Glossário

A-E F-J K-O P-T U-Z

 

Adhyatma Ramayana — Literalmente, “interpretação espiritual da vida de Rama”; versão derivada do Ramayana, que interpreta o épico em termos do não-dualismo e enfatiza a natureza divina de Sri Rama.
Adi Samaj — Tronco antigo do Brahmo Samaj que permaneceu sob a direção de Devendranath Tagore.
Advaita — Vedanta monista. (Ver Vedanta).
Adyashakti — A Energia Primordial; um epíteto da Mãe Divina.
Ahalya — No épico hindu Ramayana, a bela e devotada esposa de um grande sábio chamado Gautama. Indra, o rei dos deuses, apaixonado por sua beleza, seduziu-a tomando a forma de um sábio com a esperança de que ela o confundisse com seu esposo, que estava ausente. Ahalya sabia que ele era Indra e no entanto cedeu a seus desejos. Quando Indra estava para ir embora, Gautama regressou e, descobrindo o acontecido, proferiu uma maldição sobre sua esposa e sobre Indra. Por causa de sua má conduta Ahalya fora transformada em pedra pela maldição de seu marido. O sábio entretanto disse que o toque dos pés de Rama lhe devolveria a forma humana.
Ahamkara — O sentido do ego; componente da mente que reivindica para si as impressões dos sentidos e as classifica como conhecimento individual.
Akasha — Éter ou espaço; o primeiro dos cinco elementos emanados de Brahman. É a forma mais sutil da matéria, à qual todos os elementos retornam ao final.
Aná — Moeda divisionária da Índia, correspondente a 1/16 da rúpia.
Ananda — Pura bem-aventurança. Alegria absoluta. Um aspecto de Brahman.
Anandamayi — Deus no aspecto da Mãe cheia de Bem-aventurança.
Annapurna — Um nome da Divina Mãe; Aquela que provê o alimento.
Arati — Cerimônia através da qual se oferece a luz (de uma lamparina ritual) a uma divindade ou pessoa santa.
Arjuna — Um dos cinco irmãos Pandavas e herói do Mahabharata. Amigo e discípulo de Sri Krishna, no Bhagavad Gita ele representa o aspirante espiritual através de quem o Senhor ensina a humanidade.
Artha — 1. Riqueza. 2. Segurança econômica. Um dos quatro frutos da vida humana. (Ver Dharma).
Ashtavakra Samhita — Pequeno tratado sobre Vedanta Advaita, atribuído ao sábio Ashtavakra e apresentado em forma de um diálogo.
Ashvin — O sexto mês do calendário hindu, no outono.
Atman — O Espírito ou Ser, o aspecto imanente de Deus. Presença de Brahman em cada ser.
AUM — Sílaba sagrada que representa o Absoluto Impessoal bem como o aspecto pessoal de Deus. (Ver OM).
Avadhuta — Asceta hindu mencionado no Bhagavata.
Avatar — Encarnação divina. De acordo com a crença hindu, Deus como Vishnu desce ao reino dos nomes e das formas em diferentes épocas para restabelecer as verdades esquecidas da religião e para mostrar à humanidade, através de seu exemplo vivo, como alcançar a auto-realização. O avatar não nasce em conseqüência de tendências e atos passados, como outras almas, mas por sua livre escolha. Durante toda a sua existência Ele é consciente de sua missão divina; mostra novos caminhos no campo da religião, os quais adapta às necessidades da época; é capaz de transmitir o conhecimento divino através do toque, do olhar ou do desejo. Rama, Krishna, Buddha, Cristo e, recentemente, Ramakrishna, são reconhecidos como avatares.
Avidyamaya — Maya ou ilusão que causa a dualidade, tem dois aspectos: avidyamaya e vidyamaya. Avidyamaya é a “maya da ignorância” que consiste de raiva, paixão etc. e que aprisiona a alma ao mundo. Vidyamaya, ou a “maya do conhecimento” consiste de gentileza, pureza, não egoísmo etc. e que conduz a alma à liberação. Ambos pertencem ao mundo relativo.
Avidyashakti — O poder da ignorância.
Ayodhya — A capital do reino de Rama, cerca do Rio Sarayu em Uttar Pradesh, Índia. A atual cidade de Oudh.

