costumava dizer que se um pote de água de latão não é limpo todos os dias, manchas se acumulam nele. Da mesma forma, se a mente não for limpa pela meditação todos os dias, as impurezas se acumulam nela.” Este ensinamento impressionou imensamente Kali Prasad. Um dia, durante a meditação, ele teve uma visão de muitos deuses e deusas - Krishna, Kali, Cristo e outros - entrando um por um no corpo luminoso de Sri Ramakrishna. Ele correu até o Mestre e narrou isto a ele. Em resposta, o Mestre disse: “Ah, você viu Vaikuntha (a morada do Deus Vishnu)! Doravante você não terá mais essas visões. Agora, você elevou-se ao estado sem forma.” A partir de então, sua mente costumava se fundir no pensamento do aspecto impessoal de Deus, o Absoluto Brahman. A partir de então, ele estava convencido de que Sri Ramakrishna era uma encarnação de Deus. Com base nessa experiência, ele mais tarde compôs vários belos hinos. Um desses hinos é usado para visualizar Sri Ramakrishna durante a adoração formal realizada em nossos templos, dhyāna mantra (Hrudaya Kamala madhye rajitam...):</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;“Ó Ramakrishna, você é o Ser Supremo sem qualquer mancha. Você está sempre resplandecente e imutável no lótus do nosso coração. Você é o Unificador que está além das diferenças de existência e não-existência. Você está além dos aspectos bons e ruins da natureza. Você é de uma forma sempre bem-aventurada.&quot;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;"><span style="font-size:20px;">Ele também compôs o famoso hino </span><b><i><span style="font-size:20px;">“prakrutiīm paramām”</span></i></b><span style="font-size:20px;"> sobre a Santa Mãe Sarada Devi. Sempre que cantamos este hino e contemplamos sobre o seu significado, ficamos fascinados pelos profundos sentimentos humanos e espirituais nele expressos. Ele recitou este hino na frente da Santa Mãe. Ao ouvir este hino, ela entrou em êxtase e o abençoou dizendo: &quot;Que Saraswati, a deusa da sabedoria, habite em sua língua para sempre.&quot;</span></span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">O zelo de Kali Prasad em aprender Yoga uma vez o colocou em um verdadeiro apuro. Ele ouviu que um grande Hatha Yogi, especialista em práticas de ioga, estava morando em uma caverna nas Colinas Barabar, perto de um lugar sagrado chamado Gaya. Ele imediatamente correu para aquele lugar sem contar a ninguém. Embora os aldeões o tivessem proibido, ele encontrou-se com aquele iogue. Mas logo descobriu que o iogue não era perfeito. Ele percebeu que havia cometido um grande erro ao ir até um falso Hatha Yogi para obter instruções espirituais. Quando ele tentou escapar, o iogue e seus discípulos não o deixaram ir. De alguma forma ele escapou; caso contrário, ele teria sido ferido por eles. É por isso que devemos ter muito cuidado ao escolher o guru espiritual. Após este incidente, sua devoção e fé em Sri Ramakrishna aumentaram ainda mais.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Certa vez, Naren, mais tarde Swami Vivekananda, queria testar seu poder de transmitir experiências superconscientes. Ele disse a Kali: “Por favor, toque-me por um momento” e sentou-se para meditar. Um pouco depois, outro discípulo entrou na sala e encontrou Narendra em meditação profunda e Kali sentado ao seu lado, tocando o joelho direito de Narendra. A mão de Kali tremia rapidamente. Depois de alguns minutos, Narendra abriu os olhos e perguntou: &quot;Como você se sentiu?&quot; Kali respondeu: “Senti como se uma corrente estivesse entrando em mim; assim como quando se segura uma bateria elétrica, sua mão treme o tempo todo. Logo Kali entrou em meditação profunda e perdeu a consciência externa. Seu corpo ficou rígido e seu pescoço e cabeça um pouco curvados. Sri Ramakrishna chamou Naren e disse: “Bem, você está desperdiçando seu poder antes de acumular o suficiente. Reúna-o primeiro e então você entenderá quanto deve gastar e de que maneira. A Mãe Divina o informará. Você sabe o grande dano que você causou a aquele menino ao infundir sua ideia nele? Ele vinha seguindo uma linha particular há muito tempo. Tudo está estragado agora. Bem, o que está feito está feito. Nunca mais faça isso. No entanto, o menino é afortunado.” Narendra ficou pasmo e pediu desculpas. De acordo com Sri Ramakrishna, Swami Abhedananda nasceu do elemento de Sri Krishna e é por isso que ele era cheio de amor e devoção. Mas esse incidente transformou Kali predominantemente em um advaitista, um homem de idéias monísticas.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Após o falecimento de Sri Ramakrishna, Kali ingressou no Mosteiro de Baranagore, o primeiro mosteiro da Ordem Ramakrishna. Sob a liderança de Narendra, eles mergulharam em estudos das escrituras e meditação. Kali ganhou os apelidos de “Kali Tapasvi”, “Kali o Meditador” e “Kali Vedantista”, “Kali o Filósofo”. Porque ele estava sempre imerso em meditação profunda ou no estudo sério das escrituras. Kali tinha grande admiração e devoção por Buda. Essas palavras de determinação de Buda o inspiraram muito: “Deixe meu corpo secar neste assento; que minha pele, carne e ossos sejam dissolvidos; sem ter aquela Iluminação que é difícil de alcançar mesmo em eras, não vou deixar o corpo se mover deste assento.”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Sri Ramakrishna havia ordenado simbolicamente alguns de seus discípulos no monasticismo, distribuindo-lhes as vestes ocres. Kali conheceu um monge hindu tradicional e aprendeu os versos esotéricos, mantras, relacionados à ordenação à vida monástica, Sannyāsa. Ele os compartilhou com seus irmãos discípulos. Após a morte de Sri Ramakrishna, os dezesseis discípulos monásticos realizaram um sacrifício especial ao fogo chamado Virajā Hōma, com os versos compartilhados por Kali. Durante esta cerimônia, eles assumiram novos nomes monásticos de acordo com a tradição. Kali se tornou Swami Abhedananda, Narendra se tornou Swami Vivekananda e assim por diante. Alguém reclamou com Swami Vivekananda, seu líder, que Kali não estava fazendo os trabalhos braçais do mosteiro. Sobre isso, Swamiji respondeu: “Deixe pelo menos um dos irmãos ser um estudioso e eu mesmo lavarei os pratos”.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Swami Abhedananda viajou por toda a Índia, incluindo os templos sagrados dos Himalaias, descalço como um monge mendicante. Durante este período, ele realizou severas austeridades e teve muitas experiências espirituais. Lado a lado, ele manteve o estudo das escrituras sagradas. Uma vez ele foi infectado por vermes da Guiné em seus pés. Por causa disso ele teve que ser operado sete vezes. Como resultado, ele não conseguiu andar direito por vários meses.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Nesse ínterim, Swami Vivekananda representou o hinduísmo no Parlamento das Religiões, realizado em Chicago no ano de 1893. Isso o tornou mundialmente famoso como pregador da filosofia Vedanta. Seus irmãos discípulos na Índia ficaram muito felizes em saber de seu sucesso. Muitas vezes, o sucesso também traz no seu rastro, os caluniadores. Swami Vivekananda tornou-se alvo do ódio e inveja de alguns fanáticos. Eles tentaram denegrir a imagem de Swamiji dizendo que ele não era realmente um verdadeiro representante da religião hindu. Swami Vivekananda escreveu sobre sua situação precária na América para seus irmãos discípulos. Para contra-atacar isso, Swami Abhedananda organizou uma enorme Reunião Pública em agradecimento e reconhecimento pelo bom trabalho de Swami Vivekananda na América. A Resolução e as reportagens de jornal daquela reunião foram enviadas a Swami Vivekananda, que finalmente silenciou os caluniadores.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Após o sucesso na América, Swami Vivekananda pregou o Vedanta na Inglaterra também. De lá, no ano de 1896, ele convidou Swami Abhedananda para trabalhar no Ocidente. Ele também organizou a primeira palestra pública de Swami Abhedananda em Londres. Swami Abhedananda ficou nervoso e estava relutante em falar. Swami Vivekananda inspirou-o dizendo: “Confie no Mestre que sempre me deu força e coragem em todas as provações da minha vida... 'Da plenitude do coração fala a boca.'” Essas palavras confortaram Swami Abhedananda e deram-lhe coragem para fazer seu discurso inaugural na frente do público erudito da Sociedade Cristão-Teosófica em Bloomsbury Square, em Londres. Swami Vivekananda ficou muito satisfeito e declarou com alegria: “Mesmo se eu morrer neste plano, minha mensagem será transmitida por estes queridos lábios e o mundo a ouvirá.” Swami Abhedananda não desmentiu as esperanças de Swamiji. Depois de trabalhar na Inglaterra por um ano, ele se mudou para a América e viveu no Ocidente por 25 anos consecutivos e espalhou a mensagem da Vedanta nas pegadas de Swami Vivekananda. Através de sua eloqüência, exposição lúcida da filosofia Vedanta e sua profundidade de realização espiritual, causou uma profunda impressão em sua audiência. Swami Atulananda, um monge ocidental, assistiu a uma de suas palestras e escreveu sobre sua impressão da seguinte maneira: “O discurso foi lúcido, convincente e impressionante. Não havia muito floreio, não&nbsp; muita eloqüência, quase nenhuma gesticulação. Foi uma exposição direta e bem fundamentada da filosofia Vedanta, entregue de uma maneira calma e digna... Jovem, alto, firme, bonito, o Swami tinha sua aparência a seu favor.” Swami Abhedananda permaneceu na Sociedade Vedanta de Nova York trabalhando muito. Ele também organizou um departamento de publicação e um boletim mensal foi lançado. Ele dormia muito pouco, pois passava a maior parte da noite escrevendo livros. A venda desses livros acabou tornando a Sociedade Vedanta auto-sustentável.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Diz-se que a calúnia e a difamação, a censura e a crítica são os ornamentos daqueles que pavimentam o caminho da Verdade. Swami Abhedananda não foi exceção. Junto com o sucesso, ele teve que enfrentar provações e tribulações no Ocidente. Ele confidenciou a um de seus discípulos sobre aqueles dias de luta: “Quando eu estava na América, tentava esquecer minhas dores e sofrimentos cantando e rezando ao Mestre. Eu passava meu tempo praticando japam e meditação, ou estudando livros. Não havia ninguém com quem eu pudesse abrir meu coração, então vivia em meu próprio mundo... Se uma pessoa defende a Verdade, ela encontra mais obstáculos; mas nunca se deve desistir da Verdade. Deve-se agarrar o poste (que é Deus) com força e energia. Você não vê como eu enfrentei as tempestades de obstáculos? Eu não me importo, mesmo se o mundo inteiro esteja contra mim. Eu estou agarrado ao Mestre.” </span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Swami Abhedananda viajou por toda a América e Europa e fez palestras sobre a Vedanta e tópicos relacionados em muitas instituições de prestígio. Ele também conheceu um grande número de estudiosos e cientistas eminentes no Ocidente. Assim, ele estabeleceu uma base sólida para o nosso Movimento Vedanta no Ocidente. Algumas citações de seus discursos nos dão um vislumbre da compreensão que ele tinha da Filosofia Vedanta: “A missão da Vedanta é estabelecer essa unidade e trazer harmonia, paz; tolerância entre as diferentes religiões, seitas, credos e denominações que existem neste mundo... Esta religião da Vedanta não se limita a nenhum livro em particular. Inclui todas as escrituras e todos os ensinamentos de todos os grandes profetas que floresceram em diferentes épocas, em diferentes países. É baseada na ciência, filosofia e lógica. Ela se harmoniza com as últimas conclusões da ciência moderna. Como a Verdade é o objetivo de toda ciência e filosofia, a mesma Verdade é o objetivo da Vedanta. A ciência moderna não descobriu nada que se oponha às conclusões da filosofia Vedanta. A Vedanta é uma filosofia e uma religião ao mesmo tempo. Ela reconhece cada um dos diferentes estágios, como dualismo, não-dualismo qualificado e não-dualismo. Resumindo, é a Religião Universal. Ela abraça o Cristianismo e indica sua base fundamental. Ela reconhece Jesus como o Filho de Deus.”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Swami Abhedananda conheceu o Prof. Max Muller, um grande Erudito Sânscrito e um conhecido orientalista. Ele cotava a visão do Prof. Max Muller sobre a filosofia Vedanta, “A Vedanta é a mais sublime de todas as filosofias e a mais reconfortante de todas as religiões. Tem espaço para quase todas as religiões; não, abrange todas elas. ” </span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">É interessante notar que quando ele estava em Nova York, ele costumava dar aulas semanais para jovens. Ele ensinava-lhes valores morais através dos contos de fadas da antiga literatura sânscrita como “Panchatantra”, 'Cinco técnicas de fazer amigos', “Hitopadesha”, 'Livro de Bons Conselhos' que remonta ao século XIII AC (Ibid P.468) Além disso, ele também se entregava às atividades do dia-a-dia, como jardinagem, culinária etc.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Ele teve muitas interações com os Espíritas. Ele compareceu a um de seus acampamentos e falou sobre o assunto “Reencarnação” para uma audiência de 7.000 pessoas. Certa vez, ele participou de uma sessão espírita, onde viu um espírito digitar automaticamente em uma máquina de escrever. Em seu famoso livro “Life Beyond Death”, ele narrou algumas de suas experiências na comunicação com as almas que partiram. Finalmente, ele era da opinião que invocar espíritos que partiram em um médium vivo era um convite ao perigo. Porque, eles podem drenar a energia vital do médium. Os próprios espíritos estão em escravidão e não podem trazer liberdade e iluminação para os outros.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">No ano de 1921, Swami Abhedananda voltou para a Índia para sempre. Após retornar à Índia, ele fundou o Ramakrishna Vedanta Math, em Calcutá. Mas permaneceu como administrador da Ramakrishna Math, Belur Math, até o fim. Ele também inspirou Frank Dvorak, um artista tchecoslovaco, a desenhar as pinturas a óleo de Sri Ramakrishna e Sri Sarada Devi. Estas pinturas originais estão colocadas no mosteiro Vedanta de Calcutá. Swami Abhedananda meticulosamente editou e publicou seus próprios trabalhos.&nbsp; Agora eles estão em 11 volumes sob o título “As Obras Completas de Swami Abhedananda”.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Por ocasião das celebrações do centenário de Sri Ramakrishna, todas as rádios da Índia, em Calcutá, transmitiram a palestra de cinco minutos de Abhedananda sobre Ramakrishna na língua bengali. É a única voz gravada de um discípulo de Ramakrishna. É o testemunho verbal mais precioso sobre o Mestre. Entre os discípulos monásticos de Sri Ramakrishna, Swami Abhedananda sobreviveu pelo período mais longo. Ele faleceu no ano de 1939.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;"><span style="font-size:20px;">Concluirei citando o que Swami Abhedananda, na véspera de sua partida para a Índia, disse em São Francisco: “O Oriente e o Ocidente se unirão - tal é a vontade de Deus. Os sinais dos tempos me encorajam muito; e minha visita e prolongada permanência neste país me convenceram claramente de que é possível fazer do mundo nossa casa e amar a todos como irmãos e irmãs. O espírito de Deus está trabalhando em todos os lugares. Bem-aventurado aquele que vê a obra e realiza o Espírito Divino.” Quão verdadeiras são essas palavras de Swami Abhedananda?</span></span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;">&nbsp;</span></p></td></tr></tbody></table></div><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;</p></td></tr></tbody></table></div><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;">&nbsp;</span></p></td></tr></tbody></table></div>
</div></div></div></div></div></div></div></div> ]]></content:encoded><pubDate>Fri, 06 Oct 2023 20:16:00 -0300</pubDate></item><item><title><![CDATA[OS APÓSTOLOS DE SRI RAMAKRISHNA--PARTE-3]]></title><link>https://vedantacuritiba.org.br/blogs/post/os-apóstolos-de-sri-ramakrishna-parte-3</link><description><![CDATA[<img align="left" hspace="5" src="https://vedantacuritiba.org.br/images/Holy Trio and Direct disciples photos/swamitrigunatitananda.jpeg"/>Swami Trigunatitananda nasceu em uma família aristocrática da Bengala Ocidental em 1865. Seu nome pré-monástico era Sarada Prasanna, que significa literalmente "presenteado com a graça de Sarada".]]></description><content:encoded><![CDATA[<div class="zpcontent-container blogpost-container "><div data-element-id="elm_LgAEtT5aTpaLrLcIq4b63w" data-element-type="section" class="zpsection "><style type="text/css"></style><div class="zpcontainer-fluid zpcontainer"><div data-element-id="elm_IKVCa1TjTwen4g47zjHPTg" data-element-type="row" class="zprow zprow-container zpalign-items- zpjustify-content- " data-equal-column=""><style type="text/css"> [data-element-id="elm_IKVCa1TjTwen4g47zjHPTg"].zprow{ border-radius:1px; } </style><div data-element-id="elm_NWwjYp0zSZCILxNwu-T5YA" data-element-type="column" class="zpelem-col zpcol-12 zpcol-md-12 zpcol-sm-12 zpalign-self- "><style type="text/css"> [data-element-id="elm_NWwjYp0zSZCILxNwu-T5YA"].zpelem-col{ border-radius:1px; } </style><div data-element-id="elm_01KvX7GtMG3ySGTgQ63WSg" data-element-type="heading" class="zpelement zpelem-heading "><style> [data-element-id="elm_01KvX7GtMG3ySGTgQ63WSg"].zpelem-heading { border-radius:1px; } </style><h2
 class="zpheading zpheading-style-none zpheading-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><h1 style="font-size:30px;text-align:center;"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><p><span style="font-size:36px;">SWAMI TRIGUNATITANANDA</span></p></div></div></div></h1></div></div></h2></div>
<div data-element-id="elm_IJKIs-IpU7wTh0GuHhA_lQ" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style> [data-element-id="elm_IJKIs-IpU7wTh0GuHhA_lQ"].zpelem-text { border-radius:1px; } </style><div class="zptext zptext-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><p align="center" style="text-align:center;"><span style="font-size:24px;font-weight:bold;">Compilador—Swami Prajnatmananda</span></p></div></div>
</div><div data-element-id="elm_M1_rYXZOF1jecNiVhoqmsA" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style> [data-element-id="elm_M1_rYXZOF1jecNiVhoqmsA"].zpelem-text { border-radius:1px; } </style><div class="zptext zptext-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><p align="center" style="text-align:center;"><span style="color:inherit;font-size:20px;">Publicado em 20 de fevereiro de 2021</span><br></p></div></div>
</div><div data-element-id="elm_mvb8qOTvUuFcRtorRMYe-w" data-element-type="button" class="zpelement zpelem-button "><style> [data-element-id="elm_mvb8qOTvUuFcRtorRMYe-w"].zpelem-button{ border-radius:1px; } </style><div class="zpbutton-container zpbutton-align-center "><style type="text/css"></style><a class="zpbutton-wrapper zpbutton zpbutton-type-primary zpbutton-size-lg zpbutton-style-none " href="https://youtu.be/Oma_5xowxCM?list=PLCaGirPQqPqHQ7x-7yunI6p9JmHBGHYi2" target="_blank"><span class="zpbutton-content">ASSISTIR O VÍDEO</span></a></div>
</div><div data-element-id="elm_cqBcJF1W-Eg7_ZOoIugIxQ" data-element-type="image" class="zpelement zpelem-image "><style> @media (min-width: 992px) { [data-element-id="elm_cqBcJF1W-Eg7_ZOoIugIxQ"] .zpimage-container figure img { width: 338px !important ; height: 500.2px !important ; } } @media (max-width: 991px) and (min-width: 768px) { [data-element-id="elm_cqBcJF1W-Eg7_ZOoIugIxQ"] .zpimage-container figure img { width:338px ; height:500.2px ; } } @media (max-width: 767px) { [data-element-id="elm_cqBcJF1W-Eg7_ZOoIugIxQ"] .zpimage-container figure img { width:338px ; height:500.2px ; } } [data-element-id="elm_cqBcJF1W-Eg7_ZOoIugIxQ"].zpelem-image { border-radius:1px; } </style><div data-caption-color="" data-size-tablet="" data-size-mobile="" data-align="center" data-tablet-image-separate="false" data-mobile-image-separate="false" class="zpimage-container zpimage-align-center zpimage-size-custom zpimage-tablet-fallback-custom zpimage-mobile-fallback-custom hb-lightbox " data-lightbox-options="
