Hinos do Arati

1. Khandana Bava

Letra e tradução

2. Om Hrim Ritam

 

3. Sarva Mangala

Letra e tradução

4. Prakritim

Letra e tradução

5. Jay

 

 

A Cerimônia do Arati

Arati é uma cerimônia ritualística vespertina de tradição hindu. É um momento de quietude, um momento de reflexão e meditação que ocorre no final do dia. Durante este ritual são oferecidos ao Senhor, e demais deidades que estão representadas no altar, itens que representam os cinco elementos sutis que formam o universo.
O ritual simboliza a multiplicidade do mundo dissolvendo-se na unidade. Este é um ato de total entrega e comunhão com Deus.
Primeiramente acende-se o fogo sagrado, que permanece aceso durante todo o ritual e representa a presença de Deus. Em seguida, queimam-se incensos para purificar o templo.
Depois de uma breve meditação, o adorador (celebrante) inicia o Arati acendendo cinco lamparinas colocadas em um pequeno candelabro especial para a cerimônia. Essas lamparinas são feitas de algodão e embebidas em ghee derretida (manteiga clarificada) ou óleo.
O celebrante derrama a água consagrada três vezes sobre a alça do pequeno candelabro, enquanto são oferecidas saudações ao fogo das lamparinas, que simboliza a luz de Brahman (o Ente Supremo). Com a mão direita, o adorador oferece a luz (primeiro elemento) com movimentos circulares, no sentido horário, diante das fotografias de Sri Rarnakrishna, Sarada Devi, Swami Vivekananda, e outras deidades que estejam sendo adoradas ou reverenciadas durante o ato cerimonial.
Durante a cerimônia o adorador toca continuamente um sino com a mão esquerda, simbolizando o místico som do OM que reverbera eternamente por todo o universo.
A seguir o celebrante se ajoelha, passa a mão direita sobre a luz que foi oferecida e depois sobre a cabeça. Fazendo isso o adorador é purificado pela luz de Brahman e recebe o darshan (bênçãos) do Senhor. Este ato significa também o desejo pela iluminação, ou união da alma com Deus.
Em seguida ele derrama água sobre a mão direita como um ato de purificação antes de fazer a próxima oferenda.
A segunda oferenda é a água (segundo elemento), colocada dentro de uma concha, que é oferecida em movimentos circulares diante das fotografias sagradas e, em seguida, derramada no recipiente de oferendas.
A terceira oferenda é um pedaço de tecido, que simboliza o espaço (terceiro elemento); também é oferecido em movimentos circulares diante das fotografias sagradas. O tecido cobre o corpo assim como o espaço envolve toda a criação.
A quarta oferenda é uma flor, que simboliza a terra (quarto elemento); também é oferecida em movimentos circulares diante das fotografias sagradas.
A última das oferendas é o chamara (um leque feito da cauda do yak), que simboliza o ar (quinto elemento); é oferecido de forma graciosa em movimentos circulares diante das fotografias sagradas.
Os três hinos que acompanham o ritual vespertino são:
• “Khandana Bhava Bandhana” – hino bengali, composto por Swami Vivekananda, dedicado a Sri Ramakrishna;
• “Om Hring Ritang” - hino sânscrito, composto por Swami Vivekananda, dedicado a Sri Ramakrishna;
• “Sarva Mangala Mangalye” - hino sânscrito dedicado à Divina Mãe.
O canto dos hinos é acompanhado pelo harmonium (um órgáo manual indiano), a tampura (um instrumento de corda Indiano), tablas (tambores indianos) e os címbalos.
Em algumas cerimônias canta-se também o hino “Prakritim”, composto por Swami Abhedananda e dedicado à Santa Mãe Sarada Devi.
A cerimônia vespertina começa no fim do dia, em horário próximo do por do sol, e tem uma duração aproximada de uma hora.