 

Babu — Tratamento respeitoso; Senhor. A palavra é usualmente colocada depois do primeiro nome; por exemplo, Girish Babu.
Banyan ou Baniano — Grande figueira indiana (Ficus bengalensis). De seus galhos brotam raízes aéreas que descem ao solo e formam troncos adicionais.
Baul — Literalmente, “devoto inebriado por Deus”. Mendigo da seita vaishnava. Em Bengala os bauls são menestréis místicos independentes, hindus ou muçulmanos, homens ou mulheres, que possuem um tesouro de cantos religiosos.
Bel ou Bilva (Aegle marmelos) — marmeleira-da-índia, também chamada marmelos-de-bengala – árvore cujas folhas, consideradas sagradas, são usadas no culto; também designa o fruto dessa árvore.
Benares ou Varanasi — Também conhecida como Kashi. A cidade sagrada às margens do Rio Ganges em Uttar Pradesh, Índia. Acredita-se que as duas deidades (Vishvanath e Annapurna) que presidem a cidade dão liberação a todos os que morrem lá.
Bétel ou Bétele — Planta sarmentosa e aromática, cujas folhas e nozes são mascadas como estimulante e digestivo.
Bhagavad Gita — “Canção do Senhor”, é o Evangelho do hinduísmo. Datado entre o quinto e o segundo século a.C., o Bhagavad Gita, que compreende 18 capítulos, forma parte do Mahabharata. Na forma de diálogo entre Sri Krishna, a encarnação divina, e seu amigo e discípulo Arjuna, ensina como alcançar a união com a Realidade Suprema através dos caminhos do conhecimento, da devoção, do trabalho não egoísta e da meditação.
Bhagavan — O Senhor; o Deus Pessoal, dotado dos seis atributos: domínio, poder, glória, esplendor, sabedoria e renúncia.
Bhagavata Purana — O mesmo que Bhagavatam.
Bhagavatam ou Bhagavata Purana — As famosas escrituras devocionais hindus, atribuídas à Vyasa. O Bhagavatam ilustra as verdades religiosas com histórias de antigos santos da Índia, videntes e reis. Lidando em parte com a vida de Sri Krishna, a encarnação divina, é especialmente sagrada para os vaishnavas.
Bhairavi — 1. Monja da seita tântrica. 2. Bhairavi Brahmani, também conhecida como Brahmani ou Bhairavi. Monja errante, cujo nome era Yogeshvari e que em 1861 iniciou Sri Ramakrishna nas disciplinas do Tantra. Ela foi a primeira a proclamá-lo um avatar.
Bhakta — Um devoto de Deus; o seguidor do caminho da bhakti yoga. O bhakta não tem que suprimir suas emoções; ele as intensifica e as direciona para Deus.
Bhakti Yoga — O caminho da devoção; uma das quatro principais yogas, ou caminhos de união com Deus. Depois de cultivar intenso amor por um dos muitos aspectos de Deus Pessoal – freqüentemente como uma encarnação divina – o adorador dissolve seu próprio ego no Ideal Escolhido. A bhakti yoga é o caminho mais natural para a realização de Deus. O bhakta não tem que suprimir suas emoções; ele as intensifica e as direciona para Deus. A maioria dos devotos de todas as grandes religiões do mundo é fundamentalmente seguidora deste caminho.
Bharata — 1. Homem santo e antigo rei, mencionado no Bhagavatam. 2. Irmão de Sri Rama. 3. Nome dado à Índia, em homenagem ao Rei Bharata.
Bhava — Estado do ser; sentimento, emoção; uma atitude assumida em relação a Deus na bhakti yoga (ver); êxtase. As cinco principais bhavas do devoto em relação ao seu Ideal Escolhido são: 1. shanta (a atitude de paz e serenidade), na qual Deus é sentido próximo, mas nenhuma relação definitiva foi ainda estabelecida entre Ele e o adorador; 2. dasya (a atitude do servidor em relação ao Mestre e da criança em relação ao Pai ou Protetor); 3. sakhya (a atitude do amigo em relação ao Amigo); 4. vatsalya (a atitude do pai em relação à Criança) e 5. madhura (a atitude da esposa ou amante em relação ao Marido ou ao Bem-amado). Na bhakti yoga existem os seguintes estágios: 1. bhakti (devoção); 2. bhava (devoção amadurecida – um estado de êxtase); 3. prema (um estado no qual o devoto se esquece do mundo e de seu próprio corpo); 4. mahabhava (a mais elevada manifestação do amor divino, da qual Radha é considerada a personificação). Somente avatares e ishvarakotis (ver) podem transcender o estado de bhava.