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</div><div data-element-id="elm_-qKEHEc63wwkx-0vb9NHAA" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style> [data-element-id="elm_-qKEHEc63wwkx-0vb9NHAA"].zpelem-text { border-radius:1px; } </style><div class="zptext zptext-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" width="651"><tbody><tr><td><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" width="701"><tbody><tr><td class="zp-selected-cell"><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Swami Trigunatitananda nasceu em uma família aristocrática da Bengala Ocidental em 1865. Seu nome pré-monástico era Sarada Prasanna, que significa literalmente &quot;presenteado com a graça de Sarada&quot;. Ele recebeu esse nome porque seus pais acreditavam que ele nasceu para eles pela graça da Divina Mãe Durga, cujo outro nome é Sarada. Como estudante, ele mostrou grande brilho. Por seu comportamento encantador e maneiras doces, ele se tornou querido por todos. Quando era um menino de quatorze anos, ele apareceu para o exame de admissão da Instituição Metropolitana de Calcutá. Lá, Mahendra Nath Gupta ou M, o cronista do “Evangelho de Sri Ramakrishna” era o diretor. Todos esperavam que Sarada passasse no exame com grande distinção, mas o destino estava contra ele. Sarada perdeu seu relógio de ouro no segundo dia de exames. Este incidente o aborreceu muito. Como resultado, ele passou na segunda divisão, para grande decepção de todos. Isso deixou Sarada muito aflito. Mahendra Nath amava muito Sarada. Um dia, encontrando seu garoto favorito abatido, ele o levou até Sri Ramakrishna. Assim, uma coisa insignificante como a perda de um relógio de ouro tornou-se a causa indireta de grandes eventos futuros. Uma alma pura como Sarada foi imediatamente atraída por Sri Ramakrishna. Ele começou a ir até ele sempre que encontrava tempo.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Desde sua infância, Sarada tinha uma rara disposição religiosa e encontrava prazer na adoração etc. Seu pai também estimulava esse traço de Sarada. Sarada começou a ler as escrituras sagradas. Tão retentiva era sua memória que, mesmo muito jovem, aprendeu de cor mais de cem hinos em sânscrito. O contato com Sri Ramakrishna estimulou ainda mais seu espírito religioso. Sri Ramakrishna também manteve os olhos atentos ao treinamento de seu jovem devoto.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Depois do falecimento de Sri Ramakrishna, o mosteiro de Baranagore foi estabelecido por Naren, mais tarde Swami Vivekananda. Sarada ingressou no mosteiro. Os jovens discípulos de Sri Ramakrishna fizeram os votos monásticos cerimonialmente e mudaram seus antigos nomes. Sarada foi chamado de Swami Trigunatitananda.</span><span style="font-family:Poppins;font-size:inherit;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Swami Trigunatitananda, como mendicante, viajou para muitos centros de peregrinação, incluindo o sagrado Monte Kailas e Manas Sarovar. O belo cenário natural que ele viu lá recompensou amplamente as privações que ele enfrentou durante aquela peregrinação. Swami Trigunatitananda tinha um espírito muito ousado e aventureiro. Uma vez, em uma noite de luar, ele estava cruzando um rio pulando sobre as rochas. Quando ele estava na metade do caminho, nuvens espessas cobriram a lua e ele estava prestes a se afogar naquele rio que jorrava água gelada. Ele começou a cantar o nome de Sri Ramakrishna. De repente, ele ouviu uma voz dizer: “Siga-me”, e ele a seguiu. Logo ele estava fora de perigo, tocando o solo firme da outra margem. Nesse momento, as nuvens se dispersaram e a lua resplandecente voltou a brilhar. Ele procurou a pessoa que o ajudou. Mas não consegui encontrá-la. Desta maneira, sua vida esteve em perigo várias vezes durante as peregrinações. Mas todas as vezes ele foi salvo misteriosamente. Essas experiências aprofundaram ainda mais sua fé em Sri Ramakrishna.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Depois de terminar as peregrinações, Swami Trigunatitananda permaneceu em Calcutá por algum tempo e usou o seu tempo em estudos intensos. Durante essa época, ele desenvolveu uma fístula que requeria uma operação cirúrgica. Ele teve que se submeter a uma cirurgia para isso. A operação continuou por meia hora inteira e a incisão tinha cerca de 15 centímetros de profundidade. Foi surpreendente que ele tenha suportado as fortes dores da cirurgia sem qualquer anestesia. Assim que ele se recuperou, mergulhou novamente nos estudos. Ocasionalmente, ele tinha aulas sobre as escrituras em diferentes lugares. Em 1897, quando o distrito de Dinajpur estava nas garras de uma terrível fome, ele foi até lá e organizou serviço do socorro. Nessa ocasião, seu maravilhoso espírito de serviço tornou-se evidente. Ele trabalhou dia e noite na distribuição de alimentos às pessoas famintas.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Swami Trigunatitananda tinha uma estranha capacidade com relação à comida. Às vezes, ele podia comer quantidades extraordinárias e também jejuar por muitos dias. Sobre isso, Swami Premananda disse: “Ele tinha um poder oculto. Uma vez eu tornei mais espesso cerca de dois galões de leite e servi a quantidade inteira para ele. Ele bebeu tudo sem parar. Em outra ocasião, ele ficou sob uma árvore de Bel em Belur Math por vários dias, comendo apenas uma banana por dia.” Vendo sua capacidade de comer bem, a mãe de Swami Premananda comentou: “É surpreendente como Sarada come! Ele viajou por muitas montanhas e aprendeu muitos mantras, feitiços mágicos. Assim, ele pode fazer desaparecer qualquer quantidade de comida. Do contrário, não é possível para um ser humano comer tanto.”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Swami Trigunatitananda era incrédulo sobre a existência de fantasmas. Alguém lhe contou sobre uma velha casa abandonada próxima do Mosteiro de Baranagore, onde ele poderia ver um fantasma à meia-noite. Sem contar a ninguém, ele foi até lá antes da meia-noite e esperou pelo fantasma. De repente, ele viu uma luz fraca aparecer no canto da sala. A luz ficou mais forte até que, no centro da luz, apareceu um olho. Este se aproximou dele com uma maldade fatal. Ele estava prestes a desmaiar quando, de repente, Sri Ramakrishna apareceu. Segurando sua mão, o Mestre disse: “Meu filho, por que você está se arriscando tão estupidamente com uma morte certa? É suficiente para você manter sua mente fixa em mim.” Com essas palavras, Sri Ramakrishna desapareceu. Swami Trigunatitananda saiu da casa com sua curiosidade sobre fantasmas satisfeita para sempre.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Prabuddha Bharata e Vedanta Kesari, ambas revistas em inglês foram iniciadas pela inspiração de Swami Vivekananda. Swami Vivekananda expressou seu desejo de começar uma revista no idioma bengali para também divulgar a mensagem da Vedanta e os ensinamentos universais de Sri Ramakrishna. Para este propósito, foi comprada uma imprensa. E Swami Trigunatitananda foi encarregado de todo o trabalho. Swami Vivekananda chamou a revista de “Udbodhan”, “O Despertar”. Nesse sentido, Swami Trigunatitananda teve que se submeter a um trabalho hercúleo. Na verdade, nenhum trabalho lhe dava maior prazer do que servir aos outros. Diz-se que uma vez um funcionário da Imprensa Udbodhan contraiu cólera. Swami Trigunatitananda tomou todas as providências para seu tratamento e ele mesmo atendeu o paciente. O pobre funcionário ficou pasmo com o seu serviço.</span><span style="font-family:Poppins;font-size:inherit;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Quando alguém relatou tudo isso a Swami Vivekananda, ele disse: “Você acha que esses filhos monásticos de Sri Ramakrishna nasceram simplesmente para se sentar para meditar sob as árvores acendendo fogueiras, dhuni? Sempre que algum deles começar algum trabalho, as pessoas ficarão surpresas ao ver sua energia. Aprenda com eles como trabalhar... Bem, o Mestre é o nosso centro. Cada um de nós é um raio desse centro de luz.”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Swami Trigunatitananda também serviu à Santa Mãe Sarada Devi, que vinha da aldeia Jayrambati e permaneceria na Casa de Udbodhan. Naqueles dias, as instalações de transporte eram precárias. De Calcutá, certa vez ela estava voltando para sua aldeia em um carro de bois. Já passava da meia-noite. Swami Trigunatitananda caminhava na frente do carro de bois como seu guardião com uma vara pesada em seu ombro. De repente, ele viu uma ampla fenda na estrada feita por uma enchente. Imediatamente ele percebeu que, quando a carroça chegasse à abertura, seria derrubada ou receberia uma sacudida terrível. Isso não só perturbaria o sono da Santa Mãe, mas poderia até machucá-la. Imediatamente ele colocou seu grande corpo na fenda e pediu ao cocheiro que passasse a carroça por cima dele. Felizmente, a Santa Mãe acordou antes que isso pudesse acontecer. Ela repreendeu seu discípulo por sua natureza excessivamente zelosa.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Como resultado do cuidado vigilante e do trabalho árduo de Swami Trigunatitananda, a revista Udbodhan estava bem estabelecida. Neste momento, Swami Vivekananda pediu-lhe que fosse para São Francisco, na América, para substituir ao Swami Turiyananda, que estava retornando para a Índia. Swami Trigunatitananda obedecia prontamente a qualquer desejo de Swami Vivekananda como uma ordem. Imediatamente, ele concordou em ir para o Ocidente, por mais que isso pudesse interferir em seu modo de vida indiano. Infelizmente, o falecimento repentino de Swami Vivekananda em 1902 foi um grande choque para todos. No entanto, Swami Trigunatitananda navegou para a América alguns meses após este triste evento e chegou a São Francisco em 1903.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Quando Swami Trigunatitananda chegou em São Francisco, havia um grupo de amigos leais e estudantes da Vedanta para saudá-lo. Ele foi levado imediatamente para a casa do Dr. M. H. Logan, o Presidente da Sociedade&nbsp; Vedanta de São Francisco. Algumas semanas depois, ele foi para a casa do Sr. e da Sra. C. F. Peterson, que se tornou seu quarte general. A notícia de que um discípulo direto de Sri Ramakrishna tinha vindo para assumir o trabalho se espalhou por toda parte e muitos começaram a vir para encontrá-lo. Aulas eram ministradas regularmente sobre o Gita e os Upanishads; e as palestras eram realizadas aos domingos.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Swami Trigunatitananda sentiu a necessidade de um edifício próprio para a Sociedade Vedanta de São Francisco. Para ele, pensar era agir, e um comitê foi imediatamente formado para encontrar um local adequado. Logo uma reunião de todos os membros foi convocada, os fundos foram rapidamente levantados e um terreno foi comprado. Os planos para o que seria conhecido como o primeiro templo hindu em todo o mundo ocidental foram traçados. Embora fosse um templo hindu, era uma mistura de diferentes estilos arquitetônicos. A chamada para contribuições foi lançada. Ricos e pobres, velhos e jovens, vieram com suas ofertas e em pouco tempo foram coletados fundos suficientes para iniciar o trabalho de construção. Em San Francisco, a cidade ao lado da Golden Gate, um centro permanente foi estabelecido. Esse foi um canal pelo qual a Verdade poderia fluir para matar a sede de milhares de almas cansadas do mundo com suas águas vivificantes. Com relação ao futuro do Templo, Swami Trigunatitananda disse: “Acredite em mim, acredite em mim, se houver o menor traço de egoísmo na construção deste Templo, ele cairá; mas se for obra do Mestre, permanecerá.” O templo foi dedicado para causa da humanidade em 1906.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Pouco depois disso, uma idéia de iniciar um mosteiro em conexão com a Sociedade Vedanta, ocorreu a Swami Trigunatitananda. Havia vários jovens que assistiam às palestras e reuniões da Sociedade que tinham uma inclinação para viver a vida de noviços, Brahmacharins. Cerca de dez deles tornaram-se internos do mosteiro. Esses jovens foram submetidos a uma disciplina rígida. Eles tinham que se levantar cedo pela manhã, meditar regularmente e fazer todos os deveres domésticos, como limpar, varrer etc. Swami Trigunatitananda os instruiu de que todo trabalho relacionado com o Templo era sagrado; e, se realizado com o espírito correto, purificaria suas mentes e ajudaria a avançar em sua meditação.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Swami Trigunatitananda gostava de máximas poderosas. Quando alguém recitou o grande lema da República americana, “Vigilância eterna é o preço da liberdade”, ele o fez repetir. Alguns dos lemas pendurados nas salas do mosteiro eram: “Viva como um eremita, mas trabalhe como um cavalo”; “Faça isso agora”; “Vigiai e orai”. Outro que ele citava constantemente era: “Faça ou morra, mas você não morrerá”.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Swami Trigunatitananda acreditava completamente no canto devocional como um exercício espiritual. De manhã cedo, ele freqüentemente levava os rapazes a cobertura do mosteiro para cantar hinos e cânticos devocionais. A meia milha de distância ficava a baía de São Francisco. Às vezes, Swami Trigunatitananda levava os jovens lá para o canto matinal e meditação. A vida de Swami Trigunatitananda foi um exemplo para os outros em todos os aspectos. Um grande disciplinador da mais alta ordem, foi o exemplo mais brilhante do que deveria ser uma vida disciplinada. Ele sempre ia para a cama mais tarde do que os outros; e ainda ele era o primeiro a se levantar. Ele era o modelo de pontualidade e regularidade. A vida de Swami Trigunatitananda foi um longo sacrifício. Aqueles que tiveram o privilégio de estar em sua presença descobriram que suas dúvidas e problemas derretiam como a neve diante do sol. Ele verdadeiramente irradiava santidade; pois ele sempre viveu na consciência da Mãe Divina. Cada momento de contato com ele foi de crescente educação, consciência e supraconsciência. Swami Trigunatitananda também começou um convento ou comunidade religiosa como uma sociedade separada. Isso foi devido às súplicas fervorosas de algumas discípulas que desejavam viver uma vida disciplinada sob suas instruções espirituais pessoais. Elas estavam cheias de zelo fervoroso e viveram a vida com a maior sinceridade. Elas cozinhavam e cuidavam da casa no espírito de adoração e serviço à humanidade. E fielmente aderiram às regras estabelecidas por Swami Trigunatitananda com relação à rotina diária e conduta espiritual. Swami Trigunatitananda esperava que o convento fosse a semente de uma vida espiritual desperta entre as mulheres americanas; e que grandes resultados adviriam desse começo aparentemente pequeno.</span><span style="font-family:Poppins;font-size:inherit;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Em 1909, Swami Trigunatitananda começou uma revista mensal, chamada ‘voz da Liberdade’. Com isso, ele tentou alcançar muitas almas que não podiam assistir às suas palestras ou que estavam muito longe para ir até elas. Logo a Voz da Liberdade foi um sucesso consagrado com uma lista crescente de amigos e assinantes interessados.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Todos os anos, Swami Trigunatitananda conduzia um grupo selecionado de estudantes ao “Shanti Ashrama”, um centro de retiro, no Vale de Santo Antonio, fundado por Swami Turiyananda. Situado em um local pitoresco, o Shanti Ashrama, lembra os antigos Ashramas dos santos indianos, Rishis, nos Himalaias; e a própria atmosfera do lugar era espiritualmente revigorante. Naquela atmosfera tranquila, longe das distrações da vida da cidade, podia-se ver mais visivelmente como a vida de Swami Trigunatitananda era uma expressão da espiritualidade mais elevada. Praticamente o dia todo os residentes estavam ocupados em oração, meditação, frequentando as aulas das escrituras e assim por diante. Um dia da semana era separado como um dia de solidão individual e jejum, como um ascetismo voluntário. Para alguns vieram revelações e experiências que silenciaram as dúvidas, satisfizeram anseios ardentes e deram novo ímpeto às suas aspirações espirituais. Às vezes, durante as noites de lua cheia, Swami Trigunatitananda acendia a fogueira sob o céu aberto, chamado de Dhuni. Os alunos sentavam-se ao redor do fogo e passavam a noite inteira em práticas espirituais. Essa foi uma das experiências valiosas para cada aluno. Aqueles que tiveram o privilégio de assistir às aulas do Shanti Ashrama dificilmente poderiam esquecer sua experiência única lá. Swami Trigunatitananda costumava dizer: &quot;Aquela mente que está apegada a mais de uma coisa nunca pode alcançar a meta.&quot; “Aprenda a ver Deus em tudo. Cubra tudo com Deus e sua mente pensará somente Nele.”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Swami Trigunatitananda sofria de reumatismo crônico e nefrite. Com o passar dos anos, seus problemas físicos eram tão complicados que ele costumava dizer: “Este corpo é mantido unido apenas pela força da vontade; quando eu o permitir ir, ele meramente se despedaçará.” Tão resoluta e determinada era sua vontade, que poucos conheciam a verdadeira condição de sua saúde. Mas seu corpo estava gradualmente se deteriorando com os pesados fardos que lhe eram impostos.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Era dezembro de 1914, o Natal havia sido celebrado com maravilhosa solenidade no Templo Hindu de São Francisco. Depois de três dias, Swami Trigunatitananda estava realizando um culto dominical. Em um ataque de depressão e com um estado de espírito desequilibrado, um jovem jogou uma bomba no púlpito, causando uma explosão. Foi descoberto que o próprio jovem havia sido morto; e Swami Trigunatitananda recebeu ferimentos graves. No caminho para o hospital, em meio a uma dor terrível, Swami Trigunatitananda perguntou sobre aquele jovem: “Onde está Louis, pobre sujeito?” Algum tempo atrás, Louis foi aluno de Swami Trigunatitananda. Sua mente estava cheia de piedade, mesmo por aquele que cometera tal ato precipitado. Embora cada momento em que acordasse fosse de intenso sofrimento, nenhuma palavra de reclamação jamais saiu de seus lábios. De vez em quando, ele dava instruções a um discípulo após outro para ser fiel à causa até o final. Mesmo até seu último suspiro, seus pensamentos nunca foram para si mesmo, mas para o trabalho e a missão do Mestre.</span><span style="font-family:Poppins;font-size:inherit;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;"><span style="font-size:20px;">Na tarde de 9 de janeiro de 1915, Swami Trigunatitananda disse a um jovem discípulo que ele deixaria seu corpo no dia seguinte, 10 de janeiro. Era o aniversário de Swami Vivekananda. Como ele já havia dito, ele entregou seu corpo naquela noite e entrou na morada de Sri Ramakrishna. Um discípulo de Sri Ramakrishna se sacrificou enquanto servia no Ocidente. Mas o trabalho que ele começou está se espalhando e se expandindo continuamente.</span></span></p><p style="text-align:justify;">&nbsp;</p><p style="text-align:justify;">&nbsp;</p></td></tr></tbody></table></div></div><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;">&nbsp;</span></p></td></tr></tbody></table></div>
</div></div></div></div></div></div></div></div> ]]></content:encoded><pubDate>Fri, 06 Oct 2023 20:15:00 -0300</pubDate></item><item><title><![CDATA[OS APÓSTOLOS DE SRI RAMAKRISHNA--PARTE-4A]]></title><link>https://vedantacuritiba.org.br/blogs/post/os-apóstolos-de-sri-ramakrishna-parte-4a</link><description><![CDATA[<img align="left" hspace="5" src="https://vedantacuritiba.org.br/images/Holy Trio and Direct disciples photos/swamibrahmananda.jpeg"/>Swami Brahmananda era um apóstolo de Sri Ramakrishna. Talvez tenha sido sua mãe quem deu a seu filho o nome de Rakhal, que significa "o companheiro de Sri Krishna".]]></description><content:encoded><![CDATA[<div class="zpcontent-container blogpost-container "><div data-element-id="elm_9MB4_9UETb-1-b-BCkTdRg" data-element-type="section" class="zpsection "><style type="text/css"></style><div class="zpcontainer-fluid zpcontainer"><div data-element-id="elm_rM5pYNsuS9mOIiAyz8e68A" data-element-type="row" class="zprow zprow-container zpalign-items- zpjustify-content- " data-equal-column=""><style type="text/css"></style><div data-element-id="elm_zhPGYrr5THeAhqR9Ba-xKg" data-element-type="column" class="zpelem-col zpcol-12 zpcol-md-12 zpcol-sm-12 zpalign-self- "><style type="text/css"></style><div data-element-id="elm_VnHeXWQzQficsmUr1X8cwA" data-element-type="heading" class="zpelement zpelem-heading "><style></style><h2
 class="zpheading zpheading-align-center " data-editor="true"><span style="color:inherit;font-size:36px;font-weight:bold;">SWAMI BRAHMANANDA—SUA VIDA</span><br></h2></div>
<div data-element-id="elm_iLo1ElGPQf2v30R8YWBqbg" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style></style><div class="zptext zptext-align-center " data-editor="true"><p><span style="color:inherit;"><span style="font-size:24px;font-weight:700;">Compilador—Swami Prajnatmananda</span></span><br></p></div>
</div><div data-element-id="elm_uKkAi-qHOw7M61CZquRKdQ" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style> [data-element-id="elm_uKkAi-qHOw7M61CZquRKdQ"].zpelem-text { border-radius:1px; } </style><div class="zptext zptext-align-left " data-editor="true"><p style="text-align:center;"><span style="color:inherit;font-size:20px;"><span style="font-weight:bold;">PUBLICADO&nbsp;</span></span><span style="font-size:20px;font-weight:bold;color:inherit;">15 DE NOVEMBRO DE 2020&nbsp;</span></p></div>
</div><div data-element-id="elm_803ex3DtRAKj7MeEvwDzPA" data-element-type="button" class="zpelement zpelem-button "><style> [data-element-id="elm_803ex3DtRAKj7MeEvwDzPA"].zpelem-button{ border-radius:1px; } </style><div class="zpbutton-container zpbutton-align-center "><style type="text/css"></style><a class="zpbutton-wrapper zpbutton zpbutton-type-primary zpbutton-size-md zpbutton-style-none " href="https://www.youtube.com/live/4GL4T7ugBgI?feature=shared" target="_blank"><span class="zpbutton-content">ASSISTIR O VÍDEO</span></a></div>
</div><div data-element-id="elm_0p_A9QyFFf4JcYyyXSoZ4w" data-element-type="image" class="zpelement zpelem-image "><style> @media (min-width: 992px) { [data-element-id="elm_0p_A9QyFFf4JcYyyXSoZ4w"] .zpimage-container figure img { width: 274px !important ; height: 405.52px !important ; } } @media (max-width: 991px) and (min-width: 768px) { [data-element-id="elm_0p_A9QyFFf4JcYyyXSoZ4w"] .zpimage-container figure img { width:274px ; height:405.52px ; } } @media (max-width: 767px) { [data-element-id="elm_0p_A9QyFFf4JcYyyXSoZ4w"] .zpimage-container figure img { width:274px ; height:405.52px ; } } [data-element-id="elm_0p_A9QyFFf4JcYyyXSoZ4w"].zpelem-image { border-radius:1px; } </style><div data-caption-color="" data-size-tablet="" data-size-mobile="" data-align="center" data-tablet-image-separate="false" data-mobile-image-separate="false" class="zpimage-container zpimage-align-center zpimage-size-custom zpimage-tablet-fallback-custom zpimage-mobile-fallback-custom hb-lightbox " data-lightbox-options="
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                theme:dark"><figure role="none" class="zpimage-data-ref"><span class="zpimage-anchor" role="link" tabindex="0" aria-label="Open Lightbox" style="cursor:pointer;"><picture><img class="zpimage zpimage-style-none zpimage-space-none " src="/images/Holy%20Trio%20and%20Direct%20disciples%20photos/swamibrahmananda.jpeg" width="274" height="405.52" loading="lazy" size="custom" data-lightbox="true"/></picture></span></figure></div>
</div><div data-element-id="elm_-9C4IEkYBoQ_XwM3ggczQQ" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style> [data-element-id="elm_-9C4IEkYBoQ_XwM3ggczQQ"].zpelem-text { border-radius:1px; } </style><div class="zptext zptext-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" width="630"><tbody><tr><td class="zp-selected-cell"><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Swami Brahmananda era um apóstolo de Sri Ramakrishna. Ele nasceu no ano de 1863, filho de pais piedosos devotados a Sri Krishna em um vilarejo de West Bengal, Índia. O nome de infância de Swami Brahmananda era Rakhal Chandra Ghosh. Talvez tenha sido sua mãe quem deu a seu filho o nome de Rakhal, que significa &quot;o companheiro de Sri Krishna&quot;.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Como estudante, Rakhal era notável por sua inteligência. Mesmo quando menino, ele tinha interesses variados na vida. Fisicamente, ele era muito mais forte do que a média dos meninos de sua idade. Seus companheiros achavam difícil lidar com ele nas brincadeiras. Ele participaria de muitos jogos da aldeia, incluindo luta livre, e mostraria suas habilidades insuperáveis ​​neles. Mesmo em tenra idade, Rakhal tinha uma grande devoção a deuses e deusas. Perto de sua casa havia um templo da Divina Mãe Kāli. Muitas vezes, Rakhal era encontrado lá. Às vezes, ele mesmo fazia uma bela imagem de argila da Mãe Divina e permanecia absorto na adoração. Todos os anos costumava haver adoração da Mãe Divina Sri Durga em sua casa. Naquela hora, ele seria encontrado sentado quieto e testemunhando calmamente a cerimônia.&nbsp; Rakhal completou sua educação primária em sua própria aldeia. Ele foi enviado para Calcutá e foi admitido no ensino médio. Em Calcutá, ele entrou em contato com Narendranath, mais tarde conhecido como Swami Vivekananda. Ele era o líder dos meninos locais. Uma estreita amizade se desenvolveu entre os dois. Isso culminou no discipulado comum sob Sri Ramakrishna, o grande mestre espiritual no templo da Mãe Divina em Dakshineswar, Calcutá. Essa amizade trouxe resultados de longo alcance. Eles também entraram em contato com muitos outros jovens discípulos de Sri Ramakrishna no templo de Dakshineshwar.&nbsp; Rakhal e Narendra praticavam exercícios físicos em um ginásio comum junto com seus companheiros.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;"><span style="font-size:20px;">As tendências religiosas inatas de Rakhal começaram a se desdobrar mais definitivamente nesta fase. Nenhum dos discípulos se misturou com Sri Ramakrishna tão intimamente quanto Rakhal. O Mestre sempre considerou Rakhal como seu filho espiritual, enviado especialmente pela Mãe Divina. Porque Sri Ramakrishna orou fervorosamente à Divina Mãe assim: “Mãe, é meu desejo que um menino com amor sincero a Deus permaneça sempre comigo. Dê-me esse menino. &quot; Poucos dias depois, quando estava sentado sob a figueira-da-índia no templo de Dakshineshwar, ele teve a visão de um menino. O próprio Sri Ramakrishna narrou esta visão da seguinte forma: “Poucos dias antes da chegada de Rakhal, eu vi a Mãe colocando uma criança em meu colo e dizendo: 'este é o seu filho, seu filho espiritual.' Pouco depois desta visão, Rakhal veio e eu imediatamente o&nbsp; reconheci como o menino apresentado pela Mãe Divina. ” Sri Ramakrishna teve mais uma visão semelhante antes do advento de Rakhal. Um dia, veio um lótus totalmente desabrochado flutuando nas águas do Ganges, iluminando todo o ambiente. No lótus, dois meninos dançavam. Um era Sri Krishna e o outro era o mesmo menino que a Mãe Divina havia colocado em seu colo na visão anterior. Quando o Mestre conheceu Rakhal, ele o identificou como aquele menino. Mas ele manteve essa visão particular em segredo, mencionando-a apenas para alguns selecionados. Ele disse que se Rakhal soubesse deste fato de sua companhia com Sri Krishna, ele desistiria de seu corpo.