Bhava Samadhi — Um estado de êxtase que se atinge ao seguir o caminho da devoção. Neste estado, um traço do ego permanece no adorador, permitindo-lhe desfrutar de Deus e do seu jogo divino: nas palavras de Sri Ramakrishna, “provar o açúcar ao invés de se tornar açúcar”.
Bhishma — Um dos grandes heróis do Mahabharata. Combatia no campo oposto ao dos Pandavas.
Bilva — Ver Bel.
Brahma — Deus no aspecto de Criador do Universo, um dos aspectos da Trindade Hindu. Brahma é usualmente representado com quatro faces e quatro braços, segurando entre outros símbolos o Veda e um rosário.
Brahmachari — 1. Indivíduo devotado à continência. 2. Aquele que observa o primeiro dos quatro estágios da vida de acordo com os ensinamentos védicos (ver brahmacharya). 3. No hinduísmo, aspirante espiritual que tomou os primeiros votos monásticos. (Feminino: brahmacharini).
Brahmacharya — 1. Continência em pensamento, palavra e ato. 2. Iniciação em que o aspirante toma os primeiros votos monásticos; condição daquele que tomou os votos. (Na Ordem Ramakrishna um período probatório mínimo de cinco anos é obrigatório antes que os votos de bramacharya sejam conferidos). 3. O estágio de celibato na fase estudantil, o primeiro dos quatro estágios em que a vida de um indivíduo é dividida, de acordo com os ensinamentos védicos. Nesse estágio, o menino vive em companhia de seu mestre (ver Guru), recebendo educação secular e religiosa, e é treinado na prática da continência e outras virtudes.
Brahmagñana — O conhecimento transcendental de Brahman.
Brahmagñani — Aquele que alcançou o conhecimento transcendental de Brahman.
Brahman — O Absoluto Impessoal, Existência ou Deus, a Realidade Toda-Penetrante da filosofia Vedanta.
Brahmarshi — Um rishi ou homem santo dotado do conhecimento de Brahman.
Brahmo Samaj — Movimento de reforma religiosa e social do século 19 na Índia, dedicado à “adoração do Eterno, do Imperscrutável, do Imutável Ser, que é o Autor e Preservador do Universo”. Fundado por Raja Rammohan Roy e organizado por Devendranath Tagore, sua afiliação era aberta para todos, independente de credo, casta, cor e nacionalidade. Keshav Chandra Sen foi o mais famoso de seus líderes.
Brahmos — Membros do Brahmo Samaj.
Braj — O mesmo que Vrindavan.
Brindavan — Ver Vrindavan.
Buddha — Literalmente, “O Iluminado”. 1. A palavra refere-se especificamente a Gautama Buddha, (567-483 a.C). Nascido como príncipe Siddhartha, ele renunciou ao mundo para tornar-se um dos grandes mestres espirituais de todos os tempos. 2. O termo genérico pode referir-se à qualquer ser que tenha alcançado o Nirvana, e carregue certos traços físicos característicos por ter atingido este estado.
Buddhi — A faculdade de discriminação do indivíduo, a qual classifica as impressões dos sentidos.
Budismo — Ensinamento transmitido por Buddha sobre como obter o Conhecimento, escapando da roda do renascimento e da dor para atingir o Nirvana. Uma das grandes religiões do mundo, fundada por Gautama Buddha e baseada nas seguintes doutrinas: 1. As Quatro Nobres Verdades: existe sofrimento; existe uma causa para o sofrimento; o sofrimento pode ser superado; existe um caminho de paz. 2. Nirvana: o mundo da mente e da matéria está em constante mudança; retirar a mente desse fluxo e atingir o Nirvana - estado de iluminação e perfeição - é libertar-se do sofrimento e renascimento. 3. O Nobre Óctuplo Caminho: visão reta, aspiração reta, palavra reta, conduta reta, meio de vida reto, esforço, pensamento reto e contemplação reta. As duas principais escolas do budismo são hinayana (pequeno veículo) e mahayana (grande veículo). O ideal da hinayana é a realização da santidade pessoal por meio da reclusão ascética. Mahayana, divulgando os ensinamentos do fundador, propõe a veneração a Gautama Buddha como encarnação divina e exalta o bodhisattva (alma evoluída que adia espontaneamente sua libertação final para ajudar a humanidade).