&nbsp; Sri Ramakrishna concedeu a Rakhal certos privilégios que não foram dados a outros discípulos. Durante este período de associação íntima, Sri Ramakrishna treinou Rakhal para a grande missão que ele iria cumprir no futuro. O Mestre estava muito interessado no treinamento espiritual de seu amado filho espiritual. Se necessário, ele não hesitaria </span><span style="font-size:20px;">hesitou</span><span style="font-size:20px;"> em repreender Rakhal pelo menor defeito notado nele. Um dia, o Mestre perguntou a Rakhal por que havia uma sombra de escuridão sobre seu rosto. Foi o resultado de algum erro que ele cometeu? Rakhal ficou boquiaberto, maravilhado. Ele não conseguia se lembrar de ter feito nada de errado. Quando interrogado pelo Mestre, Rakhal lembrou que havia contado uma mentira por diversão. Então o Mestre o advertiu para não mentir, mesmo enquanto contava piadas.</span></span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Rakhal costumava importunar Sri Ramakrishna para a mais elevada realização espiritual. Uma vez, Rakhal seguiu Sri Ramakrishna em direção ao templo da Mãe Divina. Sri Ramakrishna entrou no santuário e Rakhal sentou-se na sala de orações e começou a meditar. Depois de um tempo, ele viu de repente uma luz brilhante, como a de um milhão de sóis, vindo em sua direção do santuário da Mãe Divina. Ele ficou assustado e correu para o quarto do Mestre. Um pouco depois, Sri Ramakrishna voltou do santuário e viu Rakhal. O Mestre perguntou a ele: &quot;Você se sentou para meditar esta noite?&quot; Rakhal respondeu afirmativamente e relatou a ele o que viu durante a meditação. O Mestre respondeu: “Você reclama que não experimenta nada. Você pergunta, 'qual é a utilidade de praticar meditação?' Então, por que você fugiu quando teve uma experiência espiritual? &quot;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Um dia Rakhal estava meditando no templo e o Mestre chegou em êxtase. Dirigindo-se a Rakhal, ele disse: &quot;Olhe, este é o seu mantra, santo nome, e aí está o seu Ishta, divindade escolhida.&quot; Imediatamente Rakhal viu a forma luminosa de Deus à sua frente e ficou maravilhado. Sob a orientação de Ramakrishna, Rakhal começou a praticar intensas disciplinas espirituais.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;"><span style="font-size:20px;">Uma vez que Sri Ramakrishna comentou: “Rakhal tem a inteligência aguçada de um rei, Raja. Se ele quisesse, ele poderia governar um reino. ” Então, em Narendra e outros discípulos irmãos começaram a chamá-lo de Raja. Mais tarde, por respeito, ele passou a ser conhecido na Ordem Ramakrishna como ‘Maharaj’, que significa literalmente &quot;O Grande Rei&quot;. Após a morte de Ramakrishna, os discípulos fizeram seus votos monásticos finais realizando o tradicional sacrifício de fogo, </span><i><span style="font-size:20px;">viraja homa</span></i><span style="font-size:20px;"> na frente da imagem do Mestre. Rakhal assumiu o nome monástico, Swami Brahmananda. Depois disso, Swami Brahmananda passou mais de seis anos levando a vida de um monge errante. Durante este período, ele visitou muitos lugares sagrados e teve a oportunidade de conhecer em primeira mão a condição do país. Ele também observou a harmonia subjacente por trás da variedade infinita de crenças religiosas na Índia. Sri Ramakrishna certa vez descreveu a natureza espiritual de Rakhal da seguinte forma: &quot;Ele é sempre livre, Nitya-Siddha, pertencente ao círculo interno de Deus, Īshvara-Kōti. Ele pertence àquela classe de personagens excepcionais que já terminaram seu curso de práticas espirituais e realizaram a Meta em algum nascimento anterior. Suas práticas espirituais nesta vida são supérfluas, simplesmente para redescobrir suas realizações passadas. Seu advento na terra é para ensinar a humanidade. Essas almas puras formam o séquito de Deus durante Suas Encarnações ”. </span></span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Swami Brahmananda permaneceu na maior parte do tempo em profundo modo meditativo. Certa vez, ele estava no local de nascimento de Sri Krishna, Vrindavan. Uma grande pessoa espiritual, Vijayakrishna Goswami, que havia visto Rakhal e Sri Ramakrishna anteriormente, também estava em Vrindavan. Quando ele viu as severas austeridades que Swami Brahmananda estava realizando, ele perguntou-lhe: “Que necessidade você tem de realizar tanto da prática espiritual? O Mestre não lhe deu tudo o que é cobiçado na vida espiritual? &quot; A isso, o Swami simplesmente sorriu e respondeu: &quot;O que recebi do Mestre, quero fazer uma posse permanente.&quot;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Em outra ocasião, Swami Brahmananda estava praticando meditação junto com seu irmão discípulo Swami Subodhananda na margem do sagrado rio Narmada. Ele entrou em Samadhi, o estado de êxtase, e permaneceu nesse estado por seis dias seguidos. Assim como Deus testa a fé dos místicos, os místicos também verificam a graça de Deus. Certa vez, Swami Brahmananda e Swami Turiyananda estavam no sagrado Vrindavan, o local de nascimento de Sri Krishna. Swami Turiyananda disse: “Hoje não vou sair para pedir comida. Vamos ver se Radha (a consorte espiritual de Krishna e a deusa de Vrindavan) nos alimentará ou não. ” Ambos os Swamis passaram o dia e a noite inteiros em meditação, e na manhã seguinte um devoto desconhecido trouxe vários tipos de comida para alimentá-los.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">A Missão Ramakrishna foi fundada no ano de 1897. Swami Vivekananda fez de Swami Brahmananda seu presidente. O relacionamento de Swami Vivekananda e Swami Brahmananda foi maravilhoso. Depois de retornar do Ocidente, Swami Vivekananda se curvou a Swami Brahmananda com respeito e observou: &quot;O filho do professor espiritual, Guru, deve ser tratado como o próprio Guru.&quot; Certa vez, um cavalheiro ocidental veio a Swamiji com algumas questões espirituais. Ele o enviou a Swami Brahmananda dizendo: &quot;Há um dínamo espiritual funcionando e todos nós estamos sob ele.&quot;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Swami Vivekananda gostava de animais. Swami Brahmananda era um amante de plantas e jardins. Quando os animais de um causassem danos ao jardim do outro, ocorria uma briga; a própria seriedade do que causaria risos contundentes entre os espectadores. Swami Vivekananda diria: “Outros podem me abandonar. Mas Raja ficará ao meu lado até o fim. &quot; Os dois gigantes juntaram seus ombros para promover a causa da obra iniciada em nome do Mestre.</span><span style="font-family:Poppins;font-size:12pt;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Swami Brahmananda era um tipo de pregador silencioso, enquanto Swami Vivekananda era o tipo trovejante. Swami Vivekananda caiu sobre o mundo como uma avalanche. Ele se movia como um redemoinho de um extremo ao outro do mundo para transmitir sua mensagem. Ele estava muito ocupado e dinâmico. Ele não teve tempo, como disse, para terminar sua mensagem. Swami Brahmananda com sua infinita calma, paciência, extraordinário bom senso e sabedoria tornou essa mensagem fecunda no solo da Índia. Swami Brahmananda, nunca deu palestras de uma plataforma pública exceto uma vez; no entanto, sua influência foi única. Foi como a suave influência da primavera, que atua silenciosamente, despercebida, mas confere beleza celestial a toda a natureza. Sri Ramakrishna elogiou essa característica de seu discípulo, descrevendo-o figurativamente como uma manga que não muda de cor para que as pessoas saibam que está madura. Outro atributo que o Mestre usou ao se referir a Rakhal foi que ele era como uma pederneira. Você pode colocá-la mil anos debaixo d'água, mas ela emitirá fogo no momento em que você a atingir. Ele preferiu passar despercebido, mas quem entrasse em contato com ele sentiria o calor de sua espiritualidade.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Quando Swami Vivekananda faleceu, Swami Brahmananda chorou como uma criança sobre seu corpo. Ele disse: &quot;É como se todas as montanhas do Himalaia tivessem desaparecido diante dos meus olhos!&quot; Na ausência de Swami Vivekananda, Swami Brahmananda se apresentou para segurar o leme da Missão Ramakrishna com sua grande personalidade espiritual. Sri Ramakrishna o ensinou a julgar o caráter de uma pessoa apenas por ver a aparência externa. Por meio dessa percepção, ele poderia enfrentar os diversos problemas que surgiam em conexão com o bem-estar individual e coletivo da Fraternidade monástica. Ele também podia guiar vários devotos que buscavam seu conselho em assuntos espirituais. Deus o dotou de outra característica fascinante, a saber, sua simplicidade infantil. Em uma ocasião, Sri Ramakrishna disse: “Oh! Você é tão simples! Ah, quem vai cuidar de você depois que eu partir? &quot; Swami Brahmananda, com seu alto grau de espiritualidade, era a própria personificação da bem-aventurança, irradiando alegria a cada movimento. Ele também era um amante da diversão e um amigo íntimo das crianças. Onde quer que ele estivesse, sempre se reunia ao seu redor um grupo de crianças que eram tão livres com ele quanto com um de seus companheiros. Ele inventaria novas maneiras de diverti-los com expressões faciais ou o uso de máscaras.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Swami Brahmananda estava mais interessado em construir o caráter dos membros da Ordem do que em estabelecer regras e regulamentos que restringissem a liberdade de um monge. Durante sua presidência, Swami Brahmananda viajou extensivamente em várias partes da Índia para organizar as atividades da Ordem. Ele estava ocupado fundando novos centros e inspirando monges e devotos. Ele era um homem de poucas palavras. Sua vida era seu ensino. Ele era um verdadeiro Guru. Ele tinha o poder de transmitir samadhi ou iluminação a qualquer pessoa.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">O método de trabalho de Swami Brahmananda era maravilhoso. Sobre o segredo do trabalho, ele disse certa vez: “Dê toda a sua mente a Deus. Se não houver desperdício de energia mental, com uma fração de sua mente você pode fazer tanto trabalho que o mundo ficará atordoado. ” A verdade disso foi exemplificada na vida do próprio Swami. Parecia que ele era indiferente ao que estava acontecendo lá fora com relação à organização e que toda a sua mente estava voltada para Deus. Seu olhar distante, seus olhos semicerrados, sua compostura profundamente calma indicavam que seus pensamentos não pertenciam a este plano de existência. Muitas vezes ele ficava tão perdido em seus próprios pensamentos que ninguém ousaria se aproximar dele com medo de perturbá-lo. Cada membro da vasta organização sentiu que seu interesse estava seguro nas mãos do Swami. Seu gentil desejo era mais do que uma ordem para todos os trabalhadores.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Um dia, Swami Brahmananda queria testar a profundidade da meditação matinal dos monges mais novos em Belur Math. Ele ordenou que cada um descascasse uma batata e trouxesse para ele. Ele verificou aquelas batatas, ergueu uma e declarou que o descascador daquela tinha uma meditação profunda. Ele era Swami Shuddhananda, um discípulo de Swami Vivekananda. Swami Brahmananda notou que ele havia descascado a casca da batata tão cuidadosamente que nenhuma polpa foi desperdiçada. A mente é uma só. A mente usada para meditação também é usada para fazer nosso trabalho diário.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Os interesses do Swami eram variados. Ele poderia dar uma orientação sábia quanto ao projeto de um edifício, ele poderia dar planos de como fazer serviços de socorro, suas sugestões sobre os métodos de educação eram valorizadas pelos educadores, seus conselhos sobre os princípios a serem seguidos na edição de livros estavam em uma só vez considerados extremamente sólidos, e em todos os Ashrama que visitou ou onde ficou, ele encorajou as pessoas a desenvolverem jardins de flores e hortas. Seu amor pelas flores era grande. Ele considerava que as flores desabrochavam nos jardins como oferendas da Natureza à Deidade que Tudo Permeia. Qualquer pessoa que arrancasse uma flor ou ferisse uma planta de flor incorreria no maior desagrado da parte dele. Ele cuidaria para que as contas do dinheiro público fossem mantidas com a mais estrita regularidade. Ele não toleraria o menor descuido a esse respeito.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;"><span style="font-size:20px;">Uma vez, havia tanto descontentamento entre os membros de um determinado centro que toda a atmosfera estava viciada. Quando todos os outros remédios falharam, Swami Brahmananda foi abordado e persuadido a visitar o centro. Quando ele foi ao local, ele absolutamente não perguntou sobre as queixas dos membros individualmente. Sua própria presença criou uma grande onda de entusiasmo espiritual que todos os problemas mesquinhos foram resolvidos automaticamente. Um dos líderes responsáveis ​​pela agitação ficou t</span><span style="font-size:20px;">ã</span><span style="font-size:20px;">o inspirado que partiu para o Himalaia para realizar práticas espirituais. Todos ficaram surpresos com este fen</span><span style="font-size:20px;">ô</span><span style="font-size:20px;">meno maravilhoso. Swami Brahmananda venceu uma batalha sem qualquer luta!</span></span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;"><span style="font-size:20px;">Enquanto ele visitava um lugar sagrado ou um templo, às vezes ele levava consigo aqueles que cantavam e pedia que cantassem canções devocionais na presença da Divindade. Uma vez, enquanto ele estava ouvindo música devocional no templo de Ayodhya em frente ao santuário de Sri Rama, veio uma chuva torrencial. Swami Brahmananda permaneceu firme, quase inconsciente das chuvas. Outros vieram apressadamente e cuidaram dele. Foi muito depois de as chuvas terem cessado que ele voltou ao plano normal. Ele tinha um grande amor pela música devocional e considerava-a uma ajuda muito útil na vida religiosa. Onde quer que ele estivesse, havia música devocional à noite. Músicos renomados consideraram um privilégio orgulhoso tocar na frente dele. Durante suas viagens ao sul da Índia, no ano de 1909 ele ouviu </span><i><span style="font-size:20px;">Sri Ramanama Sankeertanam </span></i><span style="font-size:20px;">pela primeira vez. É a interpretação musical da vida de Sri Rama, </span><i><span style="font-size:20px;">Ramayana</span></i><span style="font-size:20px;">. Ele ficou tão fascinado que introduziu o canto de Sri Ramanama em todos os centros de nossa Ordem Ramakrishna uma vez a cada quinze dias.</span></span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Swami Brahmananda visitou um antigo templo da Mãe Divina em Madurai, sul da Índia. Ele entrou em êxtase ao ver a divindade e ficou parado por muito tempo. Seu irmão discípulo Swami Ramakrishnanda cuidou dele naquele templo lotado. Mais tarde, Swami Brahmananda explicou: &quot;Quando eu estava na frente da divindade, eu vi a imagem viva da Divina Mãe Meenakshi vindo em minha direção e perdi a consciência externa.&quot;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Uma vez, Swami Brahmananda estava hospedado no mosteiro Ramakrishna em Chennai durante a época do Natal. Ele expressou seu desejo de assistir ao culto de Jesus Cristo na casa da irmã Devamata. Ela era uma devota americana e seu nome original era Laura Glenn. Ela tinha vindo para a Índia em busca de espiritualidade inspirada nos ensinamentos de Swami Vivekananda. A irmã Devamata adorou Jesus Cristo à moda ocidental e leu um trecho da Bíblia. Depois disso, Swami Brahmananda compartilhou o alimento consagrado, Prasad. Enquanto comia, ele comentou: “Recebi uma grande bênção aqui esta tarde. Enquanto você lia a Bíblia, Cristo de repente parou diante do altar, vestido com uma longa capa azul. Ele conversou comigo por algum tempo. Foi um momento muito abençoado. ”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Sri Ramakrishna havia feito uma predição sobre Brahmananda para seus discípulos próximos: &quot;Quando Rakhal conhecer sua verdadeira natureza como companheiro de Sri Krishna, seu corpo não durará mais.&quot; Swami Brahmananda, em estado de êxtase, começou a se referir exatamente ao que o Mestre havia dito sobre sua verdadeira natureza. Ele indicou que era hora de encerrar seu esporte na terra; a voz de seu Amado Sri Krishna o estava chamando. Seus irmãos discípulos ficaram mais alarmados com isso. No ano de 1922, ele deixou &nbsp;seu corpo e se fundiu na Bem-aventurança Eterna, Brahmananda. E aqueles que viviam com ele, pensaram consigo mesmos: &quot;Era um fato que vivíamos com uma grande alma como a de Swami Brahmananda?!&quot;</span></p><span style="font-size:20px;"></span></td></tr></tbody></table></div></div><span style="font-size:20px;"></span></div></div></div>
</div></div></div></div></div></div> ]]></content:encoded><pubDate>Fri, 06 Oct 2023 20:14:56 -0300</pubDate></item><item><title><![CDATA[OS APÓSTOLOS DE SRI RAMAKRISHNA--PARTE-4B]]></title><link>https://vedantacuritiba.org.br/blogs/post/os-apóstolos-de-sri-ramakrishna-parte-4b</link><description><![CDATA[<img align="left" hspace="5" src="https://vedantacuritiba.org.br/OS APÓSTOLOS DE SRI RAMAKRISHNA/SWAMI BRAHMANANDA BETTER PIC.jpg"/>Swami Brahmananda escreveu um pequeno livro chamado “As Palavras do Mestre”. Que eram os ensinamentos de Sri Ramakrishna como ele os tinha ouvido diretamente dele.]]></description><content:encoded><![CDATA[<div class="zpcontent-container blogpost-container "><div data-element-id="elm_9MB4_9UETb-1-b-BCkTdRg" data-element-type="section" class="zpsection "><style type="text/css"></style><div class="zpcontainer-fluid zpcontainer"><div data-element-id="elm_rM5pYNsuS9mOIiAyz8e68A" data-element-type="row" class="zprow zprow-container zpalign-items- zpjustify-content- " data-equal-column=""><style type="text/css"></style><div data-element-id="elm_zhPGYrr5THeAhqR9Ba-xKg" data-element-type="column" class="zpelem-col zpcol-12 zpcol-md-12 zpcol-sm-12 zpalign-self- "><style type="text/css"></style><div data-element-id="elm_VnHeXWQzQficsmUr1X8cwA" data-element-type="heading" class="zpelement zpelem-heading "><style></style><h2
 class="zpheading zpheading-align-center " data-editor="true"><span style="font-weight:bold;">SWAMI BRAHMANANDA—COMO UM MESTRE ESPIRITUAL</span></h2></div>
<div data-element-id="elm_iLo1ElGPQf2v30R8YWBqbg" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style></style><div class="zptext zptext-align-center " data-editor="true"><p><span style="color:inherit;"><span style="font-size:24px;font-weight:700;">Compilador—Swami Prajnatmananda</span></span><br></p></div>
</div><div data-element-id="elm_uKkAi-qHOw7M61CZquRKdQ" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style> [data-element-id="elm_uKkAi-qHOw7M61CZquRKdQ"].zpelem-text { border-radius:1px; } </style><div class="zptext zptext-align-left " data-editor="true"><p style="text-align:center;"><span style="color:inherit;"><span style="font-size:12pt;font-weight:bold;">PUBLICADO&nbsp;</span></span><span style="font-size:12pt;font-weight:bold;color:inherit;">13 FEBRUARY 2021</span></p></div>
</div><div data-element-id="elm_803ex3DtRAKj7MeEvwDzPA" data-element-type="button" class="zpelement zpelem-button "><style> [data-element-id="elm_803ex3DtRAKj7MeEvwDzPA"].zpelem-button{ border-radius:1px; } </style><div class="zpbutton-container zpbutton-align-center "><style type="text/css"></style><a class="zpbutton-wrapper zpbutton zpbutton-type-primary zpbutton-size-md zpbutton-style-none " href="https://youtu.be/fhFJQ78OxeI?list=PLCaGirPQqPqHQ7x-7yunI6p9JmHBGHYi2" target="_blank"><span class="zpbutton-content">ASSISTIR O VÍDEO</span></a></div>
</div><div data-element-id="elm_0p_A9QyFFf4JcYyyXSoZ4w" data-element-type="image" class="zpelement zpelem-image "><style> @media (min-width: 992px) { [data-element-id="elm_0p_A9QyFFf4JcYyyXSoZ4w"] .zpimage-container figure img { width: 600px !important ; height: 857px !important ; } } @media (max-width: 991px) and (min-width: 768px) { [data-element-id="elm_0p_A9QyFFf4JcYyyXSoZ4w"] .zpimage-container figure img { width:600px ; height:857px ; } } @media (max-width: 767px) { [data-element-id="elm_0p_A9QyFFf4JcYyyXSoZ4w"] .zpimage-container figure img { width:600px ; height:857px ; } } [data-element-id="elm_0p_A9QyFFf4JcYyyXSoZ4w"].zpelem-image { border-radius:1px; } </style><div data-caption-color="" data-size-tablet="" data-size-mobile="" data-align="center" data-tablet-image-separate="false" data-mobile-image-separate="false" class="zpimage-container zpimage-align-center zpimage-size-original zpimage-tablet-fallback-original zpimage-mobile-fallback-original hb-lightbox " data-lightbox-options="
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                theme:dark"><figure role="none" class="zpimage-data-ref"><span class="zpimage-anchor" role="link" tabindex="0" aria-label="Open Lightbox" style="cursor:pointer;"><picture><img class="zpimage zpimage-style-none zpimage-space-none " src="/OS%20AP%C3%93STOLOS%20DE%20SRI%20RAMAKRISHNA/SWAMI%20BRAHMANANDA%20BETTER%20PIC.jpg" width="600" height="857" loading="lazy" size="original" data-lightbox="true"/></picture></span></figure></div>
</div><div data-element-id="elm_-9C4IEkYBoQ_XwM3ggczQQ" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style> [data-element-id="elm_-9C4IEkYBoQ_XwM3ggczQQ"].zpelem-text { border-radius:1px; } </style><div class="zptext zptext-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" width="630"><tbody><tr><td class="zp-selected-cell"><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Swami Brahmananda escreveu um pequeno livro chamado “As Palavras do Mestre”. Que eram os ensinamentos de Sri Ramakrishna como ele os tinha ouvido diretamente dele. Quando Sri Ramakrishna estava vivo, uma vez ele queria escrever o que ele estava dizendo. Sri Ramakrishna o viu fazendo anotações e perguntou: &quot;O que você está fazendo?&quot; Swami Brahmananda respondeu: &quot;Oh, estou anotando o que você está dizendo.&quot; Sri Ramakrishna o proibiu de fazê-lo. Depois que Sri Ramakrishna faleceu, Swami Brahmananda tentou se lembrar desses ensinamentos e escrever. Mas, ele não conseguia se lembrar de todos eles. Naquela época, Sri Ramakrishna apareceu a ele e recontou o que escrever.&nbsp; Swami Brahmananda apenas anotou-os novamente. Então, aqueles ensinamentos que encontramos naquele pequeno livro foram ouvidos diretamente por ele de Sri Ramakrishna.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Swami Brahmananda era um tipo de pregador silencioso; enquanto seu irmão discípulo, Swami Vivekananda era do tipo trovejante. Swami Vivekananda caiu sobre o mundo como uma avalanche. Ele se movia como um redemoinho de um extremo ao outro do mundo para transmitir sua mensagem. Ele era muito ocupado e dinâmico. Ele não teve tempo, como disse, para terminar sua mensagem. Swami Brahmananda , nunca deu palestras de uma plataforma pública, exceto uma vez; no entanto, sua influência foi única. Foi como a suave influência da primavera, que atua silenciosamente, despercebida, mas confere beleza celestial à toda a natureza. Sri Ramakrishna elogiou essa característica de seu discípulo, descrevendo-o figurativamente como uma manga que não muda de cor para que as pessoas saibam que está madura. Outro atributo que o Mestre usou ao se referir a Rakhal foi que ele era como uma pederneira. Você pode colocá-lo mil anos debaixo d'água, mas ela emitirá fogo no momento em que você a atingir. Ele preferiu passar despercebido, mas quem entrasse em contato com ele sentiria o calor de sua espiritualidade.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Certa vez, Swami Vivekananda escreveu a sua discípula ocidental , a irmã Nivedita: “Não recomendo ninguém, ninguém exceto Brahmananda .&nbsp; O julgamento daquele velho (isto é, o julgamento de Sri Ramakrishna) nunca falhou, o meu sempre falha. Se você tiver que pedir algum conselho ou conseguir alguém para fazer o seu negócio, Brahmananda é o único que eu recomendo, nenhum outro, nenhum outro. Com isso minha consciência está limpa.”&nbsp; Isso mostra o quanto ele respeitava Swami Brahmananda e valorizava suas opiniões. É por isso que após a fundação da Missão Ramakrishna , Swami Vivekananda fez dele o Presidente da Ordem.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Um universitário chamado Avani costumava visitar regularmente Belur Math com seus amigos e servir como voluntário. Naquela época, o terreno do Belur Math era irregular . Uma vez a Santa Mãe Sarada Devi tinha chegado a Belur Math num palanquem.&nbsp; Avani tive a sorte de ver os quatro discípulos de Sri Ramakrishna, Swami&nbsp; Brahmananda, Swami Saradananda, Swami Premananda, e Swami Shivananda, carregando a Santa Mãe Sarada Devi em um palanquem sobre os seus ombros. Em outra ocasião, Avani também testemunhou Swami Brahmananda entrando em êxtase, Samadhi. Era o aniversário de Ramakrishna, e a Santa Mãe veio a Belur Math para assistir à celebração. Quando ela chegou, Swami Brahmananda entrou em êxtase, em samadhi. Apenas por sentir a presença dela, ele entrou em profundo samadhi.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Todos os outros irmãos dele estavam um pouco preocupados com ele. Porque ele continuou nesse estado por muito tempo. E ninguém poderia tirá-lo daquela profunda contemplação. A Santa Mãe ouviu falar sobre sua condição e disse: “Não se preocupe com ele, ele vai sair bem.” Depois de um tempo ela própria veio a Swami Brahmananda e tocou sua mão e disse: “ Meu filho, eu trouxe alguns alimentos sagrados, Prasad, para você, acorde e coma.” E imediatamente Maharaj voltou à consciência normal e prostrou-se aos seus pés.</span><span style="font-family:Poppins;font-size:inherit;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Após a conclusão de seu curso de graduação, Avani ingressou na Ordem Ramakrishna.&nbsp; Jesus Cristo disse: “Não me escolhestes, eu te escolhi”.&nbsp; Este ditado foi muito verdadeiro no caso de Avani , Swami Brahmananda o aceitou logo no primeiro encontro. Essa foi “uma graça incondicional”.&nbsp; Com o passar do tempo, ele foi ordenado monge com o nome de Swami Prabhavananda. Mais tarde, ele serviu como chefe de nosso Centro Vedanta em Hollywood.&nbsp; Swami Prabhavananda falou sobre seu guru espiritual Swami Brahmananda da seguinte maneira: “Se você estivesse na presença de um homem-Deus que viveu naquela consciência feliz como eu tive o privilégio, você sentiria&nbsp; que Deus está certamente presente . E não só isso, você iria sentir que Deus é fácil de conhecer e ver. Swami Brahmananda podia transmitir espiritualidade através do silêncio; esse era o poder nele. Os discípulos de Ramakrishna que conheci eram a personificação de seus próprios ensinamentos; a religião era algo que podiam transmitir a outros. Na presença de meu Mestre, de quem sou servo, sentimos que Deus é o objetivo supremo da vida humana. É simples, tão fácil, como se Deus fosse um fruto que temos na palma da mão. Aonde quer que ele fosse, haveria alegria e festividade. Seria um evento de única experiência. E seríamos renovados no espírito, nos sentiríamos purificados. Havia aquele ideal colocado diante de nós. Realizar Deus, vê-lo, falar com ele, ser seu companheiro por toda a eternidade, perceber a sua união com ele. É realmente muito difícil falar dele. Para compreender uma alma muito iluminada, é preciso estar iluminado . “Muitos dos incidentes que conhecemos hoje sobre Swami Brahmananda são das reminiscências de Swami Prabhavananda. &nbsp; Certa vez, Swami Prabhavananda comentou: “Tornou- se possível e mais fácil nesta era realizar Deus, com a vinda de Sri Ramakrishna e seus discípulos. Você encontrará essa ajuda, sem que você saiba. Se você um passo em direção de Deus, ele vem de uma centena de passos recebê-lo... Eu tenho certeza que todos vocês estão familiarizados com a vida de Christo. Quantas multidões o seguiram? Mas então alguns discípulos íntimos ficaram com ele. Ele olhou para eles e disse: ' Vocês também vão me deixar?' &nbsp; E São Pedro disse: 'Não, Mestre, você tem as palavras da vida eterna.' ” Swami Brahmananda também disse de forma semelhante: “Temos o tesouro Eterno para oferecer. Mas para que o povo vem até nós? Batata, cebola e berinjela. Eles querem coisas materiais baratas. Quantos realmente procuram o Eterno tesouro? ”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Havia outro jovem que entrou em contato com Swami Brahmananda. Uma vez, Swami Brahmananda perguntou a ele: &quot;Você tem algum quarto para mim?&quot; Ele entendeu de uma maneira diferente e disse: &quot;Sim, Maharaj, arranjamos um lugar para você.&quot; Então Swami Brahmananda disse: &quot;Não, eu não quis dizer isso.&quot; Insinuando o coração, ele disse: “Quero dizer aqui. Você tem algum quarto para mim? &quot;Então o jovem entendeu. Freqüentemente, descobrimos que em nosso coração temos lugar para todas as coisas indesejadas. Considerando que não temos espaço para os homens santos e para os pensamentos santos. É por isso que Swami Brahmananda perguntou a ele: &quot;Você tem algum quarto para mim?&quot; Aquele&nbsp; jovem era um aspirante sincero. Como resultado, ele recebeu o nome sagrado de Deus, mantra de Swami Brahmananda.&nbsp; Ele se juntou à Ordem Ramakrishna e ordenou um monge com o nome de Swami Satprakashananda. Mais tarde, ele serviu no Centro Vedanta de St. Louis, nos Estados Unidos.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Swami Brahmananda carregava com&nbsp; ele a responsabilidade como o Presidente da grande Ordem Ramakrishna, baseada no amor. Certa vez, vinte e quatro jovens ingressaram no mosteiro Belur Math. Esse foi um grande número, de fato! Um dos internos sugeriu a Swami Brahmananda que fizesse algumas novas regras e regulamentos para a conduta dos jovens monges .&nbsp; Então Swami Brahmananda disse: “Mas, não tinha Swami Vivekananda feito algumas regras e regulamentos?”&nbsp; O interno respondeu: &quot;Bem, sim, mas isso não foi suficiente.&quot; Então Maharaj acrescentou: “Olhe aqui, temos regras suficientes e regulações para orientar esses jovens. O que precisamos é de amor e mais amor. ” Esta era sua maneira de conduzir a organização.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;"><br></span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Uma vez, Swami Brahmananda deveria assinar um documento. Depois de esperar por três dias, seu secretário particular Swami Sankarananda veio até ele e disse: &quot; Maharaj, este é o último dia para assinar isto.&quot; Swami Brahmananda tinha a escritura pronta diante de si, com a caneta na mão. Ele disse: “ Sim, sim , estou tentando assiná-lo; mas não consigo me&nbsp; lembrar do meu nome.”&nbsp; Ele havia esquecido sua própria identidade e se fundiu totalmente com o pensamento de Sri Ramakrishna!</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Swami Brahmananda ensinaria cada discípulo de acordo com sua capacidade.&nbsp; Ele não ensinaria a ninguém algo que seria impossível praticar. Ele tornaria tudo simples e fácil para cada indivíduo. Ao mesmo tempo, era um fato que se aquele indivíduo praticasse essas verdades simples em sua vida, ele certamente obteria resultados únicos na vida espiritual.&nbsp; Swami Brahmananda sempre dizia: “Medite, medite, então você descobrirá como existe uma mina de bem-aventurança no coração de todos. Você sentirá como eles estão sofrendo desnecessariamente. Procure o Eterno entre os não-Eternos da vida. Busque essa mais alta bem-aventurança, em meio aos prazeres altruístas da vida. ”&nbsp; Ele tinha a habilidade de dar Samadhi, a experiência espiritual mais elevada para os outros, apenas por um desejo. Houve uma menina de quatorze anos de idade que tinha tido um sonho sobre Swami Brahmananda. Ela veio para o casa Udbodhan para encontrá-lo. Ele estava descansando&nbsp; em&nbsp; Balaram casa de Bose que fica nas proximidades. Então, ela foi enviada para lá.&nbsp; Swami Brahmananda se levantou e pediu que ela se sentasse. Então ele deu a ela um mantra, o nome sagrado de Deus. Imediatamente, ela entrou em samadhi. Depois que ela voltou ao plano normal, Swami Brahmananda a instruiu a fazer os votos de monasticismo e colocar roupas ocre. Ele disse a ela: “Fique em um lugar e as meninas se reunirão ao seu redor; e você as iniciará.” Conseqüentemente, ela se tornou freira. Mais tarde, ela se fundiu em Mahasamadhi, grande êxtase, e deixou seu corpo. </span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Outra vez, Swami Brahmananda disse a um discípulo monástico : &quot;Veja, você tem a graça de Deus, você tem a graça de seu guru, você tem a graça dos devotos de Deus, mas pela graça de um , você pode estar arruinado. ”&nbsp; O discípulo perguntou: &quot;Qual é a graça de um?&quot; Ele disse: &quot; Sua própria mente.&quot;&nbsp; Portanto, tudo depende de nossos próprios bons pensamentos.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;"><br></span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;"><span style="font-size:20px;">Swami Brahmananda, como Presidente de toda a Ordem Ramakrishna, costumava visitar todos os centros; e em cada centro ele ficava alguns meses.&nbsp; Onde quer que ele fosse, criaria uma atmosfera especial de alegria e festa. Todos aqueles que o procuraram naquele momento sentiriam uma paz e uma bênção especial que nunca experimentaram antes. Às vezes, ele estaria em um humor leve; e causaria muita diversão com a simplicidade infantil e faria os outros rirem. Ele dizia: “É bom rir todos os dias. Isso relaxa a mente e o corpo. ”&nbsp; O Upanishad proclama: “ saiba que a bem-aventurança é a própria natureza de Brahman” - </span><b><i><span style="font-size:20px;">anandō brahmēti vyajānāt.</span></i></b><span style="font-size:20px;"> (Taitt. Upa.)&nbsp;</span></span><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Certa vez, Swami Brahmananda&nbsp; visitou o mosteiro Ramakrishna em Chennai, sul da Índia. Quando ele chegou aqui, alguns devotos vieram oferecer seus respeitos a ele. Depois, naturalmente, esperavam ouvir uma palestra do Presidente da Ordem. Eles perguntaram sobre isso a Swami Ramakrishnananda, seu irmão discípulo, que era o Chefe do centro de Chennai. Ele respondeu: “ Palestra ?! Swami Brahmananda Maharaj dando uma palestra?!&nbsp; O que você entenderia se ele desse uma palestra? Ele nos conta uma frase e eu dou uma série de palestras sobre essa frase por três anos para vocês! ” Então os devotos entenderam um pouco da personalidade de Swami Brahmananda .</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;"><br></span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Balaram Basu era um homem rico com uma mansão palaciana. Ele também era uma pessoa muito devota.&nbsp; Sua casa estava sempre aberta aos homens santos.&nbsp; Sri Ramakrishna visitou a casa de Balaram Basu várias vezes. Muitos de seus discípulos também visitaram sua casa e até se hospedaram lá . Todos os membros de sua família tinham a mesma mentalidade e serviriam de todo o coração aos homens santos que costumavam visitar sua casa.&nbsp; Sobre Balaram Basu Sri Ramakrishna dizia: “Todos os membros da família de Balaram Basu são unidos com o mesmo ideal... Eles são tão hospitaleiros como eles são piedosos...A comida de Balaram é muito pura. Os membros de sua família foram devotos por gerações e foram hospitaleiros com os monges e os pobres.”&nbsp; </span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;"><br></span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Um dia, Swami Brahmananda visitou a casa de Balaram Basu. Ele foi levado para dentro e feito sentar-se em uma sala bem mobiliada com tapetes orientais, almofadas, etc.&nbsp; Além disso, o filho de Balaram Basu ofereceu-lhe um pano de seda. Swami Brahmananda estava sentado em seu humor habitual. Naquela época, um conhecido professor da Universidade de Calcutá veio ao seu encontro. Ele havia lido o Evangelho de Sri Ramakrishna e entendeu como Sri Ramakrishna era austero. Com esse grande ideal em mente, o Professor entrou na sala esperando ver um homem santo com um trapo na cintura. Mas ao ver Swami Brahmananda sentado em uma luxuosa sala envolta em um pano de seda, o Professor ficou chocado! Ele nem mesmo cumprimentou ou ofereceu respeitos a Swami Brahmananda! Ele simplesmente saiu correndo da sala exasperado e se sentou em um banco. Ele começou a refletir sobre o que acabara de ver. </span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;"><br></span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Sem qualquer conhecimento deste, Swami Nirvanananda, o atendente pessoal de Swami Brahmananda por um acaso viu o Professor e novamente o levou para dentro. Então Swami Brahmananda perguntou-lhe: &quot;Não te vi há um tempo?&quot;&nbsp; O professor respondeu: &quot;Sim&quot;. Em seguida, eles tiveram uma conversa de uns poucos minutos.&nbsp; Imediatamente o Professor teve um vislumbre da grandeza de Swami Brahmananda. Então Professor pensou, “ Ó&nbsp; que grande erro que eu teria cometido na minha vida, se eu tivesse ido embora sem conhecê-lo?!” Naquele dia, ele aprendeu uma lição em sua vida. Não julgar nenhum homem santo apenas vendo sua aparência externa. Mais tarde, aquele professor tornou-se discípulo de Swami Brahmananda.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;"><br></span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Quando um Yogi atinge o mais alto Samadhi, então esse Yogi alcança a consciência unitária . Quando ele volta ao plano normal, ele não vê o universo da matéria, mas o universo do espírito. O aperfeiçoado Yogi vê Deus em tudo e permanece embebido na felicidade de Deus.&nbsp; Swami Brahmananda costumava permanecer sempre em um estado exaltado. Ele teve que lutar para trazer sua mente elevada ao plano normal para que pudesse ensinar aos outros sobre Deus.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;"><br></span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Um dos maiores cientistas de todos os tempos, Albert Einstein, havia lido o conhecido livro “The Eternal Companion”, relacionado à vida e aos ensinamentos de Swami Brahmananda.&nbsp; Quando um Swami da Ordem Ramakarishna encontrou Albert Einstein, ele disse: &quot;Swami Brahmananda enfatizou a meditação, não é?&quot; O monge acrescentou: &quot;Bem, ele também falou sobre trabalho (Karma Yoga).&quot; Então Einstein disse: &quot; Bem, olhe aqui, você não precisa pedir às pessoas que trabalhem, elas vão funcionar de qualquer maneira.&quot;&nbsp; Ele estava insinuando a tendência moderna de muita indulgência no trabalho do dia a dia às custas da vida contemplativa. Sobre o segredo do trabalho, Swami Brahmananda costumava dizer: “Se você trabalha demais e se esquece de Deus, o egoísmo e o orgulho irão dominá-lo. Portanto, eu digo a você, nunca se esqueça de Deus, não importa se você está trabalhando ou ocioso... Entregue toda a sua mente a Deus. Se não houver desperdício de energia mental, com uma fração de sua mente você pode fazer tanto trabalho que o mundo ficará atordoado. ” A verdade disso foi exemplificada em sua própria vida.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;"><br></span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Antes de concluir esta palestra, gostaria de citar alguns de seus valiosos ditos sobre a prática espiritual: “Pratique um pouco de Japa, a repetição do nome de Deus, e meditação todos os dias. Nunca pare por um único dia. A mente é como uma criança inquieta, ela quer fugir. Você deve trazê-lo de volta repetidamente e aplicá-lo à meditação de Deus... As pessoas se esforçam tanto para passar em um exame (relacionado aos estudos)! Conhecer Deus é ainda mais fácil do que isso. Apenas deixe que eles O invoquem com um coração calmo e alegre.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">“O esforço é indispensável para o sucesso na vida espiritual. Siga alguma disciplina por pelo menos quatro anos. Então, se você não fizer nenhum progresso tangível, volte e dê um tapa na minha cara.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">“O mestre espiritual, Guru, conduz o discípulo por diferentes estágios até que ele o deixe com Deus. &nbsp; Mas não há maior Guru do que sua própria mente. Quando a mente foi purificada por meio da oração e da contemplação, ela o direcionará por dentro. Mesmo em seus deveres diários, este Guru irá guiá-lo. ”</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">Como mencionei anteriormente, ele não era um orador em tudo. Mas por apenas levar uma vida espiritual e com ensinamentos simples e cheios de amor, ele mostrou o caminho da piedade para a humanidade.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span></td></tr></tbody></table></div><span style="font-size:20px;"></span></div></div></div>
</div></div></div></div></div></div> ]]></content:encoded><pubDate>Fri, 06 Oct 2023 20:00:59 -0300</pubDate></item><item><title><![CDATA[OS APÓSTOLOS DE SRI RAMAKRISHNA--PARTE-5]]></title><link>https://vedantacuritiba.org.br/blogs/post/os-apóstolos-de-sri-ramakrishna-parte-5</link><description><![CDATA[<img align="left" hspace="5" src="https://vedantacuritiba.org.br/OS APÓSTOLOS DE SRI RAMAKRISHNA/Sw-Turiyananda.jpg"/>Quando ele tinha três anos, ele foi atacado por um chacal enfurecido. Sua mãe o protegeu, servindo de escudo. Em sua tentativa, ela mesma morreu da mordida do chacal. Assim, seu sacrifício supremo salvou a criança Harinath.]]></description><content:encoded><![CDATA[<div class="zpcontent-container blogpost-container "><div data-element-id="elm_9MB4_9UETb-1-b-BCkTdRg" data-element-type="section" class="zpsection "><style type="text/css"></style><div class="zpcontainer-fluid zpcontainer"><div data-element-id="elm_rM5pYNsuS9mOIiAyz8e68A" data-element-type="row" class="zprow zprow-container zpalign-items- zpjustify-content- " data-equal-column=""><style type="text/css"></style><div data-element-id="elm_zhPGYrr5THeAhqR9Ba-xKg" data-element-type="column" class="zpelem-col zpcol-12 zpcol-md-12 zpcol-sm-12 zpalign-self- "><style type="text/css"></style><div data-element-id="elm_VnHeXWQzQficsmUr1X8cwA" data-element-type="heading" class="zpelement zpelem-heading "><style></style><h2
 class="zpheading zpheading-align-center " data-editor="true"><span style="color:inherit;"><span style="font-size:36px;font-weight:700;">SWAMI TURIYANANDA</span></span></h2></div>
<div data-element-id="elm_iLo1ElGPQf2v30R8YWBqbg" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style></style><div class="zptext zptext-align-center " data-editor="true"><p><span style="color:inherit;"><span style="font-size:24px;font-weight:700;">Compilador—Swami Prajnatmananda</span></span><br></p></div>
</div><div data-element-id="elm_uKkAi-qHOw7M61CZquRKdQ" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style> [data-element-id="elm_uKkAi-qHOw7M61CZquRKdQ"].zpelem-text { border-radius:1px; } </style><div class="zptext zptext-align-left " data-editor="true"><p style="text-align:center;"><span style="color:inherit;"><span style="font-size:12pt;font-weight:bold;">PUBLICADO 30</span><span style="font-size:12pt;text-align:center;font-weight:bold;">&nbsp;DE JANEIRO DE 2021</span></span><br></p></div>
</div><div data-element-id="elm_803ex3DtRAKj7MeEvwDzPA" data-element-type="button" class="zpelement zpelem-button "><style> [data-element-id="elm_803ex3DtRAKj7MeEvwDzPA"].zpelem-button{ border-radius:1px; } </style><div class="zpbutton-container zpbutton-align-center "><style type="text/css"></style><a class="zpbutton-wrapper zpbutton zpbutton-type-primary zpbutton-size-md zpbutton-style-none " href="https://www.youtube.com/live/8uKL3PJS_KQ?feature=shared"><span class="zpbutton-content">ASSISTIR O VÍDEO</span></a></div>
</div><div data-element-id="elm_0p_A9QyFFf4JcYyyXSoZ4w" data-element-type="image" class="zpelement zpelem-image "><style> @media (min-width: 992px) { [data-element-id="elm_0p_A9QyFFf4JcYyyXSoZ4w"] .zpimage-container figure img { width: 513px !important ; height: 686px !important ; } } @media (max-width: 991px) and (min-width: 768px) { [data-element-id="elm_0p_A9QyFFf4JcYyyXSoZ4w"] .zpimage-container figure img { width:513px ; height:686px ; } } @media (max-width: 767px) { [data-element-id="elm_0p_A9QyFFf4JcYyyXSoZ4w"] .zpimage-container figure img { width:513px ; height:686px ; } } [data-element-id="elm_0p_A9QyFFf4JcYyyXSoZ4w"].zpelem-image { border-radius:1px; } </style><div data-caption-color="" data-size-tablet="" data-size-mobile="" data-align="center" data-tablet-image-separate="false" data-mobile-image-separate="false" class="zpimage-container zpimage-align-center zpimage-size-original zpimage-tablet-fallback-original zpimage-mobile-fallback-original hb-lightbox " data-lightbox-options="
                type:fullscreen,
                theme:dark"><figure role="none" class="zpimage-data-ref"><span class="zpimage-anchor" role="link" tabindex="0" aria-label="Open Lightbox" style="cursor:pointer;"><picture><img class="zpimage zpimage-style-none zpimage-space-none " src="/OS%20AP%C3%93STOLOS%20DE%20SRI%20RAMAKRISHNA/Sw-Turiyananda.jpg" width="513" height="686" loading="lazy" size="original" data-lightbox="true"/></picture></span></figure></div>