 

Chaitanya — Também conhecido como Nimai, Gaur (Gour), Gauranga (Gouranga) e Krishna Chaitanya. Sri Chaitanya foi um grande santo e mestre espiritual; nascido em 1485, em Navadvip, no estado de Bengala; também viveu em Orissa. Um erudito brilhante, ele de repente renunciou ao mundo e tornou-se um ardente devoto de Sri Krishna, de quem (de acordo com os vaishnavas bengalis) era uma encarnação parcial. Seu amor extático por Deus abarcava pecadores e santos, independente de casta e credo. Sri Chaitanya deu ênfase à bhakti yoga como caminho para a realização de Deus e ao japa como prática espiritual. O termo também designa consciência espiritual desperta.
Chakora — Pássaro mítico semelhante à perdiz, e que segundo as lendas antigas alimenta-se do néctar dos raios da lua.
Chakra — Literalmente, “rodas”. Segundo o Tantra, há seis principais centros de consciência ao longo do canal central da coluna vertebral (sushumna) e um sétimo centro localizado no cérebro: muladhara, svadhisthana, manipura, anahata, vishuddha, agña e sahasrara. São os centros dinâmicos onde a energia espiritual se torna vitalizada e se expressa por meio da percepção espiritual e da visão mística. Esses centros formam os degraus ascendentes pelos quais a kundalini, ou energia espiritual, passa da base da coluna vertebral para o cérebro. Quando se forma uma passagem fácil ao longo do sushumna, através desses centros, e a kundalini não encontra resistência em seu movimento ascendente e descendente, então ocorre o shatchakrabheda, que significa, literalmente, a penetração dos seis chakras ou centros místicos. Na linguagem da yoga, os chakras são descritos metaforicamente como lótus, porque dizem que se abrem como flores de lótus. O chakra muladhara, situado entre a base do órgão sexual e o ânus, considerado como a sede da kundalini, é o lótus de quatro pétalas. O svadhisthana, situado na base do órgão sexual, é um lótus de seis pétalas. O manipura, na região do umbigo, tem dez pétalas. O anahata, na altura do coração, é um lótus de doze pétalas. O vishuddha, na parte inferior da garganta, tem seis pétalas. O agña, situado no espaço entre as sobrancelhas, possui duas pétalas. No cérebro está o sahasrara, o lótus de mil pétalas, a morada de Shiva, tão branco quanto a lua cheia prateada, tão brilhante quanto o relâmpago, e suave e sereno como o luar. Esta é a meta mais alta, e aqui a energia espiritual despertada manifesta-se em toda a sua glória e esplendor.
Sri Ramakrishna, por sua vez, assim descreve os chakras:
“Quando a mente está ligada ao mundo, a consciência permanece nos centros inferiores: os plexos sacrococcígeo (muladhara), sacral (svadhisthana) e solar (manipura). Nesse caso, não existem ideais elevados ou pensamentos puros na mente, que permanece imersa na luxúria e na cobiça. O quarto centro de consciência (anahata) fica na região do coração. Quando a mente alcança esse centro, ocorre o despertar espiritual. Nesse estágio, a pessoa tem uma visão espiritual da Luz Divina e fica maravilhada diante de sua beleza e glória. A partir de então, sua mente não corre mais atrás de prazeres mundanos. A região da garganta é o quinto centro de consciência (vishuddha). Quando a mente sobe até esse centro, o indivíduo liberta-se da insensatez e da ignorância, passando a falar apenas de assuntos relacionados a Deus. O sexto centro (agña) situa-se entre as sobrancelhas. Quando a mente o atinge, a pessoa submerge na consciência divina, embora ainda lhe reste a consciência de um ego separado”. Contemplando a visão beatífica de Deus, a pessoa enlouquece de alegria e anseia por aproximar-se mais e unir-se a Ele. Mas não consegue, pois ainda existe o ego entre ambos... O centro no cérebro (sahasrara) é o sétimo. Quando alguém se eleva até esse plano, entra em samadhi, a consciência transcendental, em que realiza sua unidade com Deus”.
Chandi — Devi Mahatmyam. Antigo épico sagrado que celebra as glórias da Mãe Divina do Universo (ver Puranas).
Chapatis — Pão indiano feito de farinha integral. Parece-se com a tortilla mexicana em tamanho e forma.
Chidakasha — Akasha ou espaço de Chit, a Consciência Absoluta; o Espírito Onipresente.
Chitta — A substância ou elemento fundamental da mente, cujos três componentes são manas, buddhi e ahamkara.
Cossipore — Ver Kashipur.