</div><div data-element-id="elm_-9C4IEkYBoQ_XwM3ggczQQ" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style> [data-element-id="elm_-9C4IEkYBoQ_XwM3ggczQQ"].zpelem-text { border-radius:1px; } </style><div class="zptext zptext-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Um buquê feito de flores de diferentes cores parece muito bonito. A irmandade dos discípulos monásticos de Sri Ramakrishna pode ser comparada a tal buquê. Cada apóstolo de Sri Ramakrishna era uma personalidade gigantesca, com qualidades únicas. Apesar de suas características individuais, encontramos todos eles em perfeita harmonia uns com os outros, enquanto serviam em prol do Movimento Ramakrishna. Hoje, vamos lembrar a vida sagrada de um desses apóstolos de Sri Ramakrishna, Swami Turiyananda.</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Ele nasceu em uma família ortodoxa no ano de 1863, em Calcutá. Seu nome pré-monástico era Harinath. Quando ele tinha três anos, ele foi atacado por um chacal enfurecido. Sua mãe o protegeu, servindo de escudo. Em sua tentativa, ela mesma morreu da mordida do chacal. Assim, seu sacrifício supremo salvou a criança Harinath. Desde a infância, Harinath era regular na meditação e no estudo das escrituras sagradas. Ele era um completo monista ou advaitista em seu temperamento. Isso significa que ele sempre acreditava que ele era uno com a Realidade Suprema, Brahman. Ele foi profundamente influenciado pela vida e ensinamentos de Sri Shankaracharya e estava tentando moldar sua vida de acordo com isso. Uma vez, ele falou sobre sua dedicação desta forma: “Eu costumava observar silêncio absoluto durante o Navaratri (as nove noites de culto à Mãe Divina). Eu sentia uma espécie de intoxicação e a mente ficava concentrada. Eu fiz o que alguém tendo nascido um ser humano deveria fazer. Meu objetivo era tornar minha vida pura. Eu costumava ler muito, oito ou nove horas diariamente. Li muitos Puranas (mitologia) e depois Vedanta (filosofia); e minha mente finalmente se estabeleceu na Vedanta.” Certa vez, quando menino, ele estava tomando banho no Ganges e viu algo flutuando nas proximidades. As pessoas na margem gritaram para ele “Crocodilo ! Crocodilo ! Saia rápido !”. Ele correu em direção à margem, mas parou no meio do caminho com a água na altura dos joelhos e começou a pensar: “O que você está fazendo ? Você repete dia e noite, ‘Soham ! Soham !' (Eu sou Ele ! Eu sou Ele !). E agora, de repente, você esquece seu ideal e pensa que é o corpo ! Você devia se envergonhar !&quot;. Com esse pensamento, ele continuou a se banhar no Ganges. Felizmente, nessa altura o crocodilo desapareceu. O estudo da filosofia Vedanta o tornara ousado e destemido desde muito jovem.</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">O encontro com o mestre espiritual Sri Ramakrishna deu uma nova guinada na vida de Harinath. Ele recordou sua primeira visão de Sri Ramakrishna, descendo de uma carruagem, da seguinte forma: “Havia um brilho indescritível em seu rosto. Eu pensei: ‘eu ouvi nas escrituras sobre o grande sábio Shukadeva. É ele o mesmo Shukadeva ?”. O sábio Shukadeva é considerado o principal narrador da vida divina de Sri Krishna.</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Como Harinath continuou a encontrar Sri Ramakrishna, ele aprendeu uma lição importante dele. Em seu zelo para observar o celibato absoluto ‘brahmacharya’, em um período ele desprezava as mulheres. Sri Ramakrishna o corrigiu dizendo: “Você fala como um tolo ! Desprezando as mulheres ! Por quê ? Elas são as manifestações da Mãe Divina. Curve-se diante elas com respeito. Essa é a única maneira de escapar de suas armadilhas”. O método de ensinar de Sri Ramakrishna sempre foi positivo. Em outra ocasião, o Mestre disse a ele: &quot;Quanto mais você vai para o leste, mais longe você estará do oeste.&quot; Isso significa que quanto mais você aumenta seu amor por Deus, mais sua luxúria, raiva, ciúme e tais tendências inferiores diminuirão. Esses ensinamentos trouxeram mudanças permanentes na vida de Harinath.</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Como mencionei, Harinath era um estudante sincero da filosofia Vedanta. Ele havia decorado o Bhagavad Gita e todos os principais Upanishads. Além de fazer um estudo aprofundado sobre estes, ele meditava em cada versículo dessas escrituras sagradas e tentava descobrir seu significado interior oculto. Um dia o Mestre disse a Harinath: “Eles dizem que você está estudando e meditando sobre a Vedanta atualmente. É bom. Mas o que a filosofia Vedanta ensina ? Brahman somente é real e tudo o mais é irreal. Não é essa a sua substância ? Ou há mais alguma coisa ? Então, por que você não desiste do irreal e se apega ao Real ?”. Tendo entrado em contato com Sri Ramakrishna, ele entendeu que estudar as escrituras apenas para aprender não tinha valor. Deve-se ter a realização das verdades mais elevadas seguindo os ditames de um Guru competente e comparando-os com as injunções escriturais.</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Harinath ficou surpreso com a espontaneidade com que as histórias surgiram enquanto Sri Ramakrishna falava com os devotos. Então, ele perguntou: “Venerado Senhor, você prepara suas histórias antes de sair ?”. O Mestre respondeu: “Não. A mãe está sempre presente. Onde quer que eu esteja, a Mãe me abastece com idéias”. Quando Sri Ramakrishna estava sofrendo de câncer na garganta, Harinath perguntou a ele “Como vai você ?”. O Mestre respondeu: “Oh, estou com muita dor. Não consigo comer nada e sinto uma queimação insuportável na garganta”. Harinath sabia que um conhecedor de Brahman não tinha prazer nem dor. Ele disse: “O que quer que você diga, eu vejo você como um oceano infinito de felicidade”. Sri Ramakrishna sorriu e disse: “Este sujeito descobriu minha verdadeira natureza”.</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Depois que Sri Ramakrishna abandonou seu corpo mortal, Harinath fez os votos monásticos juntamente com Swami Vivekananda e outros irmãos discípulos e assumiu o nome de Swami Turiyananda. Ele mergulhou em uma vida austera de mendicância e práticas espirituais. Ele era um mestre de seus sentidos. Sempre que ele se sentava para meditar, os problemas externos não podiam alcançar o santuário interior de sua mente. Ele dizia: “Quando me sento para meditar, fecho as entradas da minha mente e, depois disso, nada exterior pode chegar até lá. Quando eu as destravo, só então a mente pode perceber as coisas exteriores.” Em outra ocasião, ele disse: “Escreva em grandes caracteres nas portas de sua mente '‘entrada proibida’' - e nenhuma perturbação exterior irá incomodá-lo durante a meditação. É porque você permite que coisas externas o perturbem, que elas têm acesso à sua mente.” Lembrar essas palavras de Swami Turiyananda durante nossa meditação pode ser de grande ajuda para nós.</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Durante esse período de mendicância, um pensamento começou a atormentá-lo. Ele pensava que todos estavam fazendo algo útil neste mundo, enquanto ele levava uma vida inútil e vagabunda. Ele não conseguia se livrar desse pensamento, por mais que tentasse. Em tal condição, ele adormeceu debaixo de uma árvore e teve uma visão. Nessa visão, ele se viu fora de seu corpo. Então ele viu seu corpo caído no chão. Depois disso, ele viu que seu corpo começou a se expandir em todas as direções. Ele foi se expandindo e expandindo até que ele parecia cobrir o mundo inteiro. Então ele sentiu uma voz interior: “Veja como você é grande, você está cobrindo o mundo inteiro. Por que você acha que sua vida é inútil ? Um grão da verdade cobrirá todo um mundo de ilusão. Levante-se, seja forte e realize a Verdade. Esse é o maior objetivo da vida.” Ele acordou e levantou-se de repente com uma nova esperança. Todo o seu desânimo tinha desaparecido.</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Quando Swami Turiyananda estava hospedado na região do Himalaia, ele estava vivendo em uma cabana de palha que tinha uma porta quebrada. Uma noite ele ouviu os aldeões gritarem: “Tigre ! Tigre !”. Ele imediatamente colocou alguns tijolos atrás da porta quebrada para se proteger. Só então ele se lembrou de uma passagem do Upanishad:</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><b><i><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;bhīshāsmād vātah pavate/</span></i></b></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><b><i><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">bhīshodeti sūryaha/ bhīshāsmād agnishchēndrasya/ mrityurdhāvati panchama iti/</span></i></b></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">“Por causa do seu medo, o Vento sopra. Por causa do seu medo, o Sol nasce. Por causa de seu medo o Fogo queima, como também Indra (o rei dos deuses) e a Morte, o quinto. (Katha-VI-4)”. Um vedantista deve ser destemido. Ele imediatamente chutou a pilha de tijolos para longe da entrada da cabana e sentou-se em meditação. No entanto, o tigre não apareceu.</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Swami Vivekananda voltou do Ocidente e fundou a Missão Ramakrishna. No início, Swami Turiyananda não estava convencido sobre a nova organização e suas atividades de bem-estar social. Swamiji explicou a ele: “Irmão Hari, eu fiz um novo caminho e o abri para todos. Até agora, pensava-se que a liberação poderia ser alcançada apenas pela meditação, repetição dos nomes de Deus, discussão das escrituras e assim por diante. Agora, rapazes e moças alcançarão a libertação fazendo a obra do Senhor”.</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Swami Vivekananda acreditava que a filosofia Vedanta era a mais racional e mais adequada para os buscadores da Verdade na era moderna. Então, ele iniciou Centros Vedanta no Ocidente para espalhar a mensagem da Vedanta. Uma vez ele disse a seus discípulos ocidentais: “Em mim, vocês viram a expressão do poder <i>kshatriya</i> (poder marcial ou espírito heróico). Vou enviar a vocês alguém que é a personificação das qualidades <i>brâmana</i> (com o poder do conhecimento divino), que representa o que um Brahmin, ou a evolução espiritual mais elevada do homem é.” Quando ele disse isso, na verdade ele tinha Swami Turiyananda em sua mente. Mas Swami Turiyananda não estava disposto a ir para o Ocidente para a obra de pregação. Swami Vivekananda o convenceu dizendo: “Irmão, você não vê que tenho dado minha vida, centímetro por centímetro, para cumprir a missão do Mestre, até que estou à beira da morte ? Pode você simplesmente ficar olhando e não vir em minha ajuda, aliviando-me de uma parte do meu grande fardo ?&quot;. Então Swami Turiyananda não pôde recusar as súplicas de seu líder. Quando ele finalmente concordou com a proposta de ir ao Ocidente para pregar a Vedanta, Swamiji disse a ele: &quot;Não se preocupe em dar palestras. Você apenas viva uma vida exemplar. Seja um exemplo para eles. Deixe-os ver como vivem os homens de renúncia”. Swami Turiyananda começou seu trabalho Vedanta em San Francisco, Califórnia. Uma vez ele foi para Boston e tornou-se o convidado de uma senhora rica, que o ajudou com o trabalho da Vedanta lá. Infelizmente, ela era muito mandona. Uma vez, ela teve uma diferença de opinião com Swami Turiyananda e disse a ele: “Se você não aceitar meu ponto de vista, pararei de ajudá-lo”. Ele respondeu calmamente: “Eu sou um monge. Deus vai me ajudar. Não me importarei nem um pouco, mesmo que você me jogue nas ruas de Boston”. A senhora então percebeu seu erro e continuou a ajudá-lo.</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Mais tarde, Swami Turiyananda mudou-se para um Centro de Retiro em Jose Valley e fundou o Shanti Ashrama. Lá ele treinou apenas buscadores sinceros da verdade, na maneira indiana Gurukula. Isso significa ficar na companhia de um mestre espiritual e aprender os segredos da Vedanta. Mesmo a fé de grandes personalidades às vezes é abalada quando dominada por muitos obstáculos. Devido à crise financeira e à falta de comodidades modernas, eles tiveram que enfrentar muitas dificuldades. Certa vez, desesperado, ele queixou-se à Mãe Divina: “Mãe, o que fizeste ? O que você pretende com isso ? Essas pessoas vão morrer. Sem abrigo, sem água – o que eles devem fazer ?”. Uma de suas discípulas, a Sra. Agnes Stanley disse imediatamente: “Swami, por que você está abatido ? Você perdeu a fé Nela ?&quot;. Dizendo isso, ela esvaziou sua bolsa no colo dele. Ele ficou muito feliz ao ouvir as palavras corajosas de sua discípula. Ele disse a ela: “Você tem razão. A Mãe vai nos proteger. Quão grande é a sua fé ! Seu nome daqui em diante será ‘Shraddha’, literalmente aquela que tem fé firme em Deus.</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Alguém sugeriu a Swami Turiyananda que regras deveriam ser estabelecidas a fim de conduzir o Ashrama suavemente. Ele discordou dizendo: “Que haja liberdade, mas sem abuso. Essa é a maneira da Mãe de governar. Não temos organização, mas veja como somos organizados. Esse tipo de organização é duradouro, mas todos os outros tipos de organização terminam com o tempo. Esse tipo de organização torna a pessoa livre; todos os outros tipos são vinculativos. Esta é a organização mais elevada; é baseada em leis espirituais.” Ele odiava a procrastinação. Ele dizia: “Tudo o que você tem que fazer amanhã, faça hoje; o que quer que você tenha que fazer hoje, faça neste minuto.”</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Todos nós falamos em fazer o bem ao mundo como o ideal mais elevado. Certa vez, ele lançou uma nova luz sobre este assunto enquanto conversava com seus discípulos ocidentais. “Vocês estão sempre falando em serem bons. Esse é o seu ideal mais elevado. Nós na Índia queremos <i>mukti</i>, libertação. Você acredita no pecado, então quer vencer o pecado sendo bom. Acreditamos que a ignorância é o maior mal, por isso queremos vencer a ignorância com jnana, sabedoria. E jnana é mukti. Jesus disse: “Conheça a verdade; e a verdade o libertará.”&nbsp; Em outra ocasião, Swami Turiyananda disse: “Seja você mesmo e seja forte. A realização é apenas para os fortes, os puros e os corretos. Lembre-se de que você é o Atman. Isso dá a maior força e coragem. Seja corajoso; rompa a escravidão de maya. Seja como o leão; não trema com nada.” Quando questionado sobre como isso poderia ser realizado, ele respondeu: “Através da meditação. A meditação é a chave que abre a porta para a verdade. Medite! Medite! Medite! Até que a luz brilhe em sua mente e o Atman permaneça auto revelado. Não pela conversa, não pelo estudo, mas apenas pela meditação, a Verdade é conhecida”.</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Sobre a leitura, Swami Turiyananda aconselhou a ler apenas livros escritos por homens de realização. Uma vez, ele encontrou uma aluna estudando um livro do ‘Novo Pensamento’. Ele disse a ela: “Vá até a fonte. Não perca seu tempo lendo as ideias de todo tolo que quer pregar religião”. Uma das alunas de Swami Turiyananda era mediúnica. Um dia ele a encontrou praticando a psicografia. Ela invocava os espíritos que já partiram para escreverem através dela. Ele ficou totalmente descontente com isso e disse a ela: “O que é essa tolice ? Você quer ser controlada por fantasmas ? Desista dessa tolice. Queremos mukti, liberação. Queremos ir além deste mundo e de todos os mundos. Por que você deveria querer se comunicar com os falecidos ? Deixe-os em paz. É tudo maya, ilusão. Saia de maya e seja livre !”.</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Swami Turiyananda trabalhou muito duro no Shanti Ashrama e precisava desesperadamente de uma mudança para melhorar sua saúde. Ele também estava muito ansioso para ver Swami Vivekananda. Então, ele decidiu fazer uma visita à Índia. Em 1902, antes de iniciar a viagem marítima para a Índia, ele disse a seu discípulo Gurudas, Swami Atulananda: “Dependa da Mãe Divina para tudo. Confie Nela e Ela o guiará. Lembre-se de uma coisa; nunca mande em ninguém. Olhe para todos da mesma forma, trate todos da mesma forma. Sem favoritos. Ouça tudo e seja justo com todos.” Em Rangoon, durante a viagem, ele soube que seu amado irmão discípulo havia falecido. Ele ficou tão abatido que jogou fora no oceano suas caras roupas ocidentais, relógios caros, etc. e decidiu nunca mais voltar para o Ocidente. Enquanto esteve na Índia, ele nunca se gabou de seu trabalho nos Estados Unidos. Se alguém o elogiasse, ele diria: “O Mestre faz seu próprio trabalho, somos apenas seus instrumentos”.</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Depois de retornar do Ocidente, Swami Turiyananda moveu-se principalmente em Almora, Dehradoon etc. na região do Himalaia, realizando severas austeridades. Transcendendo a ideia do corpo e esquecendo-se da comida e das roupas, ele permaneceria absorto no pensamento de Deus. Enquanto ele visitava o templo sagrado de Sri Jagannatha em Puri, ele viu Sri Ramakrishna com uma guirlanda de flores em volta do pescoço descendo os degraus em sua direção. Swami Turiyananda avançou e prostrou-se. Mas quando ele estendeu as mãos para tocar os pés do Mestre, ele não conseguiu mais vê-lo. Então ele se lembrou de que o Mestre não estava mais vivendo no corpo físico. Em Puri, Swami Turiyananda teve outra experiência mística. Ele disse mais tarde sobre esta: “No templo de Jagannatha em Puri, de repente um som chegou aos meus ouvidos e meu coração se encheu de grande alegria; tanto que eu senti como se estivesse andando no ar. O som continuou em várias notas musicais. Toda minha mente se sentiu atraída. Então me lembrei do que tinha lido sobre anāhata dhvani, o som cósmico, e pensei que deveria ser este.” Onde quer que ele fosse, ele também ensinava Vedanta para os buscadores sinceros. Eles vinham até ele para orientação espiritual e estudos das escrituras. Todos eles também desfrutavam de sua santa companhia. Isso nos lembra um provérbio: “Quando um asno encontra outro asno, eles dão coices um no outro; e quando um homem santo encontra outro homem santo, eles só falam sobre Deus.” Quando ele estava em qualquer um dos mosteiros, ele dava aulas sobre as escrituras ou inspirava as pessoas por meio de conversas para uma vida mais elevada. Ele era um grande conversador. Mas sua conversa era sempre repleta de grande fervor espiritual. Em suas palavras fluíram citações do Gita, Upanishads e os ensinamentos de grandes santos. Uma vez ele foi questionado sobre como sua conversa era tão espontânea e de alto nível de qualidade espiritual. Ele respondeu: &quot;Bem, desde a minha infância, tenho vivido essa vida intensamente.&quot;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Ele não sabia o que era medo. Em certa época, a polícia estava atrás de muitos monges que moravam no norte da Índia, confundindo-os com os revolucionários. Durante esse período, um policial de alto escalão seguia incógnito o Swami Turiyananda. O policial perguntou se ele tinha medo da polícia. Ao ouvir essas palavras, Swami Turiyananda parou imediatamente, olhou para ele com os olhos emitindo fogo, por assim dizer, e disse: “Eu não temo nem mesmo a Morte, por que deveria temer qualquer ser humano ? Em toda a vida não cometi nenhum crime, que motivo tenho para temer a polícia ?”. As palavras foram pronunciadas com tanta força e firmeza que o homem pareceu pequeno. Ele ficou tão impressionado com a grandeza da personalidade que estava diante dele, que tocou os pés de Swami Turiyananda e se desculpou. Posteriormente, ele se tornou seu admirador e devoto.</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Ao comparar Sri Ramakrishna com Sri Shankaracharya, o principal expoente da filosofia Advaita, Swami Turiyananda disse: “Shankaracharya ensinou apenas uma fase, como obter a liberdade, o nirvana. Nosso Mestre primeiro fazia a pessoa livre e depois ensinava como a pessoa deveria viver no mundo. Seu mero toque tornava a pessoa livre. Mas aqueles que seguem as suas instruções também se tornarão livres. Suas palavras têm grande shakti (poder). Seja livre primeiro. Elimine o nome, a forma e o universo inteiro. Então veja a Mãe em tudo. Então seja seu companheiro de brincadeiras.”</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Swami Turiyananda teve abscessos em seu corpo e teve que ser operado várias vezes. Curiosamente, ele nunca permitiu que os cirurgiões usassem anestesia. Ele era um iogue com perfeito controle sobre sua mente. Ele simplesmente retirava sua mente do corpo durante a cirurgia e não mostrava nenhum sinal de dor física.&nbsp; Embora Swami Turiyananda tenha passado toda a sua vida em práticas espirituais intensas na forma de meditação e contemplação, ele costumava dizer: “Se alguém serve aos enfermos e aflitos com o espírito correto, em um único dia pode-se obter a mais elevada realização espiritual.” Mesmo em seu leito de morte, ele exortou um discípulo inexperiente com as palavras: “Não duvide. Faça o trabalho iniciado por Swami Vivekananda com o espírito correto. Disso mesmo virá o Samadhi ou qualquer outra realização espiritual suprema. Não tenha dúvida.”</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"><div style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;color:inherit;">Na noite anterior à sua morte, Swami Turiyananda disse aos seus assistentes: “Amanhã é o último dia”. Quando o fim se aproximou, ele cantou: &quot;Om Ramakrishna, Om Ramakrishna !&quot;. Em seguida, pediu ao atendente que o ajudasse a se sentar. Com as mãos postas, ele saudou Sri Ramakrishna e bebeu um pouco de água sagrada. Ele então resumiu a experiência de sua vida da seguinte forma: “Tudo é real. Brahman é real. O mundo é real. O mundo é Brahman. A força vital está estabelecida na Verdade. Salve Ramakrishna ! Salve Ramakrishna ! Diga que ele é a personificação da Verdade e a personificação do Conhecimento. </span><b style="font-family:Poppins;color:inherit;"><i>‘Satyam jnanam anantam brahma”</i></b><span style="font-family:Poppins;color:inherit;"> (Brahman é Verdade, Conhecimento e Infinito) e lentamente fechou os olhos como se estivesse fundindo em Brahman. Assim, Swami Turiyananda entrou no estado transcendental para sempre, no ano de 1922. O nome Swami Turiyananda significa literalmente “bem-aventurança transcendental”. Ele experimentou aquela felicidade e a compartilhou com todos. Ele foi um verdadeiro místico e silenciosamente transformou muitas vidas no Oriente e no Ocidente. Swami Turiyananda foi de fato um despertador de almas. Sua mensagem inflamada para seus alunos foi: “Cerre os punhos e diga: Eu vencerei ! Agora ou nunca - faça disso o seu lema. Mesmo nesta vida, devo ver Deus. Essa é a única maneira. Nunca adie”.</span></div>
</span></div></div></div></div></div></div></div></div></div> ]]></content:encoded><pubDate>Thu, 05 Oct 2023 23:52:15 -0300</pubDate></item><item><title><![CDATA[OS APÓSTOLOS DE SRI RAMAKRISHNA--PARTE-6]]></title><link>https://vedantacuritiba.org.br/blogs/post/os-apóstolos-de-sri-ramakrishna-parte-6</link><description><![CDATA[<img align="left" hspace="5" src="https://vedantacuritiba.org.br/OS APÓSTOLOS DE SRI RAMAKRISHNA/Sw-Shivananda.jpg"/>Antes de seu nascimento, sua mãe teve um sonho em que Shiva lhe apareceu e disse: “Estou satisfeito com sua devoção. Eu te abençoo e você será a mãe de um filho espiritual.”]]></description><content:encoded><![CDATA[<div class="zpcontent-container blogpost-container "><div data-element-id="elm_KMUIrxeBRWWogqTdolOd-Q" data-element-type="section" class="zpsection "><style type="text/css"></style><div class="zpcontainer-fluid zpcontainer"><div data-element-id="elm_Xshi4v7BSA6kd9xqbW4zCg" data-element-type="row" class="zprow zprow-container zpalign-items- zpjustify-content- " data-equal-column=""><style type="text/css"></style><div data-element-id="elm_2cwnW-9ESbiryZv89UupMg" data-element-type="column" class="zpelem-col zpcol-12 zpcol-md-12 zpcol-sm-12 zpalign-self- "><style type="text/css"></style><div data-element-id="elm_M5WwazlJSUiL2WsgofTIXQ" data-element-type="heading" class="zpelement zpelem-heading "><style></style><h2
 class="zpheading zpheading-align-center " data-editor="true"><span style="color:inherit;"><span style="font-size:36px;font-weight:700;">SWAMI SHIVANANDA</span></span></h2></div>
<div data-element-id="elm_mLp2JPnRTZ-i-yjTMrfvJA" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style></style><div class="zptext zptext-align-center " data-editor="true"><p><span style="color:inherit;"><span style="font-size:24px;font-weight:700;">Compilador—Swami Prajnatmananda</span></span><br></p></div>
</div><div data-element-id="elm_vObG3-pxfiDANStq8lDBpA" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style> [data-element-id="elm_vObG3-pxfiDANStq8lDBpA"].zpelem-text { border-radius:1px; } </style><div class="zptext zptext-align-left " data-editor="true"><p style="text-align:center;"><span style="color:inherit;"><span style="font-size:12pt;font-weight:bold;">PUBLICADO 06</span><span style="font-size:12pt;text-align:center;font-weight:bold;">&nbsp;DE DEZEMBRO DE 2020</span></span><br></p></div>
</div><div data-element-id="elm_lPCxsjseRQSC5RkuHHnMFQ" data-element-type="button" class="zpelement zpelem-button "><style> [data-element-id="elm_lPCxsjseRQSC5RkuHHnMFQ"].zpelem-button{ border-radius:1px; } </style><div class="zpbutton-container zpbutton-align-center "><style type="text/css"></style><a class="zpbutton-wrapper zpbutton zpbutton-type-primary zpbutton-size-md zpbutton-style-none " href="https://www.youtube.com/live/j8t_UMrtjTk?feature=shared"><span class="zpbutton-content">ASSISTIR O VÍDEO</span></a></div>
</div><div data-element-id="elm_dDL-asOrIaqBdoqZ3HSm4w" data-element-type="image" class="zpelement zpelem-image "><style> @media (min-width: 992px) { [data-element-id="elm_dDL-asOrIaqBdoqZ3HSm4w"] .zpimage-container figure img { width: 576px !important ; height: 758px !important ; } } @media (max-width: 991px) and (min-width: 768px) { [data-element-id="elm_dDL-asOrIaqBdoqZ3HSm4w"] .zpimage-container figure img { width:576px ; height:758px ; } } @media (max-width: 767px) { [data-element-id="elm_dDL-asOrIaqBdoqZ3HSm4w"] .zpimage-container figure img { width:576px ; height:758px ; } } [data-element-id="elm_dDL-asOrIaqBdoqZ3HSm4w"].zpelem-image { border-radius:1px; } </style><div data-caption-color="" data-size-tablet="" data-size-mobile="" data-align="center" data-tablet-image-separate="false" data-mobile-image-separate="false" class="zpimage-container zpimage-align-center zpimage-size-original zpimage-tablet-fallback-original zpimage-mobile-fallback-original hb-lightbox " data-lightbox-options="
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                theme:dark"><figure role="none" class="zpimage-data-ref"><span class="zpimage-anchor" role="link" tabindex="0" aria-label="Open Lightbox" style="cursor:pointer;"><picture><img class="zpimage zpimage-style-none zpimage-space-none " src="/OS%20AP%C3%93STOLOS%20DE%20SRI%20RAMAKRISHNA/Sw-Shivananda.jpg" width="576" height="758" loading="lazy" size="original" data-lightbox="true"/></picture></span></figure></div>
</div><div data-element-id="elm_4XqN1ZD10UHbNStSVcsGRg" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style> [data-element-id="elm_4XqN1ZD10UHbNStSVcsGRg"].zpelem-text { border-radius:1px; } </style><div class="zptext zptext-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Swami Shivananda foi uma grande personalidade espiritual, que nos lembra os atributos clássicos do Grande Deus Shiva. Antes de seu nascimento, sua mãe teve um sonho em que Shiva lhe apareceu e disse: “Estou satisfeito com sua devoção. Eu te abençôo e você será a mãe de um filho espiritual”. Desta maneira, a criança nasceu no ano de 1854, perto de Calcutá e foi chamada de Taraknath Ghoshal. Seu pai tinha realmente preparado um horóscopo elaborado para seu filho. Este previa que ele se tornaria um monge ou uma personalidade nobre. Tarak jogou-o fora no Ganges, quando escolheu a vida de monge.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Seu pai, Ramkanai Ghoshal, era um advogado de sucesso e uma pessoa religiosa. Grande parte de seus ganhos era gasta servindo aos homens santos e cuidando de estudantes pobres. Vinte e cinco a trinta alunos pobres sempre estavam abrigados em sua casa. A personalidade de Sri Ramakrishna atraiu muito Ramkanai. Ele frequentemente encontrava Sri Ramakrishna no templo da Mãe Divina em Dakshineshwar, Calcutá. Uma vez, durante intensas práticas espirituais, Sri Ramakrishna sofreu de uma sensação aguda de ardência por todo o seu corpo. Os medicamentos não conseguiram curar isso. Um dia, Sri Ramakrishna perguntou a Ramkanai Ghoshal se ele poderia sugerir algum remédio. Ramkanai Ghoshal recomendou usar <i>Ishtakavacha, </i>um amuleto com a inscrição do nome da divindade escolhida, em seu braço. Isso imediatamente aliviou-o da sensação de ardência.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Assim, o jovem Tarak ganhou espiritualidade como herança da família. Embora fosse um jovem talentoso, ele mostrou muito pouco interesse em seus estudos. Frequentemente, em meio a brincadeiras, risos e alegria infantil, ele repentinamente era tomado por um humor devocional. À medida que crescia, Tarak sempre aspirou a ter Samadhi, o estado mais elevado de experiência espiritual. Um de seus amigos disse-lhe que conhecia pelo menos uma pessoa que certamente alcançou o Samadhi, e esse era Sri Ramakrishna. Aqui está sua própria descrição das tendências de sua infância e juventude e de seu primeiro contato com Sri Ramakrishna. “Mesmo quando criança, eu tinha uma tendência inerente para a vida espiritual; e um sentimento inato de que o prazer não era o objetivo da vida. Percorri a cidade de Calcutá buscando o conhecimento de Deus em suas várias sociedades religiosas e templos. Mas não consegui encontrar satisfação real em lugar nenhum; nenhum deles enfatizou a beleza da renúncia, nem pude descobrir um único homem entre eles que possuísse a verdadeira sabedoria espiritual. Então, em 1880 ou 1881, ouvi sobre Sri Ramakrishna e fui vê-lo na casa de um de seus devotos em Calcutá. No primeiro dia de minha visita, vi Sri Ramakrishna entrando em Samadhi e quando ele retornou à consciência normal, ele falou em detalhes sobre Samadhi e sua natureza. Senti no fundo do meu coração que ali estava um homem que realmente havia realizado Deus e me entreguei para sempre a seus pés abençoados”. Tarak foi ao templo de Dakshineshwar para se encontrar com Sri Ramakrishna. Quando o encontrou em seu quarto, ele se sentiu como se sua própria mãe estivesse sentada à sua frente. Desde então, ele sempre considerou o Mestre como sua mãe. Depois das perguntas preliminares usuais, o Mestre perguntou a Tarak: “Em que aspecto de Deus você acredita ? Em Deus com forma ou sem forma ?”. Tarak respondeu: “Em Deus sem forma”. “Você tem também que admitir a Divina Shakti, a Energia Primordial”, disse o Mestre. Um dia Sri Ramakrishna pediu-lhe que colocasse a língua para fora. Então ele escreveu algo sobre ela. Isto teve um efeito estranho no rapaz. Ele sentiu uma sensação avassaladora tomando conta dele. O vasto mundo dos sentidos derreteu diante de seus olhos, sua mente foi absorvida profundamente em seu interior e todo o seu ser foi absorvido em um transe.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Uma vez o Mestre disse a ele, ‘Deus favorece aqueles que choram por Ele. Lágrimas de felicidade, assim derramadas, lavam os pecados de nascimentos anteriores'. As indefinidas aspirações de sua infância e juventude foram realizadas com a ajuda de Sri Ramakrishna. O Mestre mostrou-se para ele como sendo a consumação de todas as religiões. Conhecê-lo era conhecer a Deus. Com o crescimento dessa convicção, sua devoção ao Mestre aumentou cem vezes mais. Certa vez, o Mestre pediu a Tarak que passasse a noite no templo de Dakshineshwar. Mas ele recusou porque já havia prometido se encontrar com outra pessoa. Com isso o Mestre ficou satisfeito e observou: “Deve-se manter a palavra. Falar a verdade é a austeridade nesta era, Kali Yuga.” Às vezes Sri Ramakrishna acordava os jovens rapazes no meio da noite e dizia: “Olá, meus queridos jovens ! Vocês vieram aqui para dormir ? Se vocês passarem a noite inteira dormindo, quando vocês suplicarão por Deus ?”. Assim que ouviam essas palavras, eles se levantavam e começavam a meditar. Em outra ocasião, Sri Ramakrishna disse a ele: “No futuro, muitos devotos de pele branca virão aqui.” Referindo-se a esta declaração mais tarde, Swami Shivananda costumava dizer: “Deus é todo misericordioso. Ele não é limitado por tempo, lugar ou pessoa”.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Certa vez, três amigos Narendra, Kaliprasad e Tarak, sem informar a ninguém, partiram para Buda Gaya; o lugar onde Buda atingiu a iluminação, o nirvana. Eles passaram a maior parte do tempo sob a famosa árvore Bodhi, onde Buda alcançou o nirvana. Durante aquele período, um dia Narendra (mais tarde Swami Vivekananda) ficou tão dominado pela emoção que começou a chorar e abraçou Tarak, que estava meditando ao lado dele. É dito que, naquele dia, Narendra viu Buda entrar no corpo de Tarak.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">As circunstâncias familiares forçaram Tarak a se casar. Mas a vida do mundo não era para ele. Sua pureza inata, paixão pela santidade e a graça do Mestre nunca permitiram que ele fosse vítima das armadilhas do mundo. A pureza perfeita em sua vida de casado rendeu para ele o nome popular de “Mahapurusha”, do grande Swami Vivekananda. Tarak se juntou ao grupo de jovens irmãos discípulos para servir e cuidar de Sri Ramakrishna durante sua doença. O serviço ao Mestre e a lealdade aos ideais comuns forjaram um vínculo indissolúvel de unidade entre esses jovens aspirantes.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">A esposa de Tarak faleceu prematuramente nessa época. Tarak decidiu renunciar ao mundo, mesmo enquanto o Mestre ainda estava vivo. Com esse objetivo em vista, ele pediu permissão ao seu pai. Então seu pai, colocando a mão na cabeça do filho, o abençoou dizendo: &quot;Possa você realizar Deus. Eu mesmo tentei muito. Até pensei em renunciar ao mundo, mas não foi possível. Eu te abençôo, portanto, para que você possa realizar Deus.” Tarak contou tudo isso ao Mestre, que ficou muito satisfeito e expressou sua calorosa aprovação. A morte do Mestre criou um grande vazio no coração dos jovens discípulos. Eles ingressaram ao mosteiro em Baranagore sob a liderança de Narendra, mais tarde Swami Vivekananda. Tarak fez os votos formais de monasticismo com os outros discípulos e veio a ser conhecido como Swami Shivananda. Eles começaram a passar a maior parte do tempo em intensa meditação e estudos das escrituras. Eles também se moviam de um lugar para outro como monges mendicantes, suportando todos os tipos de privações e adversidades. Fome e frio, sede e calor foram seu destino por anos. Eles geralmente eram reticentes sobre suas experiências espirituais pessoais. Mais tarde, Swami Shivananda relembrou aqueles dias: “Naquela época, o espírito de renúncia estava em chamas e a idéia de conforto corporal nunca passava pela mente. Embora viajasse quase sempre sem recursos, pela graça do Senhor, nunca estive em perigo. A presença viva do Mestre costumava me proteger sempre. Muitas vezes eu não sabia de onde viria a próxima refeição. Naquele período, uma profunda insatisfação me consumia e o coração ansiava por Deus”. Ele não era inclinado a observância de cerimônias e desconsiderava abordagens emocionais da religião. Ele sintonizou &nbsp;sua mente ao aspecto sem forma do Divino. Essa rígida devoção a Jnana, conhecimento divino, continuou por algum tempo. No fundo de seu coração, entretanto, estava seu amor ilimitado pelo Mestre.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">No decorrer dessas viagens, Swami Shivananda também foi para Almora, situada no sopé do Himalaia. Lá ele conheceu um devoto rico chamado Lala Badrilal Shah. Ele logo se tornou um grande admirador dos discípulos de Sri Ramakrishna e cuidou muito deles sempre que os encontrava. Neste lugar, Swami Shivananda também conheceu E. T. Sturdy, um inglês interessado em Teosofia. Sturdy veio a ouvir de Swami Shivananda sobre as atividades de Swami Vivekananda no Ocidente. Em seu retorno à Inglaterra, ele convidou Swami Vivekananda para ir para lá e fez os preparativos para a pregação da Vedanta na Inglaterra.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Com o retorno de Swami Vivekananda do Ocidente, as peregrinações de Swami Shivananda terminaram. Ele foi a Madras para receber o Swami e voltou com ele para Calcutá. A pedido de Swami Vivekananda, ele foi para o Ceilão e pregou a Vedanta por cerca de um ano. Lá ele costumava dar aulas sobre o Gita e Raja Yoga. Suas palestras tornaram-se populares entre a comunidade educada local, incluindo vários europeus. Uma de suas alunas, a Sra. Picket, a quem ele deu o nome de Haripriya, foi especialmente treinada por ele. Sob sua orientação, ela se qualificou para ensinar Vedanta aos europeus. Mais tarde, ela foi para a Austrália e Nova Zelândia por orientação de Swami Shivananda e pregou a Vedanta. Em 1898, Swami Shivananda retornou ao Mosteiro, que estava então instalado na chácara de Nilambar Babu.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Em 1899, a epidemia de peste estourou em Calcutá. Swami Vivekananda pediu a Swami Shivananda e outros irmãos discípulos que organizassem o trabalho de assistência aos enfermos. Swami Shivananda empregou seus melhores esforços sem pensar em sua segurança pessoal. Quase ao mesmo tempo, um deslizamento de terra causou danos consideráveis aos residentes de uma região montanhosa chamada Darjeeling. Swami Shivananda arrecadou algum dinheiro como doações do público para ajudar aqueles que foram afetados pelo deslizamento de terra e o enviou a eles.&nbsp; Em 1900, Swami Shivananda acompanhou Swami Vivekananda durante uma visita ao Ashrama de Mayavati na região montanhosa. A inclinação natural de sua mente era para uma vida de contemplação. Então, ele foi novamente ao Himalaia para experimentar uma vez mais o deleite da paz e da meditação. Aqui ele passou alguns anos. Ele ocasionalmente descia para Belur Math. Swami Vivekananda havia pedido a ele para fundar um mosteiro no Himalaia. Swami Shivananda manteve seu desejo em mente e, em 1915, lançou a fundação de um mosteiro em Almora, no Himalaia. Isso foi completado por Swami Turiyananda, seu irmão discípulo.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Swami Vivekananda também havia pedido a Swami Shivananda para iniciar um mosteiro na cidade sagrada de Varanasi. Consequentemente, ele fundou lá um centro, em 1902. Os sete longos anos passados neste centro formaram um capítulo memorável de sua vida. Externamente, é claro, não houve nenhuma conquista espetacular. O Ashrama cresceu, não tanto como um centro de grande atividade social, mas como um centro de disciplina rígida e prática espiritual rigorosa. Tempos de ansiedade estavam por vir para Swami Shivananda. Os fundos do Centro de Varanasi logo se esgotaram. Às vezes, ninguém sabia de onde viriam as despesas do dia. A maior parte de seu tempo era consumido em práticas espirituais intensas. Ele dificilmente saia do Ashrama, e dia e noite ele estava em um elevado estado espiritual. Mesmo durante o inverno rigoroso, ele geralmente se levantava por volta das três da manhã e acendia o fogo. Em frente deste, os internos se sentavam para meditar, o que muitas vezes continuava até tarde da manhã. Durante esses tempos, Swami Saradananda, o então secretário-geral da missão Ramakrishna, pressionava-o fortemente para tentar arrecadar fundos para a Casa de Serviço local. Ele dizia brincando: “Irá a mera meditação trazer dinheiro ?”. Mas Swami Shivananda não podia mudar seu estilo de vida. Por algum tempo, ele abriu uma escola no Ashrama, onde ele mesmo ensinou inglês para um grupo de meninos locais. Por volta dessa época, ele traduziu as palestras de Swami Vivekananda em Chicago para o hindi, a língua nacional da Índia, para que as ideias de Swamiji pudessem se espalhar entre as pessoas.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Após o falecimento de Swami Brahmananda em 1922, Swami Shivananda foi nomeado Presidente da Ordem Ramakrishna. Ele viajou extensivamente por toda a Índia e começou muitos novos centros. Ele iniciou inúmeros devotos na vida espiritual, dando o nome sagrado de Deus, mantra diksha. Ele sempre estava em um estado extático. Onde quer que ele fosse, ele criava uma atmosfera de deleite ao seu redor. Monges e devotos se aglomeravam em volta dele de manhã e à noite e por horas as conversas espirituais continuavam.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Depois de 1930, sua saúde piorou em grande medida. A perda de seus irmãos discípulos e as responsabilidades organizacionais aumentaram seu estresse. Mas nada poderia diminuir o brilho de sua chama ardente de confiança em Deus. Sempre que alguém indagava sobre sua saúde, sua resposta favorita era: “Sita está bem, desde que seja capaz de repetir o nome de Rama.” Os médicos que vieram tratá-lo ficaram maravilhados com seu espírito alegre, que nada conseguia deprimir. Às vezes, ele apontava para seu cachorro Kelo e dizia: “Kelo é meu cachorro e eu sou o cachorro do Mestre”.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Em uma carta a um devoto, no final de sua vida, Swami Shivananda escreveu sobre o Mestre: “Ainda não cheguei a um entendimento final se ele era um homem ou um super-homem, um deus ou o próprio Deus. Mas eu vim a conhecer ele como sendo um homem de completa autoanulação, mestre da mais elevada renúncia, possuidor da sabedoria suprema e a própria encarnação do amor. Com o passar dos dias, estou ficando cada vez mais familiarizado com o domínio da espiritualidade e sentindo a extensão e profundidade infinita dos estados espirituais de Sri Ramakrishna. Cresce em mim a convicção de que compará-lo com Deus, como Deus é popularmente entendido, seria minimizar e rebaixar sua suprema grandeza. Eu o vi derramar seu amor igualmente sobre homens e mulheres, sobre eruditos e ignorantes, e sobre santos e pecadores”.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Durante seu mandato como Presidente da Ordem, o trabalho da Missão se expandiu continuamente. As idéias do Mestre se espalharam por novas terras. Os novos centros foram abertos não apenas em diferentes partes da Índia, mas também em vários países estrangeiros. Seu amor era amplo demais para ser limitado por interesses sectários; ele estendeu-se a todos os lugares e a todos os movimentos onde o bem estivesse sendo feito. Swami Shivananda começou um novo mosteiro em uma região montanhosa chamada Udakamandalam no sul da Índia. Enquanto estava lá uma vez, ele exclamou: “Eu vi uma figura luminosa saindo deste corpo (significando o seu próprio); e ela cresceu e cresceu, até que finalmente envolveu o mundo inteiro. O Mestre é meu Paramatman, o Ser Supremo. É Ele quem permeia todo o universo. ‘Um quarto dele é todo este universo; Seus outros três quartos imortais estão na região brilhante.'</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Nesse lugar, uma vez ele estava caminhando com seu atendente. Vendo uma senhora ocidental no caminho, ele a cumprimentou cordialmente. Mas a senhora não retribuiu a saudação. Não somente isso, ela lançou para ele um olhar de desprezo e depois virou o rosto e foi embora. Ela era missionária e estava zangada porque a Missão Ramakrishna estava trabalhando para os pobres daquela área montanhosa. O monge assistente ficou ofendido e falou: “Maharaj, por que você a cumprimentou ? Ela foi embora, humilhando você !”. Swami Shivananda respondeu: “Não importa. Deve-se respeitar as mulheres de todos os países. A Mãe Divina se manifesta em todas as mulheres do mundo (Sri Chandi)”. Era da natureza de Swami Shivananda respeitar igualmente a todos, sem esperar qualquer retribuição em troca. Com esse comportamento inadequado, aquela senhora ocidental mostrou sua falta de refinamento e polidez. Mas isso não magoou Swami Shivananda em absoluto. Sempre que uma notícia de inundação, fome ou qualquer outra calamidade o alcançava, ele ficava ansioso com as vítimas; e não descansaria até que o trabalho de socorro fosse organizado para eles. Ele aconselhava até mesmo aqueles envolvidos em atividades de serviço: “O Mestre faz seu próprio trabalho. Você e eu somos apenas instrumentos. Concentre sua mente nele, e ele o fará fazer o que deve ser feito. O trabalho feito com egoismo não leva a nada. Que bem isso faz para o mundo ? Se alguém praticou muita austeridade, então Deus o torna um instrumento e atua por meio dele. Ele só atua quando há o espírito correto. O trabalho que não tem esse espírito é um desperdício de energia.” Ele dizia: “Preencha tanto sua mente pela manhã com pensamentos de Deus; que um ponto da bússola de sua mente estará sempre em direção a Deus, embora você esteja envolvido em várias atividades de distração”.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Uma noite, depois da ceia, alguns dos internos do mosteiro de Belur estavam se divertindo e rindo alto no pátio. O barulho de risos podia ser ouvido no quarto de Swami Shivananda. Ele sorriu um pouco e disse suavemente: “Os jovens estão rindo muito e parecem estar felizes. Eles deixaram seu círculo familiar e seu lar em busca de felicidade. Mestre, faça-os felizes !”.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">A idade, que diminui nosso vigor físico e mental, serve apenas para aumentar a força e o encanto de uma personalidade espiritual. Os últimos anos da vida de Swami Shivananda foram dias da real majestade de um soberano espiritual. Seu olhar gentil e uma palavra de encorajamento colocavam uma nova esperança e energia nas pessoas frustradas e desesperadas. Nem todos os que vieram a ele precisavam urgentemente de consolo espiritual. Suas obras de caridade fluíram em um fluxo constante para muitas pessoas que gemiam sob a pobreza. Seu amor se mostrou de centenas de maneiras. Se algum de seus numerosos devotos ou membros do mosteiro adoecesse, ele nunca deixava de fazer perguntas ansiosas sobre eles.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;"><div style="text-align:justify;"><span style="color:inherit;">Certa vez, Swami Shivananda disse a um de seus discípulos, apontando para a mangueira no pátio de Belur Math: &quot;Olha, uma grande quantidade de poder espiritual se acumulou dentro de mim, que se eu disser para essa árvore: 'Seja libertada', ela será liberada. Posso tornar as pessoas livres apenas olhando em uma direção específica.” Dizendo isso, ele ficou absorto na meditação. Tal era seu poder espiritual! Outra vez, ele disse: “Nesta era, o nome de Sri Ramakrishna é o mantram, o nome sagrado de Deus, para a liberação. Rama e Krishna,&nbsp; a combinação dessas duas encarnações se manifestam simultaneamente em Ramakrishna. Se você cantar o nome de Ramakrishna, obterá o resultado do japam do mantra Rama, bem como do mantra Krishna. Ele nasceu para libertar pecadores e sofredores, e mostrou um caminho simples e bonito para a realização de Deus.” Para Swami Shivananda, Deus e religião não eram palavras vagas ou ideais distantes, mas realidades vivas. Vidas como a sua iluminam as páginas escuras da história e apontam para a meta divina para a qual caminha a humanidade. Ele deixou o corpo em 1934, deixando uma memória que é como um sonho dourado arremessado repentinamente do céu para este&nbsp; mundo áspero&nbsp; da realidade.</span></div></span></div></div></div>
</div></div></div></div></div></div> ]]></content:encoded><pubDate>Thu, 05 Oct 2023 23:15:03 -0300</pubDate></item><item><title><![CDATA[OS APÓSTOLOS DE SRI RAMAKRISHNA--PARTE-7]]></title><link>https://vedantacuritiba.org.br/blogs/post/os-apóstolos-de-sri-ramakrishna-parte-7</link><description><![CDATA[<img align="left" hspace="5" src="https://vedantacuritiba.org.br/OS APÓSTOLOS DE SRI RAMAKRISHNA/Sw-Akhandananda.jpg"/>Gangadhar Gangopadhyaya era o nome pré-monástico de Swami Akhandananda, um apóstolo de Sri Ramakrishna. Ele nasceu em uma família respeitável e piedosa de Calcutá no ano de 1864.]]></description><content:encoded><![CDATA[<div class="zpcontent-container blogpost-container "><div data-element-id="elm_1Yb4FnJ2QxyxkSeU00I4RQ" data-element-type="section" class="zpsection "><style type="text/css"></style><div class="zpcontainer-fluid zpcontainer"><div data-element-id="elm_ILVgmEWeR5iiPLPEupeuNQ" data-element-type="row" class="zprow zprow-container zpalign-items- zpjustify-content- " data-equal-column=""><style type="text/css"></style><div data-element-id="elm_bQBefuucTjGkgQn9bBgsOw" data-element-type="column" class="zpelem-col zpcol-12 zpcol-md-12 zpcol-sm-12 zpalign-self- "><style type="text/css"></style><div data-element-id="elm_vy_EAc0BT4qawgIdLMamdA" data-element-type="heading" class="zpelement zpelem-heading "><style> [data-element-id="elm_vy_EAc0BT4qawgIdLMamdA"].zpelem-heading { border-radius:1px; } </style><h2
 class="zpheading zpheading-align-center " data-editor="true"><span style="color:inherit;"><span style="font-size:36px;font-weight:700;">SWAMI AKHANDANANDA</span></span></h2></div>