 

Dakshineswar — Aldeia às margens do Ganges (aproximadamente 9 km. ao norte de Calcutá), onde, na década de 1850, Rani Rasmani construiu um grupo de templos: o templo de Kali, 12 pequenos templos dedicados a Shiva e o templo de Radhakanta. Ao norte dos templos de Shiva está o quarto que Sri Ramakrishna ocupou durante um considerável período de sua vida.
Darshan — Literalmente, “ver, experimentar”; apresentar os respeitos a um lugar sagrado ou uma pessoa santa, numa visita cerimonial; também as bênçãos ou purificação sentidas na presença do sagrado.
Dasharatha — O pai de Sri Rama.
Dattatreya — Nome de um grande santo hindu.
Daya — Piedade, compaixão.
Dayananda (1824-1883) — Fundador do Arya Samaj, movimento de reforma do hinduísmo, contemporâneo do Brahmo Samaj, porém mais desenvolvido no oeste da Índia, e que se propunha restabelecer a religião védica primitiva (tal como a concebia Dayananda).
Dervixe — Do persa, pobre, asceta. A palavra equivalente em árabe é faquir. De forma genérica, indica a pessoa que foi iniciada em uma ordem sufi e dedica-se a este caminho espiritual. Também associado ao sentido de pobreza, significa o desapego na busca de Allah.
Devaki — A mãe de Sri Krishna.
Devendranath Tagore (1817-1905) — Chefe do primeiro Brahmo Samaj e pai de Rabindranath Tagore (1861-1941).
Dharma — Literalmente, “aquilo que sustenta a nossa verdadeira natureza”; a palavra pode denotar mérito, moralidade, retidão, verdade, dever religioso, ou modo de vida que a natureza de uma pessoa lhe impõe. É também o primeiro dos quatro frutos da vida humana (dharma – o dever, artha – as riquezas, kama – os prazeres, moksha – a libertação). No budismo, dharma (pronunciado dhamma) também significa a doutrina budista.
Dhikr — Do árabe, lembrança (pronuncia-se zikr). Indica, no sufismo, a prática da lembrança de Allah, através da invocação de Seus nomes, das orações e outras práticas espirituais. Nas comunidades de dervixes há uma cerimônia denominada dhikr, na qual essa prática é feita em conjunto, seguindo determinado ritual específico de cada ordem sufi. Também indica os exercícios espirituais que cada dervixe recebe para prática individual.
Dhoti — Roupa masculina hindu que consiste numa longa peça de tecido, enrolada na cintura e descendo até os tornozelos.
Dhruva — Santo da mitologia hindu.
Diksha — Ver Iniciação.
Durga — Literalmente, “A Incompreensível”; um dos nomes da Mãe Divina, consorte de Shiva. Sua forma com dez braços, montada num leão, representa seu grande poder. Ela destrói o demônio da ignorância, enquanto abençoa com o amor divino e o conhecimento aqueles que anseiam pela realização de Deus.
Durga Puja — Festa religiosa anual dedicada à Mãe. Ocorre no outono, fazendo-se a cada ano uma nova imagem para o culto. Em Bengala, os cinco dias de celebrações iniciam-se pela súplica a Durga, para que desça de sua morada celestial e venha à terra; após os principais rituais de adoração por três dias, no quinto dia a imagem é submergida em um rio ou no oceano.

 

Ekadashi — é um evento que ocorre duas vezes por mês (lunar), constituindo-se no décimo primeiro dia depois da lua nova e cheia. Neste dia, o devoto permanece em jejum completo ou parcial, dedicando-se à oração, meditação e adoração. Nos Centros da Ordem Ramakrishna é uma regra (facultativa) cantar o Ram Nam Sankirtanam, que é um hino de louvor a Sri Rama.