<div data-element-id="elm_zNUnAtBbT8iqiOatSDJk3Q" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style> [data-element-id="elm_zNUnAtBbT8iqiOatSDJk3Q"].zpelem-text { border-radius:1px; } </style><div class="zptext zptext-align-center " data-editor="true"><p><span style="color:inherit;"><span style="font-size:24px;font-weight:700;">Compilador—Swami Prajnatmananda</span></span><br></p></div>
</div><div data-element-id="elm_opjfqj1VqCBJMrSe1yjKkw" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style> [data-element-id="elm_opjfqj1VqCBJMrSe1yjKkw"].zpelem-text { border-radius:1px; } </style><div class="zptext zptext-align-left " data-editor="true"><p style="text-align:center;"><span style="color:inherit;"><span style="font-size:12pt;font-weight:bold;">PUBLICADO&nbsp;</span><span style="font-size:12pt;text-align:center;font-weight:bold;">22 DE NOVEMBRO DE 2020</span></span><br></p></div>
</div><div data-element-id="elm_49mU9VkwSl6-20Z1siRdYg" data-element-type="button" class="zpelement zpelem-button "><style> [data-element-id="elm_49mU9VkwSl6-20Z1siRdYg"].zpelem-button{ border-radius:1px; } </style><div class="zpbutton-container zpbutton-align-center "><style type="text/css"></style><a class="zpbutton-wrapper zpbutton zpbutton-type-primary zpbutton-size-md zpbutton-style-none " href="https://www.youtube.com/live/ZSkqT6lmGCQ?feature=shared"><span class="zpbutton-content">ASSISTIR O VÍDEO</span></a></div>
</div><div data-element-id="elm_rbtuaTpmXcVvrTMn3mRV2A" data-element-type="image" class="zpelement zpelem-image "><style> @media (min-width: 992px) { [data-element-id="elm_rbtuaTpmXcVvrTMn3mRV2A"] .zpimage-container figure img { width: 442px !important ; height: 487px !important ; } } @media (max-width: 991px) and (min-width: 768px) { [data-element-id="elm_rbtuaTpmXcVvrTMn3mRV2A"] .zpimage-container figure img { width:442px ; height:487px ; } } @media (max-width: 767px) { [data-element-id="elm_rbtuaTpmXcVvrTMn3mRV2A"] .zpimage-container figure img { width:442px ; height:487px ; } } [data-element-id="elm_rbtuaTpmXcVvrTMn3mRV2A"].zpelem-image { border-radius:1px; } </style><div data-caption-color="" data-size-tablet="" data-size-mobile="" data-align="center" data-tablet-image-separate="false" data-mobile-image-separate="false" class="zpimage-container zpimage-align-center zpimage-size-original zpimage-tablet-fallback-original zpimage-mobile-fallback-original hb-lightbox " data-lightbox-options="
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</div><div data-element-id="elm_uAEPoVcXdms2wgN57Nk4eg" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style> [data-element-id="elm_uAEPoVcXdms2wgN57Nk4eg"].zpelem-text { border-radius:1px; } </style><div class="zptext zptext-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Gangadhar Gangopadhyaya era o nome pré-monástico de Swami Akhandananda, um apóstolo de Sri Ramakrishna</span><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;color:inherit;"><span style="font-size:20px;">. El</span>e nasceu em uma família respeitável e piedosa de Calcutá no ano de 1864. Mesmo na infância, ele tinha uma mentalidade profundamente religiosa e tinha hábitos extremamente ortodoxos. Ele costumava tomar banho no Ganges várias vezes ao dia e praticar meditação regularmente. Ele era muito inteligente e guardou na memória muitos Upanishads e o Bhagavad Gita. Ele nunca se importou muito em adquirir educação formal e acumular diplomas universitários. Mas ele sempre sonhou em vagar pelas montanhas do Himalaia e ficar em eremitérios na companhia de homens santos. Ele entrou em contato com Sri Ramakrishna pela primeira vez no templo da Mãe Divina em Dakshineshwar, Calcutá. Sri Ramakrishna o recebeu cordialmente e perguntou se ele o tinha visto antes. O menino respondeu que o tinha visto quando era muito jovem, na casa de um devoto. O Mestre o fez passar a noite. Quando ele estava se despedindo na manhã seguinte, Sri Ramakrishna pediu ao menino, de sua maneira característica, que voltasse novamente. Foi assim que começou a estreita associação entre o Mestre e o discípulo. Posteriormente, amadureceu para a realização espiritual e uma vida totalmente dedicada ao serviço de Deus no homem.</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Logo, Sri Ramakrishna iniciou Gangadhar na vida espiritual escrevendo um mantra, o nome sagrado de Deus, em sua língua. Um dia o Mestre o levou ao santuário e, apontando para Shiva reclinado aos pés da Divina Mãe Kali, disse: “Veja, aqui está o Shiva vivo”. Gangadhar realmente sentiu a presença viva de Shiva; e ele até notou Shiva respirando! Um dia Sri Ramakrishna perguntou a Gangadhar: &quot;Você sabe como orar à Mãe Divina ?&quot;. Dizendo isso, ele ficou impaciente como uma criança e começou a orar: “Mãe querida, conceda-me conhecimento e devoção. Eu não quero mais nada. Eu não posso viver sem você.&quot; Enquanto orava assim, lágrimas abundantes rolaram de seus olhos e ele entrou em êxtase. Gangadhar ficou surpreso ao ver seu fervor espiritual. Em outra ocasião, ele ficou impressionado ao ouvir Sri Ramakrishna instruindo os devotos sobre Deus com forma e sem forma. Sri Ramakrishna disse: “Como você pode compreender o aspecto sem forma de Deus de uma só vez ? Quando os arqueiros estão aprendendo a atirar flechas, eles primeiro visam a bananeira. Depois, para uma árvore rala, depois para uma fruta, depois para as folhas e, finalmente, para um pássaro voando. Primeiro medite em Deus com forma. Isso permitirá que você gradualmente perceba o aspecto amorfo de Deus”.</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Gangadhar sentiu a influência transformadora silenciosa do amor do Mestre. Sob sua tutela, Gangadhar gradualmente mudou para práticas espirituais puras, abandonando suas observâncias excessivamente ortodoxas. O Mestre os descreveu como “desatualizados” e disse: “Olhe para Naren (esse era o nome pré-monástico de Swami Vivekananda). Ele tem olhos tão proeminentes! Ele masca 100 folhas de betelpor dia e come o que consegue. Mas sua mente é profundamente introspectiva. Ele anda pelas ruas de Calcutá olhando casas e bens móveis, cavalos e carruagens, e tudo mais, como cheios de Deus! Vá vê-lo um dia. Ele mora em Simla (um distrito de Calcutá).” No dia seguinte, Gangadhar prontamente encontrou Narendra Nath; e imediatamente entendeu a verdade das observações de Sri Ramakrishna sobre ele. Ele relatou suas boas impressões sobre Naren ao Mestre. Ele se perguntou como o menino podia aprender tanto em um único encontro com Naren. Gangadhar disse: “Ao chegar lá, percebi aqueles olhos proeminentes dele e o encontrei lendo uma volumosa obra em inglês. Seu quarto estava um tanto desarrumado, mas ele quase não percebia nada. Sua mente parecia estar longe deste mundo.&quot; Sri Ramakrishna o aconselhou a visitar Naren com freqüência. Esta foi a base de sua devoção e lealdade duradouras a Swami Vivekananda, o herói de sua vida.</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Gangadhar ia com frequência a Dakshineshwar e não perdia nenhuma oportunidade de servir ao Mestre. Isso atingiu seu clímax durante a doença do Mestre, no final de sua vida. Sri Ramakrishna conseguiu unir um bando puro e altruísta de jovens discípulos com fortes laços fraternos. Ele os colocou sob os cuidados de Naren como seu líder. Uma vez, durante a conversa, um dos atendentes de Sri Ramakrishna disse: “Eu sei”. Imediatamente, o Mestre levantou a cabeça do travesseiro e comentou: “O que você diz ? Você sabe ? Nunca diga isso. Diga: ‘Tão longa quanto for minha vida, tão longo será meu aprendizado’”.</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Após a partida final do Mestre para a Morada Eterna, um mosteiro foi iniciado em Baranagar, Calcutá. Gangadhar juntou-se ao grupo de monges renunciantes e levou uma vida ascética com eles. Ele estava determinado a realizar a Verdade mais elevada ou morrer tentando. Gangadhar também recebeu os votos formais de vida monástica junto com os outros discípulos do Mestre. Daí em diante tornou-se Swami Akhandananda.</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Sri Ramakrishna costumava dizer: “Não se pode ter um vislumbre do Infinito sem ver o Himalaia ou o oceano”. Então, ele partiu para o Himalaia para levar uma vida de monge errante. Curiosamente, seu pai terreno veio à estação ferroviária para se despedir dele e disse: “Vá, meu filho. Cumpra sua missão na vida. Este mundo é irreal. Eu te abençôo, que você alcance a devoção inabalável a Deus”. Depois disso, encontramos Swami Akhandananda levando uma vida de aventuras totalmente dependente de Deus. No caminho, ele parou na cidade sagrada de Varanasi. Lá, ele encontrou um grande estudioso de sânscrito Sri Pramada Das Mitra. Com ele, Swami Akhandananda aprendeu a maneira tradicional e melodiosa de cantar Upanishads e hinos em sânscrito. Então ele alcançou Hrishikesh, no sopé do Himalaia, cercado pela selva. Lá ele ouviu falar de um monge vedantino que havia sido atacado por um tigre selvagem. Mesmo estando nas garras da morte, ele repetia <i>“Soham”</i>, “Eu sou Ele, o Deus” até seu último suspiro. Em outra ocasião, ele se abrigou em uma casa em uma aldeia. Uma noite, os aldeões ficaram nervosos ao ouvir o rugido de um tigre. Swami Akhandananda pensou: “O quê ?! Eu sou um monge. &nbsp;Devo ter medo da morte ?”. Ele saiu de casa e dormiu no espaço aberto sem temer por aquele tigre.</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Swami Akhandananda não possuía quaisquer posses e não mantinha nenhum dinheiro com ele durante as andanças. Ele não aceitaria nada além do que era mais essencial para sua vida. Ele visitou o Tibete três vezes e aprendeu sua língua também. Ele ficou nos mosteiros budistas. Ele também visitou o sagrado Monte Kailas e o Lago Manas Sarovar. Durante esse tempo, uma vez, Swami Akhandananda ficou como hóspede de um cigano rico. O cigano viu uma foto de Sri Ramakrishna com Swami Akhandananda e a tocou. Logo ele entrou em êxtase. Ele disse: “Onde você tirou essa foto ? Por favor, dê para mim. Vou adorá-lo todos os dias. Ele é o verdadeiro Buda”.</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Swami Akhandananda descobriu que em alguns lugares os monges budistas, Lamas, levavam uma vida luxuosa sem se importar com as pessoas pobres ao seu redor. Por isso, ele tentou conscientizar os pobres. Então, os monges budistas ameaçaram prendê-lo e puni-lo. Ele escapou com a ajuda de alguns comerciantes. Mais tarde, os britânicos o prenderam e colocaram atrás das grades, suspeitando que fosse um espião tibetano. Mais tarde, porém, o soltaram descobrindo que ele era inocente. Vendo sua proficiência na língua tibetana e conhecimento de sua cultura, o governo britânico ofereceu-lhe o cargo de cônsul, que ele recusou.</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Durante suas viagens, Swami Akhandananda conheceu um devoto cristão do Mestre, o Sr. Williams, que considerava Sri Ramakrishna uma encarnação de Jesus Cristo. Durante seu primeiro encontro, o Mestre estendeu uma esteira para ele e outra para si mesmo. Então o Mestre disse brincando: &quot;Olhe aqui, as duas esteiras estão a uma polegada de distância.&quot; O Sr. Williams respondeu: “Duas esteiras podem estar separadas, mas não há distância entre nossos corações”. O Mestre o instruiu sobre assuntos espirituais. Mais tarde, ele foi para o Himalaia para realizar práticas espirituais e passou o resto de sua vida lá. </span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;font-size:20px;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Após esta peregrinação, Swami Akhandananda voltou ao mosteiro Baranagore em Calcutá. Ele passou alguns meses felizes com seus irmãos discípulos. Novamente ele partiu com Swami Vivekananda em uma peregrinação ao Himalaia. Swami Vivekananda carinhosamente se dirigiu a ele como “Ganges”, já que seu nome anterior era “Gangadhar”. Às vezes, por diversão, o chamava de “Pai do Gelo”. Antes de iniciar a peregrinação, eles buscaram a Santa Mãe Sri Sarada Devi para buscar suas bênçãos. Ela os abençoou e disse a Swami Akhandananda: “Meu filho, você conhece o modo de vida nas montanhas. Por favor, cuide de Naren, para que ele não sofra por falta de comida.” No caminho para o santuário sagrado de Badarinath, eles estavam determinados a percorrer todo o caminho sem um tostão. Eles seguiram em direção a um lugar chamado Almora, no sopé do Himalaia. No caminho, eles pararam para pernoitar à beira de um rio. Uma velha figueira-da-índia ficava na margem do rio. Depois do banho, os dois Swamis se dirigiram à árvore e sentaram-se absortos em meditação. Após a meditação, Swami Vivekananda disse a seu companheiro: &quot;Bem, Gangadhar, aqui sob esta figueira-da-índia um dos maiores problemas da minha vida foi resolvido'. Em seguida, ele falou sobre sua visão maravilhosa sobre a unidade do microcosmo e do macrocosmo. Ele registrou essa experiência de forma fragmentada em seu diário naquele dia. Lê-se como segue:</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">“No princípio era a Palavra (Aum)...O microcosmo e o macrocosmo são construídos no mesmo plano. Assim como a alma individual está encerrada no corpo vivo, o mesmo acontece com a Alma Universal na Prakriti Viva (Natureza) - o universo objetivo. Shivā (Kālī) está abraçando Shiva; isso não é uma fantasia. Essa cobertura de uma (Alma) pela outra (Natureza) é análoga à relação entre uma idéia e a palavra que a expressa; eles são um e o mesmo, e é apenas por uma abstração mental que podemos distingui-los. O pensamento é impossível sem palavras. Portanto, no início era o Verbo…” Mais tarde, com base nesta experiência espiritual, Swami Vivekananda desenvolveu toda sua série de palestras sobre Jnana Yoga ministradas em Londres. Nessas palestras de Jnana Yoga, também se pode observar sua habilidade oratória atingindo seu auge.</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Ambos os Swamis viajaram na região do Himalaia por algum tempo. Com o passar do tempo, mais alguns irmãos-discípulos também se juntaram a eles na peregrinação. Swami Vivekananda, impelido por um ímpeto interno a permanecer sozinho, os deixou. Swami Akhandananda, incapaz de suportar sua separação, o seguiu de província em província, determinado a encontrá-lo. Mas em cada lugar que visitava, ele recebia a notícia desconcertante de que Swami Vivekananda o deixara alguns dias atrás. Ele persistiu em sua busca com determinação inabalável, até que finalmente encontrou Swami Vivekananda. Ele, no entanto, cedeu ao desejo sincero do líder de ser deixado em paz. Eles continuaram suas andanças separadamente. Essas perambulações deram a Swami Akhandananda ampla oportunidade de entrar em contato próximo com todos os setores da população, altos e baixos, ricos e pobres. Ele descobriu a verdade por trás da ideia de Swami Vivekananda, <b><i>‘Educação é o único remédio para todos os males sociais’. </i></b>Portanto, educar as massas tornou-se seu primeiro objetivo de serviço. Ele se movia de porta em porta em um lugar chamado Khetri, no oeste da Índia, alertando os moradores sobre a necessidade de educar seus filhos. Naquela região, ele foi fundamental para iniciar cinco escolas primárias. Vendo todos esses esforços de Swami Akhandananda, o rei local de Khetri foi influenciado e sancionou uma bolsa anual para a disseminação da educação em seu território. Assim, onde quer que fosse, Swami Akhandananda inspirava as pessoas e as autoridades locais para a difusão da educação.</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Depois de vagar dessa forma por vários anos, ele voltou ao mosteiro. A essa altura, Swami Vivekananda também havia retornado do Ocidente para a Índia após seu triunfante sucesso do trabalho pela Vedanta no Ocidente. No ano de 1897, Swami Akhandananda partiu em peregrinação ao local de nascimento de Sri Chaitanya a pé ao longo do Ganges. No caminho, ele chegou a um lugar chamado Berhampore, que estava passando fome. Lá ele encontrou uma pobre garota chorando. Ao ser indagado, ele soube que ela havia quebrado sua jarra de água, a única da família. Ela não tinha dinheiro para comprar uma nova. O Swami tinha apenas algumas moedas com ele. Ele comprou um jarro de uma loja para a menina. Ele também comprou um pouco de arroz inflado para aquela garota comer. Enquanto ele estava descansando lá, uma dúzia de velhas emaciadas em trapos o cercaram para comer. Ele imediatamente gastou seu pouco saldo em comprar comida para elas. Pouco depois disso, ele soube que uma pobre idosa estava deitada doente e sem ajuda naquela aldeia. Ele imediatamente foi lá e fez tudo o que pôde para ajudá-la. Ela agradeceu a Swami Akhandananda dizendo: “Pai, você deve ter sido meu filho em minha vida anterior.” Ele respondeu: “Por que sua vida anterior? Eu sou seu filho nesta mesma vida.” Foi assim que ele conheceu a realidade da fome. Conforme ele prosseguia, ele viu mais cenas assustadoras. Ele queria ir em frente. Mas ele ouviu a voz de seu Mestre: “Para onde você irá? Você tem muitas coisas para fazer aqui.” Ele ouviu a mesma voz três vezes. Portanto, ele não prosseguiu. Ele parou ali mesmo. Ele decidiu não se mudar do lugar até que tivesse feito algum alívio para as pessoas atingidas pela fome. Ele escreveu ao mosteiro pedindo ajuda para ajudar no combate à fome. Swami Vivekananda ficou muito satisfeito em saber sobre o nobre esforço de Swami Akhandananda. Ele despachou dois monges com algum dinheiro para ajudar Swami Akhandananda. Desta forma, em 15 de maio de 1897, o primeiro trabalho de combate à fome da Missão Ramakrishna foi inaugurado naquela área. Durou cerca de um ano. Durante as operações de socorro, ele encontrou várias crianças órfãs e começou a cuidar delas. Com o incentivo dos oficiais distritais, Swami Akhandananda começou um orfanato para essas crianças em um lugar chamado Sargachi. Ao longo dos anos desenvolveu-se consideravelmente e ainda hoje o centro está a formar os jovens locais na área da assistência rural integrada. Ele também ensinou aos moradores sobre saúde, higiene e saneamento. </span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Swami Vivekananda certa vez expressou seu grande apreço pelas atividades de serviço iniciadas por Swami Akhandananda com um discípulo: “Veja, que grande herói ele é no trabalho! Ele não tem consciência do medo e da morte; e obstinadamente faz seu trabalho ‘para o bem de muitos e o bem-estar de todos’ - <i>bahujana hitāya, bahujana sukhāya</i>.” O discípulo observou: “Swamiji, esse poder deve ter chegado a ele como resultado de grandes austeridades.” Swamiji respondeu: “É verdade, o poder vem através da prática de austeridades; novamente, trabalhar para os outros também é austeridade. Os karma yogis consideram o próprio trabalho uma parte da austeridade. Como, por um lado, a prática da austeridade intensifica os sentimentos altruístas em um aspirante e o leva ao trabalho altruísta, assim também a busca pelo trabalho para o benefício dos outros purifica o coração; e isso o leva à realização do Supremo Atman.”</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Swami Akhandananda conduziu várias serviços de socorro em conexão com as epidemias de cólera e peste. Novamente, durante o terrível terremoto na Índia Central em 1934, apesar de sua idade avançada, ele inspecionou pessoalmente as áreas devastadas e conduziu trabalhos de socorro. Toda a sua vida foi repleta de tais serviços humanitários. Para ele, todos os seres humanos em perigo eram verdadeiras divindades; e ele sentiu intensa alegria em servi-los da melhor maneira que pôde. Com isso, ele literalmente cumpriu o ideal de Swami Vivekananda, &quot;Os pobres, os analfabetos, os ignorantes, os aflitos - que estes sejam o seu Deus. Saiba que só o serviço a estes é a religião mais elevada.”</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Ele foi nomeado vice-presidente da Missão Ramakrishna em 1925. Em seguida, ele foi feito presidente em 1934, com o falecimento de Swami Shivananda. Os deveres do presidente exigiam sua presença em Belur Math, mas ele preferia a solidão de Sargachi. Ele estava muito feliz com seus meninos órfãos. Além disso, supervisionando o trabalho agrícola e cuidando da valiosa coleção de árvores e plantas do pomar. Ao longo de sua vida, entretanto, ele foi um amante de livros e acumulou um grande acervo de conhecimentos sobre diversos assuntos. Ele tinha uma memória prodigiosa. Isso, juntamente com seu forte poder de observação e senso dramático, fez dele um conversador de primeira linha. Ele manteria seu público fascinado com narrações das peregrinações aventureiras e arriscadas que empreendeu. Ele tinha uma aptidão especial para aprender línguas. Ele era um escritor poderoso na língua bengali e ocasionalmente contribuía com uma série de artigos para revistas.</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Acima de tudo, como muitos grandes santos, ele adorava diversão. Na verdade, o elemento infantil era predominante nele, tanto que mesmo no meio de uma conversa séria ele conseguia fazer sua audiência rir com alguma anedota engraçada. Seus irmãos discípulos, conhecendo este lado mais leve de sua natureza, o provocavam criando situações engraçadas, que ele também apreciava. O próprio Mestre era um grande amante da diversão e a usava como um meio eficaz para transmitir espiritualidade. Todos os seus discípulos também compartilharam esta atitude perante a vida. Mesmo que a piada fosse às custas um do outro, isso os tornava ainda mais queridos.</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Depois de se tornar o Presidente da Missão Ramakrishna, Swami Akhandananda abençoou muitos buscadores sinceros, dando-lhes iniciação espiritual, mantra diksha. Ele insistia em que observassem um alto padrão de pureza e excelência moral em sua vida cotidiana.</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"><div style="text-align:justify;"><span style="font-family:Poppins;color:inherit;">Cerca de um ano antes de sua morte, ele teve uma premonição do fim que se aproximava e contou a alguns de seus discípulos sobre isso. Com isso em vista, eles organizaram a recitação dos grandes épicos, Ramayana e o Mahabharata em sua presença. Existem dois dísticos sânscritos com o seguinte significado: “Ó Deus, eu não cobiço reino algum, ou céu, ou mesmo salvação. Meu único desejo é a remoção das misérias dos aflitos. Ó Deus, há algum meio pelo qual eu possa entrar nos corações de todos os seres e sempre compartilhar os fardos de seus sofrimentos?” Essas ideias eram muito queridas por Swami Akhandananda. Na véspera de sua partida deste mundo, ele refletia sobre seu profundo significado. Swami Akhandananda deixou o corpo&nbsp; em Belur Math, no ano de 1937.</span></div>
</span></div></div></div></div></div></div></div></div></div> ]]></content:encoded><pubDate>Thu, 05 Oct 2023 22:53:46 -0300</pubDate></item><item><title><![CDATA[OS APÓSTOLOS DE SRI RAMAKRISHNA--PARTE-8]]></title><link>https://vedantacuritiba.org.br/blogs/post/os-apóstolos-de-sri-ramakrishna-parte-8</link><description><![CDATA[<img align="left" hspace="5" src="https://vedantacuritiba.org.br/OS APÓSTOLOS DE SRI RAMAKRISHNA/Sw-Saradananda.jpg"/>Swami Saradananda nasceu em 1865 em uma família rica, ortodoxa e religiosa de Calcutá. Seu nome de infância era Sharat Chandra Chakravarti. Desde a infância, ele era conhecido por sua devoção a Deus e personalidade séria.]]></description><content:encoded><![CDATA[<div class="zpcontent-container blogpost-container "><div data-element-id="elm_w6CgCZrwSrqFUlZVUfaKYA" data-element-type="section" class="zpsection "><style type="text/css"></style><div class="zpcontainer-fluid zpcontainer"><div data-element-id="elm_fBvh0_POTwqSvFFZsqzBlQ" data-element-type="row" class="zprow zprow-container zpalign-items- zpjustify-content- " data-equal-column=""><style type="text/css"></style><div data-element-id="elm_jC4e53QySOCMh4Gys6IhKw" data-element-type="column" class="zpelem-col zpcol-12 zpcol-md-12 zpcol-sm-12 zpalign-self- "><style type="text/css"></style><div data-element-id="elm_6Cpqer3FTo6NUs_HqffJWQ" data-element-type="heading" class="zpelement zpelem-heading "><style></style><h2
 class="zpheading zpheading-align-center " data-editor="true"><span style="color:inherit;"><span style="font-size:36px;font-weight:700;">SWAMI SARADANANDA</span></span></h2></div>
<div data-element-id="elm_z1V3dptAQBqlQvane3cVDw" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style></style><div class="zptext zptext-align-center " data-editor="true"><p><span style="color:inherit;"><span style="font-size:24px;font-weight:700;">Compilador—Swami Prajnatmananda</span></span><br></p></div>
</div><div data-element-id="elm_3EFftFn7itBmaitYXIuPPg" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style> [data-element-id="elm_3EFftFn7itBmaitYXIuPPg"].zpelem-text { border-radius:1px; } </style><div class="zptext zptext-align-left " data-editor="true"><p style="text-align:center;"><span style="color:inherit;"><span style="font-size:12pt;font-weight:bold;">PUBLICADO 13</span><span style="font-size:12pt;text-align:center;font-weight:bold;">&nbsp;DE DEZEMBRO DE 2020</span></span><br></p></div>
</div><div data-element-id="elm_Na6hNw5jQaayOx7adtr2vg" data-element-type="button" class="zpelement zpelem-button "><style> [data-element-id="elm_Na6hNw5jQaayOx7adtr2vg"].zpelem-button{ border-radius:1px; } </style><div class="zpbutton-container zpbutton-align-center "><style type="text/css"></style><a class="zpbutton-wrapper zpbutton zpbutton-type-primary zpbutton-size-md zpbutton-style-none " href="https://www.youtube.com/live/9nWB-Vf5z1U?feature=shared"><span class="zpbutton-content">ASSISTIR O VÍDEO</span></a></div>
</div><div data-element-id="elm_GJ9haH_BP4HzZ7QTRhqfNA" data-element-type="image" class="zpelement zpelem-image "><style> @media (min-width: 992px) { [data-element-id="elm_GJ9haH_BP4HzZ7QTRhqfNA"] .zpimage-container figure img { width: 442px !important ; height: 333px !important ; } } @media (max-width: 991px) and (min-width: 768px) { [data-element-id="elm_GJ9haH_BP4HzZ7QTRhqfNA"] .zpimage-container figure img { width:442px ; height:333px ; } } @media (max-width: 767px) { [data-element-id="elm_GJ9haH_BP4HzZ7QTRhqfNA"] .zpimage-container figure img { width:442px ; height:333px ; } } [data-element-id="elm_GJ9haH_BP4HzZ7QTRhqfNA"].zpelem-image { border-radius:1px; } </style><div data-caption-color="" data-size-tablet="" data-size-mobile="" data-align="center" data-tablet-image-separate="false" data-mobile-image-separate="false" class="zpimage-container zpimage-align-center zpimage-size-original zpimage-tablet-fallback-original zpimage-mobile-fallback-original hb-lightbox " data-lightbox-options="
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                theme:dark"><figure role="none" class="zpimage-data-ref"><span class="zpimage-anchor" role="link" tabindex="0" aria-label="Open Lightbox" style="cursor:pointer;"><picture><img class="zpimage zpimage-style-none zpimage-space-none " src="/OS%20AP%C3%93STOLOS%20DE%20SRI%20RAMAKRISHNA/Sw-Saradananda.jpg" width="442" height="333" loading="lazy" size="original" data-lightbox="true"/></picture></span></figure></div>
</div><div data-element-id="elm_4X3T6B20UNkTYbEwrJLtkg" data-element-type="text" class="zpelement zpelem-text "><style> [data-element-id="elm_4X3T6B20UNkTYbEwrJLtkg"].zpelem-text { border-radius:1px; } </style><div class="zptext zptext-align-left " data-editor="true"><div style="color:inherit;"><div style="color:inherit;"><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Swami Saradananda nasceu em 1865 em uma família rica, ortodoxa e religiosa de Calcutá. Seu nome de infância era Sharat Chandra Chakravarti. Desde a infância, ele era conhecido por sua devoção a Deus e personalidade séria. Ele permanecia tão quieto que poderia facilmente ser confundido com um garoto estúpido. Como estudante, em quase todos os exames ele liderou a lista dos meninos bem-sucedidos. Ele era uma figura proeminente nos debates e desenvolveu um físico forte fazendo várias formas de exercícios físicos.</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Sharat era muito cortês por natureza. Ele nunca usava palavras duras com ninguém e não feriria os sentimentos de ninguém de qualquer forma. Sharat foi admitido no Colégio São Xavier. O Padre Laffront era então o Diretor desse colégio. Encantado com a profunda natureza religiosa de Sharat, ele mesmo se comprometeu a instruí-lo sobre a Bíblia Sagrada. Uma vez, Sharat e seu amigo Shashi (mais tarde Swami Ramakrishnananda) foram visitar Sri Ramakrishna, que os recebeu muito cordialmente. Naquela época, muitos devotos estavam presentes e surgiu o assunto sobre casamento. Um dos devotos perguntou: &quot;Então, senhor, é errado se casar ? É contra a vontade de Deus ?”. Sri Ramakrishna pediu-lhe que pegasse um dos livros da estante e lesse em voz alta um trecho da Bíblia, que apresentava a opinião de Cristo sobre o casamento. Então seguiram as palavras de São Paulo: “Digo, pois, aos solteiros e às viúvas, que é bom para eles permanecerem como eu (pelos votos de celibato). Mas se não podem se conter, que se casem; pois é melhor casar do que queimar&quot;. A discussão continuou e finalmente Sri Ramakrishna disse com um sorriso: “Certamente direi o que tenho a dizer, você aceite do que digo o quanto quiser”. Essas palavras instigantes de Sri Ramakrishna abriram uma nova visão para Sharat e Shashi.</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Sharat foi pego na corrente de seu amor. Um dia, Sri Ramakrishna estava sentado em seu quarto em Dakshineshwar, cercado por um grupo de devotos. Sri Ganesha, o deus do êxito, prosperidade, foi o assunto da conversa. O Mestre elogiou muito a integridade de caráter de Ganesha, sua total ausência de paixão e devoção sincera à sua mãe, a Deusa Durga. Sarat disse de repente: “Bem, venerado senhor, gosto muito do personagem de Ganesha. Ele é minha divindade escolhida”. O Mestre imediatamente o corrigiu dizendo: “Não, Ganesha não é o seu ideal. Sua divindade escolhida é Shiva. Você possui as qualidades de Shiva”. Então ele acrescentou: “Pense em você, sempre, como Shiva (Brahman) e em mim como Shakti (a Energia Primordial). Eu sou o receptáculo final de todos os seus poderes”. O significado dessas instruções espirituais do Mestre está além de nossa compreensão. Em outra ocasião, o Mestre perguntou a Sharat: “Como você gostaria de conhecer Deus ? Que visões divinas você prefere ver na meditação ?”. Sharat respondeu: “Não quero ver nenhuma forma particular de Deus na meditação. Eu quero vê-lo manifestado em todas as criaturas do mundo. Eu não gosto de visões”. O Mestre disse com um sorriso: &quot;Essa é a última palavra em conquista espiritual. Você não pode ter isso de imediato”. A isso Sharat respondeu: “Mas não ficarei satisfeito com nada menos que isso. Eu devo marchar no caminho da prática religiosa até que esse estado abençoado seja alcançado&quot;.</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Algum tempo depois, Sharat ouviu Sri Ramakrishna elogiar muito um jovem chamado Narendra. Ele falava tão bem dele que Sharat Chandra se sentiu convencido a ter um relacionamento pessoal com essa pessoa. Ele obteve seu endereço com Sri Ramakrishna. Ao conhecer Narendra, Sharat descobriu que ele era o mesmo jovem que conhecera na casa de seu amigo. Ele havia formado uma opinião errada e injusta de Narendra. Sharat aprendeu a lição de como a aparência externa de uma pessoa pode ser enganosa. Havia outro jovem devoto chamado Naren mais jovem, que entrava em êxtase divino. O Mestre pediu a Sharat que visitasse sua casa também e fizesse amizade com ele. Sharat respondeu: “Não gosto de ninguém tanto quanto gosto do Naren mais velho; portanto, não sinto nenhuma inclinação para visitar o Naren mais jovem”. O Mestre repreendeu Sharat, dizendo: “Você, pirralho, é muito unilateral ! É um sinal de mesquinhez. Assim como a bandeja de flores de Deus contém vários tipos de flores, Ele também tem todos os tipos de devotos. É um sinal de estreiteza se não se pode misturar e ter alegria com todos. Você deve um dia visitar o jovem Naren. Você vai ?”. Sharat prometeu visitá-lo também. Noutro dia, o Mestre mostrou a Sharat diferentes posturas de sentar e explicou várias técnicas de meditação. Sharat disse humildemente: “Venerado senhor, por que me mostrou todas essas técnicas ? Eu não lhe pedi”. O Mestre respondeu: “Isso é verdade. Mas é difícil para mim ficar quieto sem falar e demonstrar alguns assuntos espirituais para todos vocês”. Sharat ficou tocado pela infinita compaixão do Mestre.</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Depois que Sri Ramakrishna deixou seu corpo, em seguida o mosteiro de Baranagore foi estabelecido. Sharat também ingressou no mosteiro de Baranagore. Em Baranagore, o dia todo e até mesmo longas partes da noite eram gastos em estudo, meditação ou discussão sobre assuntos espirituais. Sharat tinha uma boa voz para a música. Sob a orientação de Narendra, ele desenvolveu ainda mais a arte de cantar. Ele também aprendeu com Narendra a tocar Tabla, um instrumento de percussão. Com voz boa, quando Sharat recitava hinos em sânscrito com sua pronúncia perfeita, as pessoas presentes se sentiam elevadas a um plano superior de existência. Ele manteve o hábito de cantar mesmo em idade avançada.</span></p><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;"><br></span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Os jovens discípulos de Sri Ramakrishna fizeram a cerimônia dos votos monásticos, Sannyasa. Em seguida, eles mudaram seus nomes de família, Sharat tornou-se Swami Saradananda. Então ele saiu em peregrinação a vários lugares. Algumas dessas peregrinações estavam cheias de aventura e incertezas sobre sua comida e abrigo. Diz-se que uma vez, estavam subindo uma colina muito íngreme. Dois de seus irmãos discípulos estavam à frente. Swami Saradananda estava atrás. Cada um deles tinha nas mãos um bastão com o qual conseguiam, de alguma forma, manter o equilíbrio. A subida era tão perigosa que errar o passo significava morte certa. Enquanto Swami Saradananda subia lentamente, ele encontrou um grupo de peregrinos vindo atrás, no qual havia uma senhora idosa. Ela tinha dificuldades de subir porque estava sem um bastão. Swami Saradananda silenciosamente entregou seu bastão para a senhora idosa seguindo o exemplo histórico: “Tua necessidade é maior do que a minha”. Tal era seu espírito de sacrifício, mesmo quando sua própria vida estava em perigo. Swami Saradananda visitou os santuários sagrados no Himalaia também. Durante esse período, ele revelou o estado de sua mente a um devoto: “Pela graça do Mestre, de agora em diante, eu me separei de minha mente. As fantasias da mente não serão mais capazes de me iludir. Eu sou, por assim dizer, a testemunha”.</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Nesse ínterim, Swami Vivekananda se tornara mundialmente famoso divulgando a mensagem da Vedanta. Ele queria que Swami Saradananda o ajudasse no trabalho da Vedanta no Ocidente. Sobre isso, Swami Saradananda procurou o conselho da Santa Mãe Sarada Devi. A Santa Mãe o abençoou dizendo: “Meu filho, não tenha medo. Você deve ir para o Ocidente. O Mestre irá protegê-lo e estará com você onde quer que você vá”. Em 1896, ele partiu para Londres. No caminho, o navio em que ele viajava foi atingido por um furacão no Mar Mediterrâneo. Houve grande pânico entre os passageiros. Mas Swami Saradananda permaneceu calmo e quieto. Depois de algum tempo, o furacão diminuiu. Quando o navio parou em Roma, ele visitou a famosa Catedral de São Pedro, onde ele entrou em êxtase e ficou completamente alheio a seus arredores. Isso provavelmente porque se lembrou de uma vida passada. Uma vez, Sri Ramakrishna comentou que Swami Saradananda em sua vida passada tinha sido um companheiro de Jesus Cristo. Swami Saradananda deu algumas palestras em Londres. Mas Swami Vivekananda logo o enviou para Nova York, onde a Sociedade Vedanta já havia sido estabelecida. No início, Swami Saradananda ficava nervoso para dar palestras. Mas Swami Vivekananda o encorajou com estas palavras: “Olha, eu já dei uma palestra lá. Você apenas ensina a eles um pouco do Gita e Upanishad e responde suas perguntas. Isso é tudo&quot;. Logo Swami Saradananda teve sucesso nos Estados Unidos. A Sra. Ole Bull costumava dizer que Swami Vivekananda era como o sol escaldante e brilhante e Swami Saradananda, a lua fria e refrescante. A Srta. Laura Glenn, mais tarde Irmã Devamata, escreveu sobre ele em suas memórias: “Eu vi de imediato por que ele despertava tanto amor onde quer que fosse no Ocidente. Ele parecia possuir uma gentileza, graciosidade e cortesia exaltadas, que atraíam diretamente.”</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Nos Estados Unidos, ele foi o convidado do Sr. e da Sra. Wheeler. A Sra. Wheeler viu uma foto de Sri Ramakrishna com Swami Saradananda e ficou surpresa. Ela contou que, antes de se casar, teve uma visão clara de um monge hindu e não sabia quem ele era. Ela ficou maravilhada ao descobrir que ele não era outro senão Sri Ramakrishna. Referindo-se a esse acontecimento, Swami Saradananda mais tarde lembrou: “O Mestre escolhe seus próprios homens e mulheres. Somos meros instrumentos em suas mãos. É um privilégio trabalhar sob sua bandeira. Nos Estados Unidos ele já havia preparado o terreno para mim. Eu não estava sozinho. Ele trouxe para mim homens e mulheres de caráter elevado que me ajudaram em nosso trabalho e demonstraram grande amor por nosso Mestre”.</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Swami Saradananda era dotado de notável firmeza, bom senso e um coração terno. Ele também estava familiarizado com os métodos ocidentais de dirigir uma organização. Então, Swami Vivekananda o chamou de volta à Índia e o nomeou Secretário Geral do Mosteiro Ramakrishna e da Missão Ramakrishna. Ele continuou neste cargo por trinta anos, até seu último dia. Diz-se que um dia, em Dakshineshwar, Sri Ramakrishna em estado de êxtase sentou-se no colo do jovem Sarat e disse depois: &quot;Eu estava testando quanta carga ele poderia suportar&quot;.</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Swami Saradananda viajou para a Caxemira ao receber um telegrama de Swami Vivekananda informando que ele estava doente. No caminho, Swami Saradananda sofreu um acidente que quase lhe custou a vida. Houve um deslizamento de terra e o cavalo da carruagem em que viajava de repente começou a correr e escorregou por um abismo de cerca de mil e quatrocentros metros de profundidade. Quando a carruagem atingiu a metade da profundidade, bateu em uma árvore. Então uma pedra caiu e esmagou o cavalo, que morreu. Swami Saradananda saltou da carruagem ferido e com o pé machucado. Ele resgatou o cocheiro inconsciente e levou-o à aldeia mais próxima para tratamento. Em seguida, continuou sua jornada em direção a Srinagar, Caxemira. O mais surpreendente foi que Swami Saradananda não perdeu sua equanimidade, mesmo em uma hora tão crítica.</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Em outra ocasião, ele estava viajando pelo Ganges em um barco coletivo, indo de Calcutá para Belur Math. Um devoto chamado Dr. Kanjilal o acompanhava. Um forte vendaval surgiu e o barco estava quase afundando em meio a ondas violentas. Mas Swami Saradananda fumava calmamente um narguilé. Essa calma exasperou tanto o Dr. Kanjilal que ele agarrou o narguilé, jogou-o no Ganges e gritou: “Maharaj, você é um homem estranho ! O barco está prestes a afundar e você está fumando !”. Swami Saradananda respondeu: &quot;É sensato pular na água antes que o barco afunde ?&quot;. Em seguida, aconselhou o barqueiro a baixar a vela. A tempestade diminuiu e eles chegaram em segurança a Belur Math. A profunda calma de Swami Saradananda poderia congelar a raiva de qualquer pessoa e sua mente permaneceria serena em qualquer situação. Vendo esse traço nele, Swami Vivekananda zombava, dizendo: “O sangue de Sharat é o de um peixe; nunca vai aquecer”. Quando alguém vinha a Swami Saradananda com problemas difíceis, ele dizia: “O Mestre arrumará tudo. Fique tranquilo”.</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Alguém perguntou a Swami Saradananda por que ele dava palestra sem mover as mãos ou fazer gestos faciais. Porque, normalmente, os oradores fazem isso para impressionar o público. Swami Saradananda respondeu: “Swami Vivekananda não gostava disso. Swamiji diria: ‘Durante uma palestra, deve-se remover o ego e ficar frente ao Mestre com humildade e calma. Ele vai fazer você falar o que ele quiser, e ele mesmo vai ouvir. Assim, quando alguém fala com total entrega, somente então aquela palestra leva a mensagem de Deus”. Swami Saradananda disse ainda aos devotos que ele tinha o mau hábito de mover as mãos e fazer gestos faciais durante a palestra. Mas Swami Vivekananda o corrigiu em Londres. Em outra ocasião, alguns devotos pediram a Swami Saradananda para falar sobre Sri Ramakrishna. Ele disse poucas palavras e concluiu dizendo: “Medite no Mestre, e ele sem dúvida se revelará a vocês. Tenha fé. Quão pouco entendemos a natureza infinita do Mestre !”. Ao dizer isso, sua voz ficou embargada, seu corpo ficou imóvel, lágrimas rolaram de seus olhos semicerrados, sua respiração parou e uma beleza divina se refletiu em seu rosto. Os presentes ficaram pasmos. Depois de um tempo, dizendo “Ramakrishna, Ramakrishna”, ele voltou ao plano normal de consciência.</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Ele escreveu um belo livro em bengali - “Adoração à Mãe na Índia”, <i>Bhārate Shakti Pūja.</i> Lá ele escreve: “O livro é dedicado com grande devoção e humildade a Ela; por cuja graça o autor foi abençoado com a realização da manifestação especial da Mãe Divina em cada mulher”.</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Existem vários casos em que o Swami ajudou pessoas rebeldes apenas por seu amor e tolerância. Em torno dele viviam pessoas, fazendo trabalhos úteis, que seriam incontroláveis em qualquer outro lugar. Swami Saradananda acreditava na potencialidade e possibilidade infinitas de cada alma, e sua crença era inabalável. Essa era a razão pela qual ele permaneceria absolutamente indiferente às aparentes falhas ou fraquezas de uma pessoa. Após o falecimento de Swami Brahmananda, houve uma proposta de tornar Swami Saradananda o Presidente da Ordem Ramakrishna. Ele rejeitou com base no fato de que o amado líder Swami Vivekananda o havia nomeado Secretário-Geral e, portanto, ele continuaria em seu dever.</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Uma revista bengali “Udbodhan”, “Despertar” foi iniciada sob a inspiração de Swami Vivekananda. Swami Saradananda achava que a revista Udbodhan deveria ter sua própria editora. Também havia necessidade de uma casa para a Santa Mãe Sarada Devi ficar, durante suas visitas a Calcutá. Então, ele construiu uma casa na qual o térreo era o Escritório de Udbodhan, e no andar de cima ficava o templo e a residência da Santa Mãe. Isto veio a ser conhecido como “Casa Udbodhan” ou como “Morada da Santa Mãe”. Neste edifício, Swami Saradananda se sentava em uma pequena sala adjacente à entrada principal e se apresentava como o guardião do portão. Sentado de pernas cruzadas no chão desta pequena sala, ele conduziu a administração de toda a Ordem Ramakrishna. Ali, Swami Saradananda também escreveu uma história autêntica da vida do Mestre em bengali, Sri Ramakrishna Lila Prasanga - “Sri Ramakrishna, o Grande Mestre”. O livro não é apenas uma biografia, mas tem fornecido sustento espiritual a milhares de leitores. Certa vez, espantosamente, ele disse a seu assistente que o que havia escrito naquele livro sobre Samadhi havia sido vivenciado diretamente em sua própria vida. Além disso, ele diria que o Mestre fez dele o instrumento para escrever este livro.</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Pode-se imaginar sua alegria quando a Santa Mãe veio e ficou na casa Udbodhan ! Ele cuidou dela com a maior seriedade. A Santa Mãe passou seus últimos dias na mesma casa, até que ela faleceu.</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Certa vez, ele censurou um jovem monge por uma alegada falha. Posteriormente, quando Swami soube que o monge não era realmente o culpado, ele se arrependeu e se desculpou. Este incidente, mostrando sua magnanimidade, criou uma comoção na Missão.</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Durante sua velhice, quando não podia sair exceto em um veículo, Swami Saradananda saiu em um meio-dia muito quente de verão. Sentindo-se ansioso para saber onde ele iria naquela hora inapropriada, seu assistente, Swami Asheshananda, o seguiu. Logo ele atraiu a atenção de Swami Saradananda, que a princípio pediu que ele não viesse, mas com seu apelo sincero, permitiu. Swami Saradananda subiu as escadas de uma casa e sentou-se ao lado de um paciente. O paciente sofria de tuberculose e estava no leito de morte. O Swami começou a acariciar o paciente carinhosamente, falando o tempo todo palavras da maior simpatia. O paciente ficou desatento - enquanto falava, saliva caia por todos os lados. Ele pediu a seu irmão que oferecesse algumas frutas e doces a Swami Saradananda. Enquanto o Swami assistente assistia toda a cena, ele estremecia, temendo que o Swami pegasse uma infecção. Ao retornar, o assistente tomou a liberdade de culpar Swami Saradananda, por comer ali, naquelas circunstâncias. Ele respondeu: &quot;O Mestre costumava dizer que não fará nenhum mal você aceitar alimentos oferecidos com amor e devoção&quot;.</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">Um trabalho importante que Swami Saradananda fez foi organizar a primeira Convenção da Missão Ramakrishna, em Belur Math, em 1926. Certa vez, ele disse a um monge: “Olha, depois de fazer um trabalho tão volumoso em minha vida, tenho o conhecimento de que não fazemos nada. Somos meros instrumentos. Tudo acontece de acordo com a vontade do Mestre. Anteriormente, costumava pensar que sem mim este trabalho em particular sofreria. Durante minha ausência, quem faria esse trabalho ? Agora vejo que o trabalho do Mestre não vai parar por falta de ninguém&quot;.</span></p><span style="font-size:20px;"></span><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:20px;font-family:Poppins;">&nbsp;</span></p><span style="font-size:20px;"><div style="text-align:justify;"><span style="color:inherit;font-family:Poppins;">Swami Saradananda advertiu um monge com estas palavras: “Não pense que apenas estados extáticos indicam um estado muito elevado na vida religiosa, somente o caráter puro é a base da vida religiosa. Sem caráter puro, quem pode manter todos esses estados extáticos ? Estados extáticos não podem durar sem um caráter puro e bom”. Sobre Sri Ramakrishna, Swami Saradananda disse: “O Mestre veio para tornar a religião mais fácil. As pessoas estavam sendo esmagadas sob o peso de regras e regulamentos. Para repetir o nome de Deus ou adorá-lo, não há necessidade de nenhum momento ou lugar especial. Em qualquer condição que alguém esteja, pode-se repetir Seu nome. O Mestre nunca deu muita importância a essas observâncias externas”. Swami Saradananda passou para a morada mais elevada em 1927. Swami Vivekananda disse certa vez a seus irmãos discípulos: “Não preguem a personalidade de Sri Ramakrishna, apenas vivam uma vida que pregará a dele”. Bem, Swami Saradananda viveu uma vida assim.</span></div></span></div></div></div>
</div></div></div></div></div></div> ]]></content:encoded><pubDate>Thu, 05 Oct 2023 22:27:09 -0300</pubDate></item></channel></rss>